<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060</id><updated>2011-11-27T15:46:55.355-08:00</updated><category term='Capas de livros'/><category term='Leonardo da Vinci e Camões'/><category term='Livrarias do Rio de Janeiro'/><category term='Anos 60/70'/><category term='Distribuidoras'/><category term='Distribuição de Livros'/><category term='Livrarias'/><category term='Francisco Olivar'/><category term='Livrarias e Editores'/><category term='Homenagem Silenciosa'/><category term='Historia dos Livros'/><category term='Profissionais do livro'/><category term='Heloneida Sutudart'/><category term='Pequeno livreiro'/><category term='Adersen Editora'/><category term='Mercado de livros'/><category term='Livraria e Editora Globo'/><category term='Anos 70 e 80'/><category term='Anos 70/80'/><category term='Editoras de Esquerda'/><category term='Anibal Bragança'/><category term='Livreiro de Rua'/><category term='Editoras'/><category term='Bienal do Livro'/><category term='Paz e Terra'/><category term='Capas'/><category term='Lembranças'/><category term='leitores'/><category term='Quirino Campofiorito'/><category term='Vendedor'/><category term='Edgar Cavalheiro'/><category term='Livros Portugueses'/><category term='Monteiro Lobato'/><category term='Sociologia'/><category term='Lembranças infantis'/><category term='Egas Francisco'/><category term='Copacabana'/><category term='poesia'/><category term='Ciências Sociais no Rio de Janeiro'/><category term='EBAL'/><category term='Prêmio Jabuti'/><category term='Anos 70. Centro'/><category term='anos 80'/><category term='livrarias da zona sul carioca'/><category term='Memórias'/><category term='megalivrarias'/><category term='Distribuidores de Livros'/><category term='Joaquim Ferreira dos Santos'/><category term='Feira de livros'/><category term='Carlos Drummond de Andrade'/><category term='Rio de Janeiro'/><category term='Livrarias e Editoras'/><category term='Vendedor de Livros'/><category term='Livreiro Virtual'/><category term='Kennedy Bahia'/><category term='Livros Usados'/><category term='Livraria Leonardo Da Vinci'/><category term='Leitor Universitário'/><category term='livreiros'/><category term='Historia das Livrarias'/><category term='Livraria Civilização Brasileira'/><category term='artista plástico'/><category term='Nova Razão Cultural'/><category term='Capistas'/><category term='Largo da Carioca'/><category term='Sebos na Zona Sul'/><category term='Experiência  Profissional'/><category term='Jorge Amado'/><category term='História do Livro'/><title type='text'>Quitanda do Chaves</title><subtitle type='html'>Um espaço sobre o cotidiano.Um encontro nos corredores, prateleiras e expositores, para uma conversa fiada sobre: Literatura /Mercado Editorial/Arte Brasileira //
Aberto: De Segunda a Domingo * Entre sem Bater.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>257</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-35458536239898664</id><published>2009-07-25T01:46:00.001-07:00</published><updated>2009-07-26T12:24:50.480-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livreiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livrarias'/><title type='text'>De volta ao trabalho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SmrGcz20-VI/AAAAAAAAAkw/w3weMvvtaCw/s1600-h/Carybe.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 182px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SmrGcz20-VI/AAAAAAAAAkw/w3weMvvtaCw/s320/Carybe.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362316504596805970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No post anterior, escrevi que estava de volta, aqui era o meu lugar. Gosto deste espaço,  utilizo para revelar um pouco de minha trajetória no mercado editorial. Neste mês fiz um ano (dia 18 de julho) que trabalho como livreiro virtual, nos portais Estante Virtual, Gojaba e SebosOnline atuando em duas versões, para Estante Virtual, criei o nome de fantasia: Banca da Carioca, e para os outros dois portais escolhi: Esquinas do Tempo,  inspirado no nome de outro blog que escrevo. Dali para cá, ganhei novo fôlego, mergulhei de corpo e alma no universo do livro, em sua comercialização, na verdade é dali que extraio o meu oxigênio. Neste retorno ao livro, conheci os livreiros que trabalham no Largo da Carioca e o pessoal da periferia. Foi uma experiência, sem dúvida, proveitosa, pois acredito que tenha conferido em meu currículo como o único livreiro com experiência em diversos segmentos do mercado. Faltava vamos dizer para preencher o currículo, o trabalho na rua, de onde conheci pessoas que se arvoram em dizer que são livreiros. Cheguei a ter ataque de risos... São na verdade despreparados intelectualmente, com pouca ou nenhuma  intimidade  com a leitura e com a escrita. Fica dificil compreender este grupo como livreiro, há claro exceções de dois livreiros. que ali, transitam. É importante lembrar que  estão surgindo novos livreiros, pricipalmente sebistas, mas é assunto para mais adiante.&lt;br /&gt;Se pensarmos por exemplo: em Alberto Mathias, um dos mais antigos livreiros do Rio,   o neto André, falecido Carlos todos da tradiconal livraria Padrão, na Miguel Couto, no livreiro Edson  Nascimento(falecido) da Interciência,  na Presidente Vargas, trabalhei com ele. Pensar nos livreiros Ernesto e Lucien Zahar das importantes livrarias na área de ciências humanas (Galáxia e Ler), no Rui Campos (Muro e Travessa), nos livreiros Graça e Chico da Dazibao e Luzes da Cidade, dona Vanna da Leonardo Da Vinci. Kiki e Aluizio Leite (falecido) da Timbre, na Gávea, o historiador José Antonio, da Arte Palavra (fechada) em uma galeria da 7 de Setembro, da jornalista Claudia Amorim e a sua mãe dona Yaci, sócias da livraria infantil Malasarte, na Gávea. Havia em Ipanema, lembro agora da figura lendária do livreiro José Sanz (falecido) da livraria do Pasquim, no Leblon, do Luis da Mar de Histórias, no Posto 6.&lt;br /&gt;Poderia  lembrar de Maria Antonia, como livreira e editora da Duas Cidades, que conheci, cheguei a ser distribuidor da editora, de Raimundo Jinkings (falecido) que conheci de nome, também como distribuidor, foi livreiro bem atuante em Belém. Falar de livreiros é passear pelos outros estados, mas prefiro no momento, escrever sobre os localizados no Rio de Janeiro. Há o pessoal de Niterói, como o livreiro e professor universitário Aníbal Bragança da importante Livraria Passárgada, fez história, de Antonio Gomes Eduardo da rede Gutenberg, da Casa da Filosofia ( do irmão de Aníbal) e da Livraria Debates, da livraria Encontro transformada em Diálogo. Por hoje, chega, pretendo retomar o assunto mais adiante. Os pedidos me chamam. Agradeço aos que  me visitaram, foram palavras bem estimulantes, foram a força necessária para voltar e retomar o caminho da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Imagem de Carybé (1911-1997) - Pretendo mais adiante, escrever sobre o artista, como ilustrador, principalmente em parceria com Jorge Amado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-35458536239898664?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/35458536239898664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=35458536239898664&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/35458536239898664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/35458536239898664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2009/07/de-volta-ao-trabalho.html' title='De volta ao trabalho'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SmrGcz20-VI/AAAAAAAAAkw/w3weMvvtaCw/s72-c/Carybe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-7651902067374263192</id><published>2009-01-29T03:26:00.000-08:00</published><updated>2009-01-29T03:33:11.870-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livreiro Virtual'/><title type='text'>Eu voltei, agora para ficar.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SYGSVUTn1FI/AAAAAAAAAkY/lRO0Xwxp26U/s1600-h/octavio+araujo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 244px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SYGSVUTn1FI/AAAAAAAAAkY/lRO0Xwxp26U/s320/octavio+araujo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296675531690333266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar. Eu voltei pras coisas que eu deixei, eu voltei, e se alguém achar que virei cantor, pode ficar aliviado, pois continuo livreiro. Sem esta de cantar a composição de Roberto Carlos que serviu apenas como fio condutor do que penso escrever neste espaço.&lt;br /&gt;De uns tempos para cá carregava a indecisão de sair da “rua”, se deveria ficar mais algum tempo, protelei, adiei o quanto pude esta decisão. Depois do choque de ordem urbana que o prefeito aplicou na cidade, com mais uma tentativa de organizar o insano caos urbano. Achei que era a oportunidade que me ajudaria a tomar a decisão, foi o empurrão que necessitava. Ficou claro para mim que deveria atuar apenas como livreiro virtual. No espaço da rua, com elevada sonorização dos pregões do pessoal que vende cd, dificultava estabelecer qualquer conversa com a clientela interessada em comprar livros. Assim, anulava o meu papel de livreiro, pois a fala (a conversa) um ótimo veículo para venda dos livros, estava comprometida. A pressão sonora interferia nesta relação (o saxofonista desafinado e a gritaria produzida pela turma do cd ),  foi sem dúvida um dos fatores que contribuiu em muito a tomada de decisão. Por um lado, não devo ignorar que as condições do tempo, sujeitos a chuva e trovoadas, pesaram nesta vontade de sair da rua. Na rua tive uma boa experiência, revi amigos e vi surgir outros amigos. Estava convicto que estava apenas de passagem.&lt;br /&gt;Minha inquietação e as perspectivas de atuar apenas como livreiro virtual selaram a minha decisão. Na situação em que me encontrava e o espaço que dispunha para vender, afunilavam as iniciativas de apresentar ao público leitor um acervo variado. Tive várias idéias, todas abortadas. As vendas não correspondiam ao trabalho, pois tornava dispendioso minha ida ao Centro.  Cheguei a ensaiar a redução de dias e horário, passei um período vindo após o almoço em casa.&lt;br /&gt;Uma das áreas atingidas foi o espaço de livros na Rua Bitencourt Silva, entre a Caixa Econômica e o Edifício Central. Este intento atingiu a gregos e troianos. O desespero, a incerteza de como ficaria aquele espaço ocupou aquele momento. Dois livreiros inicialmente foi o que restou no primeiro momento, os que estavam em dia com a taxa de ocupação estavam garantidos, dias depois, os outros livreiros foram retornando, parece que não haveria mais com que se preocupar. Um dos livreiros que se orgulhava de estar em dia com a taxa, por isso, declarava que o lugar que ele ocupava estava pago. Fazia questão de dizer que a extensão de sua bancada, uma das maiores dali, era aquela metragem. Alegava que um fiscal demarcara o pedaço. De uma hora para outra o seu espaço ficou reduzido pela prefeitura, os argumentos que sustentavam os prolongamentos de sua bancada para mim e os outros, caíram por terra. Era evidente o abuso do uso do espaço público. Era o famoso jeitinho brasileiro.&lt;br /&gt;No primeiro momento ao partilhar um mini-espaço oferecido pelo livreiro Alberto Pereira, me entusiasmou, uniria a possibilidade de venda com a nova experiência no trabalho de rua., depois, pude perceber que a tradução desta nova atuação, não correspondia, as vendas eram poucas e espaçadas, mesmo com o enorme fluxo de pessoas que ali transitam, a grande maioria não tinham o status de leitor.&lt;br /&gt;Bom, fico por aqui, volto em um próximo post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Imagem: Octavio Araujo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-7651902067374263192?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/7651902067374263192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=7651902067374263192&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7651902067374263192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7651902067374263192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2009/01/eu-voltei-agora-para-ficar.html' title='Eu voltei, agora para ficar.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SYGSVUTn1FI/AAAAAAAAAkY/lRO0Xwxp26U/s72-c/octavio+araujo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-142922086296954596</id><published>2008-12-25T02:39:00.000-08:00</published><updated>2008-12-25T03:04:26.774-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livreiros'/><title type='text'>Começo de um balanço final</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SVNmBI3f9kI/AAAAAAAAAj4/amLiwfjfEl4/s1600-h/tarsila.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 257px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SVNmBI3f9kI/AAAAAAAAAj4/amLiwfjfEl4/s320/tarsila.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283678957581891138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para escrever, talvez, o ultimo post do ano. Dar uma geral e preparar a faxina como costumo fazer no final do mês de dezembro. Começo por jogar fora o que escondi embaixo do tapete, arrumar os papéis e livros espalhados, enfim, organizar o caos. No momento, estou predisposto a encarar as tarefas que me incumbi de fazer. Quero dizer que, ainda cabe recurso, posso protelar para qualquer hora ou dia do próximo ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Desde que voltei a trabalhar com livros e nesta etapa, como livreiro de rua. Foi uma chance oferecida e pela qual tive oportunidade de agradecer ao livreiro Francisco Olivar, que em verdade, reconheço como incansável trabalhador do livro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;A outra chance e não se deve desperdiçar, foi a que se apresentou com o filósofo nietzscheriano Alberto Pereira - “Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal” - uma proposta logo aceita, de tomar conta de seu pequeno espaço (minifúndio), vender os seus livros, enquanto, fica liberado para outras atividades, como por exemplo, a de livreiro virtual, naturalmente, que em troca colocaria os meus em exposição. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Ali, fiz diversas experiências, inclusive à de acompanhar os valores que Alberto estipulava em seus livros. Depois de resultados insatisfatórios, tive de fazer uma mudança radical, pelas características dos livreiros que me circundam, nenhum deles trabalhariam com livros comprometidos com a cultura libertária. Assim fui à luta, entrei em contato com Rafael, historiador e autor de um importante livro sobre a história do anarquismo, editado e esgotado pela Mauad. Recebi logo em seguida um convite do editor Robson Achiamé para um almoço, seria oportunidade de rever o querido amigo, colocar as conversas em dia, tomar conhecimento dos lançamentos editoriais que pululam na cabeça deste fantástico editor. Admiro muito Robson, um incansável editor, de muitos anos de estrada, muitas vezes superando as curvas perigosas para deslanchar nas retas, mas carregando na bagagem as imensas dificuldades de um pequeno editor em nosso país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Naquele espaço do Largo da Carioca, estou sentado em uma cadeira que é usufruída por uma turma de bunda mole, todos assentam a buzanfa sem a menor cerimônia, claro que os amigos do cd, há um espaço cativo para eles, cedo para almoçar ou descansar um pouco da longa jornada vendendo cd em pé durante horas. Estou localizado do lado de fora da tenda, fico embaixo da marquise do Edifício Central, no meio da muvuca dos vendedores de cd, deste modo, estou sujeito a pisadas, nem sempre com as devidas desculpas por terem acertado o alvo. A vida que segue. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Meu retorno ao livro, depois que os amigos do livro souberam que estava de volta ao campo de batalha, muitos passaram para uma visita e por conta disto fui à Livraria Martins Fontes, em novo local que não conhecia, recebi as honras da casa, por intermédio de Sérgio, que aliás, conhece tudo de livro. Fomos colegas na Francisco Alves. Para minha alegria revi muita gente nesta nova fase de livreiro de rua. Assim, nesta nova condição vislumbrei o trabalho de venda de livros usados pela internet. Esta novidade foi à diferença. Renasci das cinzas. Hoje estou em três portais de venda de livros, em um deles, também trabalho com cd de músicas. Estou aos poucos galgando uma boa posição no ranking de sebistas, aferido pelo acervo em sua quantidade. Tenho um bom faro por livros de minha área, pudera, fui comprador de 3 livrarias por onde passei, além de ser dono de livraria em Ipanema nos anos 80, do modo que, tenho certa intimidade com a produção editorial publicada no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Em minha trajetória no mercado editorial, além de minha bagagem intelectual, traduzida por leituras, auxiliar de pesquisa na faculdade nos anos 70, de minha intenção de estudar e inventariar as editoras de esquerda no Rio de Janeiro, de meus conhecimentos com autores e editores, de uma militância política nos anos 70, esbarro em meu caminho com pessoas totalmente desvinculadas do trabalho com livros, inescrupulosas, diria mesmo ignorantes, sem nenhuma leitura, sem nenhum preparo para lidar com a cultura letrada. São oportunistas, não é a toa que percebo ao analisar o perfil do trabalhador do mercado de livros, um absurdo, uma aberração, alguém que se diz livreiro, "sebista", classificar uma obra de Eça de Queirós como literatura brasileira, sem dúvida, é um atentado ao leitor que procura por uma obra do escritor. Exemplos de erros crassos são encontrados aos montes, até em cartazes que fazem para divulgar eventuais “promoções”, ou descrições como a encontrada: “Somos um cebo virtual que trabalha com vendas de livros usados de todos os generos”. Entendo que todos tem direito ao trabalho, de batalhar pela sobrevivência, mas que pega mal,uma pessoa que trabalha com livros, mal fala, mal escreve e mal lê, no mínimo uma contradição . Em nosso meio, pelo menos aqui em nossa cidade, não há uma escola para preparar, reciclar, oferecer cursos para um profissional do livro. Na verdade, houve um curso oferecido por uma oficina literária no Flamengo; em São Paulo, existe a Unesp. Olha a diferença! Como estou em cada ponto, aumentando um conto, paro para um intervalo,  e volto no final do mês para um balanço final.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;* Pintura de Tarsila do Amaral&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-142922086296954596?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/142922086296954596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=142922086296954596&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/142922086296954596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/142922086296954596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/12/comeo-de-um-balano-final.html' title='Começo de um balanço final'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SVNmBI3f9kI/AAAAAAAAAj4/amLiwfjfEl4/s72-c/tarsila.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-8569659718338766930</id><published>2008-11-15T14:38:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T15:31:09.984-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livreiro de Rua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livreiro Virtual'/><title type='text'>Os Anarquistas estão chegando.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SR9QNjjAgkI/AAAAAAAAAjA/FxqhQalLPEg/s1600-h/BXK1757_9.9.05.014-ode-ao-jundia-de-elvio-santiago-oleo-s.tela-1-50x1-20-jundiai-sp800.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; 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Para o amigo que me perguntou, respondi que sim. Era a lei da selva, como animal político estava disposto a conviver com a poluição que o ambiente me proporcionava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Neste momento, sou interrompido por um som, elevado som, provindo de um dos personagens incorporados ao cotidiano da Rua Bitencourt Silva ao lado do Edifício Central, &lt;st1:personname productid="em pleno Largo" st="on"&gt;em pleno Largo&lt;/st1:personname&gt; da Carioca, ali, passa um sujeito diariamente conduzindo rápido e impaciente, um burro-sem-rabo, portando um aparelho de som, tocando um "hit" americano destes que tocam em discotecas, uma bandeira de um clube, que não vale a pena ser mencionado, ou qualquer outra coisa que no momento, não lembro, mas são quinquilharias com certeza... Como cada louco com a sua mania, um outro louco - sempre se encontra um - nem sei se vivemos em uma cidade ou em um hospício, é uma loucura generalizada. Este, seguia, em movimentos frenéticos o ritmo da música. Coisas deste tipo é motivo de frenesi para uma galera atenta, ávida a qualquer movimento estranho...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Depois de ter aderido às vendas de livros pela internet, não estava muito convencido, pelas despesas envolvidas, a permanecer como livreiro de rua. As respostas dos amigos para as minhas hesitações, eram de estímulos a minha permanência, assim, protelei a minha decisão. No entanto, teria que fazer algo, dar uma sacudidela. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Como fui distribuidor de livros, com mais de 70 editoras, embora, não tenha conseguido sobreviver, conheci muitos editores. Pelos livros comercializados naquele espaço, teria de procurar algo diferente dos demais livreiros, sou ideologicamente um livreiro de esquerda, é dentro deste campo que circula o meu pensamento, para fazer um diferencial, pensei nos livros sobre anarquismo, sobre a cultura libertária. Pronto! &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Encontrei o caminho. E fui à luta, fiz contato com Achiamé; fui seu divulgador, pracista e distribuidor. O material do Robson, seria a diferença que eu necessitava para alterar aquele quadro quase que negro. Alea jacta est, foi o que pensei de imediato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Nesta ocasião conheci o historiador e pesquisador Rafael Dominicis, dali em diante, me foram encaminhadas outras editoras, como a Imaginário, do editor Plínio Coelho, um grande estudioso do anarquismo e tradutor. Fui distribuidor da Editora Imaginário, não conhecia a pequena editora Faísca com suas publicações libertárias. Gostei do catálogo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;É uma opção de trabalho, trabalhosa, reconheço, tanto, que estou ali, comercializando livros usados, apenas demorei muito para fazer esta opção. Às vendas destes últimos meses despencaram, tanto na rua, como na internet.É a crise do sistema capitalista que atinge com mais intensidade determinados segmentos sociais, e o livro dentro de uma hierarquia de valores de consumo como não ocupa um lugar muito privilegiado, é um dos primeiros a ser deixado para trás.A fome de ler é saciada de outra forma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Em conversa com o meu amigo e parceiro, o Filósofo Alberto Pereira, livreiro da melhor qualidade, anunciei que os anarquistas estavam chegando, ocuparia grande parte da semana em exposição, no mínimo espaço que disponho, alternaria, se fosse o caso com outros tipos de livros, tenho um acervo e preciso girar com este material, fazer promoção. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;A linguagem da rua é outra, movida por gritos, sussurros, barulhos e outros que tais. De onde fico, sentado em uma cadeira, que é democraticamente partilhada por várias pessoas, preferencialmente para os vendedores de cds que estão próximos a mim e trabalham em pé na grande parte do dia, cedo de bom grado para eles e aos outros conhecidos. Há sem dúvida, pessoas abusadas que sem nenhuma cerimônia, se apoderam da cadeira, sentam e nem agradecem pela eventual permanência. Quando solicito o lugar, encaram a saída como uma afronta a eles. No espaço da rua são construídos territórios, onde são codificados gestos e linguagens. A linguagem do corpo é uma delas, principalmente aquela &lt;st1:personname productid="em que Drummond" st="on"&gt;em que Drummond&lt;/st1:personname&gt; lhe dedicou em versos: “Vai feliz na caricia de ser e balançar”. “Esferas harmoniosas sobre o caos.” Bom, fico por aqui, volto a qualquer momento ou em edição extraordinária.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Obs: Para o leitor curioso, o poema está incluído em O Amor Natural, página 25.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-8569659718338766930?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/8569659718338766930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=8569659718338766930&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8569659718338766930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8569659718338766930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/11/os-anarquistas-esto-chegando.html' title='Os Anarquistas estão chegando.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SR9QNjjAgkI/AAAAAAAAAjA/FxqhQalLPEg/s72-c/BXK1757_9.9.05.014-ode-ao-jundia-de-elvio-santiago-oleo-s.tela-1-50x1-20-jundiai-sp800.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-2273483956533514931</id><published>2008-11-02T07:20:00.000-08:00</published><updated>2008-11-23T02:51:30.850-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livreiro de Rua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livreiro Virtual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras de Esquerda'/><title type='text'>Ser ou Não Ser,  Um livreiro de rua, eis a questão.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SCoNLWdajvI/AAAAAAAAAXw/CYyojeLG_u8/s1600-h/clemente.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199983208411336434" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SCoNLWdajvI/AAAAAAAAAXw/CYyojeLG_u8/s320/clemente.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Entre um cochilo e outro, acabei por dar um tempo para escrever como diria alguém, estas mal traçadas linhas. Escrevo para dizer que estou vivo, sacodi a poeira e dei a volta por cima. Diante deste teclado desarrumo minhas idéias e tento juntar palavra com palavra. Da ultima vez que escrevi, narrei a minha nova experiência como livreiro de rua e de livreiro virtual. Alí, de meu observatório em uma simples cadeira branca, sentado vejo o tempo passar e as pessoas, fico bem ao lado dos camelôs de cds em seu pregões diários, cada um grita mais do que o outro em busca da clientela, por conseguinte, da venda. Conheço alguns deles, são gente fina, estão batalhando desde cedo, como um dos mais velhos que ali trabalham, é no decorrer do dia vão surgindo o restante e outros agregados, como vendedores de café, de salgados, de frutas, etc... também uns chatos, verdadeiras malas sem alça, marcam o ponto naquele pedaço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Os camelôs travam muitas vezes um batalha verbal entre eles, é uma disputa palmo a palmo na conquista de um cliente. Quando fecha o tempo, quer dizer quando chove, há uma mutação dos vendedores, de uma hora para outra, alguns se transformam e passam a oferecer sombrinhas e guarda-chuvas. Qualquer sinal de chuva ou ventania, nós livreiros , ficamos em estado de alerta. É a batalha pela sobrevivência. Nesta selva urbana, no meio desta balbúrdia, estou ali, tentando ganhar uns trocados. Sei que é um trabalho a longo prazo, para isto, ou seja, tenho de trabalhar na rua, implica em muitas vezes em não ter tempo para as leituras que vinha fazendo, um inventário sobre as editoras de esquerda e sua produção editorial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Não tenho lido muito, o tempo dedicado ao oficio de livreiro virtual me toma mais tempo, além disto, tenho produzido melhor, estou identificado mais neste segmento, do que trabalhar como livreiro de rua. É muito barulho para pouca venda, e o melhor resultado para esta situação, são as pessoas que conheci e revi. Vivaldi, um bibliotecário aposentado, é um deles, conhecia de vista, e tive uma agradável supresa, é simpático, antenado, dono de uma boa cultura, conhece e percebe com a sua sensibilidade o meio livresco, o mundo dos livros em suas nuances. Gosto de levar um papo, aliás, tem sido um bom papo. Francico Olivar foi um dos que revi, conheço por mais de 20 anos, como já disse, é um bom vendedor de livros, batalhador e conhece o oficio, atua em um segmento diferente do meu, trabalha com livros raros, algumas preciosidades; conta com um público cativo e uma clientela atraída pelos saldos que promove. Olivar ainda vende vinil, que não deixa de ser uma alternativa para vendas. Encontrei Antonio Carlos, velho conhecido dos tempos de Eldorado Tijuca, fui colega de  Marta, sua irmã em minha fase tijucana; um outro velho conhecido, foi Rizzo, meu gerente quando trabalhei na Interciência, encontrava mais vezes quando tive uma breve passagem pela Beta de Aquárius do livreiro Antonio Seabra. Aos poucos e com o recurso de minha memória volto a falar deste pessoal ligado ao livro ou as Ciências Sociais, dentre eles, o Mestre Aluizio Alves Filho, autor em plena esfervecência, tá produzindo a todo vapor, coisas da melhor qualidade, ainda mais conhece tudo de Monteiro Lobato, publicou um livro que está sempre vendendo, cujo título é As Metamorfoses do Jeca Tatu, editado pela Inverta. Tive contato com Michel Misse, fomos colegas de infância e de militância, tivemos passagem pelo Instituto La-Fayette, velho colégio tradicional da Tijuca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Voltando à rua, aliás, para sobrevivência dos que ali trabalham, uma boa ferramenta, um bom chamariz, é a promoção de livros, que vai de acordo com o livreiro que promove. Vavá conta com uma vendedora que mantém vínculos de parentescos com ele, me parece uma pessoa legal, seu nome é Vera, irmã de Ana, uma livreira que trabalha junto com a  filha. Acho a livreira simpática, mas implica comigo sem mais nem menos, sem motivo concreto. Não sei se Freud explica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Júlio um outro livreiro, filho de um dos mais antigos livreiros, expõe em outro extremo, tem um bom acervo, vende cd e vinil. Acho Júlio legal, vez por outra dou uma força para ele, para ir almoçar. Domingos na companhia da mulher, nem sei o que vende, aquela área pertence a ele, paga por isto. Se for livro o que ele vende, não deveria,  pois há uma enorme incompatibilidade intelectual com que ele supostamente vende e a sua formação rude  de parcos  conhecimentos, em outras palavras, é extremamente ignorante e de  pouca familiaridade com a leitura.&lt;br /&gt;Algum tempo atrás foi reclamada, uma suposta invasão, em uma simples tradução de seu gesto, foi uma ampliação de seu espaço, que motivou a presença de zelosos guardas municipais. Neste episódio pude observar que as delimitações espaciais não é declarada na licença e o que o inescrupuloso vendedor, estava blefando, utilizava o espaço a seu bel prazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Perdido entre os "grandes vendedores de livros", está o Filósofo Alberto, não é um nefilibata, é um silencioso livreiro, também batalhador, localizado em um mini-espaço, mas que de livro em livro vai levando a vida. É com Alberto que divido as tarefas diárias de um vendedor de livros. Estou ali, não muito convicto de que vale a pena, sinto que hoje, sou um livreiro mais para a web do que para a rua. A carcaça não ajuda muito, sinceramente o trabalho em casa, é todo dia e toda hora, não há restrições...cerceamento de qualquer espécie, faça chuva ou sol, pode pintar os pedidos. A chuva é a inimga cordial do trabalhador de rua, de modo que assim , em casa, no chamado lar doce lar, não estou sujeito as intempéries do dia; um outro batalhador do livro é Márcio, tem o seu espaço colado ao de Alberto e Vavá, é um bom camarada, quebrou meu galho quando trabalhei com Olivar, ajudava a armar aquelas bancas, digo que foi bem camarada e solidário.Cada livreiro atua em sua área de predileção, no meu caso&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;, por identificação de formação, não fico ligado ao best-seller.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Amadureço a idéia, pois sinto-me mais gratificado vendendo para um cliente de qualquer ponto do país, do que ficar ali, sujeito ao movimento do dia, envolvido em uma poluição sonora e ambiental, o cheiro que exala das caixas de esgoto, é um odor terrível e desagradável. Na verdade, tenho pago para trabalhar, os custos são maiores que a venda, mas a companhia do Alberto, mesmo calado é estimulante. Alberto, uma das identificações que tenho com ele, é que conhece o mercado livreiro e entende de livros. Para ficar ali na rua, tive de abdicar temporariamente de minha pesquisa sobre mercado editorial, talvez seja o unico, atuando no livro pelo menos no Rio de Janeiro e interessado em pesquisar sobre o mesmo , aliás, em outro nível, com outro status, já no âmbito da academia, há o pesquisador-professor e ex-livreiro Aníbal Bragança, foi dono de uma das melhores livrarias das Terras de Araribóia, um grande promotor de eventos sobre mercado editorial, dono do blog &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 102);" href="http://ler-e-escrever.blogspot/"&gt;Ler, escrever e contar&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt; aliás, sempre vale a pena uma consulta, claro se a alma não é pequena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Voltando ao meu interesse de pesquisador, ou qualquer coisa nestes sentido, o que circulava pelas editoras, lá pelo idos de 60 e 70, era  o que chamava atenção quando estudante e militante político ( base universitária) fui do Partidão(PCB). Freqüentador das poucas livrarias (hoje todas fechadas) que existiam e das feiras de livro, vibrava com os lançamentos, uma delas era a Editora Civilização Brasileira, do grande editor Ênio Silveira, com fortes ligações com o Partidão; a outra, era a Vitória, uma editora ligada ao Partido, que teve um período sob o comando de Leôncio Basbaum, enquanto esteve ligado ao PCB., mais tarde Leôncio criou a sua própria editora a Edaglit. Das editoras de esquerda, fui trabalhar  em duas delas, a Paz e Terra, tinha uma familiaridade com o seu catálogo, atuei junto ao editor Fernando Gasparian como  divulgador editorial nos anos 70, depois, retorno para trabalhar com o seu filho, Marcus Gasparian, no final dos anos 80 até meados dos anos 90. Não posso deixar de mencionar a Edições Graal, que foi do deputado cassado Max da Costa Santos, mais tarde adquirida por Gasparian. Nesta editora trabalhei com André, filho de Max  e com Paul Christoff. Havia a Zahar, por pouco não fui divulgador da editora, conhecia Jorginho Zahar, filho do também grande editor Jorge Zahar, mas acabei ficando com a Brasiliense, peguei uma fase de mudança editorial, como divulgador no Rio, dentro da universidade da coleção Primeiros Passos. não conheci o filho de Caio Prado Jr, o editor Caio Graco, na ocasião trabalhei para a Distribuidora Quadrelli, de Newton Quadrelli que o representava, trabalhei no Rio; para a Alfa-Ômega, através da Vários  Escritos de Armando  Nagata, não conheci Fernando Mangarielo, atuei como divulgador da Hucitec, conheci Flávio Aderaldo e Adalgisa Pereira, Achiamé uma pequena e boa editora que despontava no mercado com títulos de qualidade, atuei junto ao Robson Achiamé , preciso interromper, bom isto é papo para outra hora, volto a conversar a qualquer momento ou em edição extraordinária. Um abraç&lt;/span&gt;o.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-2273483956533514931?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/2273483956533514931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=2273483956533514931&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/2273483956533514931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/2273483956533514931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/11/ser-ou-no-ser-um-livreiro-de-rua-eis.html' title='Ser ou Não Ser,  Um livreiro de rua, eis a questão.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SCoNLWdajvI/AAAAAAAAAXw/CYyojeLG_u8/s72-c/clemente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-2288456144845228606</id><published>2008-09-14T02:14:00.001-07:00</published><updated>2008-10-03T01:55:19.076-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feira de livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Largo da Carioca'/><title type='text'>Um Observador do Cotidiano, Um Outro Olhar.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SMzb-xJCu9I/AAAAAAAAAiI/yWlwWPGZ62E/s1600-h/152493.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SMzb-xJCu9I/AAAAAAAAAiI/yWlwWPGZ62E/s320/152493.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245809537369422802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Estava com saudades deste meu cantinho,  aliás, tenho produzido muito pouco, desde que virei livreiro de rua e livreiro virtual. Como livreiro virtual, tenho um espaço onde coloco os meus livros à venda, são livros usados. Ali, na página da Estante Virtual, nomeei o espaço como Banca da Carioca, em homenagem ao local onde trabalho, que é no Largo da Carioca,  no corredor, entre a Caixa e o Edifício Central. Sou um livreiro, como diria alguns, onde o povo está. De onde estou, sentado, sou um observador do cotidiano, do movimento incessante de passantes. Tenho visto uma mudança de comportamento, impossível de acontecer em décadas passadas, muitas mulheres de mãos dadas. Dalí, vou deixando a vida me levar, vendendo livros e alguns sonhos, conhecendo pessoas e revendo amigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Gosto do Largo da Carioca, é uma das artérias do centro da cidade de grande e agitada movimentação de pessoas e de barulho. Confesso que mesmo tendo o ouvido de mercador, o som produzido no interior daquele espaço, é irritante, pois domina os gritos alucinados dos vendedores de cds, além dos xingamentos entre si, falam palavrão (não sou contra o uso do palavrão) sem nenhuma cerimônia, com muito exagero, brigam e não importam se estejam atendendo ou não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Naquele espaço onde me localizo, há divisões espaciais, de um lado os pintores, os retratistas, um homem que vende sinos e artefatos de bronze, um mais próximo à banca de jornais, parece que faz leitura divinatória, não reparei, se está sempre por ali. Há o desafinado e chato saxofonista na entrada da Estação do Metrô. Em um extremo, de quem vem da Avenida Rio Branco, há a presença do pessoal do “artesanato” e bijuterias, há também, alguns latinos vendendo artesanato. O Largo da Carioca, é com certeza,  um espaço democrático. Estão sempre ali, os bêbados, os pivetes, os mendigos, os carregadores de todo tipo de mercadorias,  os montadores das tendas de livros, os  vendedores de café/chás, de comida, doces, salgados e outros personagens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;No inicio da noite, um vendedor de sopa que sempre fala a mesma coisa, “ é sopa no mel, tome a sopa e depois o mel, a melhor sopa da cidade”. O vendedor é um homossexual nordestino, sempre de boné virado para trás, estaciona com um imenso carro perto do pessoal do cd, é uma encarnação geral. Sempre aparece por lá, o vendedor de livros  jurídicos que é conhecido em toda a cidade como Camarão. O pessoal do cd e os passantes, os que ficam por ali, basta perceberem a presença de Camarão,  ele gosta de ser assim chamado, mas faz o maior “mise en scène”, xinga os que o chamam pelo apelido, ameaça a brigar, é uma festa, um agito. Surgem gritos de Camarão por tudo que é canto.Coisa de louco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;O vendedor de livros, Brás, um dos pracistas mais antigo, hoje aposentado e com 80 anos, em processo de decrepitude, passa todo dia para conversar as mesmas coisas comigo, fala muito baixo, que chego a não ouvir o que ele diz.  Quando trabalhava para a distribuidora Irradiação Cultural, deixou de falar comigo, por ser um concorrente de seu patrão, na época em que eu tinha uma distribuidora de livros. Como é a vida, sempre o recebo bem, escuto. Sempre tratei colega muito bem, dei empregos para quem tivesse passando por dificuldades, era mixaria, mas acolhia um colega de profissão, penso que fui e sou um profissional solidário, não há ninguém que possa falar o contrário, para confirmar, os colegas que ainda estão no livro, apareceram para me visitar, souberam que eu estava de volta ao livro. Perdi muito tempo de minha vida, por escrúpulos de trabalhar na rua, hoje, não quero outra coisa, claro que hoje com a nova forma de trabalho, a internet, é uma ótima ferramenta, é um bom canal de vendas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Voltando ao assunto do local onde trabalho, é evidente que há um problema de espaço na Banca do Alberto, foi imposta a um reduzido espaço mínimo, onde mal cabem seis expositores de chão, ou duas pessoas interessadas em ver os livros expostos. Sei que foram tomando o espaço bem maior, disseram para mim, mas Alberto por uma razão interna, acabou concedendo o seu “maior” espaço para dois outros livreiros. Como já tive oportunidade de mencionar neste blog, ali, a família de Vavá, se arvora em dona do pedaço e ocupam a maior fatia daquele “latifúndio”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Quem estiver ali e for uma pessoa observadora, notará de imediato que há distorções na distribuição do assentamento, nas montagens das “tendas”, há um favorecimento, se foi para beneficiar não sei, mas sei que produziu injustiças. Urge passar por uma nova reformatação do local. Na divisão da família entre si, chegaram ao ponto de possuir uma tenda, apenas para expor uma editora de livros infantis. Que luxo! A metragem do espaço é estabelecida pelos livreiros da família de Vavá e de Domingos que arbitram a metragem a seu bel prazer; para isto, chegam bem cedo, para demarcar a área ocupada. A família de Vavá, ele inclusive, trabalha para a campanha do candidato Lúcio Costa, antigo chefe do Núcleo de Controle Urbano da Prefeitura na área de Coordenação de Licenciamento e Fiscalização. Parece que o órgão tem o  objetivo de controlar as ações de ordem urbana na cidade. É no contingente de camelôs, pessoal das feiras livres, etc, que configura o universo onde se locomove o candidato Lúcio Costa (DEM), ali, busca votos. Sua substituta no cargo público, é a esposa Susan Karen de Campos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Quando ficava abrigado na bancada de Domingos,ele me passava muita informação do local, mas por uma discordância, a quem caberia uma venda,acabei saindo. Assim que cheguei  a situação já estava definida, o banco onde Alberto senta, por limitação do espaço de Alberto, acabava ficando no interior do espaço de Domingos. Mais cedo ou mais tarde, comentei com algumas pessoas e com Marilene que isto aconteceria. Ficávamos um ao lado do outro, conversávamos, trocávamos idéias sobre o espaço dos livros, eis que de uma hora para outra, tudo mudou. Uma cliente ao perguntar para mim, se tinha Memórias Póstumas de Brás Cubas, confirmei que tinha; Domingos mais do que de pressa, levantou e foi buscar o livro, fiz uma observação para o afoito, ganancioso, mal educado e ao grosseiro vendedor de livros, alertei, que foi para mim que o cliente havia perguntado, logo a venda seria minha. Esclareci, mesmo se não houvesse venda, teria por principio  de responder, até por gentileza  ou educação, conduta que rege o meu cotidiano, à pergunta da cliente. Não agi fora da ética, sempre respeitei quando era dirigido a ele, neste caso, não haveria como, se eu tivesse o livro, e deixasse para ele, apenas por estar embaixo da mesma tenda, passar para ele, faria como sempre fiz, se não tivesse o livro, encaminharia para ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Ficou irritado dizendo que qualquer venda naquele espaço seria dele.  Por aquele espaço ele paga. Por pouco, para evitar polêmicas, não questionei a metragem do espaço, não há nenhuma referência de metragem na licença, logo quem determina e invade, é quem chega primeiro, é quem estabelece a metragem. Alberto, segundo disseram, chegava sempre depois, isto no mundo dos espertos, tem o seu preço. Respondi que por estar ali, e foi perguntado a mim, logo a venda era minha, lembrei para o “ilustre”, aliás, é como gosta de tratar os seus clientes, ora como “ilustre”, ou, “meu rei”. Lembrei que  em nenhum momento, quando dirigido a ele, nunca interferi, reconhecia como a venda ter sido efetuada por ele. Neste momento senti com quem estava me relacionando. Domingos é um  péssimo sujeito, extremamente repressor, que faz qualquer coisa pelo dinheiro, anda sempre de boné e de mãos para trás,  pior que, ainda exibe um discurso religioso (pentencostal) e moralista, alegou por pagar aquele espaço, lhe dá o direito de me expulsar dali., afinal, não só a mim, como Alberto. A esposa Cida, companheira dele, reprime ela o tempo todo, está sempre achando defeitos no que ela faz, é sempre destratada por ele; não concordou com a postura do marido ao me afastar dali. Por discordar do marido, irritada, vai embora e o deixa sozinho. Vi muitas vezes,  abandonar a barraca. Ainda voltarei ao assunto...Até breve!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-2288456144845228606?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/2288456144845228606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=2288456144845228606&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/2288456144845228606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/2288456144845228606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/09/estava-com-saudades-deste-meu-cantinho.html' title='Um Observador do Cotidiano, Um Outro Olhar.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SMzb-xJCu9I/AAAAAAAAAiI/yWlwWPGZ62E/s72-c/152493.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-4707226323971990846</id><published>2008-08-26T03:58:00.001-07:00</published><updated>2008-10-30T17:56:08.334-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livreiro de Rua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livreiro Virtual'/><title type='text'>Agradeço ao  Livreiro Alberto Pereira, o Filósofo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SLPiBh7veMI/AAAAAAAAAhw/M4iDD_qj0r4/s1600-h/livreiro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SLPiBh7veMI/AAAAAAAAAhw/M4iDD_qj0r4/s320/livreiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238779307478710466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Estou como vocês perceberam, ausente deste blog e do outro. O outro para quem não sabe, é o blog Esquinas do Tempo, um espaço que criei para escrever o que vier na telha; também  desempenho vez por outra, o papel de colaborador com comentários sobre a política do Vasco, clube pela qual torço, no site Supervasco. Se quase não tenho tempo para um, quanto mais para escrever em três, o tempo ficou escasso, pois no momento, me transformei em livreiro de rua e livreiro virtual, atividade que tenho curtido muito.&lt;br /&gt;Minha passagem junto ao livreiro Vavá  foi efêmera e decepcionante, da empolgação inicial e o agradecimento pela oportunidade de voltar ao livro, sem dúvida, reconheço e mantenho meu agradecimento. Com o decorrer da convivência pude perceber claramente o comportamento dúbio, claudicante, escorregadio do livreiro Vavá, acrescentaria também, a dificuldade que tem de cumprimentar alguém, percebo que há ausência total no trato urbano. Acho muito deselegante, na convivência com outro colega de trabalho, o sujeito, não se dignar a cumprimentar, dar um Bom dia, ou, até mais...Acrescento o hábito deselegante de,  sem mais nem menos, deixar a pessoa falar sozinha, que dizer, sai da conversa sem comunicar nada, simplesmente sai, quando notam, sumiu. A falta de compromisso com o outro, é a linguagem permanente de comunicação em seu cotidiano. Vi  pessoas que ele marcava para comprar livros, aparecerem na hora combinada, ele como parte interessada, não comparecia. Um vez "combinou" com um livreiro morador de Santa Teresa para comprar seus livros, o homem veio com duas enormes e pesadas sacolas, quando ali chegou, constatou que Vavá sumira, deixou o cara a ver navios, o homem (César - descobri mais tarde em conversa com o próprio, o seu nome) ficou possesso, dizendo que gastou com passagem para nada.Para  mim,  não me comunicou nada, respondi e fiquei tão perplexo  quanto, só não fiquei irado como o homem da sacola.&lt;br /&gt;Pelo tempo de trabalho com livros, Vavá formou uma boa clientela, um segmento  de leitores dos quais muitos gostam de comprar livros por um real. Ali, entra tudo, desde livros sem capa, com defeito, faltando páginas, qualquer livro sobre qualquer assunto, são despejados naquele espaço.Tem sido a promoção permanente que faz em sua bancada. O convidativo preço, não diria, a preço de banana, pois a fruta está cada vez mais cara, pois superou o valor de um real, que hoje é vendida, ainda mais a peso e não à dúzias como  se comprava no passado.&lt;br /&gt;Talvez, tenha me precipitado ao qualificar sua composição no perfil de livreiro, cabe mais a de vendedor de livros, um bom vendedor de livros, trabalhador, pega no pesado, sempre  com a carga nobre prá lá e prá cá. Vava´se autoproclama um conhecedor da vida de Monteiro Lobato, pode até ser. Aliás, vende esta idéia de pesquisador da obra de Monteiro Lobato, de ter o maior acervo sobre Monteiro Lobato. Não fiquei muito convencido, para mim, a impressão que tive, foi um conhecimento envernizado da biografia de Monteiro Lobato, aliás desconheço qualquer trabalho de cunho intelectual provindo do livreiro Vavá. Em seu curriculum acrescenta a de escritor infantil, publicou e encontra-se esgotado um livro infantil cujo título é Risadinha, montou uma livraria em sua terra natal, é membro da Academia Cearense.&lt;br /&gt;Percebi quando comentei, que não sabia que Monteiro Lobato, foi quem apresentou em 1944, Ênio Silveira um estudante de Sociologia a Octalles Marcondes Ferreira, ex-sócio de Monteiro Lobato, na ocasião, Octalles era dono da Companhia Editora Nacional (CEN) que veio no futuro a ser sogro de Ênio, que casa com  Cléo Marcondes Ferreira.  Octalles convidou para trabalhar na Companhia Editora Nacional, mais tarde, entregou a Civilização Brasileira, que havia comprado em 1932, de um grupo, dentre eles, os sócios: Gustavo Barroso, escritor integralista, o livreiro integralista Getúlio M. Costa, o escritor Ribeiro Couto  e o jornalista Hildebrando de Lima, irmão do poeta Jorge de Lima. A mudança de perfil da editora Civilização, acontece quando Ênio Silveira em 1951 ao voltar de viagem feita aos Estados Unidos, foi fazer um curso de editoração com  Alfred A. Knopf.  Voltarei ao assunto em uma próxima oportunidade, mas voltando ao "livreiro" Vavá...&lt;br /&gt;Acho mesmo que os personagens de sua predileção não são os do Sitio do Picapau Amarelo e sim do escritor italiano Carlo Collodi, do velho carpinteiro Gepeto, do Grilo Falante, etc... Vavá foi para o Ceará, ficou ausente por mais de um mês, quando voltou, empregou a cunhada, antes deixou a filha, uma adolescente para tomar conta da bancada. O grande estoque que dizia ter, não foi mostrado; quando voltou de viagem, muito pouco livro foi oferecido pra vender. Nem alimentou a filha com livros durante a sua ausência. Notava-se à distância, falta de material, o que veio a confirmar quando voltou a exibir uma baixa oferta. Não tocou uma palavra sequer do que foi combinado, ou seja, ao voltar, eu reassumiria a minha função de vendedor. Não pretendo me prolongar no assunto, encerro, aqui.&lt;br /&gt;De repente me vi, de imediato para aonde ir? Eis que surge, a presença do livreiro-filósofo Alberto Pereira, dono de um espaço, de um mini-espaço, vizinho ao de Vavá, que abriu generosamente um espaço para este livreiro expor seus livros, aproveito para tornar público meu agradecimento a Alberto Pereira, filósofo formado pela UERJ, e pela Livraria do Povo, uma pequena livraria localizada na esquina da Rua México, com Araújo Porto Alegre, que foi criada pelo antigo livreiro-gerente da Leonardo Da Vinci, George,  que mantinha simpatia pelo MR8.&lt;br /&gt;O livreiro Alberto foi quem acolheu este sociólogo por formação e livreiro. O diálogo com Alberto, o Filósofo flui com mais facilidade, conhece os livros, e é um leitor. Ali, foi o meu pontapé inicial para me transformar em livreiro virtual, faço parte da comunidade de livreiros que trabalham com livros usados na internet, em uma página que abriga sebistas de todo o país, o badalado site Estante Virtual, ali, me transformei em Banca da Carioca.&lt;br /&gt;Naquele espaço identificado como tenda cultural, abriga um grupo de livreiros, um destes grupos, é comandado por uma familia que dividiu o espaço público ao seu bel prazer, que inclui o vendedor de livros Francisco Olivar, em uma ponta, há o livreiro Júlio, cujo pai é do ramo e atua há décadas com livros, um senhor bem idoso; em outro extremo, há a presença de Domingos,  sempre de boné, um "livreiro", iniciado em uma livraria, na época, uma das poucas livrarias do Méier, na Dias da Cruz,  a livraria Panno, que priorizava a venda de jornais e revista, aliás, esta é a sua origem. Domingos se revelou amigo, ficou contente em saber de minha história,  lembramos que nos conhecemos quando trabalhei como pracista da Paz e Terra, mas revelou sua face, tirou a sua máscara e em pouco tempo, mostrou ser um "colega" extremamente individualista,  sem ética. De baixa instrução, aliás, uma das características do pessoal de livraria, sua base intelectual é apoiada em um índice muito baixo  de informação. Monocórdico ao divulgar os livros de sua banca, repete sempre: "Está sempre chegando novidades, tem sempre novidades, todo dia tem novidades". O quem vem a ser novidade em um banca com livros usados?  Qualquer titulo pode ser considerado como novidade. Outro dia, cometeu um grande equívoco, fui testemunha, uma cliente pediu um livro de Freud, ele apresentou um livro sobre Freud,  a moça  ao ver  o livro dispensou, disse que ela perguntou se tinha um livro de Freud, eu mostrei, ficou irritado, mas só percebeu o engano, quando chamei a sua atenção para o livro, que era sobre Freud e não  do autor, ficou sem graça."Trata os clientes como ilustre, ou meu rei" com uma entonação de um baiano.&lt;br /&gt;Domingos relaciona com clientela muitas vezes de modo brusco, rude, chamando atenção dos incautos clientes que por ventura abram o livro do modo em que ele não gosta, chega a advertir o cliente contra o modo com que manuseia as folhas do livro.&lt;br /&gt;Atualmente parte do grupo de "livreiros" fazem a campanha de um candidato a vereador, uma das mulheres da familia Gários, chegou a propor recolher grana para a campanha do candidato Lúcio Costa, lembro que Alberto  rechaçou de imediato em colaborar, o pequeno grupo no momento distribui santinhos, e expõe um  banner na rua. Os livreiros não se engajam claramente, deixam por conta de zelosos e dedicados funcionários tal militância.&lt;br /&gt;Volto a conversar sobre livros, tenho de ir à luta e sem pedir licença. A imagem exposta neste post, foi o logo de minha livraria, aproveitada na distribuidora e agora resgatada para vincular a imagem exibida, com a minha identidade de livreiro de rua e livreiro virtual. Um abraço e até breve.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-4707226323971990846?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/4707226323971990846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=4707226323971990846&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/4707226323971990846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/4707226323971990846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/08/estou-como-vocs-perceberam-ausente.html' title='Agradeço ao  Livreiro Alberto Pereira, o Filósofo'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SLPiBh7veMI/AAAAAAAAAhw/M4iDD_qj0r4/s72-c/livreiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-5194001534982859395</id><published>2008-07-06T07:28:00.000-07:00</published><updated>2008-07-11T03:21:11.467-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livraria Civilização Brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz e Terra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras de Esquerda'/><title type='text'>As Editoras de Esquerda: Civilização Brasileira e Paz e Terra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SHCcyhfLiMI/AAAAAAAAAYg/_zmDsABgk8U/s1600-h/3macacos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SHCcyhfLiMI/AAAAAAAAAYg/_zmDsABgk8U/s320/3macacos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219844359918946498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/MARILENE/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;O meu interesse em escrever sobre a indústria editorial, ou sobre livrarias, vem de longa data. Aliás, vez por outra, são feitos alguns registros nas páginas deste blog. A  escolha do meu universo de pesquisa foi reforçado durante a minha trajetória como profissional do livro,  trabalhei preferencialmente em editoras consideradas de esquerda, de oposição ao regime militar, intalado em nosso país,  a partir de 1964.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Quando fui pracista da Editora Paz e Terra e Graal por mais de 4 anos, havia um reconhecimento por parte do mercado livreiro, que percebia em mim, uma forte identificação com a Paz e Terrra. Em tempo, era também, leitor  das editoras, enquanto estudante, conhecia os livros publicados, alguns dos editados foram meus professores, como: Leda Barreto, autora de Paz na Terra, com o selo da Paz e Terra e Julião, Nordeste, Revolução, editado em 1963 pela Civilização. ou colegas do curso de Ciências Sociais, como José Ricardo Ramalho, autor de Mundo do Crime - A Ordem pelo Avesso, sua tese de mestrado, defendida em  1978, com orientação de Ruth Cardoso, editada em 1979 pela Graal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Minha vontade de trabalhar com livros foi manifestada a partir de uma queima de livros promovida no final dos anos 60 pela Livraria e Editora Civilização Brasileira, que foi ampliada para rede de livraria Entrelivros e as feiras de livros que circulavam pelas praças da cidade. Os livros em promoção em grande parte foram os editados pela Civilização Brasileira, havia nesta queima: as Revistas: Civilização Brasileira, conhecidas como RCB, Politica Externa Independente, lançada apenas três números, Revistas da Paz e Terra, os livros em formato de bolso da série "Violão de Rua" - Poemas para a liberdade, que fazia parte da Coleção Cadernos do Povo Brasileiro, um dos projetos do Centro Popular de Cultura da UNE, era os meus primeiros contatos com a poesia engajada; os livros da BUP - Biblioteca Universal Popular que era financiada com a prestimosa colaboração do banqueiro José Luiz de Magalhães Lins.  A BUP ficava sediada no terceiro piso da editora Civilização Brasileira, na rua Sete de Setembro, 97. Passava por várias vezes na Civilização, haviam livros que entravam em promoção ou em reposição; comprei  O Capitalismo no Século XX, de autoria de Eugene Varga e outros livros descritos em posts passados. Os Cadernos do Povo Brasileiro faziam parte de minha biblioteca, os vários livros de Nelson Werneck Sodré, os livros de Gramsci (Os Intelectuais e a Organização da Cultura, Maquiavel, a Politica e o Estado Moderno, Cartas do Cárcere, Literatura e Vida Nacional, Concepção Dialética da História).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Naquela ocasião travei conhecimento com os livros da Paz e Terra, uma editora oriunda da Civilização Brasileira, como selo. Vivenciava uma fome de ler. Lembro de ter comprado Canto Melhor - Uma perspectiva da poesia brasileira, de autoria do ex-diretor do Instituto Nacional do Livro do Rio Grande do Sul, Manoel Sarmento Barata (1955-1960), que fazia parte da Coleção Série Estudos sobre o Brasil e a América Latina, editado em 69. O livro Educação e Revolução, de autoria de Lucio Lombardo Radice; um livro editado pela Fulgor em 1963, de autoria do  pedagogo argentino Anibal Ponce "Educação e Luta de Classes", editado muito tempo depois pela Cortez. Menciono mais sobre a Civilização em um post datado de maio de 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Uma combinação entre a minha postura ideológica com a produção editorial da Paz e Terra, compunha esta imagem. Confesso que perdi as várias oportunidades de entrevistar os editores, como Fernando Gasparian (1930-2006), ou Jorge Zahar (1920-1998), ou Ênio Silveira (1925-1996), ou os livreiros Lucien Zahar (1925-1998) com este, eu conversava muito, gostava de ouvir suas histórias sobre a trajetória da familia Zahar e sobre o mercado editorial, transpirava livros, da Livraria Galáxia ou Ernesto Zahar, da Livraria Ler, que apenas cumprimentava.  Estes personagens são importantes no panorama editorial do Rio de Janeiro e do país, deram enorme contribuição à industria e o comércio do livro. Ênio Silveira não cheguei a conhecer, mas freqüentei como já apontei nestas páginas algumas vezes a Livraria Civilização Brasileira, na rua Sete de Setembro, 97 que na parte externa da livraria, na parede havia um enorme cartaz uma frase de Malba Tahan: "Quem não Lê, mal ouve, mal fala, mal vê", representada por três macacos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Civilização Brasileira, Paz e Terra e Editorial Vitória, são dentre algumas representantes da produção intelectual da  esquerda brasileira e localizadas no Rio de Janeiro; não defini o período, no entanto, tenho lido, para melhor compreensão, a partir da compra da Revista do Brasil, em 1918,  surge a Editora Monteiro Lobato e Cia; passando pela Companhia Editora Nacional, criada em 1925 por Monteiro Lobato (1882/1948) que promoveu verdadeira reviravolta no mercado livresco, em sociedade com Octalles Marcondes Ferreira (1899//1972) de enorme contribuição. Para fazer qualquer leitura sobre o mercado editorial brasileiro, não  se pode perder de vista a importância destes editores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Outro dia, em conversa com Paulo Adolfo, um dos diretores da Editora Brasil-América (EBAL), uma das mais importantes editoras de histórias em quadrinhos de nosso país, fundada em 1945 por seu pai, o editor Adolfo Aizen, sugeriu que tivesse o Rio de Janeiro como fio condutor de minha pesquisa. Pelo caminho que estava tomando, fiquei convencido que ficaria muito abrangente, examinaria as editoras surgidas ou desaparecidas em diversos estados, na verdade, nem sei se daria conta, pois precisaria de um suporte que não disponho, sem dúvida, uma limitação para empreender tamanha tarefa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;A Paz e Terra foi adquirida por Fernando Gasparian de Ênio Silveira, a Paz e Terra fazia parte da Editora Civilização Brasileira. No obituário que li, em alguns deles, há referência que Fernando Gasparian foi quem fundou a Paz e Terra, um equívoco, a editora foi criada no interior da Civilização Brasileira, iniciando como Revista Paz e Terra em julho de 1966 e havia uma enorme participação do poeta Moacyr Félix, também editor e organizador de revistas e antologias. O sociólogo Waldo César, foi  diretor da Revista Paz e Terra no período de 1966-1968. Quero deixar claro que não existiram apenas as editoras citadas como de esquerda.&lt;br /&gt;*Continua na próxima oportunidade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-5194001534982859395?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/5194001534982859395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=5194001534982859395&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/5194001534982859395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/5194001534982859395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/07/as-editoras-de-esquerda-civilizao.html' title='As Editoras de Esquerda: Civilização Brasileira e Paz e Terra'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SHCcyhfLiMI/AAAAAAAAAYg/_zmDsABgk8U/s72-c/3macacos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-3267180834223546094</id><published>2008-06-22T20:06:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T18:17:32.992-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adersen Editora'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros Usados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livreiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBAL'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Largo da Carioca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Francisco Olivar'/><title type='text'>De volta ao livro, um agradecimento ao livreiro Francisco Olivar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rz9fN_1QN_I/AAAAAAAAAJc/exJ7Ec_WL0E/s1600-h/20070705180211.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rz9fN_1QN_I/AAAAAAAAAJc/exJ7Ec_WL0E/s320/20070705180211.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133926794303387634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Demorou! Agora  estou de volta ao  mundo dos livros, em especial ao comércio de livros usados, melhor ainda, a onde o povo está, ou seja, na rua, em um dos espaços de maior muvuca, localizado no coração da cidade, onde transitam desde engravatados, senhoras elegantes, estudantes, enfim, há diversos tipos de passantes; se me pedirem algum dado estatístico de quantas pessoas passam pelo local, confesso, que não disponho de nenhum. Só em olhar o agitado movimento das pessoas, percebi que há muito esbarrão entres as pessoas, que vão de encontro umas com as outras, nem sequer, ouve-se um pedido de desculpas, claro que há pessoas que fazem de propósito.&lt;br /&gt;Ouvir o barulho de tudo que é som, desde de um saxofonista, que me parece desafinado,o artista é dono sem dúvida de um repertório com pouca variação sonora, chega a ser constrangedor, mas ganha a vida desta maneira, cada um, se vira como pode, e assim deve ser.&lt;br /&gt;Ter um emprego formal, está cada  vez mais difícil, as oportunidades se estreitam na medida em que você envelhece. Claro que esta situação vai muito além, envolve outros valores, em que a projeção do jovem, a beleza de alguma forma, são apresentações indispensáveis para o recrutamento da mão-de-obra. Acho que deve se apostar no jovem, em qualificar o profissional, no momento, ele é hoje, mas amanhã, pela passagem do tempo, passa a ser ontem, torna-se mais velho, as rugas e os cabelos brancos, são registros do tempo, daí em diante, o estigma, a exclusão, a marginalidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Pela parte da manhã, antes das 8 horas, já estou na luta sem pedir licença, neste caso, há suas compensações, por exemplo, compondo a paisagem sonora, para quem trabalha ou passa por aquele trecho, somos brindados com a presença de um tocador de rebeca, além de bem intencionado, alguns dizem que desafina, mas infelizmente, oferece pouca variação, toca apenas música clássica, acredito que sejam as mais conhecidas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Durante a semana, a Avenida Rio Branco convive geralmente, com o caótico trânsito de ônibus, motos, bicicletas, transeuntes e automóveis com as suas  insuportáveis buzinas, além  dos apitos estridentes com o firme propósito de desorganizarem o caos. Avenida Rio Branco sem a presença das diversas manifestações de protestos com os seus mais variados protagonistas, não seria a mesma.É a artéria pulsante da avenida, que aliás, é uma via que serve de tremendo palco para qualquer tipo de manifestação, que muitas vezes, são reforçadas por possantes caixas de som, para dar ao falante, a certeza de quanto mais ele gritar, soltar a voz, será ouvido pelos passantes e fará vibrar a categoria sindical que eles representam.&lt;br /&gt;Para implementar a freqüência sônica, estou rodeado por todo tipo de som, o mais irritante, é a infernal gritaria dos vendedores de cds/dvds e programas de computador. Desde cedo, por volta de 8 horas, vai chegando a turma, há um bom números de pessoas, não identifiquei a presença de mulheres neste tipo de trabalho, a grande maioria, são de homens, na faixa de 20 e 30 anos, oferecendo os mais variados produtos,quer dizer programas, no entanto, quero registrar que há uma incessante repetição em um ritmo, só comparável aos papagaios, acho que sofrem de psitacismo, mas parece ser a voz o melhor instrumento de vendas, cada um instrumentaliza a voz como pode, então, que assim seja.&lt;br /&gt;O certo é que existe uma poluição sonora, que pode ser observada ou ouvida, se caminharmos em direção ao interior do Largo da Carioca. São sons produzidos por outros vendedores, pregadores religiosos, ruídos diversos, que revela a expressão musical da sinfonia caótica que toma conta da paisagem urbana dos grandes centros. Percebi que qualquer tipo de cidadão se acha no direito de mostrar a voz, gritar, assobiar, rir em tom elevado. Há alguns passantes que pegam carona na música tocada pelo saxofonista e dão de cantar. Outro dia, passou um sujeito bêbado, tipo mendigo, cantando músicas românticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Tenho observado pessoas que saem da Estação em tremenda disparada, achei estranho, depois percebi que era para pegar  a tempo, o sinal aberto para elas atravessarem a pista.&lt;br /&gt;Há um lado bom nesta história que é a minha volta para trabalhar com livros, para isto, tenho de agradecer a um velho companheiro de batalha, hoje, um vendedor de livros na rua. Francisco Olivar, o Vavá, é mais do que um vendedor, é um livreiro, à moda antiga, destes que conhece o assunto, a capa, a impressão, autor e o valor de um livro. Formado  na velha e tradicional livraria , que por sinal sobram poucas, foram estes espaços que viabilizaram o surgimento do profissional do livro, que utilizam o recurso da memória como registro e ferramenta de trabalho. Trabalhar em sebo, ou livro usado é no meu entendimento, um bom espaço na formação de um livreiro, uma boa escola. O aprendizado de  Vavá foi também no dia a dia de uma livraria,  deste contato físico, despertou a paixão pelos livros e por Monteiro Lobato. Entre nós, profissionais do livro, circula a informação de que Olivar é dono de um grande acervo das obras de Monteiro Lobato e sobre Monteiro Lobato, tanto que este cearense, incentivador também da cultura de sua terra natal. Vavá é convidado para dar palestras sobre o homem que promoveu a maior revolução editorial do país, o grande editor e escritor José Bento Monteiro Lobato. Além de vender as preciosidades, tenta arrumar os pedidos dos clientes. A banca de Vavá, é uma mina. A conduta para quem gosta de comprar livros, é a de ficar garimpando, há grandes possibilidade de achar livros raros, além disto, são baratos, ainda arruma um tempo para participar de uma Academia Cearense de Letras e ser  leitor de vários jornais.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Olivar é um homem simples&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Vavá é um homem preocupado com a divulgação da cultura, mantém um  relacionamento com clientes, em sua maioria idosos, são jornalistas, escritores, politicos, uma gama variada de outros profissionais, está há mais de 10 anos, em uma das bancadas, vende livros a 1,00 real, ainda bem que escapou desta praga de 0,99 centavos. Em sua  banca de livros, há aqueles que são cativos, estão sempre ali, para um papo, agora também comigo. Aos poucos estou interagindo com a clientela. Observei que há uma maior presença masculina na banca, embora, seja a mulher, é quem mais consome livros. Interessante, observei que Monteiro Lobato destes autores que tratam do universo da criança, continua bem procurado.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Sou também ouvinte das histórias que Vavá conta  o que sabe sobre Monteiro Lobato&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Voltar a atuar no mercado de livros foi muito bom, além de lidar com livros usados, melhor ainda, serviu de porta para retornar o meu interesse em estudar o mercado de livros, principalmente a partir dos anos 30, as editoras consideradas de "esquerda", de inventariar o comércio de livros deste período, de esbarrar com achados preciosos.&lt;br /&gt;A sugestão de recortar a realidade do universo do livro, de ficar analisando o Rio de Janeiro, partiu de uma conversa com Paulo Adolfo, também editor e um dos filhos de um dos maiores editores de histórias em quadrinhos de nosso país, a Editora Brasil- América - EBAL, fundada em 1945, por seu pai, Adolfo Aizen, considerado por muitos como o "Pai das Histórias em Quadrinhos do Brasil", como pode ser observado na Wilkipédia. É interessante registrar, poucos sabem, que o editor Adolfo Aizen, junto com outro editor Sebastião Hersen,  donos da pequena editora Adersen, localizada na rua do Lavradio, 60 foram os editores que publicaram a primeira edição de Menino de Engenho, de autoria de José Lins do Rego. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Voltar ao livro possibilitou entrar em contato com novas pessoas, fazer amigos, conhecer novos e  rever antigos livreiros, editores, rever amigos dos  bons tempos da Tijuca e da faculdade, professores e colegas. Durante o tempo em que estou na rua, vi muita gente conhecida, os vendedores, quando sabem que  estou ali, aparecem. Não imaginava esta receptividade. Respiro por todos os poros, muitas vezes de alegria, por estes encontros. O livro seja ele, antigo ou novo, é uma janela para o mundo. Escrevi este texto como forma de reconhecimento  e agradecimento ao livreiro Francisco Olivar pela oportunidade de voltar a trabalhar com livros.&lt;br /&gt;Os netos estão chegando, o mais velho, manifesta um interesse muito grande pelos livros, o mais novo, sem dúvida vai acompanhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tadashi Kaminagai:&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-3267180834223546094?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/3267180834223546094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=3267180834223546094&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/3267180834223546094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/3267180834223546094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/06/de-volta-ao-livro-um-agradecimento-ao.html' title='De volta ao livro, um agradecimento ao livreiro Francisco Olivar'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rz9fN_1QN_I/AAAAAAAAAJc/exJ7Ec_WL0E/s72-c/20070705180211.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-8227644402798826268</id><published>2008-05-28T12:18:00.000-07:00</published><updated>2008-06-01T11:24:50.927-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capas de livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sebos na Zona Sul'/><title type='text'>De volta ao livro, estou respirando.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SB6yhpE9rtI/AAAAAAAAAXI/3DaaH0-1EtU/s1600-h/061_3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SB6yhpE9rtI/AAAAAAAAAXI/3DaaH0-1EtU/s320/061_3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196787311064231634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Não resisti ao passar diante de um sebo localizado em uma galeria de Copacabana, entrei. A minha felicidade poderia ter sido maior, no entanto, não foi, pois, estava delimitada aos poucos tostões que trazia no bolso. Ao dar os primeiros passos no interior da loja, esbarrei com os velhos conhecidos de outros carnavais, os habituais freqüentadores de alfarrábios. Com os cumprimentos de praxe, depois, cada um toma um rumo.  Há os que ficam por ali, de papo, de olho nos livros e nos clientes que chegam para se desfazerem de livros. De prontidão, são os primeiros a reservarem os livros, ou mesmo, a comprarem. Engraçado há sempre gente querendo se desfazer de livros. No momento em que eu estava na loja no periodo da manhã, apareceu uma senhora, bem vestida por sinal, portando uma sacola com livros, cuja intenção era fazer uma avaliação, pois tinha um amigo que estava muito interessado em comprar os seus livros, mas ela não sabia qual o preço que poderia vender para o amigo.  Mostrou os exemplares ao rapaz que avalia e se ele poderia dizer quanto valia. Uma rápida olhada nos títulos o vendedor, estipulou o valor total da mercadoria, que sem dúvida foi bem depreciado, o baixo valor, foi reforçado com o argumento, de que os livros oferecidos, alguns deles, ainda haveriam exemplares em estoque. Ao estipular um valor X, a senhora logo se mostrou decepcionada, mas o livreiro esclareceu que ela poderia negociar o preço com o amigo, provavelmente com o valor mais elevado, colocou tudo na sacola e foi embora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Muitas vezes é fácil  detectar clientes que querem vender livros, mas  sentem-se  envergonhados, usam vários artifícios ao abordar o comprador; observei por muitas vezes como cliente  de sebo, ou como profissional, muita decepção por parte de clientes ao se desfazerem de livros ou bibliotecas, imaginam que o livro de sua propriedade vale muito, porém, não desconfiam que  nunca vai corresponder, nem se aproximar do valor imaginado. Há situações em que se pode chegar através de uma conversinha, um pouquinho para lá e para cá, uma negociação, ainda mais se o livreiro percebe com clareza que é  material raro e valioso que o cliente tem para oferecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Ao trabalhar em um sebo percebi com maior clareza, o procedimento do livreiro ou o encarregado em fazer a avalição, isto, quando os livros implicam em uma visita ao local para fazer o frete da mercadoria; na livraria em que trabalhei o livreiro não dispunha de transporte próprio, trazia de táxi, no contato seja pessoal ou por telefone, o livreiro geralmente  procura saber qual a quantidade de livros (uma estimativa) e os assuntos, muitos são os livreiros que não trabalham por exemplo com livros jurídicos, ou de medicina.  Geralmente é avaliado  pelo valor mais baixo até o limite que o livreiro tem disponível para oferecer. Há muitas livrarias que aceitam troca, geralmente, são 2 ou 3  livros por um, há outra opção, estipula-se um valor X  para ser trocado em livros. Por falar em preço de livros em sebos, houve pelo que constatei um considerável aumento para venda dos livros. Geralmente os livros didáticos de 1º e 2º graus são recusados, alguns jurídicos, para livrarias da  zona sul, não são receptivos. Hoje com toda certeza, o comércio que oferece maiores condições de trabalho e lucratividade é o segmento de livros usados. Convém registrar que há bons sebos e bons livreiros. O sebo, entendo e não convém esquecer, como  uma das vias de formação de um profissional do livro, claro que existem outros pré-requisitos nesta formação. Para se formar um livreiro, leva-se um tempo. O primeiro deles, é gostar de livros e que implica de imediato em gostar de ler. O livro tem de ser tratado com carinho, com cuidado, com zelo, diria mesmo com sabedoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Sempre freqüentei sebos, desde do período em que cursava Ciências Sociais nos anos 70, no Largo de São Francisco, depois ou antes da aula, ia em busca dos tesouros de minha área de interesse, encontrava com as maiores preciosidades literárias de diversos quilates. Gostava muito de periódicos, das revistas pertinentes às ciências sociais. No circuito dos sebos localizados no centro sempre estava em companhia de meu querido professor Aluizio Alves Filho, grande Mestre e Doutor em Ciências Politicas, o homem é provedor de múltiplo saber, conhece tudo sobre: Brasil,  Ciências Sociais e Politicas, Monteiro Lobato e Oliveira Viana; um intelectual e escritor com vários livros editados, além de enorme bagagem.  Aluizio é um tremendo bibiliófilo, sua  biblioteca, é um multiplo acervo sobre o nosso país com uma ligeira tintura para a concentração em  Política; quem chegou a conhecer como eu, garante que é um dos melhores acervos em nossa área,  na ocasião era despontada como fantástica. Quando não saíamos juntos da faculdade, nos encontrávamos em algum sebo, ou  éramos avisados que um ou outro havia passado por ali. O mestre tem um bom faro para preciosidades e raridades, aprendi muito com Aluizio, não é à toa  que  é um mestre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;O ultimo sebo que visitei na cidade, quando trabalhei com meu sogro, até o ano de 2002, foi a Livraria Brasileira, fundada em 1972, pelo livreiro Oscar Muller, localizada no Edifício Central. Considerado um dos mais tradicionais sebos do Rio de Janeiro, algum tempo depois, li pela imprensa que  foi despejado.Foram para outro local. Lembro que comprei o livro O Pais da Bola, editado em 98, pela Record, de autoria de Betty Milan. Nesta ocasião estava catando livros sobre futebol, amadurecia a idéia em fazer algo acadêmico nesta área, haviam dois colegas sociólogos que estavam envolvidos com a especialização sobre futebol, levando adiante o Núcleo de Sociologia do Futebol na UERJ, um era Mauricio Murad, vascaíno e o outro o flamenguista Ronaldo Helal. Cheguei a comprar um dos exemplares da revista Pesquisa de Campo, editada pelo núcleo. Tempos depois, acabei por descartar este projeto, nele estava incluido um estudo sobre o Vasco, sobre a identidade portuguesa,  um clube da colonia portuguesa, etc, etc ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Na livraria de Copacabana ainda percorri algumas seções, olhei algumas prateleiras de literatura brasileira, me interessei pelos livros de Lia Luft e um de Heloísa Seixas, pensei em deixar reservado, desisti  e passei para as Ciências Sociais, que atualmente voltei a ter interesse   encontrei o livro que me interessava muito. O sebo tem disto, de repente, encontra um livro que se procura, o pior já tive o livro, fui divulgador da editora nos anos 70/80 e fui seu pracista através da Vários Escritos; incrível foi o primeiro livro que  encontrei  na seção, assim, como se estivesse caído do céu.  Comecei a reler e está sendo proveitoso para uma idéia que acalento de uns dois anos prá cá, que é a historia do mercado editorial, o escritor foi dono de uma editora nos anos 60 onde publicou a maioria de seus livros e que foi fechada pela ditadura; publicou sob pseudônimo seu livro em uma editora de esquerda nos anos 30 e que foi fechada,  foi o responsável pela fundação, organização e um dos editores, de uma editora de esquerda que foi fechada também pela ditadura militar de 64.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Uma boa notícia, recebi pela manhã, um convite de um amigo  para trabalhar na rua com livros usados, aceitei de imediato, para mim, foi um remédio para o corpo e o espírito, começo amanhã, com o pé direito e a enorme vontade  de voltar atuar no comércio de livros. "Alea jacta est"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Aécio de Andrade&lt;/span&gt; - &lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Artista Naïf, autodidata, nasceu em São Paulo. Para mais detalhes consultar o site&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.artcanal.com.br/"&gt;Art Canal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-8227644402798826268?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/8227644402798826268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=8227644402798826268&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8227644402798826268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8227644402798826268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/05/de-volta-ao-livro-estou-respirando.html' title='De volta ao livro, estou respirando.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SB6yhpE9rtI/AAAAAAAAAXI/3DaaH0-1EtU/s72-c/061_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-7268318958382973714</id><published>2008-04-09T11:23:00.000-07:00</published><updated>2008-10-31T02:49:43.044-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livreiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Distribuição de Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vendedor de Livros'/><title type='text'>Recordações de um livreiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R_kHKThTMVI/AAAAAAAAASc/rucV8xwiFH4/s1600-h/Fitando_o_Mar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R_kHKThTMVI/AAAAAAAAASc/rucV8xwiFH4/s320/Fitando_o_Mar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186184319513866578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;Estava ontem pensando em livros, ou melhor,  estava recordando os momentos em que fui um profissional do livro. Em que saia quando não estava em trabalho interno, fazendo chuva ou sol  pra rua vender livros, apresentar as novidades das editoras. Acho que nem sempre deve-se apresentar apenas os lançamentos, deve-se de alguma forma (re)apresentar o catálogo da editora usando uma capa ou mesmo livro,  resgatar aquele livro que ficou esquecido, deixado de lado pelo livreiro. É uma maneira de dar uma oxigenada no livro, um pouco de sobrevida, fazer com que ele apareça, que ele respire nas estantes ou balcões das livrarias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Fazia visita em vários bairros da cidade do Rio de Janeiro e não são muitos os bairros em que havia a presença de livrarias. Algumas livrarias a visita se tornava mais frequente em função do ritmo de compra de cada uma; muita gente, autor, principalmente, pensa que um livro não se encontra em determinada livraria, é o fim do mundo. Não sabe, desconhece a conduta daquela livraria, pode haver diversos motivos de um livro não estar´presente em uma livraria. A ausência de um livro em uma livraria badalada ou não, também serve para  os editores, que não compreendem como o livro que editam, não está nesta ou naquela livraria. Há títulos que não impulsionam nenhuma empatia, não geram vendas. Quando há resistências por parte do livreiro por alguma razão podemos entrar com consignação, aqui abro um parentêses, há livreiros e editores que não apreciam consignações..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Os editores para se preservarem engendram limites e mais limites para compra de livros por parte da livraria, estabelecem desde mínimo de faturamento, até a negativação por parte do comerciante na praça. Em minha época de distribuidor achava um absurdo pautar minhas vendas através de uma entidade de classes que estava voltada para o livro didático. Se houvesse algum débito pendente em alguma editora ou distribuidora de livros didáticos, haveria restrição de crédito e não forneceria para o cliente. Não partilhava desta concepção, são fornecedores diferentes, nem queria saber, fornecia sem me ater ao impedimento por parte deste controle em que as editoras didáticas determinavam. Era a conduta deles e não a minha. Fornecia, seja através de um vale provisório, de um livro, até se obter condições de faturamento, nunca criei obstáculos para vender. Achava melhor o livro na livraria do que no depósito. Não fazia como os didáticos que desprezavam as livrarias para venderem nas escolas. Subvertia prazo e descontos, não segmentava por faturamento e tamanho, todos independentes da livraria, receberiam o mesmo tratamento. Havia no Rio de Janeiro, de minha época casos excepcionais, como a Sodiler, por ser a maior rede de  livrarias da cidade. Era um caso pontual, pois não compravam toda novidade, inclusive pelas características das lojas em aeroportos, rodoviárias e shoppings. Abria espaços para conversas para negociar prazo em função de alguma promoção das editoras que eu representava, em que alteravam o meu desconto e o meu prazo, assim poderia repassar condições melhores ao livreiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Como fui comprador nas livrarias e pracista em editoras e na minha distribuidora, fui testemunha de que era raro encontrar um vendedor de livros didáticos. Nesta caminhada esbarrava com muitos vendedores pracistas e não identificava um profissional da área de didáticos. Estas editoras faziam um bom trabalho de divulgação, aí sim era o caminho da mina. Naturalmente pegava outros atalhos. A distribuidora Obra Aberta tinha um perfil de atuação com livros na área universitária, um segmento que priorizei desde da  época em que criei em Ipanema nos anos 80,  a livraria Quarup.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Muitos livros demoram na reposição, também há muitos fatores para  ausência de um título, que vai do desinteresse por parte do livreiro em repor, nas interferências das editoras que exigem mínimo de faturamento que relutam em fornecer, na conduta de compra por parte das livrarias. Entendendo que há o momento ideal de se fazer um pedido para editoras ou distribuidoras, considerando por exemplo, as datas de montar um pedido. Ao coletar meus pedidos, tinha oportunidade de flagrar listas de pedidos pendentes na compra do livreiro por não poder comprar, se não houve liberação por parte de quem detém esta ordem, nada é feito. Neste aspecto eu facilitava, fornecia para os livreiros em forma de vale e assim que estivesse liberado o pedido, o procedimento de compra seria formalizado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Trabalhar com livro não é fácil, entendo não ser um privilégio, mas um profissional do livro deve estar preparado, ter uma boa bagagem cultural, de saber fazer uma leitura do cliente, seja ele pessoa física ou jurídica, neste último, em se tratando de um pracista. Em uma livraria saber o momento da abordagem e não ficar muito na cola, inibindo seus movimentos, há de se dar espaços para consultar prateleiras e balcões, ser gentil. Não se deve perder de vista o cliente, para isto, o acompanhe com os olhos, de alguma forma ele vai lhe sinalizar, quando abrir esta brecha, é o momento de sua intervenção.&lt;br /&gt;O livreiro tem de estar por dentro do movimento editorial,  ficar antenado,  conhecer os gostos e manias, as leituras de seus clientes. Não adianta oferecer um livro que nada tem haver com o que cliente , a recusa vai ser de imediato. O livro é uma mercadoria especial, se ele procura por Paulo Freire, por Pedagogia do Oprimido, e o livro não estiver em estoque, não adianta o livreiro oferecer gato por lebre, ou até mostrar para ver se cola o livro de Marcus Freire, é difícil, mas não elimino a possibilidade do leitor comprar o livro apresentado. Se o leitor for receptivo, acho válido, mas não no sentido de empurrar um livro no lugar do outro.&lt;br /&gt;De preferência não deve perder de vista o suporte dos cadernos literários, ou das editoras, mesmo que tais cadernos "culturais" sejam viciados e deformem por interesses a produção editorial de editoras que passam ao largo destes jornais. Nunca vão ser mencionadas ou resenhadas, mesmo que lotem as mesas com  livros de cortesia para os jornalistas que "resenham". Os livros podem parar em sebos. Estes espaços da imprensa, são ocupados como territórios de algumas editoras. Não posso deixar de apontar que muitos leitores/clientes tomam estes cadernos como norte de suas compras e consultas. Importante que o livreiro, seja também um leitor, um atento leitor e que repasse as informações para o cliente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;O mercado livreiro está como sempre com dificuldades, de várias ordens, uma livraria  não pode comprar tudo que aparece, há mais editoras do que livrarias. O livreiro fica doido e nem dispõe de tanta verba para comprar, vai sobrar para alguém, de preferência para editoras que não sejam badaladas na mídia. Ainda se lida com autor com produção própria que quer com toda razão ocupar o seu espaço, mal sabe que há livreiros que não dão nenhuma importância a este tipo de livro.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;O que me incomodava enquanto livreiro era ter de lidar com livros sem lombada, muito fino, de poucas páginas, este tipo de formato a tendência era ficar sumido nas prateleiras. Um livro com boa apresentação visual, bom título e autor, independente dele ser bom ou não, o importante para mim, era o registro fotográfico em minha memória, que estes elementos, ingredientes que ajudavam a formar um contato inicial com o livro. Um outra via de registro do livro, é o assunto, ou tema, claro que exige do profissional, uma intimidade maior com o que circula na livraria, como está disposta as estantes e os assuntos. O livro mesmo passa esta informação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Um dos meus últimos atendimentos em um sebo que trabalhei tentando dar uma organização nos assuntos, pois fui chamado nesta condição de dar um jeito na bagunça, mas como vício do livreiro, acabou ficando tudo como estava, em desordem total. O livreiro por uma razão que ainda hoje pensando sobre o assunto, não consigo entender,  se negava a permitir que se colocasse em ordem alfabética os livros na estante. Como havia reclamações dos clientes sobre o entendimento,  a concepção de livraria do livreiro, enfim, era dele, amarra- se o burro conforme a vontade do dono. Como não foi capaz de utilizar do bom senso, acabava deste modo inibindo qualquer possibilidade de arrumação. Independente do bom acervo que a loja possuía, demonstrei e foi nesta condição de livreiro que fui chamado. Acho que reúno as condições de livreiro, sou livreiro, pode ser que algum dos que estão no mercado discordem, também, nunca soube, não chegou até a mim, tal classificação em contrário. Dando um exemplo de que ocorreu, ao atender uma cliente negra sobre assuntos de escravidão, sobre negritude, ela professora e historiadora com atuação no interior do estado.&lt;br /&gt;Conversávamos, me apresentei como antigo livreiro e sociólogo, em um dado momento,  me perguntou se havia algum livro sobre TEN, como  havia arrumado na desordem as prateleiras, disse que havia um livro, que falava sobre o Teatro Experimental do Negro, através de depoimento das atrizes que protagonizaram o movimento negro em nosso país, indiquei o livro da jornalista Sandra Almada, Damas Negras, editado pela Mauad, ficou contente com a indicação, acabou por levar o livro. Há donos de livrarias que se sentem incomodados quando um "vendedor" mantém uma conversa com o cliente, acham mesmo que a sua presença serve apenas para pegar o livro e entregar para o cliente. Para isso a informação que dispunha me valeu bastante, consegui vender um livro e passei credibilidade na indicação do livro, com certeza é um dos critérios que os livreiros devem ter em sua formação como profissional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Raimundo Brandão Cela -&lt;/span&gt; Nasceu em Sobral e faleceu em Niterói, 1890 - 1954 &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/diario/2004/1014/1014_mostra-raiumundocela.asp"&gt;"Fitando o Mar"&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-7268318958382973714?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/7268318958382973714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=7268318958382973714&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7268318958382973714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7268318958382973714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/04/recordaes-de-um-livreiro.html' title='Recordações de um livreiro'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R_kHKThTMVI/AAAAAAAAASc/rucV8xwiFH4/s72-c/Fitando_o_Mar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-8617353515032526229</id><published>2008-03-22T08:57:00.000-07:00</published><updated>2008-03-22T07:07:36.974-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mercado de livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vendedor de Livros'/><title type='text'>Um Vendedor de Livros.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R9TVfoLJrgI/AAAAAAAAARA/qnLxOdwJ7oY/s1600-h/1+amazonia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R9TVfoLJrgI/AAAAAAAAARA/qnLxOdwJ7oY/s320/1+amazonia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175996611092393474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remexendo com os velhos papéis amarelados das páginas avulsas de minhas memórias deixadas num canto das gavetas desarrumadas, é verdade, algumas delas, até com poeira, estão. Nada que uma soprada ou um pano, não dê jeito. Aliás, estes registros são mantidos deste jeito, pois é assim, que consigo dar uma ordem neles. De uns tempos prá cá, criei o blog Esquinas do Tempo, um espaço reservado para outros escritos, pelo menos imagino que sejam identificados como contos, ou crônicas quando abordo assuntos pertinentes ao meu clube do coração, o Vasco da Gama. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Manter este blog imagino que seja um dos mecanismos que engendro para resgatar através dos fragmentos colados em minhas lembranças,  um modo de me encontrar com o tempo, de voltar para trás, com um recurso de um retrovisor, olhar para um passado que transformo em presente. Gosto de me ter como leitor e espectador diante desta tela. Quando mergulho em busca de fragmentos, mesmo que em superfície, ou nadando no raso, procuro ser um  sujeito bem intencionado, com o firme propósito de recuperar narrativas, cujo cenário ajudei a meu modo, a fazer. Sou um carpinteiro deste momento, vou traçando e rabiscando trajetos e pontes imaginárias para ligações com o meu tempo de vendedor de livros. Um simples vendedor de livros cuja história não provoca nenhum interesse e se for manifestado algum, provavelmente a sugestão seria à lata de lixo da história. Ir direto, sem pestanejar para o esquecimento, ou em sua tradução moderna, ser deletado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;O vendedor de livros,  se não configurar como livreiro ou editor, a tendência é ser rotulado de pouca importância, um sujeito pelo lugar que ocupa no elo da comercialização. Editores e Distribuidores não reconhecem por várias razões a importância de um vendedor de livros, neste caso, de um "pracista", um vendedor externo, um profissional do livro, que representa editoras ou distribuidoras com atuação nas praças das cidades, para os vários tipos de comércio. Por outro lado, há editores ou distribuidores que mantém vendedores por muitos anos, atuando por muito tempo na mesma empresa. Fiquei por quase cinco anos na Paz e Terra, saí para caminhar com  as próprias pernas, resolvi montar uma distribuidora, a Obra Aberta, localizada na Cinelândia, na Rua Álvaro Alvim, 48, em cima do cinema Pathé, fechado nos anos 90, transformou-se em um templo religioso. Outra editora que fiquei por algum tempo, foi a Edições Achiamé, também tive várias passagens, como divulgador, pracista e distribuidor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;A começar pela mídia carioca, durante este tempo de militância como vendedor, nunca consegui localizar ou identificar alguma reportagem com vendedores, seja interno ou externo. são sempre os mesmos livreiros e editores. Distribuidor também muito pouco, quando muito, os poucos legitimados pela mídia, que exercem o dublê de editor/distribuidor. Às vezes é necessário dar uma pausa para um cafezinho, sair do assunto, não totalmente, pois quero falar sobre vendedores, vendedores de livros, seja de ilusão ou de transformação.&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, diferente do que os jornalistas classificavam como livrarias, geralmente vinculavam aos badalados livreiros e editores, tratados para o público leitor com se existissem apenas estes. Pequenas ou grandes eram depreciadas, ignoradas pelos jovens jornalistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Confesso que com esta declaração de partilhar meus escritos com outro espaço como Esquinas, além de breves comentários em blogs sobre futebol, acabo por deixar ao relento o blog Quitanda, este espaço que reservei para narrar de algum modo minha trajetória no mercado de livros. Claro que não incide a culpabilidade do tempo em que fico dedicado ao Esquinas, tem também o que me traz grande felicidade, a maior delas, que é a presença de meus dois netos. Ramom, o mais velho, demonstra, é visível, ser um garoto criativo, inteligente, esperto até demais. Mudou de escola, até que enfim, faz natação e bagunças de toda natureza. O mais novo, quer dizer, Ricardo, é mais centrado, obedece mais, comportamento que até o momento posso dizer como diametralmente oposto ao irmão. Se assemelham em alguns momentos na bagunça, características de crianças sadias.Claro que em Ricardo observa-se traços de uma criança inteligente, mas por outro lado, há uma predisposição para chorar, fica sensibilizado com a negativa, contrariado, cai em prantos. Grita de alegria e de raiva. Enfim, unidos, bagunçam com o coretos dos avós. Dos pais não quero nem falar, pois, a convivência diária com a bagunça, são as verdadeiras testemunhas. Mas isto tudo, é vida. Faz parte da dinâmica do aprendizado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Como o propósito deste texto é narrar minha passagem no mundo dos livros, tive que me manter sob uma camisa de força para não fugir do que pretendo. Falar de meus netos, obrigatoriamente me conduz a extensas narrativas, a um blá blá interminável. Coisas de avô que gosta de rascunhar, mesmo que tenha como fio condutor a convivência com os netos. Assim vou costurando um texto que apresento aqui ou em Esquinas do Tempo, faço mesmo de modo esparso. Vou prosseguindo e produzindo meus textos enfaixados sob o campo da memória, diria mesmo, singulares, pois estão no âmbito de minhas reminiscências, todos produzidos com vínculos em minha vivência, como foi o texto ficcional que publiquei com o título de "Lino e seu avô - Uma amizade sem fim." Aproveitei a idéia de rato de biblioteca e rato de livraria para construir um história de um Ratinho e suas relações de amizade com o avô. Bem como o texto está cada vez maior e cansando os meus dois leitores, acho melhor e prefiro mesmo deixar para uma próxima oportunidade e voltar a escrever ou falar sobre vendedores de livros. Até breve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Berenice Barreto Fernandes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;- Conhecida como Beré ou Berenic. Arte Naïf - Para maiores detalhes consultar o  excelente site &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;" href="http://www.artcanal.com.br/berenicebarreto/pag-base.html"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Artcanal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.artcanal.com.br/berenicebarreto/pag-base.html"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-8617353515032526229?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/8617353515032526229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=8617353515032526229&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8617353515032526229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8617353515032526229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/03/remexendo-com-os-velhos-papis.html' title='Um Vendedor de Livros.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R9TVfoLJrgI/AAAAAAAAARA/qnLxOdwJ7oY/s72-c/1+amazonia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-6245928301738880358</id><published>2008-03-10T07:04:00.000-07:00</published><updated>2008-03-22T05:57:41.604-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lembranças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Distribuidores de Livros'/><title type='text'>Editoras e Livrarias - Um Papo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R8wKor5JjYI/AAAAAAAAAQo/EVJMCpW57H8/s1600-h/sarro2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R8wKor5JjYI/AAAAAAAAAQo/EVJMCpW57H8/s320/sarro2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173521766035328386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente nem nos sebos tenho passado para xeretar algo de interessante para ler. O jornal impresso também desisti de ler, apenas pego emprestado com a vizinha o caderno de classificados para localizar alguma oportunidade de trabalho, aliás, estão cada vez mais escassas, mais ainda, quando a idade é superior aos cinqüenta anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Fico em casa como se estivesse internado, diante do computador, fico horas pesquisando, mergulhado na leitura da produção intelectual das ciências sociais. Voltei após longos invernos a ficar interessado em minha área de formação acadêmica, que abandonei para me dedicar ao mundo dos livros. Claro que pela atividade que exercia com os livros, obtinha informações do que as ciências sociais estava produzindo. Fui distribuidor e editor na cidade do Rio de Janeiro e o perfil da empresa, era alinhado com as editoras universistárias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Algumas destas editoras em seus catálogos havia algum conhecido do meu tempo de estudante, ou de quando atuei como profissional de divulgação editorial nas universidades. Lembro que fui divulgador de editoras com uma tintura de esquerda nos anos 80, trabalhava com distribuidores ou diretamente com os editores. Haviam editoras que eu não considerava como de esquerda, por exemplo: Ibrasa/Ibrex, Papelivros, Documentário e outras que agora não lembro. Eram representadas pela Vários Escritos, um distribuidor que representava também: Alfa-Ômega, Summus/Ágora, Avenir, Vega. Divulguei pela Quadrelli, as editoras Brasiliense, Global e Alhambra. Fui divulgador das editoras Paz e Terra e Edições Graal. Bons tempos eram aqueles, em que eu tinha bastante editora para divulgar como a Hucitec e Livramento, representadas pela Século XXI, e finalmente as Edições Achiamé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Foi um trabalho de suma importância para as editoras, um momento de interação entre editor e autor/professor que passou de alguma forma atuar como um agente de vendas, ao indicar títulos para adoção. Para a Brasiliense neste período foi uma mão na roda, estavam arejando a o catálogo e lançando diversas coleções, como os Primeiros Passos. Uma época de efervescência cultural, títulos e mais títulos eram lançados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;A Brasiliense surgiu no inicio dos anos 40 com vários sócios, dentre eles: Caio Prado Júnior, o pai de Caio, Lenadro Dupré, Hermes Lima e Arthur Heládio Neves. Monteiro Lobato foi um dos seus sócios.A editora Brasiliense detinha os direitos da obra de Monteiro Lobato desde 1945. O autor, amigo de Caio de longa data assinou antes de morrer um contrato de validade "ad infinitum", até cair em dominio público, o que não aconteceu. Outro dia li pela internet que houve uma disputa judicial com os herdeiros de Lobato e a Brasiliense , que acabou perdendo os direitos, quem saiu beneficiada foi a Editora Globo que passa a publicar todos os títulos de Monteiro, com nova apresentação visual da obra do grande autor da literatura infantil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Caio Prado passou o bastão para o seu filho Caio Graco Prado nos anos 70. A editora passou por um período em que esbarrava com o cerceamento dos militares e os segmentos conservadores, tanto que em 1964 fecharam a Revista Brasiliense editada desde 1955 e dirigida por Elias Chaves Neto. Quem examinasse o catálogo da editora poderia identificar uma produção de esquerda. Luiz Schwarcz atuou na editora, passando por estagiário até ser diretor editorial, cuja saída em 1986, montou a sua própria editora, a Companhia das Letras. Caio Graco fundou em 1978 com Claudio Abramo o jornal Leia Livros, deixou de funcionar nos anos 90. Hoje a editora está sob os cuidados da filha Yolanda Prado, a Danda, que assumiu a editora após a morte do irmão Caio Graco em 1992 em acidente de moto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;O mercado de livros mudou bastante, determinados espaços de exposição livros que assumem posição de destaque nos espaços de uma livraria, ou melhor, nas grandes livrarias, são comprados para que ocupem determinados lugares estratégicos, logo com maior visibilidade para o cliente. O preço varia entre um pedaço de vitrine, ou pilha de livros, tudo estabelecido pelos livreiros das grandes redes. Lembrei que nos anos 90 fui à Livraria da Vila, havia se mudado há pouco tempo para um novo local. Os donos eram um casal, lembro que o livreiro, de nome Aldo, fui apresentado por Marcus Gasparian. Nesta época estava em São Paulo.pela Paz e Terra, quando fui informado de havia um espaço na parede da loja, uma enorme loja, em que os espaços ocupados por propagandas das editoras, eram pagos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;A noticia que rolou na semana passada  é que a Saraiva adquiriu a totalidade das ações da rede de livrarias Siciliano, criada em 1928 e a maior do país; mais os quatro selos editoriais: Arx, Futura, Caramelo, ArxJovem. Depois de longa negociação chegaram aos finalmentes. A Siciliano estava em crise financeira e familiar, envolvida em uma disputa judicial entre o senhor Oswaldo Siciliano e a filha mais velha. Volto a conversar sobre livros em próxima oportunidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Adélio Sarro - Pintor, Escultor e Muralista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-6245928301738880358?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/6245928301738880358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=6245928301738880358&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/6245928301738880358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/6245928301738880358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/03/editoras-e-livrarias-um-papo.html' title='Editoras e Livrarias - Um Papo.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R8wKor5JjYI/AAAAAAAAAQo/EVJMCpW57H8/s72-c/sarro2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-604752839656987249</id><published>2008-02-06T10:25:00.000-08:00</published><updated>2008-02-25T06:24:33.014-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras'/><title type='text'>Uma Conversa sobre Editoras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rx8zj-X8BJI/AAAAAAAAAFs/tlBK2zbGJcM/s1600-h/regata_tieta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rx8zj-X8BJI/AAAAAAAAAFs/tlBK2zbGJcM/s320/regata_tieta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124871594102752402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-left: -45pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Nestas buscas que tenho feito pelas páginas da internet, fiquei espantado com a identificação de um leitor que nos anos 70 comprou a “Historia da Revolução Russa” em 3 volumes de autoria de Leon Trotsky, publicada em 1967 pela Saga, como uma editora de orientação comunista. Não tenho tanta certeza quanto este leitor de rotular a Saga com esta assinatura. Incluiria esta classificação &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;como uma editora com perfil de esquerda. A Saga foi dirigida por José Aparecido de Oliveira (1929/2007) ex-embaixador, ministro da Cultura do governo Sarney, depois adquirida pelo empresário e editor Fernando Gasparian, (1930/2006) um liberal à americana como define Marcus Gasparian, um dos seus filhos. A Historia da Revolução Russa em 3 vols. foi editado pela Paz e Terra, na coleção Pensamento Crítico vol.11, relançada em 1977. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Dez anos após a edição publicada pela Saga que deixou de existir no inicio dos anos 70. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Recentemente o livro foi reeditado com nova apresentação visual e com nova tradução pela Editora Sunderman surgida entre nós em &lt;st1:metricconverter productid="2003. A" st="on"&gt;2003. A&lt;/st1:metricconverter&gt; editora é uma homenagem ao casal de militantes socialistas José Luis e Rosa Sunderman dirigentes do PSTU assassinados em &lt;st1:metricconverter productid="1994. A" st="on"&gt;1994. A&lt;/st1:metricconverter&gt; edição saiu em dois tomos. A editora mantém vínculos com o PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;No panorama do surgimento de editoras houve sim, editoras que se identificavam como de esquerda e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;outras como católicas ou conservadoras, ou liberais e direitistas. Nos anos 60 houve editoras que foram simpáticas e colaboraram de alguma forma para o golpe de 64 através do Ipês – Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, fundado em 1961. Há um excelente livro 1964: A Conquista do Estado: Ação Política, poder e golpe de classe, do cientista político uruguaio e ex- professor da UFF, René Aramand Dreifuss (1945/2003), editado pela Vozes (católica) que analisa o papel do empresariado brasileiro no processo de desencadeamento do golpe de 64. Os editores como empresários não poderiam estar de fora, deram a sua contribuição. Durante o período editorial surgiram editoras de oposição ao regime militar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Havia pequenas editoras de esquerda com ligações partidárias ou grupos políticos. Com uma tintura de esquerda, mas não comunista, por exemplo: a Editora Sabiá criada em 1967 por Fernando Sabino em parceria com Rubem Braga. Editou Ernesto Che Guevara, o livro Nossa Luta &lt;st1:personname productid="em Sierra Maestra" st="on"&gt;em  Sierra Maestra&lt;/st1:personname&gt;, publicado em 1968; O Cristo do Povo de Márcio Moreira Alves editado em 1968 ou Dom Helder Câmara &lt;st1:personname productid="em A Revolu￧￣o" st="on"&gt;em A Revolução&lt;/st1:personname&gt; dentro da Paz editado em 1968. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Identificar uma editora como de orientação comunista como fez o leitor é de uma simplicidade, deste jeito a sua referência está contaminada por sua posição ideológica. O leitor não tem idéia do catálogo da editora Saga que publicou dentre outros autores: Celso Furtado, Jorge Wilheim, Luciano Martins, Paulo Mercadante, Thomas Skidmore, Guerreiro Ramos, Guevara; seria o mesmo que classificar como comunista o editor José Olympio por ter em seu catálogo escritores comunistas, ou editor da Record, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Alfredo Machado também por ter editado escritores comunistas. Ou de que Carlos Lacerda que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;nos anos 30 teve uma aproximação com a Federação da Juventude Comunista, a Nova Fronteira, sua editora criada em 1965, seria comunista. Ou mais recentemente a Record por ter incorporado uma editora com vínculos de esquerda como a Editora Civilização Brasileira que teve em seu antigo proprietário Ênio Silveira como dirigente do PCB, não são seguramente indicadores para identificar uma editora com orientação comunista como sugere o leitor. Claro que pelo catálogo pode-se observar que determinado editor produz, deste modo, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;pode-se identificar em que campo ideológico ele transita. O catálogo da Civilização era bem plural se examinarmos melhor, ali encontramos desde Adonias Filho, Machado de Assis, Luckacs, Nelson Werneck Sodré, Cony, Moacyr Félix, Dom Helder, Vianna Moog, Otávio Malta, Stanislaw Ponte Preta, Octávio Ianni e muitos outros. Destes editores o que foi mais perseguido pela ditadura, foi sem dúvida nenhuma o editor Ênio Silveira.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Fico por aqui e espero que em nova oportunidade possa voltar ao assunto.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Zanini&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt; : Nasceu na cidade de São Paulo, em 10 de setembro de 1907 e faleceu na mesma cidade em 16 de agosto de 1971.&lt;br /&gt;Filho de imigrantes italianos. Participou do Grupo Santa Helena e da Familia Artística Paulista. Fonte de consulta:   &lt;a href="http://www.faap.br/museu/acervo/images/regata_tieta.jpg"&gt;FAAP&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-604752839656987249?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/604752839656987249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=604752839656987249&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/604752839656987249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/604752839656987249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/02/uma-conversa-sobre-editoras.html' title='Uma Conversa sobre Editoras'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rx8zj-X8BJI/AAAAAAAAAFs/tlBK2zbGJcM/s72-c/regata_tieta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-8250315436411806725</id><published>2008-01-30T16:46:00.000-08:00</published><updated>2008-01-30T12:10:56.730-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homenagem Silenciosa'/><title type='text'>Gerchman: Uma homenagem silenciosa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R6DGxh6uupI/AAAAAAAAAOg/Sbi9MPX3CsI/s1600-h/rubens_gerchman_caixa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R6DGxh6uupI/AAAAAAAAAOg/Sbi9MPX3CsI/s320/rubens_gerchman_caixa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161343727187180178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sua Arte estará sempre viva entre nós!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubens Gerchman&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pintor, Desenhista&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gravador e Escultor. Um Grande Artista!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                                         10/01/1942 - 29/01/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte de Consulta:&lt;a href="http://http//www.casadasartes.com.br/rubens_gerchman_caixa.jpg"&gt; Casa das Artes&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-8250315436411806725?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/8250315436411806725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=8250315436411806725&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8250315436411806725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8250315436411806725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/01/gerchman-uma-homenagem-silenciosa.html' title='Gerchman: Uma homenagem silenciosa'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R6DGxh6uupI/AAAAAAAAAOg/Sbi9MPX3CsI/s72-c/rubens_gerchman_caixa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-2810547109144821470</id><published>2008-01-24T15:06:00.000-08:00</published><updated>2008-02-05T13:12:43.187-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historia das Livrarias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros Portugueses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Distribuidoras'/><title type='text'>Um papo  rápido sobre editoras portuguesas.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rx4VzOX8BHI/AAAAAAAAAFc/R3GaLPGRiEc/s1600-h/lv01rola15.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rx4VzOX8BHI/AAAAAAAAAFc/R3GaLPGRiEc/s320/lv01rola15.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124557395770213490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:100%;" &gt;Vez por outra tenho declarado nas páginas deste blog que não tenho visitado as livrarias, sejam elas megas ou não. Outro dia, ou melhor, na primeira quinzena de janeiro, passei pela livraria Argumento, filial de Copacabana, na Rua Barata Ribeiro, 502. Estava em companhia de minha companheira por mais de 30 anos, resolvemos entrar. A livraria naquela hora da manhã estava vazia. Achamos por bem presentear com um livro o meu neto mais velho, sua condição de ouvinte, nos estimulou a dar o mesmo livro que foi oferecido ao pai &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;no inicio dos anos 80, quando eu tinha a livraria Quarup; gostava muito dos livros de autoria do casal Eliardo França e Mary França editados pela Ática, da Coleção Gato e Rato e foi o Rabo do Gato que escolhemos. Não havia na livraria nenhum livro da coleção nem da Ática e nem da Mary &amp;amp; Eliardo que criaram a sua própria editora. Fomos para o andar superior dar uma olhada e acabamos escolhendo um livro publicado pela editora paulistana Girassol. Diga-se de passagem, que eu não conhecia a editora, principalmente as mais recentes ligadas ao universo da criança.Foi um livro sem texto, apenas com poucas ilustrações e vinha  com adesivos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:100%;" &gt;Outra procura foi um livro introdutório de ciências sociais, particularmente de Sociologia. Não dei nenhuma referência de autor, apenas o tema. Uma das vendedoras indicou a coleção de bolso chamada Ciências Sociais: Passo-a-Passo, publicada pela Jorge Zahar, os vendedores: duas mulheres e um homem não conseguiram identificar nenhum autor que tratasse do assunto. Na minha ignorância deduzo, que por ser tratar de uma coleção com este título poderia, acharam eles, encontrar o que nós procurávamos. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Não encontramos nada, como de hábito fotografei as prateleiras com os olhos de um antigo vendedor de livros. Digo antigo, pois há muito tempo que estou afastado do mercado livreiro. Lembrei agora da &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;conversa com Marilene, após a saída da livraria, caminhando pelas ruas de Copacabana, falava do tempo em que trabalhava no comércio de livros. Conversa vai, conversa vem, esclareci que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;não saberia responder todos os títulos de uma editora, ou saber de cor e salteado os livros de um estoque ou acervo de uma livraria; no entanto, a minha condição de comprador, facilitava bastante uma interação com títulos e editora. Acho que os profissionais do livro, burocráticos, presos ou acorrentados as informações inseridas no computador, a memória para estes profissionais, pelo menos é esta a impressão fica em outro plano. Sempre me alimentei com leituras e informações dos mais variados assuntos, mas  hoje ponho em dúvida do interesse de um livreiro por um profissional com  o perfil de livreiro, com ampla bagagem intelectual e acrescento, pior ainda se tiver a idade fora dos limites  do desejado. Como dar qualificação para este profissional mais jovem,com pouca experiência com livros?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:100%;" &gt;Enquanto caminhávamos em direção ao Hortifruti; &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;surgiu o nome de Fátima no rol de minhas lembranças, lembro que conheci três mulheres com este nome ligadas ao livro: Fátima, a gerente da &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;livraria Eça em Ipanema, na Ataulfo de Paiva 135, no local da antiga livraria do Pasquim, em que o badalado livreiro, escritor/tradutor, ligado ao cinema José Sanz era o gerente. Fátima da Editora Paz e Terra/ Graal, faturista da editora, era responsável também &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;pelo depósito. Trabalhei com Fátima no final dos anos 70, quando começava a editora Graal, de propriedade do deputado baiano Max da Costa Santos depois adquirida pelo empresário Fernando Gasparian, convivi com Fátima em outro momento durante os anos 80 e 90. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:100%;" &gt;A Paz e Terra foi adquirida por Fernando Gasparian de Ênio Silveira, a Paz e Terra fazia parte da Editora Civilização Brasileira. Quando cheguei na Graal, a editora ficava com o filho do deputado cassado pelo Ato Institucional nº1, Max da Costa Santos, André que curtia asa delta. Depois André saiu da editora; lembro que mais tarde quem entrou com o período de experiência, de observação &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;me parece com uma possível intenção de compra, foram duas pessoas ligadas ao livro, um deles era o livreiro Aluízio Leite, com passagem pela Livraria Muro e o professor e escritor Gustavo Barbosa, com passagem pela Codecri, mas que não deu &lt;st1:personname productid="em nada. O" st="on"&gt;em nada. O&lt;/st1:personname&gt; editor responsável era Paul Joseph Christoph, gente fina, como se diz na gíria, que mais tarde foi para a Editora Campus e a Ediouro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:100%;" &gt;A outra Fátima, lembrava para a minha companheira, foi proprietária da Livraria Paisagem Rio, uma livraria e distribuidora de livros portugueses, localizada na Uruguaiana, 10, no subsolo. A Paisagem atuava na distribuição de livros, um dos seus pracistas, foi meu vendedor por um tempo para a região de Minas Gerais e Espírito Santo, o batalhador Batista. Parece que a Paisagem mantinha algum vinculo com a Camões do Sr. José Manuel Estrela. Os livros portugueses eram distribuídos por muitas distribuidoras, dentre elas: Ebradil de São Paulo, que concorria com a Distribuidora Século XXI de São Paulo, do meu amigo Floriano, fechada nos anos &lt;st1:metricconverter productid="80, a" st="on"&gt;80,  a&lt;/st1:metricconverter&gt; livraria Camões, a distribuidora e editora Elfos, localizada na Rua Ubaldino Amaral, 90, no Centro, também fechada nos anos 90, a livraria do historiador José Antonio, Letras &amp;amp; Artes na Sete de Setembro no Centro, distribuía livros portugueses; seu pai nos anos 70 criou uma distribuidora de livros portugueses, nos fundos de uma galeria em Copacabana, ligada a uma agencia de turismo, lembrei também da livraria Arcádia na Rua Primeiro de Março 18, comprei ali alguns livros quando fazia ciências sociais, livros da Portugália,  da Livraria Padrão, na Miguel Couto, 40 do livreiro Alberto Abreu, Livraria e Editora Martins Fontes que passou a incorporar vários títulos editados em Portugal para o seu catálogo, também distribuía livros portugueses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:100%;" &gt;Assim que remendei os cacos de minhas lembranças, comecei a citar algumas editoras portuguesas do tempo em que fui livreiro claro que existem outras editoras portuguesas, o critério de escolha foi aleatório apareciam a partir do momento em que lembrava de uma e aparecia outra em seguida, tudo em função de minhas lembranças do tempo de livreiro. Lembrei da Portugália, Centelha, Maria da Fonte, Martins Fontes, Livros Horizonte, Sá da Costa, Assírio &amp;amp; Alvim, Editorial Estampa, Edições Afrontamento, Cotovia, Moraes, A Regra do Jogo, Seara Nova, Guimarães Editores, Dom Quixote, Cosmos, Colibri, Vega, Bertrand, Seara Nova, Presença, Antígona, Fundação Caloustre Gulbenkian, Verbo, Edições 70, Lello &amp;amp; Irmão, Hiena, Salamandra, Rés, Asa, Almedina, Porto, Caminho, Avante, Gradiva, Europa-America, Escorpião e Livros do Brasil. Naquela hora lembrei dessas editoras, não sei no momento quais foram extintas, mas isto é papo para outro dia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);font-family:verdana;"&gt;Bom, fomos conversando, caminhando e sem perceber estávamos diante do Hortifruti. Ali, a conversa passou a ser outra, a qualidade das frutas e o elevado preço das mercadorias, todas aderindo sem cerimônia a inflação que parece estar voltando e desta vez para ficar.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:100%;" &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153);font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Hélio Rôla&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt; : Artista plástico cearense, nascido em 18 de outubro de 1936. Vive atualmente no Ceará. Graduado em Medicina. Após a passagem pela cidade de Nova York, resgatou o gosto pela arte. Viveu também na França. Participa de cursos de arte, oficinas e o curso de Artes Visuais da Fundação Getúlio Vargas. Tem textos expostos, também em co-autoria na internet, como na &lt;a href="http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=1631"&gt;Literatura e Arte&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fonte de Consulta:   &lt;a href="http://blogs.arcosdigital.com/magazine/?page_id=12"&gt;Magazine Arcos Online&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-2810547109144821470?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/2810547109144821470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=2810547109144821470&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/2810547109144821470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/2810547109144821470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2008/01/um-papo-rpido-sobre-editoras-e.html' title='Um papo  rápido sobre editoras portuguesas.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rx4VzOX8BHI/AAAAAAAAAFc/R3GaLPGRiEc/s72-c/lv01rola15.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-5482103853311103002</id><published>2007-12-04T13:06:00.000-08:00</published><updated>2007-12-04T08:04:42.410-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Heloneida Sutudart'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anos 70 e 80'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capas de livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historia dos Livros'/><title type='text'>Uma Despedida para Helenoida Studart</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R1Vit4YNC0I/AAAAAAAAALI/6NFEZOiLrB0/s1600-h/heloneida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140123090080828226" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R1Vit4YNC0I/AAAAAAAAALI/6NFEZOiLrB0/s320/heloneida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando li a noticia da morte de Heloneida Studart bateu de imediato, fragmentos de lembranças dos anos 70 e 80. Heloneida foi escritora, teatróloga, ensaísta e jornalista, nascida em Fortaleza, em 9 de Abril de 1932, e faleceu em 3 Dezembro de 2007, vitima de parada cardíaca, na Casa de Saúde São José, aos 75 anos. Esta combativa mulher, que passou por prisões na época da ditadura militar que se instalou em nosso país; foi moradora do Leme e mãe de seis filhos, todos do sexo masculino.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei de imediato que fui seu eleitor e leitor. Aqui neste mesmo espaço da Quitanda escrevi sobre Heloneida e mencionei um dos seus trabalhos, “Homem não entra” como teatróloga, peça em que Cidinha Campos atuou como atriz. Escrevi o post em junho de 2005, intitulado: “A Militante Heloneida Studart“.  Admirava a trajetória e os trabalhos de Heloneida, em sua atuação como mulher e cidadã.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sua trajetória passa pelo engajamento ao movimento de luta pelos direitos da mulher brasileira, junto com Rose Muraro, que foi uma das suas amigas, criaram o Centro Brasileiro da Mulher, mais as sociólogas Moema Toscano, Fanny Tabak, Branca Moreira Alves, todas com livros publicados.  Neste período dos anos 70, aumentei minha carga em leituras, estava tão atuante que fui associado ao CERU - Centro de Estudos Rurais e Urbanos da USP, da Revista Ciência e Cultura (SBPC), as publicações da Fundação Carlos Chagas, de São Paulo; leitor de vários jornais alternativos, também com a temática sobre as mulheres, como Brasil Mulher e Nós Mulheres. Tinha um grande interesse por estudos feministas, lia na ocasião os poucos livros publicados, recordo que o movimento editorial engatinhava com esta produção, aqui vejo o papel de suma importância de Rose Marie Muraro como editora por muito tempo da Editora Vozes e de outras casas publicadoras. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu procurava o livro Segundo Sexo, editado pela Difel em dois volumes, de autoria de Simone de Beauvoir, andava esgotado, como precisava ler e não encontrava, quem acabou me emprestando foi a escritora e novelista Glória Perez, fomos colegas da mesma faculdade, ela no curso de História, eu no curso de Ciências Sociais. Na ocasião fazia um trabalho para o curso de Antropologia, ministrado por Venúsia Neiva. Escolhi  como objeto de investigação a prostituta, ou “mulheres da vida” como muitos chamavam as “trabalhadoras” do Mangue, um espaço denominado de baixo meretrício, localizado no centro do Rio de Janeiro. Estava empolgado e eu como homem fui senão o único, um dos poucos a se interessar pelo trabalho feminino. Tentei perceber o corpo como uma forma de expressão do trabalho informal, fui a campo, pesquisar e entrevistar algumas prostitutas, acompanhado por um grupo de colegas da faculdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deste interesse parti para leitura de autoras como Eva Alterman Blay, um livro editado pela Ática, intitulado Trabalho Domesticado, em artigos, de Heleieth Safiotti , a sua tese publicada em livro, A Mulher na Sociedade de Classes: Mito e Realidade, editado pela editora paulista Quatro Artes e os vários artigos espalhados pelos periódicos; lia Carmem da Silva (1919/1985), inclusive os artigos publicados na Revista Cláudia, filava a revista de minha madrinha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como profissional do livro, atuando  em livraria no final dos anos 70, lidei com a produção de Heloneida, fui testemunha de um livrinho chamado “Mulher - Objeto de Cama e Mesa”, obra que alcançou milhares de exemplares vendidos e foi publicado pela Editora Vozes, na coleção “Cosmovisão”, com introdução de Lauro de Oliveira Lima, educador cearense e autor de um título da mesma coleção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em 78 cravei meu voto em Heloneida como deputada estadual pelo antigo MDB, depois votei mais tarde quando passou para o PT, recordo que havia um escritório de sua campanha como deputada na Avenida Copacabana, próximo da Rua Prado Júnior, estampado com a cor rosa que a identificava. Tive como colega um dos assessores de Heloneida nos anos 70.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No momento tenho dois livros de Heloneida, um é O Pardal é um Pássaro Azul, um romance editado pela Civilização Brasileira e o outro é o que está em exposição na Galeria da Quitanda. O Estandarte da Agonia, um romance editado em 1981, publicado pela Editora Nova Fronteira, com capa de Victor Burton. O livro é inspirado &lt;st1:personname st="on" productid="em Zuzu Angel"&gt;em Zuzu Angel&lt;/st1:personname&gt; e faz parte de uma trilogia que a própria autora definiu como da tortura, que compreende os títulos: O Pardal é um Pássaro Azul e O Torturador em Romaria, editado pela Rocco, nos anos 90. Acho que Heloneida nesta ausência foi conversar com Deus e vai ser uma conversa sem fim...  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-5482103853311103002?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/5482103853311103002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=5482103853311103002&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/5482103853311103002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/5482103853311103002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/12/uma-despedida-para-helenoida-studart.html' title='Uma Despedida para Helenoida Studart'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R1Vit4YNC0I/AAAAAAAAALI/6NFEZOiLrB0/s72-c/heloneida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-422410067876573404</id><published>2007-11-25T08:19:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T03:30:12.128-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livrarias e Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova Razão Cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Experiência  Profissional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vendedor de Livros'/><title type='text'>Deu nos classificados do jornal: Editora Vendo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R0hiFf1QOFI/AAAAAAAAAKM/qhFI8c7yCzw/s1600-h/alcir_oxum.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R0hiFf1QOFI/AAAAAAAAAKM/qhFI8c7yCzw/s320/alcir_oxum.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136463221599778898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ontem, pensava na morte da bezerra, quando Marilene lia os classificados do jornal O Globo, leitura obrigatória para nós em busca de uns trocados para dar uma ajuda nas despesas. Ao abrir uma página nem sempre encontramos alguma coisa de compatível com o nosso perfil. Sabemos que a idade pesa um pouco nesta busca, às vezes são postas como barreiras de acesso para as oportunidades oferecidas pelo mercado. Continuamos na luta para conseguir este complemento, dentro de nossas limitações como profissionais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Sou interrompido pela leitura de um anúncio encontrado por Marilene. Você conhece a Editora Nova Razão Cultural? Conheço, respondi. Está sendo colocada à venda. “Empresa de médio porte”, deste modo é identificada no anúncio. Não cheguei a conhecer a dona da editora, a escritora Clair de Mattos, sei que tem uma boa produção na área de literatura. Foi nos anos 80 que tive contato com um dos livros da escritora, nesta ocasião eu tinha a livraria Quarup, na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Freqüentava a minha livraria, a escritora e amiga Vera Moll, que lançava pela Antares o livro Teias de Aranha. Uma das poucas resenhas que escrevi, foi o seu livro, em um jornal de bairro de Ipanema. Em uma das nossas conversas mencionou o nome da escritora Clair de Mattos, que ela conhecia e que lançava um livro pela Antares. Lembro que fiz o pedido do livro de Clair pela Antares, aproveitei e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;comprei outros títulos da editora. Conheci, não lembro quem me apresentou a editora Maura Ribeiro Sardinha, uma das sócias da editora Antares, eu achava muito interessante o catálogo, que incluía alguns títulos premiados em  literatura infantil, a editora era localizada na Rua Visconde de Pirajá, 82, depois parece que passou para o Jardim Botânico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Vendi enquanto profissional do livro, alguns títulos de Clair de Mattos, não tenho muita certeza, se eu tive em mãos alguma obra de Clair, quando eu trabalhei pelas Edições Achiamé, do incansável editor Robson Achiamé Fernandes, mas lembro que ele fazia alusão a autora. Anos depois, quando voltei a morar em Copacabana, conheci uma livraria que Clair montou em Copacabana, altura do Posto 6, nos fundos de uma galeria. Uma loja espaçosa, mas com uma baixa freqüência de leitores/clientes, pelo menos foi o que constatei ao passar mais vezes pela loja. Tempos depois a livraria deixou de funcionar, cerrando as portas. Nos anos 90 fui distribuidor, criei a Obra Aberta, mas a Razão Cultural, depois, passou a ser Nova Razão Cultural, tinha um distribuidor. Fui também um dos compradores da Francisco Alves, Ipanema e Unilivros Cultural, em Ipanema, eu dava uma força para o autor nacional e comprava alguns títulos da autora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Tempos depois de ter encerrado a distribuidora, fechei também a locadora Sagarana de fitas no Catete e parti em busca de trabalho, encontrei um anuncio da editora Nova Razão Cultural pedindo vendedores, me apresentei para o cargo, fui entrevistado em Copacabana, no oitavo andar, por uma moça que no decorrer da entrevista percebi que estava muito longe de ter um currículo igual ou parecido com o meu, mas detinha o poder de contratar um vendedor. Na conversa mostrei minha passagem como profissional do livro, terminada a entrevista, ficou de ligar, nunca ligou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Fico chateado com pessoas que se acham o máximo no mercado de livros, arrogantes, que de posse de um cargo, ficam inchados. Não me foi dado nenhuma resposta, como um profissional experiente em vendas no varejo e no atacado; parece não preencher os requisitos para ser um vendedor de uma editora. Se fui, por exemplo: durante quatro anos vendedor da Paz e Terra, pracista no Rio de Janeiro de diversas editoras, criei uma distribuidora, e profissional com experiência na praça de São Paulo. Pior no caso da editora Nova Razão Cultural a pessoa que me entrevistou não conseguiu perceber se eu vendia em outras situações os livros da dona da editora, como não preencho o cargo para ser um vendedor pracista, são razões que desconheço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Desconheço as razões que motivaram à venda da editora Nova Razão Cultural, prefiro apenas constatar que mais uma editora pode sair de circulação, o que é uma pena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.recordatorio.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=43&amp;amp;Itemid=33"&gt;Alcir Dias&lt;/a&gt;: O artista nasceu em Jacarepaguá, em 1946. Formado em Belas Artes, professor do Colégio Pedro II, morador do bairro de Santa Teresa. Participou do Projeto no bairro da Lapa, em homenagem a Zumbi, intitulado "Celebração da Consciência Negra"organizado pelo &lt;a href="http://www.recordatorio.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=54&amp;amp;Itemid=33"&gt;Recordatório - Cultura, Educação e Artes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.recordatorio.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=54&amp;amp;Itemid=33"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-422410067876573404?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/422410067876573404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=422410067876573404&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/422410067876573404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/422410067876573404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/11/deu-nos-classificados-do-jornal-editora.html' title='Deu nos classificados do jornal: Editora Vendo'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/R0hiFf1QOFI/AAAAAAAAAKM/qhFI8c7yCzw/s72-c/alcir_oxum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-4447555250975590558</id><published>2007-11-18T10:41:00.000-08:00</published><updated>2007-11-18T04:58:34.119-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livrarias do Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo da Vinci e Camões'/><title type='text'>Papo sobre livrarias: descontos oferecidos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rz9gR_1QOAI/AAAAAAAAAJk/-bSjmf4sjdk/s1600-h/p1011d.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rz9gR_1QOAI/AAAAAAAAAJk/-bSjmf4sjdk/s320/p1011d.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133927962534492162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O mundo do livro sempre me despertou , desde garoto, uma curiosidade, uma vontade de me aproximar como leitor, pegar, examinar e ler. Em minha fase adulta, achei que poderia ingressar neste mundo, pela via comercial. Foi pela venda que dei os primeiros passos para a minha entrada neste universo. Circulei por algumas etapas nos diversos segmentos do mercado editorial, mas vou abandonar esta descrição, por estar inserida em muitos posts que publiquei neste espaço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na minha concepção, o blogueiro é uma atividade muitas vezes não remunerada, mas comungo da idéia de que é muito prazerosa e rica pelas oportunidades oferecidas. Uma das melhores, é a figura do leitor, seja na condição de anonimato ou da revelação de sua identidade, ou pelo espaço social que declara estar inserido. Eu identificava um leitor, aquele que tem por hábito a prática da leitura, a maneira de pedir um livro, seu conhecimento sobre livros, autores e até editoras, poderia haver outras configurações para o leitor, o de estar sempre comprando livros ou em busca de novidades. Sempre tive em mente respeitar o leitor, é o bem maior de quem atua com livros. Quando livreiro cheguei a emprestar livros, alguns foram convertidos &lt;st1:personname productid="em venda. Nunca" st="on"&gt;em venda. Nunca&lt;/st1:personname&gt; criei dificuldades em vender livros, tanto para o leitor/comprador quanto para as livrarias quando fui proprietário da Obra Aberta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hoje quero comentar, a partir da leitura da coluna editada aos sábados no Segundo Caderno do jornal O Globo, de autoria do colunista Arnaldo Bloch, cujo titulo é: “Livreiros irados da Rio Branco.”publicado na página 12. Sua revelação de orgulho em ser carioca, está na existência da Livraria Leonardo Da Vinci, na Avenida Rio Branco, 185 &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;localizada no sub-solo do edifício Marques de Herval, no centro da cidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Da Vinci para inicio de conversa, é uma ótima livraria, com uma oferta variada de títulos; conheço como antigo profissional e leitor, os amplos espaços que ocupam os livros, melhor ainda, é uma livraria especializada em livros importados, com concentração na área de humanas. Em meu tempo de profissional do livro conheci bons vendedores, como: George Gould e Jorge Chaves naquela loja, tendo a frente à livreira Vanna Piraccini, proprietária da loja, que ainda tem como companhia os filhos. Recordo no momento o nome da filha Milena, soube que presidia a Associação Estadual de Livrarias (AEL-RJ). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A outra livraria que é mencionada no texto de Arnaldo Bloch é a livraria Camões, situada na parte lateral do Edifício Avenida Central, na Avenida Rio Branco 156, na verdade é localizada na Bittencourt da Silva, 12 especializada em livros portugueses, cujo responsável, é o livreiro José Manuel Estrela. A Camões é uma livraria pertencente à Imprensa Nacional Casa da Moeda de Lisboa, surgida entre nós lá pelos anos 70, criada com intuito de divulgar o livro e a cultura portuguesa. No momento em que chegava o jornalista, ele flagrou uma discussão de uma cliente com o livreiro, a respeito de desconto de 20% que pelas contas da cliente, não era deduzido em sua totalidade. Olhando daqui também concordo com a reclamação da cliente, se são 20% são 20% e não o arredondamento do valor do preço do livro em desconto, o que geralmente se atribui como o desconto oferecido. Em feiras do livro da época em que eu freqüentava nas duas condições, ou seja, de distribuidor ou leitor, fui testemunha desta prática em algumas barracas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pior do que este arredondamento está na conduta de diversos comerciantes de outros ramos em não devolver, não dar satisfação da inexistência de troco, quando o valor da mercadoria, é registrada pelos noventa e nove centavos. Algum sábio economista ou qualquer coisa semelhante convenceram os comerciantes, que a simples marcação em noventa e nove centavos, vai produzir no cliente uma compulsão incontrolável para consumir e nesta condição nem exigirão troco, aceitarão como normal, não ligarão que estão desrespeitando você, como consumidor. Ficam felizes por encontrarem mercadorias que possibilita a falta de troco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se há falta de troco por que insistir nesta prática generalizada que em principio para mim é desonesta. Eles mesmos não respeitam o valor anunciado, alteram e desprezam os centavos. Acham por bem passarmos enquanto consumidores por esta situação constrangedora, ou de sovina por cobrar o troco. Qualquer reclamação neste sentido ganha ares de censura de seu interlocutor que por sua vez ganha adeptos de seus pares, auxiliando com risinhos e deboches.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não entro no mérito da cliente da livraria Camões em identificar o hábito praticado pelo livreiro como se fosse uma conduta do carioca, embora a identidade do livreiro, seja portuguesa. Acho que expõe uma conduta do comerciante, no meu entendimento de quem quer ganhar vantagens sobre o outro, mesmo que gere perda do leitor-consumidor-cliente. Uma das falas da cliente provocou no jornalista uma reação, como intervenção na situação em que envolvia o desconto, ele se viu afrontado quanto a concepção de judeu construída pela mulher, que parece ser nordestina, apontava como protagonistas destas cenas, a identidade do comerciante como judeu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Arnaldo saiu dali, deixou os dois e voltou a Leonardo, para comprar o livro que motivou sua ida à livraria. Entregou o livro nas mãos da vendedora que ele classifica como uma das principais da casa. Dali para o diálogo estabelecido entre a vendedora e o jornalista, foi de um clima de desconfiança e de ira. Chegou o jornalista ser advertido por quem o atendeu que não tinha recebido o dinheiro pago pela compra do livro, indagando se ele pagou, o jornalista apontou onde tinha deixado o dinheiro, que ficou a frente do caixa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Arnaldo neste caso, também como cliente está certo, se o livro havia dobras “esses sulcos feitos”  por algum motivo segundo o autor, a melhor vendedora, se não tivesse autonomia para oferecer um desconto maior, conversaria com a proprietária mostrando as condições do livro e o desconto maior para ele, acredito seria oferecido. Antigamente algumas livrarias cediam para clientes especiais e sob forma de exame, levar livros com prazo para devolução. Há clientes que compram o livro e depois, devolvem alegando não ser este o livro. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A diminuição do valor do livro, geralmente afeta quem ganha comissão nas vendas. O livro pretendido por seu estado levaria a mesma situação que o jornalista passou, ao próximo cliente ao fazer a compra, ele solicitaria desconto, caso contrário, se houvesse negativa, ficaria estacionado na prateleira. Tudo depende da postura da livraria e do cliente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Umas das condições do livro danificado ser comercializado pode acontecer se a edição estiver esgotado, neste caso o poder do comerciante (livreiro) pode prevalecer.Sou um sujeito com anos de estrada no mercado de livros, é de praxe entre os livreiros quando os livros estão comprometidos com alguma falha, se o cliente concordar em levar o livro, oferecer desconto maior. Claro que o livro importado requer mais trabalho, se foi um problema de acondicionamento no frete, poderia haver devolução para a editora. Recebia enquanto distribuidor, livros desta forma, tratava de imediato fazer a troca. Eu pegava o livro, trocava e depois passava pela livraria e deixava o novo livro. E a vida seguia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hermelindo Fiaminghi: Artista gráfico, pintor, desenhista, litógrafo, publicitário, professor, crítico e empresário; paulista nascido na capital, em 1920. Começou em 1935 como aprendiz de litógrafo na Editora  Melhoramentos. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios, entre os de 1936 e 41. Conheceu Lothar Charoux. Trabalhou em indústrias gráficas, integrou o Grupo Ruptura, liderado por Waldemar Cordeiro&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-4447555250975590558?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/4447555250975590558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=4447555250975590558&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/4447555250975590558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/4447555250975590558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/11/papo-sobre-livrarias-descontos.html' title='Papo sobre livrarias: descontos oferecidos'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rz9gR_1QOAI/AAAAAAAAAJk/-bSjmf4sjdk/s72-c/p1011d.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-3833723035059612542</id><published>2007-11-07T01:53:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T04:27:12.460-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feira de livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livreiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Distribuição de Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monteiro Lobato'/><title type='text'>Distribuidores de Livros: Uma Obra Aberta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RzGQs146wgI/AAAAAAAAAHw/wHziDtKv3IE/s1600-h/monteirolobato.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RzGQs146wgI/AAAAAAAAAHw/wHziDtKv3IE/s320/monteirolobato.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130040550606160386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style19"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="style19"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Um país se faz com homens e livros"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entre os mais humildes comércios do mundo está o do livreiro. Embora sua mercadoria seja á base da civilização, pois que é nela que se fixa a experiência humana, o livro não interessa ao nosso estômago nem a nossa vaidade. Não é portanto compulsoriamente adquirido. – O pão diz ao homem: ou me compras ou morres de fome; - O batom diz á mulher: ou me compras ou te acharão feia. E ambos são ouvidos. Mas se o livro alega que sem ele a ignorância se perpetua, os ignorantes dão de ombros, porque é próprio da ignorância sentir-se feliz em si mesma, como o porco com a lama. E, pois o livreiro vende o artigo mais difícil de vender-se.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style19"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Qualquer outro lhe daria maiores lucros; ele o sabe e heroicamente permanece livreiro. E é graças a esta generosa abnegação que a árvore da cultura vai aos poucos aprofundando as suas raízes e dilatando a sua fronde. Suprimam-se o livreiro e estará morto o livro – e com a morte do livro retrocederemos á idade da pedra, transfeitos em tapuias comedores de bichos de pau podre. A civilização vê no livreiro o abnegado zelador da lâmpada em que arde, perpetua, a trêmula chamazinha da cultura”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style19"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="style19"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://www.anl.org.br/exibe_noticia.php?id=18"&gt;Monteiro Lobato.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje resolvi publicar, ou melhor, reproduzir o texto acima, mas confesso que não consegui identificar em qual publicação de Monteiro Lobato imprimiu esta definição de livreiro. Lembro que em forma de folheto, ganhei da ABL (Associação Brasileira do Livro) à época em que eu atuava em feiras de livros nas praças públicas de minha cidade. Quando li na ocasião, no inicio dos anos 80 e foi na data de nascimento (18 de abril) de Monteiro Lobato que a entidade que controla  a feira do livro distribuiu o folheto para os participantes da feira na Cinelândia, Apareceu o livreiro Santana, dono de um sebo na Visconde de Inhaúma, próximo ao Colégio Pedro II , sempre trajando camisa social e gravata, talvez por representar a classe,  era o presidente da associação de livreiros. Não sei qual o tempo em que presidiu e foi por muitos anos e nem a data de seu falecimento. E foi apenas deste modo, que largou a presidência da entidade. Foram criados movimentos de oposição e não obtiveram êxito; alguns deles foram cooptados,com cargos de direção.&lt;br /&gt;Atuei na feira em barracas das Edições Graal e Achiamé no anos 80, na maioria das praças em que eram realizadas as feiras, que tinham por obrigação oferecer 20% de desconto para o consumidor, uma exigência da associação para que se pudesse utilizar as praças. Todas as barracas pagam um preço para expor na praça, que é cobrado pela entidade e que há variação de valor em função da praça. Há também um pagamento como filiação a entidade. Quando fui distribuidor no inicio dos anos 90, o dono da Irradiação Cultural, uma das maiores distribuidoras de livros no Rio, (uma soma imensa de editoras para fazer a distribuição) o que se poderia chamar de "concorrente" engavetou minha proposta de associado, usou das armas que dispunha para atingir um profissional do livro. Não teve a percepção de que o mercado não tinha dono, e achava que ele era um dos poucos a ter este privilégio e não permitia quem quisesse montar um negócio e trabalhar no ramo do livro. Eu que vim do livro, tenho toda a trajetória ligada ao ramo editorial. Como não havia muita editora com exclusividade de distribuição, estaria nesta condição aberto para quem tivesse distribuidora, oferecer na praça as editoras que representava. Havia casos em que editoras insatisfeitas com o gigantismo da distribuidora, abriam para outras distribuidoras.Era comum editoras possuírem na praça de uma mesma cidade outro distribuidor. Eu particularmente não aconselhava, cria um ambiente de desconforto e confusão para o livreiro. Creio que alguns editores gostavam de estimular esta concorrência, viam o circo pegar fogo. Vendi sempre muito bem, havia uma editora que eu vendia muito e tinha um perfil universitário com ótimos títulos em catálogo, era a Unesp. Fui atingido pela inadimplência. Cheguei a distribuir cerca de 50 editoras. Com a crise do mercado editorial algumas distribuidoras foram perdendo o gás, tanto eu (Obra Aberta) quanto a Irradiação Cultural, cerramos as portas. Uma distribuidora arca com a maioria das despesas da comercialização como frete, entrega da mercadoria para as livrarias, funcionários, todas as despesas de ecritório, passagens, tudo sobre os seus encargos, Fica muito difícil de sobreviver uma distribuidora, com 50% ou um pouco mais, dependendo do editor e fazer uma praça e repassar o desconto para as livrarias com 40%. Uma margem para trabalhar em torno de 10%. Nem sempre os livros de um catálogo circulam com rapidez. Muitos lançamentos não são repostos pelos livreiros. Vi livreiros que vendem os livros e criam a maior dificuldade em repor. Meus livros em estoque foram todos sob faturamento, não recebi sob consignação, embora, em alguns casos, eu enviava consignação para os livreiros. Volto ao papo em próxima oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-3833723035059612542?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/3833723035059612542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=3833723035059612542&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/3833723035059612542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/3833723035059612542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/11/distribuidores-de-livros-uma-obra.html' title='Distribuidores de Livros: Uma Obra Aberta'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RzGQs146wgI/AAAAAAAAAHw/wHziDtKv3IE/s72-c/monteirolobato.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-8864816060147499304</id><published>2007-11-03T08:48:00.000-07:00</published><updated>2007-11-03T07:33:03.178-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livrarias e Editores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livrarias da zona sul carioca'/><title type='text'>Quarup: Uma livraria de resitência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RyxSAl46wfI/AAAAAAAAAHg/sA9bvu2MSTg/s1600-h/quarup.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RyxSAl46wfI/AAAAAAAAAHg/sA9bvu2MSTg/s320/quarup.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128564245792473586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em maio de 1983 fui entrevistado por Mara Caballero (1950-2003) pelo Caderno B do Jornal do Brasil. Ela fazia uma matéria sobre livrarias da zona sul, ou melhor, em Ipanema e Leblon. Lembro que expus minha preocupação com a sobrevivência da Quarup, localizada em um centro comercial de Ipanema. Quando a jornalista entrou, reiniciava a leitura antes interrompida de Maternidade e Sexo, de autoria de Marie Langer (1910-1987) psicanalista austríaca, naturalizada argentina e publicado pela Editora Artes Médicas, uma casa publicadora situada &lt;st1:personname productid="em Porto Alegre" st="on"&gt;em Porto Alegre&lt;/st1:personname&gt;, surgida nos anos &lt;st1:metricconverter productid="70. A" st="on"&gt;70. A&lt;/st1:metricconverter&gt; Artes Médicas Sul (Artmed) no meu entendimento como livreiro, sinalizava uma ótima produção editorial. Gostava da editora, publicava textos de educação, psicologia, psicanálise e áreas afins. Um ótimo catálogo com alto padrão de qualidade editorial. Sempre dei preferência para editoras com fundo editorial ou, as pequenas editoras progressistas, embora, em pouco número, faziam minha cabeça. Eu olhava desconfiado para editoras que se aproximaram como colaboradoras do IPÊS, o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, fundado em 1961, situado em 13 salas do Edifício Central, na Avenida Rio Branco, 156. Contando com a participação dos empresários e fundadores como: Antonio Gallotti ligado a Light e Augusto T de Azevedo Antunes da Caemi, com colaboração de escritores como José Rubem Fonseca, editores como Augusto Frederico Schmidt e dirigido também por Golbery do Couto e Silva. O grupo se alinhava a ideologia direitista presente em vários grupos sociais, com o propósito da derrubada do governo Goulart.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Interrompi mais uma vez minha leitura, quando Mara começou a fazer perguntas sobre as livrarias da zona sul. Minha livraria, aliás, comecei com dois sócios que depois abandonaram o barco. Dois exilados que voltaram ao Brasil e estavam dispostos a abrir uma livraria na zona sul. Juntou então a fome com a vontade de comer. Conheci os dois, Rogério e Jaime, quando trabalhávamos na Editora Achiamé, do meu querido Robson Achiamé Fernandes, que antes de montar sua editora, passou pela Editora da Fundação Getulio Vargas, como coordenador editorial. Gostava muito da Achiamé que começava a despontar com um bom catálogo na área de ciências humanas. Em sua produção editorial havia meus antigos colegas e professores do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na ocasião eu atuava na área de divulgação editorial; circulava entres os departamentos das universidades, para apresentar as novidades e falar a respeito dos catálogos das editoras. Fui antes de montar a livraria, divulgador editorial como: Graal, Paz e Terra, Brasiliense, Hucitec, Summus e muitas outras editoras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A Quarup foi criada logo após a inauguração da Dazibao em uma galeria. Nos anos 80, as pequenas livrarias estavam escondidas em centros comerciais. Com a minha formação de sociólogo, e os dois sócios exilados políticos, era o suficiente para dar uma tintura de esquerda para a livraria. Um ledo engano, não eram significativas à procura por livros de ciências sociais em uma área nobre da zona sul, havia uma tendência para área psi e de comunicação. A livraria de alguma forma abria espaços para formas alternativas de expressão, como a poesia intitulada de marginal. Nós viemos de experiência partidária. Quando os sócios saíram resolvi dar um outro desenho para a livraria. Concentrei na área psi e posters de Che, Chaplin, posters-poemas editados pela Civilização Brasileira, como os de Moacyr Felix, Ferreira Gullar, Thiago de Mello e outros poetas. Poesia e jornais alternativos, literatura infanto-juvenil, as ciências sociais, literatura brasileira compunham o acervo da livraria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A morte da livraria começou a ser anunciada desde a sua inauguração, a opção em decorrência da grana foi estabelecer em um andar elevado e foi o determinante, uma vez que por falta de visibilidade e com pouca clientela, não era o suficiente para manter a livraria aberta. Clientes leitores-compradores davam &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;preferência as livrarias localizadas em beira de rua. Nesta época lembro de algumas localizadas na rua: Francisco Alves,na Farme de Amoedo 57; Unilivros de Jorge Ileli, seu gerente Mario Jorge Matos em Ipanema, as lojas no Leblon, uma delas era sob os cuidados de Jorge Brito; Taurus no final do Leblon, do editor e livreiro Jorge Bastos, Tempos Modernos do Leblon, com filial em Recife, StudioLivros inspirada no modelo da Unilivros, com o mobiliário feito pelo mesmo carpinteiro. A Studio do livreiro Durval Garcia, ex-sócio da Entrelivros, com passagem pela Embrafilmes e assessorado pelo amigo jornalista e critico de cinema Valério Andrade para a gerência de vendas. A Studio deu de abrir filiais em diversos bairros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Continua.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-8864816060147499304?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/8864816060147499304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=8864816060147499304&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8864816060147499304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8864816060147499304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/11/em-maio-de-1983-fui-entrevistado-por.html' title='Quarup: Uma livraria de resitência'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RyxSAl46wfI/AAAAAAAAAHg/sA9bvu2MSTg/s72-c/quarup.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-7284297813538113070</id><published>2007-10-20T07:47:00.000-07:00</published><updated>2007-10-24T10:23:28.303-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livrarias e Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mercado de livros'/><title type='text'>Uma contribuição para o mercado livreiro.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rxcfd-X8BAI/AAAAAAAAAEg/i-XoKCPyXuA/s1600-h/abstrato.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rxcfd-X8BAI/AAAAAAAAAEg/i-XoKCPyXuA/s320/abstrato.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122597700977296386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto que publico neste espaço foi feito com o propósito de contribuir mesmo de modo tímido para a discussão do mercado de livros. A intenção de participar de um tema em que as pequenas  livrarias estejam  à beira da morte, partiu de uma leitura do &lt;a href="http://www.blogdogaleno.com.br/texto_ler.php?id=1602&amp;amp;page=16"&gt;Blog do Galeno &lt;/a&gt;que abordava o assunto com base em uma discussão que passava pela  Associação Nacional de Livrarias (ANL). Imagino que eu esteja de alguma forma credenciado para participar de tais debates. Minha trajetória profissional está estritamente vinculada ao mercado livreiro, com características singulares de ser aqui no Rio de Janeiro, um   profissional com nível superior e com passagens em diversos segmentos do mercado de livros. Trabalhei como vendedor em lojas, fui divulgador editorial para o segmento de universidades, trabalhei como barraqueiro (feiras de livros em praça pública), em estandes da bienal do Rio e São Paulo, fui proprietário da livraria Quarup (livreiro) em Ipanema, montei a editora e distribuidora Obra Aberta,com perfil universitário, atuei assessorando livraria, como a Poiésis de Denise Emmer, vendedor pracista da Editora Paz e Terra/Graal na praça do Rio de Janeiro e São Paulo, pracista de editoras e distribuidoras na cidade do Rio de Janeiro, atuei por um tempo como vendedor de sebo (livraria de livros usados) que até pouco tempo, era o único espaço em que não tinha experiência no mercado de livros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Desde a criação da Quitanda o tema  mercado de livros sempre esteve em pauta,  mesmo que tenha sido produzido de modo esparso. Abordo o momento em que atuei no meio do livro, com assuntos  concebidos por um viés de escritos baseados em observação e fragmentos da memória, naturalmente com os vínculos de minha experiência. Esta reconstrução da memória tem sido para mim um exercício, um desafio. Extraio assuntos pertinentes ao universo livreiro, que sejam de minha intimidade e gosto.Não me proponho a fazer resenhas de livros, cabe a um profissional mais qualificado, com as ferramentas de análises que eles optarem.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;O que está em exposição neste espaço foi um texto que  foi inserido no  Blog do Galeno sob forma de comentário.&lt;br /&gt;A criação de meu blog, foi a verdadeira via que me abriu possibilidades como autor poder escrever o quer der na telha, claro que dentro da ética. Não tenho a preocupação imediata com um público, interesso sim, por leitores, aqueles que usando a curiosidade e uma lupa encontraram e identificaram este blog como veículo para a história do livro, de livrarias e editoras.Sei que a midia impressa não acolheria com interesse o que escrevo e os cadernos culturais tampouco, estes me parecem alinhados as grandes editoras e aos melhores autores, é disto que sobrevivem. Sempre ignoraram qualquer palavra de um pequeno livreiro ou pequeno editor. Nunca li durante este tempo, qualquer entrevista com um distribuidor ou pequeno livreiro sobrevivente no mercado de livro. Torço para que um dia qualquer e de um ano qualquer, jornalistas saiam um pouco das redações e circule pelos bairros a procura de pequenos livreiros antes que eles acabem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;############################################################&lt;/span&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Acho que o segmento mais atingido durante longas datas, são os pequenos livreiros, verdade que muitos estão em processo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de extinção.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Com isto é atingida&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a figura do livreiro, um profissional dedicado ao livro, ao seu conhecimento, acervo e muitas vezes também&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;sua clientela. Hoje parece que há um encantamento da mídia, de alguns segmentos da clientela com as megaslivrarias,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;estão seduzidos pelas variedades de produtos culturais oferecidos.Convém ressaltar que estão certas, conseguiram se modernizar e acompanhar os novos desejos de consumo dos leitores.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Lembro que nesta cadeia de vendas e circulação dos livros, outras categorias estão sujeitas a extinção, como distribuidores, pequenos editores e um profissional do livro sempre esquecido que é o vendedor pracista; algumas editoras preferem ignorar este profissional, deletando os das relações comerciais do mercado. Tenho uma longa trajetória no mundo dos livros e fui por muitas vezes testemunha das dificuldades de sobrevivência de alguns segmentos do mercado. Eu mesmo fui envolvido como distribuidor no Rio de Janeiro de editoras universitárias,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em uma crise que atingiu livrarias, distribuidores, grandes e pequenos e editoras, que foram contaminadas pela crise vivenciada nos anos 90. Aqui no Rio , distribuidores foram fechando quase que um após o outro. Hoje mudou um pouco, livrarias assumiram o papel de duble,ora são livrarias, ora são distribuidoras e gozam do descontos destinados aos antigos distribuidores. Acho pelo que conheço muitas pequenas editoras nem se aproximam das megalivrarias Quem conhece livro, de imediato fotografa uma grande rede e percebe a ausência de diversas editoras.&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;********************************************************************************&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aldo Bonadei&lt;/span&gt; : &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Aldo Cláudio Felipe Bonadei, nascido em São Paulo, em 17 de junho de 1906 e falecido em São Paulo, em 16 de janeiro de 1974. Pintor e destacado participante do Grupo Santa Helena.Pintor autodidata, manifestou seu interesse por pintura desde garoto, Pioneiro da arte abstrata Em suas atividades atuou como poeta, na moda e no teatro.Nos anos 50 atuou como figurinista na Companhia de Nidia Licia. Artista premiado em diversos salões de arte, presente em exposiçoões em nosso país e no exterior. Foi lançado um livro sobre o pintor, de autoria de Lisbeth Rebollo Gonçalves, volume da Coleção Debates, nº 232, da Editora Perspectiva, na série Artes, cujo título é: Aldo Bonadei: O percurso de um pintor. Lisbeth é também curadora da obra de Bonadei, promoveu no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, uma homenagem aos cem anos de Bonadei, em outubro. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Fonte de consulta&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2006/jusp778/pag20.htm"&gt;Jornal da USP&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;, artigo assinado por Leila Kiomoura, O texto da Profª e Drª &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo2/modernidade/eixo/stahelena/bonadei.htm"&gt;Daisy Peccinini&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://www.faap.br/museu/acervo/images/abstrato.jpg"&gt;FAAP&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-7284297813538113070?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/7284297813538113070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=7284297813538113070&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7284297813538113070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7284297813538113070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/10/uma-contribuio-para-o-mercado-livreiro.html' title='Uma contribuição para o mercado livreiro.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rxcfd-X8BAI/AAAAAAAAAEg/i-XoKCPyXuA/s72-c/abstrato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-8830858105878571225</id><published>2007-10-15T06:52:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T04:10:39.691-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='megalivrarias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pequeno livreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anibal Bragança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leitores'/><title type='text'>Pequeno livreiro - um  ser em extinção.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RxNSMuX8A7I/AAAAAAAAADg/vY29rA5A6wI/s1600-h/museu00140.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RxNSMuX8A7I/AAAAAAAAADg/vY29rA5A6wI/s320/museu00140.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121527579810726834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho visitado as novas livrarias, portanto, desconheço as modernas livrarias que aliadas ao bom gosto, combinam com inovações arquitetônicas, criando em seus espaços territoriais, novos lugares de sociabilidade no interior destas lojas. Parece que tem havido boa receptividade, dada a acolhida que a mídia faz sobre estas novas ou antigas livrarias convertidas  em  modernas. Os jornalistas efusivos reverenciam este novo comportamento no mundo dos livros. O consumo de livros parece existir apenas nos novos espaços, a impressão que passa vende-se livros como água, para usar uma expressão antiga do mercado editorial,  onde são promovidos lançamentos, palestras e badalados eventos; veiculando que aquele local é o da moda. Fora dali, autores e leitores estão alijados do espaço cultural. Livreiros e editores de outros estados enaltecem a beleza desta ou aquela livraria. Creio que há uma boa disputa para ganhar visibilidade e conquistar  algum quinhão no novo templo da cultura.&lt;br /&gt;Algumas trataram de agregar uma concepção de grandeza aos seus novos espaços, batizando como  megalivrarias. Contratam um pessoal qualificado para atender e consultar o terminal, constata-se que poucos possuem intimidade com a leitura, ou mesmo o livro em seus diversos formatos, casa publicadora, assunto ou autor. Os tempos mudaram, na verdade são outros, desarrumaram o conceito tradicional de livrarias, substituindo talvez pelos sofisticados supermercados da cultura, tal a diversidade oferecida, como dvds, cds, papelarias, exposições de artes e poltronas confortáveis. Não percebi com clareza se diminuiu os espaços de exposição ocupados pelos livros, até mesmo por limitações físicas de um imóvel, acredito que sim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Acho que o livreiro deve encontrar os meios de sobrevivência, diversificando sua comercialização, procurando alternativas além das convencionais, oferecendo novas opções e produtos, se há público para tanto, que vá em frente.&lt;br /&gt;Com minha experiência por mais de 20 anos, fui também livreiro posso dizer que a presença de público nas livrarias nem sempre é traduzido por compradores-leitores, muitos aparecem para ver as novidades e serem vistos, outros simplesmente apareciam para dar uma lida em algum livro. Eu identificava alguns leitores deste tipo, volta e meia, apareciam, liam e saiam, raramente compravam.&lt;br /&gt;O que me leva a pensar, se conheço um pouco do mercado de livros, será que alterou tanto o comportamento dos leitores para que surjam cada vez mais livrarias  desta natureza, para citar algumas, como: Livraria Cultura, Saraiva, Fenac, Argumento e Travessa. Deixo claro que não invalida a idéia que tenho delas como boas livrarias para determinados segmentos do mercado.&lt;br /&gt;Sei que no passado muitas lojas tradicionais ou não, que vendiam apenas livros,  passam hoje por situação preocupante, claro que não afeta a todas. Por um lado fico muito contente, melhor termos livrarias do que os templos religiosos e outros tipos de comércio.&lt;br /&gt;Lembrei neste momento de Jorge Ileli, um dos maiores livreiros do Rio de Janeiro. dono da  Unilivros Paulista, uma livraria na Barão de Itapetininga em São Paulo; famoso também por ser cineasta, dono da Entrelivros e Unilivros, sendo que possuía os melhores pontos de lojas da cidade, muitas delas bem amplas, como a do final do Leblon, que acabou sendo vendida nos anos 80 para a Drogaria Popular. Todas durante os anos seguintes foram vendidas, deixaram de existir até a segunda metade dos anos 90.&lt;br /&gt;Convém registrar que  no Rio e em Niterói, algumas boas livrarias que combinavam uma versão  moderna, oferecendo um café no interior da loja como a Pasárgada, na praia de Icaraí, em uma casa de esquina, em Niterói; pertenceu  ao ex-Secretario de Cultura de Niterói, livreiro, professor e pesquisador Aníbal Bragança, pioneiro em dividir estes espaços de sociabilidade. O livreiro Anibal foi um grande gerador de leitores, formador de um público ávido pela cultura e de um bom papo com um livreiro que conhece do oficio, desde dos anos 60 com a criação da livraria Encontro. A livraria Pasárgada de Aníbal estimulou iniciativas, como a Bookmarker na Gávea da livreira e jornalista Edna Pallatnick, seu espaço no fundo da loja, ou a Argumento de Marcus e Laura Gasparian, com a inauguração do Café Severino, um espaço gastronômico surgido na segunda metade da década de 90, quando a Argumento assume a antiga biblioteca do Leblon, ou a Marcabrú de um dos maiores críticos de literatura, professor, autor e livreiro Luiz Costa Lima, seu filho e a mulher Rebeca.&lt;br /&gt;É verdade que preciso sair em tour pelos bairros conhecer as livrarias revestidas com as novas roupagens, dividindo os espaços com outros bens culturais de consumo. Acredito que hoje seja mais fácil de vender dado aos inúmeros atrativos sempre sedutores  oferecidos para os leitores e congêneres, freqüentadores das livrarias. Lojas expandiram, houve investimento, como a LaSelva, Nobel, em compensação circula boatos de que a poderosa rede de livrarias Siciliano por uma questão de conflito doméstico pode ser passada adiante.&lt;br /&gt;Na condição de ter experiência como pracista de editoras de ponta no mercado livreiro e ter sido distribuidor de livros de editoras com perfil universitário no mesmo mercado, fico muito confuso com este novo quadro que se apresenta dentro do panorama da venda de livros.&lt;br /&gt;Um dado importante, o nível do consumo de leitura per capita por ano, é apenas para sermos generosos de 1 (um) exemplar para quem tem domínio da leitura e escrita em nosso pais. Megalivrarias sem dúvida despontam com sucesso, mas as pequenas livrarias que são importantíssimas neste elo de consumo e criação de leitores adultos, jovens e crianças muitas assumem um caráter individualizado no atendimento podem por desestímulos, encerrando  seus ciclos de existência.&lt;br /&gt;Acho que uma livraria deve ter uma concepção plural no atendimento. A figura do livreiro está diluída nas grandes redes, em espaços suntuosos;  o antigo livreiro, conhecedor muitas vezes dos livros que compõe o seu acervo, desapareceu para dar lugar as sorridentes atendentes. Sobreviventes os pequenos livreiros e editores vão tentando arrumar novas formas de vendas, ganhando fôlego como podem, mesmo que percam os ares de livrarias de bairro.&lt;br /&gt;Estou preocupado com a nova geração de leitores surgidos nas escolas principalmente as públicas, basta não saber ler que tem  garantia de aprovação. Serão estes os futuros leitores? Se alguns com a mínima intimidade e interação com a leitura ou com os livros, passam a léguas de distância de uma livraria, o que podemos esperar deles?&lt;br /&gt;************************************************&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Francisco da Silva&lt;/span&gt;: Francisco Domingos da Silva, nascido em 1910, no Alto Tejo/Acre e faleceu no Ceará em 06 de dezembro de 1985- Sapateiro, Pintor, Desenhista e Ajudante de marinheiro.&lt;br /&gt;Fonte de Consulta: &lt;a href="http://www2.camara.gov.br/.../pg_Autor048_01.html"&gt;Acrilica sobre tela.&lt;/a&gt; uma boa&lt;a href="http://www.pinturabrasileira.com/artistas.asp?cod=156%20-%2031k"&gt; página&lt;/a&gt; sobre pintura brasileira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-8830858105878571225?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/8830858105878571225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=8830858105878571225&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8830858105878571225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8830858105878571225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/10/pequeno-livreiro-um-ser-em-extino.html' title='Pequeno livreiro - um  ser em extinção.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RxNSMuX8A7I/AAAAAAAAADg/vY29rA5A6wI/s72-c/museu00140.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-4056464002125604714</id><published>2007-10-13T09:33:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T03:29:59.140-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Edgar Cavalheiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prêmio Jabuti'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monteiro Lobato'/><title type='text'>Quitanda :  Uma Página sobre o Mundo do Livro.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rvo1ouX8A1I/AAAAAAAAAC0/EMSVFSYoFNQ/s1600-h/fukushima01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114459300592091986" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rvo1ouX8A1I/AAAAAAAAAC0/EMSVFSYoFNQ/s320/fukushima01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Hoje sonhei que estava em uma livraria, não identifiquei o nome, apenas que tinha um enorme acervo de publicações de editoras brasileiras. Despertei com a imagem de ter atendido uma  professora universitária e pesquisadora gaúcha, da obra de Monteiro Lobato. Procurava, me confidenciou, há muito tempo pelo biógrafo de Monteiro Lobato, para a sua surpresa, informei que a loja tinha um exemplar dos dois volumes da biografia. Está ali, a sua espera,apontei a sua localização no canto inferior da estante. Abriu um largo sorriso de felicidade. Informei o preço, achou barato, realmente estava. Com todo cuidado, como se estivesse achado uma pedra preciosa e rara, decidiu que levaria. Deixou pra mim um sorriso de agradecimento.&lt;br /&gt;Deu tempo para conversar por alguns minutos sobre Monteiro Lobato. Disse que desde de garoto, fui leitor de Monteiro Lobato e que ganhei de presente de minha madrinha. Assim começou minha grande admiração e foi tanta que cheguei por um momento na época em que fazia ciências sociais, a iniciar uma pesquisar sobre a obra deste grande escritor. Falei que um dos meus professores do IFCS, o mestre Aluizio Alves Filho tinha a intenção de fazer uma pesquisa sobre a identidade de Jeca Tatu; que posteriormente foi editada sobre a forma de livro, com o título Metamorfoses de Jeca Tatu, editada pela Inverta, em 2003, que acabei vendendo para a pesquisadora.&lt;br /&gt;O livro está tão presente em minha vida, em meu inconsciente, que acabei por decidir que este espaço fica dedicado ao livro e ao seu mundo. Para outros textos de minha parca produção intelectual, criei o blog &lt;a href="http://esquinadotempo.blogspot.com/"&gt;Esquinas do Tempo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;***************************Edgar Cavalheiro (1911-1958) é considerado como o principal biógrafo e muito amigo de Monteiro Lobato (José Bento Monteiro Lobato, 1882 -1948) um dos nossos maiores escritores e pioneiro na publicação e distribuição de livros em nosso país. Edgar, autor de Monteiro Lobato: Vida e Obra em dois volumes, publicado em 1951 pela Brasiliense, com cerca de 900 páginas, posteriormente em 1955, foi editado pela Companhia Editora Nacional; estudioso da obra de Fagundes Varella (1841-1875), com edição pela Livraria Martins Editora, com ilustração de Belmonte (Benedito de Bastos Barreto, 1896-1947, um dos colaboradores do vespertino jornal paulista Folha da Noite, criador do Juca Pato, um dos nossos maiores chargistas). Juca Pato passou a ser uma premiação literária promovida pelo jornal Folha de São Paulo e a União Brasileira de Escritores (UBE), surgida em 1962. Seu primeiro contemplado foi Afonso Schmidt (1890-1964) como intelectual do ano.&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Cavalheiro, participou da formação do conselho editorial da Revista Brasiliense, editada pelo historiador e editor Caio Prado Junior; junto com Raimundo de Menezes (org) publicou Histórias de Crimes e Criminosos - Uma Antologia de Contos Brasileiros, editado pela Companhia Distribuidora de Livros, São Paulo, 1956, 344 páginas, ilustração do artista italiano radicado &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em  São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, Mick Carnicelli (1893-1967). Uma de suas obras, Panorama da Poesia Brasileira, vol. II (Romantismo) foi editada pela Civilização Brasileira, em 1959. Obras primas da lírica brasileira, com notas de Edgar, publicado pela Martins, em 1957. Em parceria com Almino Rolmes Barbosa, criou uma série de antologias. &lt;st1:personname productid="Em Obras Primas" st="on"&gt;Em  Obras Primas&lt;/st1:personname&gt; da Lírica Nacional, seu parceiro foi Manuel Bandeira. Em 1944 foi autor de Testamento de uma Geração, livro de entrevistas com escritores modernistas. Prefaciou diversas obras de Monteiro Lobato. Publicou em &lt;st1:metricconverter productid="1955, a" st="on"&gt;1955, a&lt;/st1:metricconverter&gt; Correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto, editada pelo Serviço de Documentação do Ministério da Cultura. Edgar teve o seu nome ligado a uma premiação do Instituto Nacional do Livro, sendo um dos contemplados o historiador Sergio Buarque de Holanda, em 1958, com o livro “Caminhos e Fronteiras”, publicado em 1957, pela José Olympio.&lt;br /&gt;Edgar presidiu a Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Globo, no período de &lt;st1:metricconverter productid="1955 a" st="on"&gt;1955 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1957. Criado em 1958, como projeto de Edgar, o troféu Jabuti, foi desenvolvido por seu sucessor, o editor Diaulas Riedel, proprietário da Editora Pensamento. A mais tradicional e prestigiada premiação promovida pelo mercado editorial sob o patrocínio da CBL. Com o propósito de divulgar escritores, editores, livreiros, ilustradores e gráficos. O troféu foi criação do escultor autodidata Bernard Cid de Souza Pinto, ganhador do concurso em que disputaram 32 escultores de São Paulo. O primeiro ganhador do Jabuti, foi o escritor Jorge Amado, na categoria de romance com o livro Gabriela, Cravo e Canela, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;em 1959, editado em 1958 pela Livraria Martins Editora de São Paulo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*Tikashi Fukushima &lt;/span&gt;- Pintor nascido no Japão, na cidade de Fukushima, em 1920 e faleceu em São Paulo, em 2001. Migra para o nosso pais em 1940, para a cidade de Pompéia e Lins, cidades no interior de São Paulo. No ano de 1946, muda para o Rio de Janeiro e passa a freqüentar a molduraria de Kaminagai, em Santa Teresa. torna-se seu assistente e aluno. Aprendeu a fazer moldura No período seguinte, na condição de ouvinte é aluno da Escola Nacional de Belas Artes. De volta a São Paulo, em 1949 criou uma oficina de molduras no bairro do Paraiso, no Largo Guanabara (Hoje - Estação do Metrô Paraíso). Ponto de encontro de artistas japoneses e "estrangeiros", como Arcanjo Ianelli. Criou o chamado Grupo Guanabara, nos anos 50. O artista deu importante contribuição ao panorama da arte Nipo-Brasileira. Membro de Comissão de Artes Plásticas da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e da Comissão de Artes da Fundação Brasil-Japão de Artes Plásticicas. Seu filho Takashi Fukushima (1950) é bem atuante, solicitado para exposições coletivas em nosso pais e no exterior. As obras dos artistas, pai e filho podem ser examinadas na web, algumas das fontes estão citadas abaixo. Vale a pena, para maiores detalhes e pesquisas.&lt;br /&gt;Fonte de Consulta: &lt;a href="http://www.escritoriodearte.com/listarQuadros.asp?artista=15"&gt;James Lisboa - Escritório de Arte   &lt;/a&gt;// &lt;a href="http://www.pitoresco.com/brasil/fukushima/fukushima.htm"&gt;Pitoresco &lt;/a&gt;(texto de Paulo Victorino)&lt;a href="http://www.arteartistas.com.br/grupo_guanabara.htm"&gt; Anuário Artes&amp;amp;Artistas&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_criticas&amp;amp;cd_verbe...%20-%2023k"&gt;Ivo Zanini&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Imagem exposta : Chuva, Leblon - &lt;a href="http://www.art-bonobo.com/artesimig/fukushima.html%20-%2027k"&gt;óleo s/ papel&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-4056464002125604714?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/4056464002125604714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=4056464002125604714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/4056464002125604714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/4056464002125604714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/09/quitanda-uma-pgina-sobre-livros-e.html' title='Quitanda :  Uma Página sobre o Mundo do Livro.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rvo1ouX8A1I/AAAAAAAAAC0/EMSVFSYoFNQ/s72-c/fukushima01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-2302573282955446447</id><published>2007-09-24T12:52:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T03:33:38.772-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bienal do Livro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quirino Campofiorito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Distribuidores de Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Joaquim Ferreira dos Santos'/><title type='text'>Não fui à Bienal do Livro.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RvETogn_u4I/AAAAAAAAACs/1c3_DrF0_Ko/s1600-h/quirino4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111888638715607938" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RvETogn_u4I/AAAAAAAAACs/1c3_DrF0_Ko/s320/quirino4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Não fui à Bienal do Livro. A falta de grana foi determinante para que a minha vontade fosse relegada, deixada de lado. Quem sabe, da próxima vez, aqui mesmo no Rio de Janeiro, naquele distante Rio Centro, reúna melhores condições financeiras e consiga finalmente fazer uma visita, comprar alguns livros que me interessam e rever pessoas conhecidas da  época em que eu trabalhava com livros.&lt;br /&gt;Mas o hábito de leitura permanece, leio o jornal e os livros acumulados que separo para uma leitura imediata. Tenho a mania de juntar os livros que pretendo ler, deixando-os em pilha, tortas, é verdade. Uns vão passando a frente de outros, assim por diante.&lt;br /&gt;Pela manhã, como sempre faço, folheando o jornal O Globo, ao ler a coluna de Joaquim Ferreira dos Santos, encontrei uma nota a respeito da Editora do Autor, que desfazia de livros, de um galpão e uma referência aos antigos donos da editora. Citava Rubem Braga e Fernando Sabino, mas esqueceu de Walter Acosta. Pensei em escrever para o ilustre jornalista, informando da ausência de um dos sócios, mas abandonei a idéia. No entanto, no dia 21 de setembro, o jornalista reescreve a nota e coloca o nome do sócio ausente na nota anterior, desta vez grafando em negritos o nome de Walter Acosta. Melhor assim. Devem ter lembrado ao jornalista o nome do outro editor e que permanece até hoje com a editora. Walter continuou com a editora, Sabino e Rubem Fonseca se desligaram da sociedade, que durou cerca de sete anos. Sabino e Rubem Braga criaram a Editora Sabiá, que produziu quase cem livros. A editora chegou a ser sediada em Copacabana, no final dos anos 60, mais tarde nos anos 70, o seu catálogo foi incorporado à Editora José Olympio.&lt;br /&gt;Fico contente por mais uma edição da bienal, a XIII Bienal Internacional do Livro, ter conseguido mobilizar um número imenso de público, que a cada ano, aumenta a freqüência. Muitos editores apontam que o pessoal que circula pelos estandes não traduz ou efetivamente produzem vendas. Concordo! Acho mesmo que são mais visitantes do que consumidores de livros, muitos vão para assistir palestras, outros, acredito que um número menor, compareça apenas para encontrarem com artistas, de preferência, atores globais. Lembro da presença de Xuxa e Castrinho em bienais passadas. Parece-me um efeito espuma. Há sempre recorde de público. Segundo a mídia estandes lotados. É verdadeiramente uma festa literária. Autores, público (estimado em 245 000), editores e livreiros comungando dos mesmos interesses.&lt;br /&gt;Vi em foto publicada no jornal em matéria sobre esta bienal, uma livraria que trabalha com ponta de estoque, na verdade, um sebo, o sebo Beta de Aquarius do livreiro Antonio Augusto Seabra. Dono de um ótimo sebo na Rua Buarque de Macedo. Deve ter logrado sucesso, livros “novos” entenda, como ponta de estoque, com preço compatível com o bolso da ampla maioria dos consumidores de livros em nosso país.&lt;br /&gt;Bienal também é espaço para chiadeira, editores e livreiros, são protagonistas deste cenário. Desta vez, li sem nenhuma surpresa que o livreiro, o badalado livreiro de origem ipanemense, reclamava que os editores davam descontos nos livros, provocando uma “sangria nas livrarias”. Achei estranho quando li, pois o livreiro Rui Campos, participou de bienais e até das feiras de livros nas praças de nossa cidade que oferecem desconto de 20 % , causando um desconforto em livreiros ao redor das feiras. Deve estar viciado em reclamar, pois, há tempos em que a bienal em fim de feira, faz este tipo de promoção. Acho mesmo muito legal estas promoções dando oportunidade de leitores se aproximarem de editoras e de seus catálogos, melhor ainda, com preços acessíveis.&lt;br /&gt;Há livreiros que recusam diversas editoras, basta para isto, não corresponder aos prazos e descontos que impingem, para ter este ou aquela editora. Um livreiro que alcança um bom número de filiais é um forte candidato a estas exigências do mercado. Esta relação do mercado, livreiro e editor, muitas vezes, é deletada a figura do vendedor, pelas novas negociações entre as partes. A figura intermediária, que representa editoras, também é excluído desta relação, o chamado distribuidor. Um segmento por força das novas relações encontra-se em fase de extinção, livrarias assumem este papel, o duplo papel de livraria e distribuidor, um grande negócio. Volto a conversar em próxima oportunidade. Um abraço.&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Quirino Campofiorito&lt;/span&gt; - Nasceu em Belém, Estado do Pará, em 1902 e faleceu em 1993. Imagem: O Tempo, 1989, óleo sobre tela. (Coleção Italo Campofiorito - filho do artista) Foi casado com a artista plástica, ceramista, tapeceira Hilda Eisenlohr Campofiorito (1901/1997) . Em Niterói há no espaço Paschoal Carlos Magno, duas galerias em homenagem aos artistas &lt;a href="http://www.culturaniteroi.com.br/modules.php?op=modload&amp;amp;name=Sections&amp;amp;file=index&amp;amp;req=viewarticle&amp;amp;artid=7&amp;amp;page=1"&gt;Quirino e Hilda.&lt;/a&gt; Fonte de Consulta : &lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=11645060&amp;amp;postID=2302573282955446447"&gt;Niteroi Artes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pesquisando na internet sobre a produção editorial brasileira, acabei esbarrando ao acaso, no nome do artista que escolhi para mostrar para vocês. Sua intensa atividade ligada as artes, me fez descobrir um talentoso e brilhante artista. Sempre premiado, com passagem como aluno da Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro. Critico atuante de arte em O Jornal. Participou em diversos eventos e obtendo muitas premiações. Deu enorme contribuição as artes como professor, criador de associações, exposições, de um veiculo impresso de nome &lt;a href="http://www.dezenovevinte.net/bios/bio_qc.htm"&gt;Bellas Artes&lt;/a&gt;. Afastado da universidade pelo Ato Institucional promovido pela ditadura militar. Autor de importantes livros sobre as artes e o artista nacional. Acho que vale a pena para quem estiver interessado no panorama de nossa arte, consultar mais informações sobre Quirino Campofiorito, teve importância de destaque e merece uma olhada no que ele produziu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-2302573282955446447?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/2302573282955446447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=2302573282955446447&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/2302573282955446447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/2302573282955446447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/09/no-fui-bienal-do-livro.html' title='Não fui à Bienal do Livro.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RvETogn_u4I/AAAAAAAAACs/1c3_DrF0_Ko/s72-c/quirino4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-1646660874242899044</id><published>2007-09-03T09:28:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T04:13:49.823-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livrarias e Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kennedy Bahia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anos 70/80'/><title type='text'>De Livraria em Livraria : Memórias de um livreiro.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rtv0fHSp23I/AAAAAAAAACk/9MS58f-ao4M/s1600-h/KBahia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105943417925000050" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rtv0fHSp23I/AAAAAAAAACk/9MS58f-ao4M/s320/KBahia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;a href="http://www.kunsthandelhenkvanderkamp/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sei que estou ficando mais velho, pra mim pode ser a credencial para que memórias antigas sejam mais bem lembradas do que as mais recentes. Assim com este exercício, vou reconstruindo a meu modo, com um olhar sobre o passado, uma história que serve de imediato de base para estruturar minha narrativa como profissional do livro. Quando eu fechei a Quarup situada no Top Center, em Ipanema, história que já andei contando em algumas postagens do passado; fui trabalhar na livraria Unilivros (Jorge Ileli) de Ipanema, na Rua Visconde de Pirajá, 207, tempos depois fui convidado para Francisco Alves (Carlos Leal) de Ipanema, na Farme de Amoedo, número 57. As duas empresas, anos depois, desativaram as livrarias, com várias lojas nos bairros da cidade, bem como as filiais em outros estados. Nos anos &lt;st1:metricconverter st="on" productid="90, a"&gt;90, a&lt;/st1:metricconverter&gt; livraria Francisco Alves (1854), sobrevivia com dificuldades, passou a loja para o funcionário (gerente) Sebastião, com nova razão social, aproveitando o número de sua localização na Sete de Setembro, 177. Com ares de livraria e distribuidora, pouco tempo depois, Sebastião antigo profissional do livro, vindo da livraria Galáxia, não adquire mais fôlego para manter a desgastada livraria e sai do mercado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Existiam no Rio de Janeiro poucas livrarias nos anos 80, aliás, é uma constatação um tanto óbvia. As que abriam, o ciclo de vida era curto, logo em seguida, deixavam de existir. Claro que a curta sobrevivência não está restrita as livrarias, as editoras eram atingidas, assim como as distribuidoras. Nascer e morrer empresas é uma constante.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nos anos 70 há o surgimento de editoras. Algumas com um perfil ideológico mais definido. O editor Paulo Rocco, com passagem pela Francisco Alves e pela direção do SNEL, cria em 1975, sua própria editora, que leva o seu nome e com um catálogo priorizando o autor nacional, desponta em pouco tempo com bastante sucesso. Novos autores e títulos, uma profissionalização do setor que vai ganhar forma nos anos 80. Surgimento de um jornal mensal editado pela Brasiliense, um book review, sob os cuidados de Caio Graco Prado, Cláudio Túlio Costa e Cláudio Abramo. Circulou por muito tempo entre nós, o Jornal de Letras (1949) dos irmãos Condé (João, José e Elisio). As revistas literárias como a revista José (1976) dirigida pelo editor Gastão de Holanda, que nos anos 50, criou junto com outros intelectuais a editora O Gráfico Amador (1954/1961). Muitas revistas e jornais apareceram em vários períodos de nossa vida cultural. Havia uma proliferação de revistas como a Brasiliense (1955/1964), Revista de Cultura Vozes (1907), Debate e Critica(1973/1975), Civilização Brasileira (1965/1968), Escrita(1975/1988), Revista do Livro, editada pelo INL(1965/1972), Tempo Brasileiro (1962), as revistas publicadas pela Fundação Getúlio Vargas e diversos periódicos que foram editados ao longo dos anos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma poesia inquieta estava no ar, nas ruas e livrarias. A censura tratava de reprimir manifestações artísticas, recolher livros, jornais e revistas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje houve uma alteração no panorama das livrarias, surgiram as megalivrarias (mega stores), algumas aproveitaram criaram o sistema de franquias, exemplo, a livraria Nobel (1943), com muitas franqueadas. As redes de livrarias paulistanas chegaram ou ampliaram seus locais de venda, como a Siciliano, Fnac, Nobel e a Saraiva. As livrarias inicialmente localizadas em nossa cidade, como: Entrelivros, Unilivros, Eldorado, Studiolivros, Francisco Alves, Freitas Bastos, Casa Mattos Papelaria, Sodiler, Vozes, Dazibao, uma boa livraria que havia expandido lojas em outros bairros. Estas livrarias foram fechadas, reduzidas ou trocadas de mãos.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;A livraria Eldorado Tijuca sobrevive hoje pelas mãos de Jovaldo e Isaque, profissionais oriundos das livrarias (Sodiler e Melhoramentos). A Sodiler transformou-se &lt;st1:personname st="on" productid="em LaSelva Bookstore"&gt;em LaSelva Bookstore&lt;/st1:personname&gt;, empresa também surgida no segmento de jornais e revistas. Da tradicional livraria Eldorado (Décio de Abreu) que esteve sob o controle de seu filho Ricardo, um grupo de antigos funcionários, se desliga da livraria e montam uma outra para acirrar a concorrência, uma vez que para livros didáticos e paradidáticos a Eldorado reinava soberana. Edeir e seu filho Antonio, criaram a livraria Galileu no inicio dos anos 90, abriram filiais ocupando o espaço de livrarias que cerraram as portas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em nossa cidade houve uma diminuição do número de livrarias, além de reduzirem bibliotecas, ainda bem, que a antiga biblioteca pública do Leblon, virou uma livraria, a Argumento, que era na Dias Ferreira, número 199 e foi para aquele local, ganhando um novo desenho, ampliando e convivendo com outros espaços e públicos. Argumento atualmente abriu novas filiais. No local da Freitas Bastos, no centro da cidade, assumiu a Ciência e Cultura, também com filiais. Há um crescimento da Travessa, do livreiro Rui Campos. Com esta nova configuração, houve ocupação de novos espaços e surgimento de redes de livrarias, mas será que houve aumento de leitores?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Claro que não ignoro as livrarias de Niterói, as que sobrevivem e as que não estão mais entre nós leitores e clientes, mas tiveram papel importante na formação de leitores, na comercialização e edição de livros, tampouco, as livrarias em outras cidades do interior do Rio de Janeiro, como a Veredas, da livreira Solange. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Até a próxima.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*******************************************&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;a href="http://www.kunsthandelhenkvanderkamp/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kennedy Bahia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt; (Patrick Maderos Kennedy Dito) Nascido em Valparaiso no Chile, em 1929, falecido em 2005. Tapeceiro chileno. Elegeu como tema de sua arte, a flora e a fauna amazônicas e o folclore da Bahia. Sua arte é de grande importância, uma referência no panorama das artes em nossa terra. Amigo de vários intelectuais, como Carybé, Jorge Amado, Carlos Bastos. Autor do livro "Uma arte, um esforço. uma luta", sem indicação de editor.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-1646660874242899044?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/1646660874242899044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=1646660874242899044&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/1646660874242899044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/1646660874242899044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/09/de-livraria-em-livraria-memrias-de-um.html' title='De Livraria em Livraria : Memórias de um livreiro.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rtv0fHSp23I/AAAAAAAAACk/9MS58f-ao4M/s72-c/KBahia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-8029775223367008783</id><published>2007-08-31T06:31:00.000-07:00</published><updated>2007-09-01T02:50:34.249-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historia das Livrarias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jorge Amado'/><title type='text'>Conversa sobre editoras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RtcFQHSp22I/AAAAAAAAACc/NNIovRXDhxM/s1600-h/pais+do+carnaval.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104554477041081186" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RtcFQHSp22I/AAAAAAAAACc/NNIovRXDhxM/s320/pais+do+carnaval.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje li em um informe da Câmara Brasileira do Livro (CBL) que a Companhia das Letras, superou a concorrência na disputa (dentre elas a própria Record) pela publicação das obras completas do escritor baiano Jorge Amado (1912/2001), autorizada pelo primogênito do escritor, também escritor João Jorge Amado, serão editados 35 títulos escritos no período de 1931 à 1997.As novas edições estarão no mercado a partir de 2008 e um dos primeiros títulos será: País do Carnaval, a primeira obra editada de Jorge Amado, publicada e prefaciada pelo editor Augusto Frederico Schimdt, no ano de 1931.&lt;br /&gt;Jorge Amado publicou livros, apenas para citar as editoras brasileiras: Schimdt, Ariel, Livraria Martins Editora (1937/1974), Editorial Vitória, José Olympio, Editora do Povo; anos depois vendeu os direitos com exclusividade para Record a partir de 1975, em co-edição com a Martins, que no ano anterior havia pedido concordata e encerrando as atividades em 1976. Na edição pela Record, em 1978, a capa é uma reprodução de um quadro de Di Cavalcanti, com ilustrações de Darcy Penteado, com foto do autor por Flávio de Carvalho e Zélia Amado, na quarta capa um texto de Octávio Tarquínio de Souza&lt;br /&gt;Quando eu atuava em livrarias, Jorge Amado era um dos autores que sempre vendia, ora indicado em algum colégio, ora em lançamento ou para usar a gíria do mercado livreiro se dizia que seus livros estavam sempre “pingando”. Era uma referência de venda, seja pela oferta de títulos e pela popularidade que alcançava entre o público leitor, embora, houvesse para alguns leitores, certo cuidado, numa alusão ao conteúdo da obra, considerado por um segmento como um autor pornográfico e comunista, assim era estigmatizado por uma parte do leitor da zona sul carioca nos anos 80.&lt;br /&gt;Só para esclarecer tive a livraria Quarup em Ipanema, trabalhei na Francisco Alves e na Unilivros. Nestas duas últimas havia sempre em estoque as obras de Jorge Amado e Zélia Gattai, sua esposa. Eu como um dos compradores dava preferência ao autor nacional, gostava de indicar, de expor, uma vez que, o espaço predominante é para o autor estrangeiro, sem dúvida, a preferência do público feminino e masculino. Há momentos em que se pode observar que a mulher, freqüenta mais livraria e compra mais livros do que o homem. Vi e ouvi muita gente rejeitar o autor brasileiro. Não gostavam mesmo. A literatura americana traduzida tem boa aceitação, não acredito que tenha mudado os hábitos de consumo do leitor que circulava pelas livrarias da zona sul.&lt;br /&gt;Neste ponto a editora Record levava uma grande vantagem sobre as demais editoras. Dona de um catálogo imenso, diversificado, livros vendáveis e de sucesso (best-seller) ocupavam os espaços das livrarias da zona sul e outros pontos de vendas. Houve um momento em que montou uma empresa para vender para drogarias, supermercados e magazines. Antigamente para se ter acesso a um determinado magazine, teria de negociar com a empresa ligada a editora Record para vender. Ainda havia uma boa distribuição e um eficaz marketing direto. Mesmo para livreiro que tinha um verniz de esquerda, a editora Record como maior editora do país vendia e vendia muito. Sem dúvida para quem trabalha no livro percebia grandes encalhes em seu estoque, aliás, não é privilégio da editora, conheci depósitos de editoras e percebia pilhas e mais pilhas de determinados títulos. Há muito livro que fica um enorme tempo estacionado em uma prateleira, não sai nem dando, bastava olhar a etiqueta e verificar a data de compra e os exemplares adquiridos.&lt;br /&gt;A Distribuidora Record de Serviço de Imprensa S.A, chegou a adquirir uma nova impressora como o novo sistema poligráfico Cameron de impressão e acabamento, no ano em que eu ainda trabalhava em livraria, se comentou muito, poderiam imprimir com rapidez uma quantidade de exemplares mais próximo da realidade, evitando tiragens elevadas.A Record surgiu em 1942 com os sócios Alfredo Machado e Décio Guimarães de Abreu, criador de uma rede de livrarias, como A Casa do Livro, no Centro e Flamengo, Livraria Eldorado, na Tijuca e Copacabana, a Livraria Lídice, esta localizada na Rua São José. Convém lembrar que Alfredo Machado foi um dos primeiros distribuidores de histórias em quadrinhos em nosso país. Nos anos 70, Alfredo Machado assumiu totalmente o controle acionário da empresa. Antes de surgir a editora Nova Fronteira (1965), a Record publicou o livro “O Poder das Idéias”, de autoria de Carlos Lacerda, que posteriormente veio a criar uma importante editora , de grande prestigio intelectual, com ótimo catálogo de autores brasileiros e estrangeiros. Nos anos 80 o panorama da produção editorial começa a ser alterado, com o surgimento de novas editoras, novas experiências editoriais, como a feita pela editora Brasiliense. Atualmente o mercado de livros está bem alterado com novas composições societárias e entrada de grupos editoriais estrangeiros, algumas editoras ganharam fôlego ao serem incorporadas a determinados grupos através de fusões e aquisições. Volto no próximo mês. Um grande abraço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte de consulta: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.fundacaojorgeamado.com.br/jorge_obras.htm"&gt;http://www.fundacaojorgeamado.com.br/jorge_obras.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.releituras.com/jorgeamado_bio.asp"&gt;http://www.releituras.com/jorgeamado_bio.asp&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-8029775223367008783?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/8029775223367008783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=8029775223367008783&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8029775223367008783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8029775223367008783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/08/conversa-sobre-editoras-uma-leitura.html' title='Conversa sobre editoras'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RtcFQHSp22I/AAAAAAAAACc/NNIovRXDhxM/s72-c/pais+do+carnaval.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-8996671145396610742</id><published>2007-08-23T07:12:00.000-07:00</published><updated>2007-08-23T04:03:49.100-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profissionais do livro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sebos na Zona Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capistas'/><title type='text'>Uma ida aos sebos: uma leitura.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RsxnOXSp20I/AAAAAAAAACM/p50-h4gE3SY/s1600-h/anarquistas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101565974372014914" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RsxnOXSp20I/AAAAAAAAACM/p50-h4gE3SY/s320/anarquistas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;Floriano Teixeira&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;: (Floriano Araújo Teixeira) Nascido em 1923, na cidade maranhense de Cajapió e faleceu em Salvador no ano de 2000. Pintor, pesquisador, desenhista, ilustrador, gravador, escultor. Teve uma intensa atividade como convidado para capista em livros  de Jorge Amado, Zélia Gattai e outros escritores. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Participou de vários grupos, formando núcleos, como os feitos na década de 40. Dirigiu o Museu de Arte da Universidade do Ceará (MAUC). Floriano Teixeira esta inscrito como um dos grandes artistas plásticos de nosso país e no exterior. Foi homenageado com nome em galeria, situada no Museu de Arte Sacra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;***********************************************&lt;br /&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Sem muita grana para comprar livros, o meu caminho tem sido os sebos. Gosto de freqüentar, de fuçar os livros, de garimpar, de achar os que eu procuro. Atualmente reduzi minhas incursões às livrarias de livros usados em outros bairros e, as livrarias que tenho visitado, são próximas de casa. São três sebos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Hoje fui procurar algum livro que atendesse meu interesse imediato, que é o mercado editorial no Rio de Janeiro. Fui para uma seção em busca de uma preciosidade e encontrei o livro Livraria Ideal: do cordel à bibliofilia, editado pela Eduf, de autoria do pesquisador, professor da UFF e antigo livreiro Aníbal Bragança, cujo preço estava marcado em 22 reais. Como saí com pouca grana, aliás é o que eu sempre tenho. Ficou para a próxima visita. Eu estava na livraria Baratos da Ribeiro e caí na ingenuidade de perguntar ao atendente, em que local poderia haver livros que tratassem de editores, leitura, leitores, editoras ou livrarias e para meu espanto o rapaz de camisa amarela, ficou espantado com a pergunta, me indagou quem eu procurava, disse que seria uma obra de autoria de Moacir Félix, sobre Ênio Silveira, editor da Civilização Brasileira, eis que o jovem me responde que ali não tinha livros sobre este assunto. Fiquei calado e ao mesmo tempo, irritado, pois o atendente, não soube nem identificar que na loja em que eu e ele estávamos, havia um exemplar do livro Livraria Ideal. Depois deste esclarecimento percebi, tratar-se de um “profissional qualificado”: "a livraria é divida por assuntos e temas", respondeu do alto de sua sabedoria. Verdade que a livraria é bem organizada, limpa, um ambiente agradável, mas parece que compromete o atendimento desde do momento em que se percebe a ausência de um profissional que entenda, que tenha intimidade com o acervo da loja. Para quem faz uma outra leitura, identifiquei de imediato que o atendente não saberia identificar muita coisa. Encerrei naquele momento qualquer curiosidade a respeito dos livros. É o flagrante da constatação da mão-de-obra empregada em livraria, principalmente em sebos. Desconfio que muitos  livreiros preferem  recrutar  um profissional para se trabalhar em livraria, despido de qualquer conhecimento/informação, quando muito dão prioridade a  uma envernizada capa de cultura.  Trabalhar com  livros requer de imediato que  seja escolarizado, que tenha uma mínima curiosidade intelectual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Quem freqüenta uma livraria percebe após algumas indagações ao vendedor, se ele realmente conhece do ofício. Como são despreparados. Conheci sebos que não fazem questão alguma de ter um profissional qualificado, que prestasse um serviço ao cliente ou tivesse alguma familiaridade com a leitura. Acham que é um profissional caro. Há uma deficiência na formação do profissional de livrarias, claro que se identificam os bons profissionais no mercado, alguns com longa experiência, outros com formação intelectual mais esmerada. Uns que gostam de ler e muitos outros nem tanto. Sei de ajudantes de limpeza que alçaram a gerência de livrarias. Alguns não sabiam construir uma frase ou pronunciar nome de autor ou títulos de livros. Tinham dificuldades de fotografar as prateleiras e balcões.  Houve no passado um curso para qualificar o profissional do livro, promovido pela Estação das Letras, me parece que é uma iniciativa singular em nossa cidade. Sobre livrarias (atendimento) foi dado por Marcelo, um rapaz que trabalha na Livraria da Travessa. Conheço este profissional, tem uma trajetória em ascensão na livraria. Há  em  São Paulo,  um curso promovido pela Unesp - a  UNIL.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Fui para outra livraria cuja escolha de um livro tem de se fazer um exercício de malabarismo, os livros são dispostos em pilhas no chão, o interessado em algum livro tem de tirar um por um e depois recolocar, vale um pouco de sacrifício, os preços são &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mais baratos do que os Baratos da Ribeiro. Embora eu tenha percebido um ligeiro aumento dos preços, usam um artifício de aumentar o valor do código do livro. O preço do livro é indicado por código alfa-numérico que corresponde à metade do valor marcado. Achei o livro de Zélia Gattai, um dos títulos que faltava para mim. Ao folhear o livro, dei uma lida no prefácio de Jorge Amado, encontrei mencionado logo no inicio ao nome de um livreiro e editor da Bahia, Dmeval Chaves (Dmeval da Costa Chaves), criador na década de 60 da editora Itapuã, também distribuidor de livros. Claro que eu não desejo que vendedores saibam quem é o amigo de Jorge Amado citado no livro. Para quem atua na Bahia, provavelmente teria identificado. Se eu não estivesse envolvido com livros há bastante tempo, não saberia responder. Fui também distribuidor de editoras que ele representava. Claro que não saber um assunto, não é impeditivo para alguém se transformar ou ser um bom profissional. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-8996671145396610742?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/8996671145396610742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=8996671145396610742&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8996671145396610742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/8996671145396610742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/08/uma-ida-aos-sebos-uma-leitura.html' title='Uma ida aos sebos: uma leitura.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RsxnOXSp20I/AAAAAAAAACM/p50-h4gE3SY/s72-c/anarquistas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-7734770471756549802</id><published>2007-08-20T10:34:00.000-07:00</published><updated>2007-11-18T06:13:18.485-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capas de livros'/><title type='text'>Capas de Livros: espaço para artistas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rsh_UnSp2zI/AAAAAAAAACE/aBfy4C_A3E8/s1600-h/MSB.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100466570118421298" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rsh_UnSp2zI/AAAAAAAAACE/aBfy4C_A3E8/s320/MSB.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Marius Lauritzen Bern&lt;/span&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt; (1930-2006) Autor do desenho de capa do livro de Mário da Silva Brito editado pela Civilização Brasileira, em 1968. O livro como pode ser observado está gasto pelo tempo, pelo uso e pelas mudanças que andei fazendo pela vida. &lt;/span&gt;&lt;st1:personname style="color: rgb(0, 0, 102);" productid="em outro. Com" st="on"&gt; Com&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt; as mudanças fui desfazendo de vários livros e revistas, e os antigos Lps que acabava vendendo em sebos preferencialmente os localizados no centro da cidade por um valor bem baixo, nem seria diferente, pois o alfarrabista revenderia por outro preço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Este é um livro que comprei na queima de livros da Editora Civilização Brasileira. Bons tempos! Foi uma verdadeira festa para os leitores. A livraria ficava localizada na Rua Sete de Setembro, número 97. Depois de sofrer atentados e estrangulamentos econômicos  a editora foi para uma loja lateral do Edificio Central, para a Rua da Lapa, 120 e creio que antes de ser vendida para Editora Bertrand Brasil, ficou por algum tempo em Botafogo, na Rua Muniz Barreto, próximo ao metrô Botafogo.&lt;/span&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 102); text-align: justify;"&gt;O capista Marius Lauritzen Bern, foi também fotógrafo, desenhista e ilustrador; com enorme contribuição a revolução visual promovida pela Civilização Brasileira, através de seu editor Ênio Silveira, que tinha um elenco de artistas gráficos como Roberto Pontual, Dounê, Léa Caulliraux &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e o grande destaque, apontado como  introdutor destas mudanças e referência maior para o estudo da confecção de capas de livros, era o designer gráfico Eugenio Hirsch. Marius foi quem criou o logotipo das editoras Civilização e Paz e Terra, na época de propriedade de Ênio Silveira.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 102); text-align: justify;"&gt;Para mim que sempre atuei no mundo dos livros, os nomes de capistas estavam incorporados como item de identificação das editoras. Ajudava em um balcão ou prateleira a distinguir ser de uma editora ou de outra. O elemento visual é instrumento aliado de um vendedor. Há pouco tempo, tive esta experiência em um sebo, quando um cliente pedia por um título ou autor, vinha de imediato em minha memória a capa e o formato do livro, mesmo afastado do convívio com os livros.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 102); text-align: justify;"&gt;Acho a capa de um livro fundamental atrativo para o leitor, além de contarmos com a presença de importantes artistas e ilustradores em um livro. Se olharmos o livro Capitães da Areia, de Jorge Amado, por exemplo, em uma das edições publicados pela Record, há o desenho de capa de Aldemir Martins (1922-2006), ilustrações de Poty, retrato do autor por Jordão de Oliveira e foto do autor por Zélia Amado. O livro Sargento Getúlio, de João Ubaldo Ribeiro, publicado pela Civilização Brasileira, em 1971, com capa de Dounê e diagramação de Lea Caulliraux; ou um livro de autoria de Marisa Raja Gabaglia editado em 1973 pela Editora Sabiá, com capa de Yllen Kerr (1924-1981), ou pela mesma editora, o livro de José Carlos Oliveira, A Revolução das Bonecas, com capa de Ziraldo. A identificação da capa do livro Antologia da Lapa, de Gasparino Damata, editado pela Codecri, em 1978, de autoria de Nássara.(Antonio Gabriel Nássara:1910-1996). O livro de Patrícia Bins, editado pela Nova Fronteira, em 1986, com capa de Victor Burton, com foto óleo sobre tela de Aldo Malagoli, da coleção particular de Luiz Carlos Matte, ou o livro de Zuenir Ventura, intitulado Crônicas de um fim de século, editado pela Objetiva, em 1999, com capa e projeto gráfico de Victor Burton, com foto do autor por Márcia Kranz. Uma capa bonita como Sem Pecado de autoria de Ana Miranda, executada pela artista Moema Cavalcanti e publicado pela Companhia das Letras, em 1994.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 102); text-align: justify;"&gt;Paro por aqui. &lt;/p&gt;                                      &lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;div style="color: rgb(0, 0, 102);" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(0, 0, 102);" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(0, 0, 102);" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(0, 0, 102);" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(0, 0, 102);" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(0, 0, 102);" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-7734770471756549802?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/7734770471756549802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=7734770471756549802&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7734770471756549802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7734770471756549802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/08/marius-lauritzen-bern-1931-2006-autor.html' title='Capas de Livros: espaço para artistas'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rsh_UnSp2zI/AAAAAAAAACE/aBfy4C_A3E8/s72-c/MSB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-5761401895404487473</id><published>2007-08-13T13:08:00.000-07:00</published><updated>2007-08-17T10:58:12.914-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livrarias e Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lembranças infantis'/><title type='text'>Fragmentos da Memória: Vagas lembranças...</title><content type='html'>Na semana passada resolvi caminhar pela orla de Copacabana até o Posto 9 em Ipanema, entre uma passada e outra, tentava lembrar de algumas livrarias infantis. Não consegui ! Lembrava de editoras como a Ebal (Editora Brasil-América – criada em 1945, por um antigo funcionário de Roberto Marinho, Adolfo Aizen (1907/1991), dirigida após a morte do pai, por Paulo Adolfo Aizen e Naumin Aizen e a editora Vecchi criada por uma família de imigrantes italianos; pelos álbuns de figurinhas e revistas que editavam. Dos álbuns que colecionava, da disputa por uma figurinha carimbada, do bafo-bafo jogado com amigos. Das histórias em quadrinhos que circulavam de alguma forma em meu universo infantil. De ficar escutando o rádio para ouvir Jerônimo, o herói do sertão e Moleque Saci, do Sombra, da leitura de Fanstasma, Superman, de Mandrake, Recruta Zero, Bolinha e Luluzinha, Brasinha e Gasparzinho, Pato Donald, Mickey , Zorro e outros tantos heróis ilustrados nas revistas e almanaques dos anos 50 e 60. Dividia o meu tempo também com os seriados na televisão e os programas infantis como o Circo do Carequinha, interpretado pelo artista circense George Savalla Gomes(1915/2006), o teatrinho/vesperal Trol (Fabio Sabag, Norma Blum, Zilka Salaberry, Roberto de Cleto entre outros), Falcão Negro interpretado pelo ator Gilberto Martinho (1927/2001), de Rin Tin Tin e Rusty, a série do cão da raça Collie de nome Lassie, embora tenha sido uma “cadela”, sempre foi interpretado por cães machos.&lt;br /&gt;As livrarias como escrevi, naquele momento fugiram da lembrança. Mas havia uma, que de algum modo contribuiu na minha formação de leitor. Em minha fase de garoto, estudante do curso primário do Instituto de Educação, na Tijuca, por estar pela localização em frente ao Instituto, a Livraria e Papelaria Casa Mattos, “amiga número um dos estudantes”, logo era minha amiga, assim eu imaginava, freqüentada por minha família, que na condição de alguns deles por serem professores, gozavam de um desconto de 10% na compra de material escolar. Dificilmente íamos ao centro da cidade comprar na Casa Cruz.&lt;br /&gt;Minha madrinha, uma das professoras da família me presenteou com uma coleção de Monteiro Lobato (1882/1948), editado em 1960 pela Brasiliense com capa dura de cor verde, em meu aniversário de 11 anos. De minha outra tia, também professora, ganhei o livro Cazuza de Viriato Corrêa (1884/1967), editado pela Companhia Editora Nacional, o livro foi publicado pela primeira vez em 1938.&lt;br /&gt;Acho que foi na criação desta relação com o cliente da papelaria, que se estabeleceu na cabeça do público que na compra de algum livro se obteria o desconto. Tornou-se um hábito bem arraigado. Durante estes anos ouvi de muito livreiro a reprovação do desconto para livros. Uma reclamação por parte dos livreiros e que crescia no inicio da feira do livro em praça pública, cujo desconto era de 20% obrigatório na compra de qualquer livro. Alguns livreiros acompanhavam a promoção dando destaque em suas lojas, outros efetivaram o desconto de 20% em todos os livros, caso da Livraria Ivo Alonso Nunes, uma boa livraria no centro da cidade, na Praça Monte Castelo. A livraria Ivo Alonso foi distribuidora da Atlas. Em plena efervescência de vendas chegaram abrir uma filial na Gama Filho, sob os cuidados do filho. Lembro que na loja do Ivo Alonso faleceu o historiador Manuel Mauricio de Albuquerque, habitual cliente da livraria, mestre e autor da Pequena Historia da Formação Social Brasileira, editada pela edições Graal. Estava em companhia de Eulalia Maria Lahmeyer Lobo, também professora do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais - IFCS-UFRJ.&lt;br /&gt;Aqui no Rio surgiram livrarias para este distinto público e seus pais, poucas sobreviveram. Se não falha a memória na segunda metade da década de setenta e o inicio da seguinte. Lembrei de imediato de uma das melhores livrarias, a livraria Malasartes (1979) situada no número 367, do Shopping da Gávea dedicada ao público infantil, tendo como uma das sócias, a escritora imortal Ana Maria Machado, aliás, eu considero como uma das melhores escritoras, embora, não apenas dedicada ao publico infantil; com Claudia Amorim e sua mãe Yacy Mattos de Moraes.&lt;br /&gt;Ana Maria Machado foi uma das sócias da Quinteto Editorial, vendida mais tarde para a editora FTD. Lembro que ao ser vendedor tive a oportunidade de conhecer a livraria Malasartes e o primeiro contato foi com a Claudia, dali nasceu uma identificação imediata, sem muitas elucubrações, eu estava diante de uma livreira. Uma boa livreira. Fui apresentado por um amigo de longa data, também vendedor, de nome Fabrício. Na ocasião a editora em que eu trabalhava havia uma pequena seção de livros infanto-juvenis, que não foi adiante, no caso era a editora Paz e Terra. A coleção era dirigida por Eliane Ganem, escritora, professora do Instituto de Arte e Comunicação da UFF, seu livro Coisas de Menino foi editado pela Paz e Terra, ilustrado por Jayme Leão e com orelha escrita por Michel Misse, meu colega do IFCS/UFRJ. Há uma edição pela José Olympio.&lt;br /&gt;Na Quarup, uma livraria que eu tive em Ipanema, havia criado um espaço dedicado ao leitor infantil, recebia visita de algumas escolinhas e de um pequeno público da redondeza. Meu filho na condição de ouvinte gostava imensamente dos livros da Ática, da coleção Gato e Rato, do casal Mary França e Eduardo França. Pensei em criar e logo abandonei a idéia inspirada na Murinho, a livraria infantil pertencente a falida Muro do livreiro Rui Campos, uma carteirinha de sócio. O momento de dificuldades de manter a livraria estava timidamente sendo anunciado, resisti até o mês de agosto de 1984.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois de ter fechado, recebi um convite e fui trabalhar na livraria Unilivros de Ipanema, junto com uma boa equipe de vendedores sob o comando de Mário, o homem de confiança de Jorge Ileli. Ileli conhecido cineasta, sua livraria era freqüentada por diversos artistas. José Lewgoy tinha uma cadeira cativa na livraria, estava sempre por lá. José Wilker era um dos melhores leitores, apontaria na época sem sombra de dúvida como o maior comprador de livros, assim como a Fernanda Montenegro, era também uma grande leitora. Manoel Carlos também comprava muito. Lembro de vários artistas, uma das últimas vezes que vi junto com a sua filha, a atriz Lílian Lemmertz , pouco tempo depois veio a falecer prematuramente. Continua na próxima oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ps: Fui informado pela Office Book, o novo endereço da tradicional livraria Ivo Alonso Nunes, localizada na Rua das Marrecas, 11, no Centro do Rio de Janeiro&lt;/span&gt;. Pela foto enviada, vale uma visita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-5761401895404487473?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/5761401895404487473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=5761401895404487473&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/5761401895404487473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/5761401895404487473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/08/fragmentos-da-memria-vagas-lembranas.html' title='Fragmentos da Memória: Vagas lembranças...'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-4505094787117966631</id><published>2007-08-06T15:23:00.000-07:00</published><updated>2007-09-01T12:29:03.369-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livraria e Editora Globo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Livro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capas'/><title type='text'>Globo: Uma Livraria e Editora para permanecerem na História.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RrcqpfscV4I/AAAAAAAAAB0/F21mAU1qW6w/s1600-h/52799.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095588395763914626" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RrcqpfscV4I/AAAAAAAAAB0/F21mAU1qW6w/s320/52799.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;João Fahrion&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;: &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Professor do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Nascido em Porto Alegre em 4/10/1898 e falecido em 11/08/1970. Capista e ilustrador de livros publicados pela Editora Globo. Desenhou as capas de alguns números da Revista do Globo&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;A partir de hoje penso em alternar as manifestações artísticas expostas neste espaço blogueiro. Vou pendurar neste mural, obras (capas) de artistas relacionados de alguma forma com a indústria do livro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Tenho recentemente abordado como fio condutor minha experiência como um antigo profissional do livro, principalmente ligado ao comércio de livros e como leitor; deste modo penso em estar contribuindo de alguma maneira para reconstruir mesmo que por esta via, a história do livro. Não poderia ignorar a importância fundamental em um livro a participação do profissional das artes gráficas, ilustradores e desenhistas, daí que aos poucos colocarei em exposição, capas que me agradaram, ou que procuraram criar uma identidade visual nas editoras. Fui testemunha ao ouvir por parte do consumidor de livros, que através da capa, da beleza apresentada, foi o que estimulou para comprar este ou aquele livro. Uma bonita capa, atraente, é o primeiro impacto diante do leitor, realmente ajuda e muito em uma decisão na hora de comprar. Associados ou não à capa, está o autor, título ou assunto, elementos que são atrativos para um leitor.&lt;br /&gt;De oitenta prá cá houve um número maior de editoras, livrarias e uma pluralidade de artistas produzindo capas de livros. Uma nova linguagem visual marcava presença nos espaços do livro. A impressão que tenho, é que a editora Companhia das Letras foi quem efetivamente deu enorme contribuição para este novo tratamento visual, a partir de seu surgimento no ano de 1986. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Segundo alguns intelectuais, o livro após a presença da Companhia passou a ser objeto de desejo. A midia impressa babava por novos titulos da editora, que produzia cada vez mais. Os cadernos "culturais", riam de ponta a ponta com cada livro resenhado. Eliminavam por princípio qualquer pequena editora. Eu trabalhei com editoras que tinham dificuldades enormes para obter um espaço em um destes cadernos e eram editoras de grife. Havia espaços cativos e pronto. Os editores destes cadernos demoravam em reconhecer sucesso fora dos parâmetros da editora que estava em moda. Tudo que envolvia a editora era sucesso, aliás quando estive em São Paulo nos anos 90, vi livrarias na Avenida São João vendendo ponta de estoque da editora, um repleto e variado saldo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;A mudança de formato se fazia presente em várias editoras. Antigamente, hoje é mais aceito, havia uma enorme resitência por parte do público e das livrarias, a edição de um livro impresso em papel jornal e o preço do exemplar mais barato. Não adiantava, o público era refratário. Encalhes e mais encalhes, o resultado venda para papeleiros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Hoje fica pra mim mais difícil identificar de imediato qual seria a editora que estaria em exposição em um balcão de livraria, por exemplo. Quando atuei em livrarias eu percebia, talvez por ajuda de uma boa memória visual e com mais facilidade uma editora. Ali estavam: uma Zahar, Civilização Brasileira, Francisco Alves, José Olympio, Paz e Terra, Nova Fronteira ou outras editoras. Naquela época também identificava a editora por titulo, autor ou linha editorial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Como o meu post trata da Livraria e Editora Globo, resolvi iniciar com um trabalho de um artista, dentre os vários que colaboraram com a editora gaúcha desde a sua criação, em 1930, com a participação de Henrique d`Avila Bertaso, filho mais velho de José Bertaso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Li outro dia no mês de julho, em site de um &lt;a href="http://www.jornalja.com.br/teatro_detalhe.php?id=396"&gt;jornal gaúcho&lt;/a&gt; noticiando que a Globo livraria, situada desde dezembro de 1883 na famosa Rua da Praia no centro de Porto Alegre, daria lugar a uma empresa de eletrodomésticos e móveis. Segundo a informação foi vendida uma parte do tradicional prédio da livraria, a outra foi destinada aos livros e a papelaria que seriam deslocadas para os fundos da loja. Uma pena! Sinto muito quando fecha ou é atingida uma livraria, editora ou distribuidora. Ali, apenas para citar passaram alguns escritores como: Mário Quintana (1906/1994), colaborador da Revista do Globo, poeta e tradutor; Lia Luft (1938) exercia o trabalho de tradutora da editora; Érico Veríssimo (1905/1975) um dos colaboradores mais efetivos da editora, como tradutor, escritor e conselheiro editorial além de ser editor da Revista do Globo; a jornalista, professora doutora pela ECA/USP pesquisadora Cremilda Medina, autora de “Notícia, um produto à venda”, editado em 1978 pela Alfa-Ômega e Maria da Glória Bordini, professora, pesquisadora no campo da leitura recentemente despedida da PUC/RS. Maria da Glória é também autora de um estudo editado pela L&amp;PM, cujo titulo é: “Criação Literária em Érico Veríssimo”.&lt;br /&gt;No caso da livraria foi determinante a situação de endividamento em que se encontrava. Atualmente quem preside a livraria é o bisneto Henrique Ferreira Bertaso. Nesta situação desenrolou uma cisão familiar que envolveu os irmãos Bertaso. A declaração do irmão, ao se recusar a participar da Feira do Livro de Porto Alegre: ”O senhor Cláudio disse que seria melhor a Globo ir vender suco de uva na feira, porque livro não dá dinheiro. Ele desprezou os livros”, tornou público o vice-presidente Gustavo. Brigas familiares têm sido a tônica de divergências e fechamento de empresas. Convém lembrar que um dos fundadores da Editora Globo, Henrique Bertaso (1906/1977) participou da criação da Feira do Livro de Porto Alegre.&lt;br /&gt;Lembro da filial que a livraria Globo montou no Rio de Janeiro nos anos 80, na Rua São José em frente do terminal de ônibus. Não ficou muito tempo e cerraram as portas. Nesta ocasião trabalhava para Paz e Terra. Achei que a filial, não conheço o restante das lojas do sul, mas como estavam abrindo a loja, o acervo não me impressionou. A livraria uma empresa tradicional no ramo do livro, com concentração no sul do país, me parecia sinalizar dificuldades. Eu tinha uma facilidade, fotografava com os olhos, o acervo da livraria, percorria as estantes de ponta a ponta, dali eu identificava o material que a loja dispunha. A livraria atuava com o binômio: livraria e papelaria, combinações não muito freqüentes na praça do Rio de Janeiro. A distribuição da Editora Globo, até ser vendida para Rio Gráfica em 1986, era feita pela Catavento. A Rio Gráfica (RGE) foi uma empresa fundada por Roberto Marinho, em 1952.&lt;br /&gt;Anos mais tarde em uma breve passagem pela livraria Beta de Aquarius, antes de minha saída, conversava com o proprietário da loja, o livreiro Antonio Seabra, a respeito de meu interesse em leituras sobre a historia do livro no Brasil, lembrou que tinha em seu acervo, dois títulos que me interessariam, acabou por ceder dois livros de autoria de José Henrique Bertaso sobre a livraria Globo. Uma referência para compreensão da história do livro, embalado por elementos de uma narrativa biográfica bem interessante; o que motivou a busca pelo título “Um Certo Henrique Bertaso – Artigos Diversos, editado, ou melhor, reeditado pela Globo, em 1997, de autoria de Érico Veríssimo. Encontrei em um sebo, após um ano de busca, foi localizado em uma prateleira por 5 reais. Abri de imediato o livro de capa dura para iniciar a leitura e li:”Mil novecentos e vinte e dois foi, sob muitos aspectos, um ano portentoso”. Até a próxima...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Fonte de Consulta: &lt;a href="http://http//www.traca.com.br/?mod=expilu&amp;ilu=FAHRION&amp;amp;codlivro="&gt;Traça Livraria e Sebo &lt;/a&gt;- especialmente Mostra da Revista do Globo (1929/1939) e&lt;a href="http://http//www.ufrgs.br/jornal/dezembro2002/pag10.html"&gt; Jornal de UFRGS&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-4505094787117966631?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/4505094787117966631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=4505094787117966631&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/4505094787117966631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/4505094787117966631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/08/uma-livraria-e-editora-para-ficar-na.html' title='Globo: Uma Livraria e Editora para permanecerem na História.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RrcqpfscV4I/AAAAAAAAAB0/F21mAU1qW6w/s72-c/52799.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-5869999955599779722</id><published>2007-07-31T09:21:00.000-07:00</published><updated>2007-10-01T03:39:09.923-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livrarias e Editores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Egas Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Distribuição de Livros'/><title type='text'>No tempo em que eu vendia livros.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rq8jVel9LdI/AAAAAAAAABs/z6eY74DZquY/s1600-h/012705-215940.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093328555475807698" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rq8jVel9LdI/AAAAAAAAABs/z6eY74DZquY/s320/012705-215940.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Egas Francisco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; : &lt;span&gt;(Egas Francisco Sampaio de Souza) Ontem procurava ao navegar pela net, algum artista brasileiro para que pudesse ser mostrado aos meus dois leitores, na galeria improvisada deste blog. Ao ver esta pintura datada de 1986 no site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ccla.org.br/ccla/obras/26"&gt;&lt;span&gt;CCLA &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;em homenagem ao artista, fiquei maravilhado com a beleza da obra, não hesitei, acabei naquele momento de encontrar uma preciosidade, a obra de um talentoso artista autodidata paulistano, nascido em 1939, morador da cidade de Campinas. Egas é ao mesmo tempo desenhista, cenógrafo e pintor. Sua primeira exposição foi na livraria Macunaíma, em São Paulo, no ano de 1960 e teve a apresentação do cineasta paulista Maurice Capovilla, um dos representantes do Cinema Novo. Egas Francisco é conhecido em nosso país e no exterior, com exposições individuais e coletivas de grande sucesso. Em um texto da &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.revista.agulha.nom.br/ag52francisco.htm"&gt;&lt;span&gt;Revista Agulha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;, obtive informações a respeito do artista em uma matéria em forma de entrevista, realizada por Ana Lúcia Vasconcelos, que vale uma leitura. Recomendo uma visita à página oficial do&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.egasfrancisco.com.br/%20-%202k"&gt;&lt;span&gt; artista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt; , no momento estava em construção, mas que oferece para agrado dos olhos e dos leitores, a imagem pintada pelo autor da escritora Hilda Hilst(1930/2004). Lembro que distribuí um título de Hilda, chamado Cartas de Um Sedutor publicada em 1991, pela editora Paulicéia, dos irmãos Perosa. Acho que pode ser ampliada para mais informações a respeito do artista, uma visita ao site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://http/www.cumbuca.com.br/entrev_01.htm"&gt;&lt;span&gt;Cumbuca &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;*********************************************&lt;br /&gt;Recebi ontem pela manhã uma mensagem em minha caixa postal, cuja autoria é atribuída ao imortal João Ubaldo Ribeiro, que na apresentação do texto, traz a imagem do escritor. Gostei muito do que li e procurei como sempre faço repassar para os amigos. Confesso que fiquei confuso, por ter me deparado com o texto numa versão portuguesa em um blog &lt;/span&gt;&lt;a href="http://http//ovoodaabelhinha.blogspot.com/2007/05/vale-pena-ler.html."&gt;&lt;span&gt;lisboeta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;Gosto de fazer quando tenho tempo, uma leitura mesmo que rápida em diversos blogs, tanto os portugueses como os de nossa terra. E foi por acaso que depois da leitura esbarrei com os créditos do texto como sendo de autoria do intelectual português Eduardo Prado Coelho e publicado na imprensa portuguesa. Fica claro que não vou perseguir nenhuma pista para saber ou comparar a autoria dos textos. Na net pelo que tenho conhecimento, é um território livre, podendo ao sabor do vento, creditar a confecção de um texto para qualquer um, o que é feito sem nenhum pudor e respeito aos direitos autorais.&lt;br /&gt;O que me interessa particularmente, é a declaração de nosso presidente que foi inserida no texto de modo enfático e que me parece ter ficado muito orgulhoso ao dizer que é:” muito chato ter que ler”. Confesso que não esperava outra coisa proferida pelo nosso presidente, principalmente em se tratando de leitura ou de seu objeto principal que é o livro. Embora perceba o nível de consciência política, da facilidade com que tem de apreender diversos assuntos, o livro para Lula está fora de seu alcance. O tratamento dado para a recomendação da leitura, está sempre deslocado para um plano de menor importância. Fiquei abismado, pois nosso presidente ignora a importância da leitura em nossa sociedade. Quem lida ou lidou com livros, sabe da dificuldade que se tem e por teimosia viver do livro. Vivi em muitas situações como distribuidor a dura realidade de não ter colocado à disposição do leitor determinados títulos de uma editora. Por mais que se tente, a venda de um livro nas livrarias, muitas vezes encontra dificuldades, diversos fatores contribuem para que o livro fique parado no estoque de uma distribuidora, não seja aceito.&lt;br /&gt;Vi livreiros que selecionavam os títulos em função do perfil de seu público, aliás estão certos, como por exemplo: quando vivo, o livreiro da Timbre, Aluízio Leite (1938/2000) ou a sua sócia Kiki, também livreira faziam os pedidos de acordo com o seu público ou os seus gostos. Há livrarias e seu público, muitas vezes  o editor ou autor tinham dificuldades  para entender porque de seu livro não estava em determinada livraria. Eu convidava autor ou editor para fazer uma visita ou uma rodada na praça, para sentirem de perto as livrarias. Pedidos feitos pelas livrarias ao editor ou distribuidor, geralmente são caracterizados pela quantidade de um exemplar. Como distribuidor convivi com uma disputa na praça por ter em alguns casos uma pluralidade de editoras sem a exclusividade. Achava um erro até pela extensão da praça a oferta de mais de um distribuidor, atribuido ao número pequeno de livrarias, sofri perseguição de um dos maiores distribuidores do Rio de Janeiro, chegou a boicotar minha inscrição para ser associado da Feira do Livro , na ocasião presidia a entidade ligada ao livro(ABL). Sua distribuidora Irradiação Cultural, apenas por coincidir trabalharmos com as mesmas editoras, provocava um desconforto em seus vendedores, que eram exteriorizadas por olhares e comentários. Havia situações em que eu ou o concorrente estávamos em uma mesma livraria para oferecer o mesmo titulo, ganhava às vezes quem dava o maior desconto ou quem tinha maior interação com o comprador. Alguns editores gostavam desta disputa, estimulavam... Continua no próximo post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-5869999955599779722?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/5869999955599779722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=5869999955599779722&amp;isPopup=true' title='48 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/5869999955599779722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/5869999955599779722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/07/no-tempo-em-que-eu-vendia-livros.html' title='No tempo em que eu vendia livros.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Rq8jVel9LdI/AAAAAAAAABs/z6eY74DZquY/s72-c/012705-215940.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>48</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-955769189585173247</id><published>2007-07-22T05:49:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T07:39:32.189-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Drummond de Andrade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livraria Leonardo Da Vinci'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copacabana'/><title type='text'>Homenagem ao Poeta: Carlos Drummond de Andrade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RqMNqel9LbI/AAAAAAAAABc/FbzFWKLYsTs/s1600-h/sokedih.PT_051.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089927027276721586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RqMNqel9LbI/AAAAAAAAABc/FbzFWKLYsTs/s320/sokedih.PT_051.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Escultura do poeta Carlos Drummond de Andrade, criada pelo artista mineiro Leo Santana. Instalada em Copacabana, em frente à rua em que o poeta morou, no dia 31 de outubro de 2003 - Centenário do Poeta. Fonte de consulta: (&lt;a href="http://www.gospeltv.com.br/"&gt;http://www.gospeltv.com.br/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez , decidi que republicaria um texto produzido por mim aqui neste espaço. Peço desculpas para aqueles que eventualmente tiveram oportunidade de ler o texto em 2005, estou repetindo com poucas alterações. Acrescento como um dos homenageados o meu neto Ricardo, nascido em 31 de outubro de 2006. Aliás, o mesmo dia e mês de nascimento do grande escritor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caminhava conversando com o vento pelo calçadão seguindo sem lenço e com documentos com os olhos cheios de cores, vidrados naquela maravilha de cenário, bonito por natureza.&lt;br /&gt;Vi&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os corpos dourados das mulheres de Copacabana deitadas como sereias, nas areias banhadas de sol, beijadas por homens, ondas e ventos.Dos homens e crianças sorridentes sem dentes da cola que cheiram e brincam indiferentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pega! Pega Ladrão! Pega Ladrão!&lt;br /&gt;Grita aflito alguém chorando a carteira voava entre pivetes, facas e canivetes. Armas do desejo de possuir.Roubam e atravessam sorridentes e triunfais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;sou di menor, tio me dá um real.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou seguindo em direção ao Posto Seis. Sob o céu azul de Copacabana.&lt;br /&gt;Nada no bolso ou na mão. Peço uma licença poética, ao Meu Amigo Poeta para um dedo de prosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu amigo, respeito o seu silêncio, mas a infância está perdida. A mocidade está perdida, mas a vida não se perdeu...ainda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquela avenida abraçada pelo mar os hotéis sorriem de felicidade. Turistas perdidos procuram as damas da noite e os gays da vida, na vida, perdidos na noite, paqueram aqueles que vivem aqui em Copa e de Copa. Olha o Poeta, em seu silêncio a paisagem encarnada e ventilada pelos odores dos corredores, dos caminhantes, dos ciclistas e golpistas; Copacabana você não me engana, não disse assim Fontoura, mas disse Caetano e Torquato, nesse país que me engana, aí de mim, Copacabana, aí de mim,ai de mim, ai de mim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Copacabana virou filme da Carla Camurati, Ai de ti, Copacabana! Dizia Rubem Braga, porque a ti chamaram Princesa do Mar.Porque eu já fiz o sinal bem claro de que é chegada a véspera de teu dia...estás perdida e cega no meio de tuas iniqüidades e de tua malícia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E agora, Carlos?Você sentado eternamente neste banco poetando este mundo caduco.Sei que no meio do caminho tinham aquelas pedras do calçadão e bicicletas na contra-mão.Tinha a policia descansando, porque ninguém é de ferro.Carlos, eu confesso, nunca esquecerei desses acontecimentos:Tinha um corpo estendido no meio do caminho no meio do caminho tinha um corpo drogado.Um menino revoltado.&lt;br /&gt;Meninas vendendo balas. Alugando corpos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Das gaivotas em cambalhotas. Mar me fez amar Copacabana pra se amar, um só lugar, Copacabana cantava Lúcio Alves em 1951;Princesinha do Mar Só a ti Copacabana eu hei de amar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E agora, Carlos? Lula , esqueceu que foi operário e foi viver no Paraíso virou amigo de reis e príncipes e afastou os mendigos. A festa não acabou , a miséria continuou.. As luzes da cidade estão acesas nos quiosques, na praia, nos faróis. A bebida rola e outras coisas que nem queira saber.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Copacabana sempre nos engana. Do Leme ao Posto 6. Lembro, Carlos quando você passava por mim, nos anos 80 de braços dados com Maria Julieta pelas calçadas de Ipanema. Soube que você ficou muito triste com a partida de sua filha, ela foi pra não voltar e você, depois, seguiu seus passos...Eu estava do outro lado do balcão de uma livraria daquele cineasta que dirigiu: Amei um bicheiro. Ele também foi embora, deixou um livro escrito pela Rosana Cardoso, que começa, citando seus versos: É preciso que a lente mágica Enriqueça a visão humana e do real de cada coisa. Um mais seco real extraia para que penetremos fundo. No puro enigma das figuras, está escrito em Amar se aprende amando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E agora, Carlos? A festa não acabou, mal começou...Copacabana me enganou e um anjo meio torto, destes que colocam o boi na sombra disse: Vai, Wilton, ser de esquerda na vida militante dos sonhos, dos protestos estudantis, acabei Carlos sendo sociólogo, livreiro, distribuidor e editor. Até uma locadora de filmes criei de nome Sagarana. Lá no Catete. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou te contar, Carlos. Dona Vanna Piraccini, uma grande livreira, você conheceu muito, sei que você estava sempre por lá... Leonardo, era sua passagem, continua sendo uma excelente livraria, em companhia da filha Milena. Faz parte da história do livro. Lembra da campanha que você fez através do JB? Conclamando os clientes a pagarem as contas por causa daquele incêndio criminoso na livraria, queimando tudo, arquivos e livros, foi no ano de 1973.&lt;br /&gt;Eu solidário, fui um deles.Você chegou a fazer poema em homenagem a livraria: Ao termo da espiral que disfarça o caminho com espadanas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem quiser saber mais que leia as Impurezas do Branco. Meus olhos e os seus seguem As bundas bronzeadas, as boas de bunda. Uma bela bunda, Não sei se seria da Raimunda. Que além de ser rima é solução. Aquelas que parecem sorrir. São engraçadas. Esferas harmoniosas sobre o caos. A bunda são duas luas gêmeas. Em rotundo meneio. A bunda é a bunda. Sabe meu querido poeta elas nos divertem...Sei que você dedicou Um Amor Natural para elas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembra Carlos, daquela que pelo rádio da polícia, mandou o seu recado, a Kátia Flávia, gostosona que só usa calcinhas comestíveis e calcinhas bélicas. A Godiva de Irajá que se escondeu aqui em Copa.Uma Louraça Belzebu, provocante, disse a Fernanda Abreu, uma vascaína igual a nós. Lembro Carlos que você publicou vários assuntos sobre futebol. Quando é dia de futebol, virou título de um livro. Quem reuniu esta seleção de textos, foram os seus netos, achei muito legal esta iniciativa. O nosso time esta um vexame só. É governado pelo Tirano da Colina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Poeta, quantas pessoas sentam ao seu lado passam aqui para conversar e ouvir poesia ou apenas fotografar.Carlos, a Rosa ainda não é do povo, continua com os espinhos mas elas falam, reclamam, protestam. Carlos, a coisa aqui, tá preta como disse outro poeta. O outro, poeta-cantor largou a Marieta. Mas o que queria lhe dizer; é que continuamos na luta, na luta... sem pedir licença. Os poderosos estão cada vez mais ricos. Os idosos, estes que tiram fotos de você ainda continuam penando nas filas dos postos da previdência, nos hospitais. Cresce o número de moradores de rua. Sei que os seus olhos não perguntam nada, apenas olham para as pernas brancas, pretas e amarelas. Por que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. Pois é poeta, pernas pra que te quero? Olha poeta, que rabo muito gira, é de uma portuguesa com certeza, reparei no sotaque enquanto caminhava olhando Las Muchachas de Copacabana. Mamãe pro mês lhe mando umas economias. Lembrança da filha Que brilha aqui na capital. É uma estrela internacional. Esta é de autoria do Chico, que continua cada vez melhor...escrevendo livros e composições, fazendo show e indo à praia do Leblon.&lt;br /&gt;Poeta adivinhe, onde? Na praia, até uma Inocente do Leblon. Foi ouvir bem de perto, parece que era um papo animado.O Arnaldo, sim, o Jabor, anda fazendo meditações diante de um bumbum. O bumbum da Juliana Paes, você meu querido poeta acho que não conheceu é uma celebridade da tv, uma artista de novela. Foi capa de revista Playboy.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E agora, Carlos? Continuamos morando em Copa, você em um posto, eu, em outro. Moro na metade do seu. Carlos, quase que ia esquecendo de lhe contar: Há mulheres colocando silicone, no considerado patrimônio nacional fazem cirurgia pra aumentar os glúteos, mas prefiro bunda ao natural, acho melhor.Quero lhe apresentar a puta da cidade, que você falou certa vez.Ouvi dizer que João amava Pedro Que amava Teresa que não amava Raimundo. Raimundo que amava Maria Que saiu da casa da tia e Joaquim que não estava nesta história, acabou mesmo suicidando, se jogando de um prédio na esquina de Figueiredo com Domingos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um escrito na sala do apartamento de Copacabana, escrito que não engana. Arregalou os olhos de Sebastiana, assim, cantava Eduardo Dusek. Carlos, quem está distante de nós, é a doce e querida amiga Elianne, trocou Ipanema por Cabo Frio, voltou para Ipanema e foi para Natal., levando livros e filhos...Deixou lembranças...É o nosso amor antigo, nada exige e nem pede...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Carlos, agora, meu caro poeta, vou para casa. Pretendo acordar sem sofrimento. A dor que deveras eu sinto, é a dor de não ser um poeta, nem prosador do mundo.Sou apenas um leitor e agora blogueiro. Com o abraço de sempre desse quitandeiro, velho apreciador de livros e poesias. Seu grande admirador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obs: Foram consultadas algumas poesias de Carlos Drummond de Andrade em páginas na web como: Drummond: Alguma Poesia e Casa do Bruxo. Versos de Drummond foram inseridos na elaboração deste texto, assim, como os autores citados e suas composições musicais. Esclareço que é uma homenagem singela e sincera ao poeta que sempre via passar por mim e que hoje passo por ele, em sua forma de escultura na Praia de Copacabana, posto 6. O que escrevi,dedico para Marilene, minha companheira por mais de 30 anos, ao filho Raoni, aos seus filhos, meus netos Ramom e Ricardo e, a minha querida amiga, a psicanalista Elianne Abreu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-955769189585173247?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/955769189585173247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=955769189585173247&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/955769189585173247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/955769189585173247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/07/escultura-do-poeta-carlos-drummond-de.html' title='Homenagem ao Poeta: Carlos Drummond de Andrade'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RqMNqel9LbI/AAAAAAAAABc/FbzFWKLYsTs/s72-c/sokedih.PT_051.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-7673924843013934917</id><published>2007-07-17T11:42:00.000-07:00</published><updated>2007-08-01T03:15:03.642-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historia das Livrarias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leitor Universitário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vendedor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz e Terra'/><title type='text'>Papo sobre Livrarias: Uma Conversa sem Fim.</title><content type='html'>Não fico espantado, não fico surpreso com pesquisas a respeito do consumo de livros em nosso país, como a que foi publicada em O Globo, em matéria assinada por Maiá Menezes, no dia 4 de julho de 2007. Apenas confirma a minha visão a respeito do baixo consumo de livros por parte do público identificado como universitário. Esse era o meu público alvo, uma vez que, sempre trabalhei para este universo de leitores, seja através da divulgação, comercialização e distribuição de editoras em que predominavam em seus catálogos, o livro universitário e com alguma concentração na área de ciências humanas. Meu termômetro muitas vezes foram livrarias abrigadas em universidades, bienais, feiras de livros nas praças da cidade, livrarias localizadas nos bairros e outros espaços onde eu pudesse atuar. Era o meu segmento predileto, a oportunidade de rever professores e colegas da universidade, sempre encontrava com alguém. Deixo claro que como profissional, representei como vendedor, através de distribuidoras, editoras que eram especializadas em literatura infantil,como a Memórias Futuras, uma editora situada em Laranjeiras, ou astrologia, como a editora Hipocampo. localizada em Botafogo, de Beatriz em parceria de alguns títulos com Massao Ohno.&lt;br /&gt;Minha condição de antigo vendedor pracista, ou distribuidor; possibilitou e deu garantias para que eu pudesse visitar diversas livrarias no Rio de Janeiro e uma parte da praça do centro de São Paulo e de alguns bairros da capital, quando atuei por lá no inicio dos anos 90 pela Editora Paz e Terra/Edições Graal. Foi sem dúvida um aprendizado. São praças bem distintas. Aqui no Rio de Janeiro, como profissional, eu compunha muito bem o perfil de um vendedor/leitor da Paz e Terra, sempre fui identificado como da Paz e Terra /Graal não só como divulgador enquanto trabalhei na área universitária ou mais tarde como pracista das editoras na praça do Rio de Janeiro. Foram as editoras que estive por mais tempo como profissional, assim, como tinha um bom transito com Marcus Gasparian, que fui convidado para ir para São Paulo. Os irmãos Laura e Marcus Gasparian, gerenciavam a simpática livraria no final do Leblon, depois, a livraria ocupou o espaço da antiga biblioteca pública do Leblon. A livraria do Rio ficava mais sob os cuidados de Laura, as lojas (Argumento e Livre) de São Paulo, sob a gerência da matriarca Dalva Gasparian. Marcus era mais ligado a editora, ajudava o pai, Fernando Gasparian. Nesta ocasião ajudei na montagem da livraria Poiesis em Ipanema de Denise Emmer, era no mesmo prédio em foi situada a minha livraria.&lt;br /&gt;Acho que o contato direto que se estabelece entre o pracista e o livreiro, ainda vejo como o mais credenciado para visualizar e detectar o comportamento de vendas de uma editora, muito diferente daqueles que se arvoram em se pronunciar a respeito de livros.&lt;br /&gt;O pracista é um profissional que lida com a observação direta, o pedido (compra) por parte do livreiro, seja ele um livreiro badalado ou não, dono de uma pequena livraria ou comprador de uma rede de livrarias.&lt;br /&gt;Observei que muitos compradores não tinham a menor noção do livro que eu apresentava ou de outros colegas, representantes de editoras Aqui cabe registrar que muitos vendedores pracistas, desconhecem também o seu objeto de venda, muitos o fazem de modo mecânico; condicionados pegam os livros (novidades) e vão rodar a praça, estão atrelados a metas de vendas.&lt;br /&gt;Há muitos obstáculos para um livro não ser comprado por um livreiro e destaco um deles: é a participação das editoras, na exigência de mínimo de compras para se formalizar a emissão de uma nota fiscal. Muitas editoras usam a linguagem consensual, de não fornecer o pedido se não cumprir o mínimo, muitas vezes condicionados ao salário mínimo. Sempre fui flexível nesta relação, enviava sob forma de vale provisório, em primeiro lugar estava o atendimento aos clientes: leitor e livreiro, isto gerava em mim uma grande satisfação.&lt;br /&gt;Engraçado muitos vendedores/editoras que eram intransigentes, reclamavam das vendas. Algumas lançavam mão da presença de gerentes para verificar o comportamento da praça e se possível com as mais modernas técnicas de venda e persuasão, convenceriam o cliente a comprar. Muitos editores esquecem que a simples presença deste representante não implica em aumento de vendas ou mesmo que se efetue alguma venda; salvo, se vier com alguma proposta promocional e se estiver na projeção de compras do livreiro, vi colegas constrangidos com a presença a tiracolos de gerentes em suas visitas diárias, monitorando o vendedor. Uma grande editora monitorava o vendedor, telefonando em seguida para a livraria visitada, além de registrar o horário de entrada e saída do vendedor da loja, confirmado pela assinatura do responsável pelo atendimento.&lt;br /&gt;O quadro de vendas estava se alterando, a figura do vendedor e ou do distribuidor no inicio dos anos 90, distribuidoras e pequenas livrarias entrando em colapso, estavam desaparecendo. Novos recursos de vendas são acionados, algumas livrarias são maquiadas para serem transformadas em distribuidoras, gozando do desconto de praxe.&lt;br /&gt;Um novo desenho estava sendo criado pelas livrarias, estavam surgindo megas livrarias, novas roupagens e combinações são introduzidas nas livrarias sobreviventes. As livrarias tradicionais ficaram asfixiadas e longe dos benefícios que as megas são contempladas, insistem bravamente e teimam em disputar com as redes. Sua sobrevivência implica muitas vezes na preservação do livreiro, um atendimento mais personalizado.&lt;br /&gt;Uma nova arquitetura, novas opções sofisticadas são oferecidas aos clientes. As redes de livrarias oriundas no Rio de Janeiro, não sobreviveram como: Unilivros, Entrelivros e Studiolivros , ou a Sodiler, a ultima grande rede de livrarias no Rio de Janeiro, agora sendo gerida pela Laselva Bookstore, uma grande rede paulistana. Enquanto por um lado circula boatos na imprensa, dando conta de que a rede Siciliano, pode ter o controle passado para a Ediouro, que vivenciou esta experiência nos anos 80, abrindo e fechando lojas, como a Curió.&lt;br /&gt;Bem volto a conversar sobre livrarias, livros e editoras o mais breve possível. Até a próxima oportunidade. Um grande abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-7673924843013934917?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/7673924843013934917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=7673924843013934917&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7673924843013934917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7673924843013934917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/07/papo-sobre-livrarias.html' title='Papo sobre Livrarias: Uma Conversa sem Fim.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-7105248286593982575</id><published>2007-06-18T15:33:00.000-07:00</published><updated>2007-08-08T02:13:23.939-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livrarias e Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historia das Livrarias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Distribuidoras'/><title type='text'>Papo de Segunda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RnVZP8_JPEI/AAAAAAAAABE/tuXiF0kIRZM/s1600-h/mario_cravo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077062285533985858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RnVZP8_JPEI/AAAAAAAAABE/tuXiF0kIRZM/s320/mario_cravo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Mário Cravo Júnior&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;: Escultor, Gravador e Desenhista. Um dos maiores artistas baiano e de grande importância no panorama das artes de nosso país. Nasceu em Ribeira do Itapagipe, Bahia, no ano de 1923. Pai do talentoso artista Mário Cravo Neto. Doutor em Belas Artes pela UFBA. Artista com exposição individual e coletiva no exterior. Considerado como um dos fundadores da Arte Moderna da Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte de Consulta: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mário_Cravo_Júnior%20-%2015k"&gt;Wilkipédia&lt;/a&gt; // &lt;a href="http://http://www.cravoneto.com.br/po/biografia/biografia.htm"&gt;Mario Cravo Neto&lt;/a&gt; //&lt;a href="http://acervos.art.br/"&gt;Acervos.art.br &lt;/a&gt;// &lt;a href="http://camara.gov.br/"&gt;Camara do Governo&lt;/a&gt; // &lt;a href="http://http://www.odebrecht.com.br/index.cfm?conteudo_id=62&amp;publicacao_id=385"&gt;Organização Odebrecht&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada ao voltar a caminhar pela orla em direção ao Posto Seis, passei por um trecho da praia destinado aos jogadores de peteca. Foi o momento em que lembrei do livreiro Ernesto Zahar, proprietário da livraria Ler, morador de Copacabana e freqüentador assíduo daquele espaço. Muitas vezes em minha caminhada ou corrida, presenciava ali, como praticante de peteca, sempre de sunga, o livreiro Ernesto e os seus parceiros de jogo.&lt;br /&gt;Conheci diversos profissionais que trabalharam na Livraria Ler, tanto na Rua México, quanto na filial do Mercado das Flores. Bons tempos da Livraria Ler, realmente a livraria tinha uma tintura de esquerda, não sei se seria uma livraria de oposição ao regime militar, diferente do que aconteceu com editoras, por exemplo: a Kairós Livraria e Editora, uma pequena editora paulista, cujos sócios eram: José Castilhos Marques Neto, Magali Gomes Nogueira e Moisés Limonad, três militantes da Libelu, vinculados a Organização Socialista Internacional. Aqui recomendo para quem desejar aprofundar no tema, o interessante estudo de Flamarion Maués, publicado na Revista História, SP, vol. 25, nº2 p.115-146, 2006. Aliás, faz parte de sua tese de mestrado: Editoras de Oposição no período da abertura (1974/1985) defendida no Departamento de História da USP, em fevereiro de 2006.&lt;br /&gt;Aqui no Rio, houve atentados em jornaleiros e livrarias, apreensão de livros, caso da Ler de edições portuguesas de Carlos Mariguela, Márcio Moreira Alves e outros autores; incêndio, como o caso da Livraria Leonardo Da Vinci, da livreira Vanna Piraccini. Época de atentados, censura, anos de chumbo.&lt;br /&gt;Houve um pessoal oriundo da Ler que abriu uma livraria na Rua Senador Dantas 117, no segundo ou terceiro andar, ali, foi instalada a livraria Espaço Dois. Os livreiros eram: Cícero, Celso e Américo. Um outro vendedores de livros partiram para Niterói, como o caso de Silva e outroa como: Joaquim e Everaldo, foram para a Livraria Vozes, da Rua Senador Dantas. Houve um, que foi para a livraria Argumento, o livreiro Celso Rolim (Livraria Apolo). Houve uma debandada da Ler, cada profissional tomou rumo diferente. A loja do Mercado das Flores havia fechado.&lt;br /&gt;Na sexta-feira, recebi um pouco tarde a noticia de falecimento de um profissional do livro, grande batalhador, sobreviveu às duras penas como distribuidor da Perspectiva por mais de 30 anos e inicialmente com a Cortez &amp;amp; Moraes, depois do racha, apenas com a Moraes. Soube antes de fechar a minha distribuidora, ele tinha conseguido a Ateliê para distribuir. Seu nome: Arnaldo Vasconcellos Carqueija deixa os filhos Marcelo e Mônica. Fiquei abalado com o falecimento de Arnaldo, trabalhei com ele e os filhos em sua distribuidora Expectativa, localizada na Rua do Rosário 137, mais tarde as dificuldades como distribuidor o levaram decidir que para sobreviver teria de transferir para a sua residência no Méier, foi o que acabou fazendo. Fui seu vendedor por um tempo. Dificuldades muitas, era difícil vender com o desconto menor, mesmo ele tendo exclusividade das editoras. Conversava e muito com Arnaldo, quando passei a ser também distribuidor, ele, costumava passar na distribuidora para bater um papo, colocávamos em dia, a situação do mercado de livros. As distribuidoras viviviam agonizando, algumas como a minha estavam entrando em um processo de coma, o resultado não demorou, entrou em colapso como as demais distribuidoras, encerrando as atividades.&lt;br /&gt;Um outro profissional que soube que teve um final trágico foi o dono da Livraria Ciência e Cultura, com filiais pelo Espirito Santo e pelo Rio, seu nome: José Alberto Aires Pinto, que cheguei a mencionar quando falei da livraria Ao Livro Técnico em um post anterior.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-7105248286593982575?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/7105248286593982575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=7105248286593982575&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7105248286593982575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7105248286593982575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/06/papo-de-segunda.html' title='Papo de Segunda'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RnVZP8_JPEI/AAAAAAAAABE/tuXiF0kIRZM/s72-c/mario_cravo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-6929741709472453384</id><published>2007-06-03T10:01:00.000-07:00</published><updated>2007-06-05T02:38:18.330-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livrarias e Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciências Sociais no Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anos 70/80'/><title type='text'>As Publicações de Ciências Sociais no Rio de Janeiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RkMUWTjxnSI/AAAAAAAAAA8/jRAVFTL6xAI/s1600-h/transformacaoII.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RkMUWTjxnSI/AAAAAAAAAA8/jRAVFTL6xAI/s320/transformacaoII.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062912779534572834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Eridam Pimentel&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;: Importante  e destacada artista plástica de Brasília. Participou recentemente da Mostra Coletiva sobre As Cores do Carnaval, promovida pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Participa do projeto Atelier Aberto desenvolvido pela Secretaria de Cultura e Sociedade dos Artistas Plásticos de Brasilia.&lt;br /&gt;Fonte de Consulta:&lt;a href="http://www.sc.df.gov.br/"&gt; Secretaria de Estado de Cultura&lt;/a&gt;   &lt;a href="http://artebrasilia.org.br/"&gt;//Atelier Aberto &lt;/a&gt; //&lt;a href="http://www.expoarte.com.br/"&gt;Expoarte&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em minhas andanças pelas ruas da cidade, em minha rotina de visitas, freqüentava uma das melhores livrarias especializadas em ciências sociais, a livraria Ler, de Ernesto Zahar. A livraria ficava na Rua México, número 31, na sobreloja, defronte para a Zahar Editores (na época ainda identificada como Zahar, mais tarde, em 1985, passou a ser Jorge Zahar Editor). No mesmo prédio, no térreo, a esquerda de quem entra, fica situada a livraria Galáxia, de Lucien Zahar, irmão de Jorge e Ernesto..Estas empresas pertencem a cada um dos irmãos Zahar e cada uma delas , de participação relevante no mercado de livros de nosso país.Todas as três participavam de feiras de livros, que em rodízio, circulava pelas praças dos bairros do Rio, oferecendo descontos de 20%.  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na verdade eram três irmãos envolvidos com a comercialização e edição de livros; dos três, o que eu mais conversava sobre livros era Lucien Zahar (1925/1998). Gostava de ouvir suas historias, muitas delas uma narrativa em que os três irmãos eram protagonistas da história do livro no Rio de Janeiro. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A livraria Galáxia foi fruto da dissolução da sociedade da editora Zahar, cada irmão seguiu o seu destino, se não me falha a memória, isto aconteceu no inicio dos anos 70. Conheci alguns dos seus filhos que hoje estão à frente das empresas. Engraçado que no momento em que escrevo não consigo lembrar o nome da filha de Lucien, lembro de Luc que auxiliava o pai na livraria, mais ainda quando a doença abateu gravemente seu pai; Ernestinho, filho de Ernesto Zahar ficava na filial da livraria na Praça da Republica, 71, no centro de São Paulo, mas aparecia sempre na livraria do pai. Li em algum lugar que a partir de 2004 por decreto do governo municipal o nome do livreiro Ernesto Zahar passa a ser nome de rua no bairro Recreio dos Bandeirantes. Gostei da iniciativa, uma justa homenagem. A livraria Ler nos anos 70, montou uma filial no Mercado das Flores, número 28, uma pequena loja; vieram na ocasião vendedores da loja da Rua México, que mais tarde alguns destes vendedores passaram a trabalhar em Niterói, em lojas como: Diálogo, Portinari, Casa da Filosofia, Pasárgada do badalado livreiro e professor Aníbal Bragança , Gutemberg e outras da rede do maior livreiro de Niterói, o senhor Antonio.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Minha aproximação maior com Lucien nos anos 90 foi, por ter me transformado em distribuidor de diversas editoras, todas, as colocava sob regime de consignação na livraria Galáxia, de modo que sempre alimentava a livraria com novidades e a prestação de contas, era imediato. Nos anos 70 eu e minha mulher tínhamos crediário na livraria, lidávamos mais com o gerente Jaques Jonis Neto, mais tarde foi gerente comercial da Achiamé e editor da Dois Pontos, nos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A Zahar registrava um importante catálogo na área de ciências humanas, principalmente na área de ciências sociais. A produção das ciências sociais do Rio de Janeiro encontrava acolhida na editora, por exemplo, através da família de Octávio Alves Velho militar e tradutor da editora, bem como os seus filhos Otávio e Gilberto. Fui aluno de Gilberto Velho (A Utopia Urbana: um estudo de ideologia e urbanização) e de  Yvonne Maggie (Guerra de Orixá: um estudo de ritual e conflito). Muitos antropólogos em suas teses do PPGAS/UFRJ foram editados pela Zahar, assim como as teses do IUPERJ, um centro de pesquisas da Candido Mendes. Na verdade durante os anos 70/80, não só a editora Zahar que publicou o material de ciências sociais produzidos pelos centros acadêmicos do Rio de Janeiro, havia as editoras Vozes, Forense Universitária, Achiamé, Difel, Francisco Alves, Movimento, Campus, Hucitec, Imago e Paz e Terra/Graal. Notava-se a presença de artigos em publicações de periódicos como as revistas Vozes, Civilização Brasileira, Paz e Terra, Debate e Crítica, Revista de Administração de Empresas (RAE) e Ciências Políticas da Fundação Getulio Vargas, Revista América Latina, editada pelo Centro Latino-Americano de Pesquisas &lt;st1:personname productid="em Ciências Sociais" st="on"&gt;em Ciências Sociais&lt;/st1:personname&gt;, dirigido por Manoel Diégues Junior. Pelo IUPERJ publicava-se a Revista Dados, dirigida pelo cientista social Charles Pessanha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Voltarei ao assunto em breve.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.expoarte.com.br/"&gt; &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-6929741709472453384?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/6929741709472453384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=6929741709472453384&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/6929741709472453384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/6929741709472453384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/05/as-publicaes-de-cincias-sociais-no-rio.html' title='As Publicações de Ciências Sociais no Rio de Janeiro'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RkMUWTjxnSI/AAAAAAAAAA8/jRAVFTL6xAI/s72-c/transformacaoII.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-4061071814542187776</id><published>2007-05-01T16:49:00.000-07:00</published><updated>2007-06-09T03:24:14.217-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anos 60/70'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livraria Civilização Brasileira'/><title type='text'>Minhas Andanças</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RjDJ_TjxnRI/AAAAAAAAAA0/wb6DXwSdauQ/s1600-h/fecordula102t.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RjDJ_TjxnRI/AAAAAAAAAA0/wb6DXwSdauQ/s320/fecordula102t.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057764470956334354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fé Cordula (Francisco de Assis Cordula) : Fonte&lt;br /&gt;de Consulta &lt;a href="http://www.galeriaerrolflynn.com.br/"&gt;Galeria Errol Flynn&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Certa vez fui à cidade, lembro que antes de chegar à livraria Civilização Brasileira, na Rua Sete de Setembro, número 97, no centro do Rio de Janeiro, participei de uma passeata na Avenida Rio Branco por mais verbas e vagas, fora FMI ( Fundo Monetário Internacional), abaixo o imperialismo, fora o acordo MEC-USAID, siglas usadas para identificar Ministério da Educação e Cultura e United States Agency for International Development, com objetivos de aplicar o modelo de ensino dos Estados Unidos. Através da reforma de ensino, fundindo o primário com o ginásio, resultando no que hoje, entendemos como primeiro grau. O cientifico e o clássico, fundidos foram compreendidos como segundo grau. O curso universitário passou a ser o terceiro grau. Atingia também as organizações estudantis que passaram a atuar com os ares da clandestinidade. A ditadura ganhava fôlego. Aplicação da lei 5692, modificando o sistema educacional brasileiro. Na época eu fazia o curso de pré-vestibular Diplomados, na Tijuca. Minha formação vinha do curso clássico e meu interesse era pelas ciências humanas e sociais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Havia uma grande promoção, uma verdadeira queima de livros editados em sua maioria nos anos 60. Era algo como compre 3 pague 2.Esta promoção foi ampliada para as lojas da Entrelivros, uma rede de livraria, que participou deste empreendimento. Algumas barracas da Feira do Livro foram contempladas com os livros para saldo. A loja da editora Civilização Brasileira era muito bonita, creio que tinha uns três andares, com estantes altas e uma variedade de títulos que me fascinava. As estantes que me interessavam ficavam do lado direito de quem entrava, ao entrar esbarrávamos com o grande saldo empilhado como: Violões de Rua, BUP (Biblioteca Universal Popular), separei o livro Capitalismo do Século XX, os livros de José Condé, como Santa Rita com desenho de capa de Eugênio Hirsch, com ilustrações de Farnese e Poty. O irmão de Condé, Elisyo Conde, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;editava um dos poucos jornais que noticiava o mercado editorial e que durou um longo tempo, chamava-se  Jornal de Letras. Assim Marcha a Família de autoria de José Louzeiro e Arthur José Poerner; livros do Cony, os vários livros sobre “Fundamentos”, O que se deve ler para conhecer o Brasil; lembro de Memórias de Um Soldado, um calhamaço de cor vermelha de Nelson Werneck Sodré (1911/1999), muitos livros do autor entraram na promoção; Diálogo Brasil–URSS, de Nestor de Holanda (1921/1970) uma edição em formato de bolso, editado pela Civilização, a coleção Cadernos do Povo, com outros titulos. Livros da Editorial Vitória, uma editora com fortes vínculos com o PCB, estruturada e administrada por Leôncio Basbaum, mais tarde comprei a coleção Historia Sincera da Republica em 4 volumes e Uma Vida &lt;st1:personname productid="em Seis Tempo" st="on"&gt;em Seis Tempo&lt;/st1:personname&gt; editados pela Alfa-Ômega, de Fernando Mangarielo, uma importante editora de esquerda nos anos de chumbo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Alberto Passos Guimarães &lt;st1:personname productid="em Quatro Séculos" st="on"&gt;em Quatro Séculos&lt;/st1:personname&gt; de Latifúndio, inicialmente lançado pela Fulgor e mais tarde pela Paz e Terra.Comprei o livro do pensador argentino Aníbal Ponce,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Educação e Luta de Classes, editado nos anos 60 pela Fulgor, mais tarde publicado pela Cortez. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Montava o meu acervo percorrendo os sebos, gostava de garimpar preciosidades da área de ciências sociais, aliás, tive mais de 3000 livros na área de minha formação e que foi vendido nos anos 90, quando fui pela Paz e Terra para São Paulo, desfazendo a preço de banana para os livreiros Cícero da Soletrando, um sebo no centro de Niterói e Celso Rolim dono de um sebo em frente a UFF(Universidade Federal Fluminense). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Retrato sem retoque de Adalgisa Nery, Amaro Quintas com O Sentido Social da Revolução Praieira., o calhamaço de Otacílio Anselmo, cujo titulo é: Padre Cícero: Mito e Realidade, Princípios Fundamentais de Filosofia de Georges Politzer; Cartas do Cárcere. Literatura e Vida Nacional de Antonio Gramsci; realmente me esbaldava dentro da loja, a promoção ficou por um bom tempo, encontrei Critica Impura de Astrogildo Pereira. Presença de Alberto Torres de autoria de Barbosa Lima Sobrinho. Livros de arte de Carlos Cavalcanti, como: Conheça os Estilos de Pintura e Como Entender de Pintura Moderna. Livro sobre poesia de Mario da Silva Brito. Os Ratos de Dionélio Machado. As Revistas da Civilização Brasileira e as Revistas de Política Externa, A Vida de Lênin em dois volumes. A Mistificação das Massas pela Propaganda Política de Serge Tchakhtine. Enfim, muitos livros publicados pela Civilização Brasileira, do lado de fora da livraria, pregado a parede do lado esquerdo, o cartaz: “Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê”. Tempo depois,  a livraria  muda-se para uma loja no Edifício Central, poucos funcionários permaneceram um deles, ficou por muitos anos era conhecido como Costinha, baixinho de cabelos encaracolados, sempre vestido de branco da cabeça aos pés. A livraria havia bons vendedores. A editora Civilização Brasileira foi para vários lugares, como Lapa e Botafogo, além dos espaços em feiras de livros nas praças.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-4061071814542187776?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/4061071814542187776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=4061071814542187776&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/4061071814542187776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/4061071814542187776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/05/minhas-andanas.html' title='Minhas Andanças'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RjDJ_TjxnRI/AAAAAAAAAA0/wb6DXwSdauQ/s72-c/fecordula102t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-5788407765926049939</id><published>2007-04-23T13:08:00.000-07:00</published><updated>2007-06-14T07:16:35.219-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livrarias e Editores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anos 70. Centro'/><title type='text'>Livrarias e Editoras</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Ric_2oo0DgI/AAAAAAAAAAs/cNSqvWV_d8o/s1600-h/Airton+das+Neves.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055079314600758786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Ric_2oo0DgI/AAAAAAAAAAs/cNSqvWV_d8o/s320/Airton+das+Neves.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;Airton das Neves:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(51,51,255)"&gt;Fonte de Consulta&lt;/span&gt;:( &lt;a href="http://http//www.ginagallery.com/Gallery/showItem.asp?ItemId=387"&gt;GINA&lt;/a&gt; , &lt;a href="http://www.ardies.com/"&gt;Galeria Jacques Ardies&lt;/a&gt;) &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olá!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus Caros Amigos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No inicio dos anos setenta, quando freqüentava o IFCS/UFRJ, gostava de dar um giro pelas livrarias e sebos do centro da cidade. Havia algumas livrarias que estavam em meu roteiro semanal: a Livraria Padrão era uma delas, localizada na Rua Miguel Couto, número 40 no centro da cidade, de propriedade do tradicional livreiro e editor Alberto de Abreu Mathias e Carlos, falecido nos anos 90, era uma delas. A livraria Padrão, eu sempre a conceituei como uma boa livraria havia lançamentos de imediato, principalmente da área de meu interesse e livros importados portugueses, franceses e outros idiomas. Havia três livreiros como sócios: o senhor Vieira era mais ligado ao sebo, que ficava na parte superior da loja; Carlos e Alberto na livraria e editora . O s dois últimos tiveram passagem como sócios na livraria Acadêmica, se eu não estiver equivocado, era situada na Rua Primeiro de Março, depois transferida para a Rua Miguel Couto, quase em frente, onde é hoje a Padrão. A livraria Padrão como editora, tinham em seu fundo editorial as áreas de filologia, lingüística, língua portuguesa, dentre os seus editados, foram os filólogos: Mattoso Câmara Jr. e Celso Cunha, entre outros. Na livraria ainda temos o atendimento especial de Ana e seu filho André.&lt;br /&gt;Na mesma rua, havia a loja do Ao Livro Técnico de Paulo Bluhm e de seu filho Reynaldo. Foi uma pena, que anos mais tarde a livraria é desativada, passava ali, algumas vezes, como sempre ia direto para as estantes de ciência sociais. Ao Livro Técnico, uma editora fundada nos anos 30; foi também distribuidora, com sede no bairro de São Cristóvão. Uma livraria com concentração na área técnica e de estudos de idioma.&lt;br /&gt;Gostava de fuçar, perdia horas em uma livraria. Na loja do Ao Livro Técnico eu encontrava umas de suas representadas, a editora Herder, que depois passou a partir de 73 ser conhecida como EPU – Editora Pedagógica e Universitária, de Wolfgang Knap. A EPU foi fundada como Herder nos anos 50 . Percebe em seu catálogo a influência germânica, assim como em sua composição societária como por exemplo: Verlag Heder ou a Klett Ao Livro Técnico criou uma nova distribuidora, chamada Co-Livros. Alguns dos profissionais do Ao Livro Técnico deixam a empresa para montar a Citec, o grupo formado por Alberto, Edson, Nelson e se não estou equivocado, a Creusa, participavam  da sociedade na distribuidora e livraria, inicialmente montada no Edificio Central.&lt;br /&gt;Uma outra editora que eu procurava era a Livraria e Editora Pioneira de Ênio Matheus Guazzelli,com um bom catálogo na área de ciência sociais. Interessante lembrar que nesta época havia muitas editoras firmando co-edição com a USP.&lt;br /&gt;Nos anos 80 fui vendedor da Perspectiva, uma excelente editora, um senhor catálogo, percebe-se inúmeros títulos com a chancela da USP; atuei junto ao distribuidor do Rio de Janeiro que ficava na Rua do Rosário. A distribuidora, representava também a editora paulista Moraes, antiga Cortez&amp;amp;Moraes. Houve um racha entre os editores José Xavier Cortez e Orozimbo José Moraes, cada um, foi para um lado. Até os distribuidores foram diferentes, um continuou com a Brasilivros e o seu representante no Rio, depois, a empresa no Rio passou a se denominar Distrilivros e a Moraes com a Expectativa.&lt;br /&gt;Caminhar pelas ruas do Rio de Janeiro, pela Rua Buenos Aires, entrava e ficava por pouco tempo, não era uma grande livraria, estava marcando presença no ramo editorial e do comércio de livros, a Editorial Labor do Brasil, lançou entre nós, em edição de bolso, o livro 26 Poetas Hoje, organizado por Heloisa Buarque de Holanda. Algum tempo depois, a Labor desativa a parte editorial e fecha a livraria. O formato predominante dos livros da Editorial Labor era o de bolso. Quem colaborou na editora foi Ana Cristina César (1952/1983), seu pai, o sociólogo Waldo César, foi um dos criadores da editora Paz e Terra e da revista na segunda metade dos anos 60. Foi uma fase ecumênica, ali, abrigava filósofos marxistas, católicos e não-católicos.&lt;br /&gt;Em 1973, passa para Fernando Gasparian., que transformou a editora em uma importante via de resistência à ditadura militar. No final dos anos 70, fui divulgador editorial na área universitária, trabalhei direto com Fernando Gasparian, na ocasião a editora, ficava na Rua André Cavalcanti. Anos mais tarde voltei a trabalhar na editora, que estava sob o comando de Marcus Gasparian, fiquei por quase cinco anos na editora, atuei em São Paulo e no Rio de Janeiro. Gasparian nos anos 90 é eleito deputado constituinte. Uma editora que tinha todo o meu perfil, foi um casamento ideal, o pessoal do livro reconhecia a minha interação com a editora. Sai dali para montar uma distribuidora com perfil universitário, momento em que também fui editor. Vivi na década de noventa, os momentos de crise das distribuidoras, muitas fecharam, como a que era considerada como a maior distribuidora da cidade, a Irradiação Cultural, de Stélio e em São Paulo, quem apresentava sinais de crise, era a Brasilivros de Juarez Cordeiro. Identifico como fator de contribuição para o declinio das distribuidoras, a crise em que passaram diversas livrarias e redes neste periodo. A pequena margem de lucro para se trabalhar na praça em que está localizado o distribuidor, é um custo muito elevado. Arcamos com as diversas despesas, poucas editoras com exclusividade. A dificuldade de girar um catálogo, enfim, muita água debaixo da ponte. O papo segue em uma próxima oportunidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-5788407765926049939?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/5788407765926049939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=5788407765926049939&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/5788407765926049939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/5788407765926049939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/04/airton-das-neves-fonte-de-consulta-gina.html' title='Livrarias e Editoras'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/Ric_2oo0DgI/AAAAAAAAAAs/cNSqvWV_d8o/s72-c/Airton+das+Neves.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-115574143178689498</id><published>2007-04-18T08:14:00.000-07:00</published><updated>2007-04-18T04:58:46.057-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos 80'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Papo de Quarta</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/premiado_suassuna.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/premiado_suassuna.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Josenildo Suassuna : &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Artista Plástico, nascido na Paraíba, em Catolé do Rocha,em agosto de 1970.Interessante artista naïf que se desenvolve a cada ano.Artista autodidata, dono de uma linguagem popular , caracteristicas permanentes no universo de sua obra, demonstrado pelas cores que utiliza e a diversidade de temas representados. (Fonte de Consulta: &lt;a href="http://www.shoppingpb.com/galeriagamela"&gt;Galeria Gamela&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.naturalfashion.com.pt/"&gt;Natural Fashion&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(102, 0, 204); text-align: justify;" face="verdana"&gt;Ainda resisto à idéia de desativar o blog, mesmo que eu tenha diminuído o número de posts publicados. Acredito que tenha sido a melhor maneira de amenizar a sua lenta agonia. Com o correr do tempo, percebi que me incomodava; abrir a Quitanda pela manhã, passear pelos corredores, observar o varal e o mural, vazios. Examinar prateleiras, paredes e gavetas com poucos registros escritos. As janelas, uma excelente via que lançava o meu olhar, através delas, estavam emperradas. Os vidros embaçados. A minha vontade de escrever me parece, deixou-se escapar e correr pelos ralos. Os meus textos ficaram bem espaçados ou mesmo abandonados. O que fazer? Parti então para um inventário da produção ficcional brasileira, meu ponto de partida, uma leve noção que tenho do que foi produzido no mercado editorial em determinados períodos. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(102, 0, 204); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;Tarefa difícil, sem dúvida. Reconstruir títulos, autores, ano e casa publicadora. Achei que deveria combinar os dois momentos, um de pesquisa e o outro a intenção de continuar a escrever neste espaço. Mesmo tomando ares de solilóquio, continuarei a produzir algo que tenha para mim, o prazer da escrita e da leitura. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="verdana" style="color: rgb(102, 0, 204); text-align: justify;"&gt;Neste intervalo, fui testemunha de um número significativo de blogueiros que encerraram, ou deram um tempo para um possível retorno em suas atividades com a escrita. Alguns abandonaram no meio do caminho, era o que eu pensei em fazer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="verdana" style="color: rgb(102, 0, 204); text-align: justify;"&gt;No entanto, pensando melhor, no meio do meu caminho, havia o blog Quitanda, ali parado, com textos que produzi, mesmo que revestidos por rascunhos da memória, estavam relegados, eram fragmentos dispersos que para mim são importantes, como por exemplo: subsídios para a história do livro na cidade do Rio de Janeiro. Afinal respirei por um bom tempo esta atmosfera do universo livreiro, impregnado ou não de bons momentos. Acho que transitei por uma boa fase do livro, um período de efervescência, que identifico nos Anos 80, incremento de algumas editoras, como Paz e Terra, criada em 1965 e adquirida de Ênio Silveira em 1973, pelo ex-deputado federal constituinte e editor Fernando Gasparian, falecido em outubro de 2006; a Editora Nova Fronteira surgida em 1965, de propriedade do jornalista, escritor e político, o ex-governador Carlos Lacerda (Carlos Frederico Werneck de Lacerda - 1914/1977)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="verdana" style="color: rgb(102, 0, 204); text-align: justify;"&gt;Atualmente a Nova Fronteira pertence a Ediouro; Editora Brasiliense fundada em&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;1943, do historiador e professor Caio Prado Jr (1907/1990) em sociedade com Monteiro Lobato. Sem esquecer o nascimento de pequenas editoras com um perfil de esquerda, algumas com vínculo partidário. A maioria sucumbiu, assim como livrarias e distribuidoras.Há boas editoras como a Revan do jornalista Renato Guimarães, militante do antigo Partidão(PCB), que produz um bom catálogo. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(102, 0, 204); font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Antes do final de 80, em 1986 assistimos ao surgimento da Companhia das Letras, de Luis Schwarcz, colaborador da Brasiliense, na ocasião sob a direção do filho de Caio Prado, o editor Caio Graco da Silva Prado, falecido em 1992, vitima de acidente de moto; atualmente a editora Brasiliense é dirigida pela irmã. a escritora Danda Prado (Yolanda Cerquinho Prado). O editor Luis Schwarcz promoveu uma revolução editorial e imprimiu sucessos. Obteve um enorme e merecido espaço na mídia; mas por outro lado trilhando um caminho inverso traçado por dificuldades de várias ordens, de crises, a solução para algumas editoras, foi passar adiante para outras editoras ou a quem interessar possa: Civilização Brasileira, para a Difusora Européia do Livro - Difel (Difusão do Livro) – que é adquirida em 1986 pela Bertrand de Portugal e aqui passa a ser Bertrand Brasil, um dos diretores é Altair Ferreira Brasil e José Elias Salomão. Apenas para citar algumas. Não se deve perder de vista que uma grande parte das editoras registra a presença de membros da família em seus quadros administrativos e editoriais.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(102, 0, 204); font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;A Livraria e Editora José Olympio, de José Olympio Pereira Filho (1902/1990) vivenciava uma crise desde a década anterior e que se agrava nos anos 70; a saída, passa o controle acionário para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico - BNDE e termina sobre o controle da Xérox, de Henrique Sérgio Gregori, que em abril de 1990, faleceu junto com a esposa, a escritora Ana Elisa Lisboa Gregori, em um desastre. Desde &lt;st1:metricconverter productid="2001 a" st="on"&gt;2001 a&lt;/st1:metricconverter&gt; José Olympio passou para o controle acionário do grupo editorial Record; a centenária Livraria e Editora Francisco Alves, surgida em 1854, de Carlos Leal, filho do armador José Carlos Leal; passou também por uma fase de dificuldades, desfazendo e desmontando um importante catálogo e lojas. A editora foi um apêndice da Netumar, uma companhia de navegação. As duas emitiam sinais que iam mal das pernas. A Netumar encerra suas atividades, antes da metade da década de 90.A Francisco Alves, enxugada, consegue sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(102, 0, 204); font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;O editor Ênio Silveira (1925/1996), da Civilização Brasileira, fundada em 1929, passou por diversos tipos dificuldades, desde censura, apreensão de sua produção editorial, restrições ao credito bancário, pressão dos militares e de organizações de direita, como os atentados que a editora e a livraria sofreram. A livraria e a editora ficavam na Rua Sete de Setembro, número 97, Centro do Rio de Janeiro. Particularmente identifico Ênio Silveira como um dos melhores editores brasileiros. Ênio assumiu a editora por indicação de seu sogro Octalles, proprietário da Companhia Editora Nacional, que também era proprietária da Civilização Brasileira. Não conheci Ênio, mas circulava no mercado histórias de tragédias familiares, além das prisões por ser membro da executiva do PCB.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(102, 0, 204); font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;De alguma forma as editoras citadas passaram por dificuldades, seja na década de oitenta ou nas seguintes. O banco BNDE deu um jeito em algumas editoras, cabe lembrar uma outra editora com predominância na área de didáticos que contou com a prestimosa ajuda do banco, como por exemplo, a Companhia Editora Nacional, editora criada em 1925, cujos proprietários foram os grandes editores, seus nomes: Monteiro Lobato (José Bento Monteiro Lobato) - (1882/1948) e Octalles Marcondes Ferreira. Vendida posteriormente para o Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas – IBEP de Jorge Yunes e Paulo Marte.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(102, 0, 204); font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Abraçado ao tempo, aos bons momentos e ao incentivo de amigas e de Marilene, mantive de pé, renitente. Deste modo, tento assegurar um espaço livre e soberano para que eu possa de algum modo exprimir sentimentos ou qualquer outra forma de manifestação de minha escrita.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(102, 0, 204); font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Antes de estar envolvido com o mercado de livros, fui um leitor.Em casa a presença da obra de Monteiro Lobato. Curti muito a Emília, Narizinho, Visconde, Rabicó e outros personagens, enfim, a monumental obra deste fabuloso escritor e editor.Que na data de hoje comemora-se o seu nascimento e o Dia Nacional do Livro Infantil.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);font-family:verdana;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-115574143178689498?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/115574143178689498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=115574143178689498&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115574143178689498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115574143178689498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/08/josenildo-suassuna.html' title='Papo de Quarta'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-116267718937449773</id><published>2007-04-03T13:46:00.000-07:00</published><updated>2007-04-18T12:10:04.961-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos 80'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copacabana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livrarias'/><title type='text'>Sobre Livrarias -</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/Fig13.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/Fig13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Carlos Bastos&lt;/span&gt; : Pintor, ilustrador e cenógrafo. Considerado como pintor pioneiro da arte moderna na Bahia. Escolhi para mostrar aos amigos e leitores deste blog, este talentoso artista, motivado ao folhear um livro em sua homenagem, cujo título, leva o seu nome. Editado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; pela &lt;a href="http://www.odebrecht.com.br/"&gt;Organização Odebrecht &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; no ano de 2000,com prefácio de Antonio Carlos Magalhães, seu amigo desde a escola primária. O artista tinha a Bahia como fonte maior de suas inspirações. Faleceu em 14/03/2004,  na Bahia,  seu corpo foi cremado, conforme o seu desejo no cemitério Jardim da Saudade.&lt;a href="http://www.odebrecht.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;O livro que eu consultei, estava em promoção na livraria Beta de Aquarius, no bairro do Catete.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Olá!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em meu último post deixei de mencionar a rede de livrarias StudioLivros, situada em bairros da zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Deste modo, ao escrever ou falar em livrarias penso dar prosseguimento através de algumas lembranças nítidas ou não, registrar elementos para a história do mercado livreiro no Rio de Janeiro. Estou ciente de que este registro passa por eventuais lapsos, mesmo assim, eu mantenho o meu propósito, que é de alguma forma alimentar a memória sobre as livrarias, o hábito de leitura e a produção editorial. Reconstituir momentos em que vivenciei como leitor, livreiro, editor e distribuidor na cidade do Rio de Janeiro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O surgimento da StudioLivros passa pela Entrelivros e Unilivros. Lembro que o seu proprietário era Durval e um dos diretores, era o jornalista e critico de cinema Valério Andrade. Uma das lojas da StudioLivros ficava, onde hoje é a Livraria da Travessa, na Rua Visconde de Pirajá, &lt;st1:metricconverter productid="462. A" st="on"&gt;462. A&lt;/st1:metricconverter&gt; filial do Largo do Machado abrigou a livraria Dazibao(o casal de livreiros Chico, Graça Neiva e a cunhada e excelente livreira Rita), que na ocasião passava por uma fase de expansão, com lojas no Centro, Botafogo e Catete.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Copacabana, o bairro em que moro, teve períodos que havia poucas livrarias. A rede Entrelivros e Unilivros , era uma delas. A primeira conseguiu um artifício para trabalhar aos domingos e feriados, passou a vender jornais e revistas. Em sua fase de declínio, vendeu até ovos de Páscoa. A Studio também utilizou desta prática, vender jornais e revistas. Jorge Ileli não embarcou nesta, fechava aos domingos e feriados. A Entrelivros foi a maior rede de livrarias do Rio de Janeiro, cobria vários bairros. A Unilivros herdou a grande maioria dos pontos da Entrelivros, os melhores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Utilizando um retrovisor, um pouco embaçado, lembro que havia em Copacabana a livraria Carlitos, precursora da livraria Muro, com perfil pintado por leve tintura de esquerda; trabalhava com livros importados, algum tempo depois sucumbiu. A editora Record, assumiu o espaço localizado próximo à Praça do Lido.Houve uma vendedora que atuou na Carlitos que foi para a Muro.Havia uma filial da Carlitos em Ipanema, se não me engano no mesmo local, onde surgiu a livraria Muro. Fui freqüentador da livraria Muro, meu filho também, foi sócio da livraria Murinho, uma versão da livraria para o publico jovem. Houve uma experiência da livraria Muro no bairro da Tijuca em uma galeria na Praça Saenz Peña, no segundo piso. O pessoal da Tijuca pertencia ao meu grupo, alguns foram meus colegas no Instituto La-Fayete, da Rua Haddock Lobo, ainda existia a filial da Rua Conde de Bonfim, só de meninas. Éramos militantes do Partidão, o pessoal da livraria Muro montou uma editora, se não falha a memória levava o nome de Ilha. E iniciou a edição de alguns títulos, como o livro com as peças de Vianinha (Oduvaldo Vianna Filho 1936/1974). Um dos sócios era o professor da PUC, Antonio Abranches, Tinoco. A livraria Muro sem dúvida ficou na história, foi testemunha ocular dos movimentos literários dos anos 70/80. Abriu espaço para a produção alternativa, lançamento de livros, leitura de poesia. O livreiro Rui Campos veio de Minas Gerais, me parece que ele tinha vínculos familiares com um grande político mineiro. Importante lembrar do momento político que vivenciávamos, era pleno período de ditadura e censura. Apreensão de livros em editoras e livrarias. A livraria Muro montou uma filial no bairro do Catete, na rua do Catete, 228, na galeria ao lado do cinema.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma pequena livraria em uma galeria da Rua Prado Junior, que não recordo o nome. Se não estou enganado havia uma ligação com o escritor e jornalista Flávio Moreira da Costa. Sei que fui ao lançamento nesta livraria da revista quadrimestral Debate &amp; Critica, editada pela paulista Hucitec, de Flávio Aderaldo e Adalgisa Pereira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lembro de Aluízio Leite sócio da Livraria Timbre no Shopping da Gávea com a livreira Kiki, passou antes pela experiência com a livraria Muro de Ipanema e com a livraria Xanam, no Cassino Atlântico. Era uma livraria ligada à Nova Fronteira, a razão social, é o titulo de uma obra de contos do falecido editor e jornalista Carlos Lacerda. Aluízio passou também um momento junto com o escritor e jornalista Gustavo Barbosa, co-autor com Carlos Alberto Rabaça do Dicionário de Comunicação editado pela Codecri. Parece que tinham interesse em adquirir as Edições Graal, cheguei a ver os dois na editora. Não obtiveram êxito. Continuou sendo dirigida por Paul Joseph Cristoph Jr. Nesta ocasião fui divulgador editorial da Graal na área universitária.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Copacabana teve mais livrarias, como: as livrarias Eldorado ao longo da Avenida Copacabana, a Casa do Livro Eldorado de Décio Guimarães Abreu, antigo sócio de Alfredo Machado, nos idos de 40 da Editora Record. A loja situada no posto 6, na Avenida Copacabana 1189 passou a ser da Nórdica do editor e jornalista português Jaime Bernardes. Jaime publicou no ano passado um livro sobre golfe pela editora portuguesa Arte Plural.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu &amp; Você livraria do Jairo, havia a Globarte, Butique do Livro, Carrossel localizada na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, próximo da Rua Miguel Lemos. Lucena com grande experiência no mercado de livros, foi pracista da Nova Fronteira, criou a Livraria Criação, título extraído do catálogo da Nova Fronteira, de autoria de Gore Vidal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A rede (cadeia) Siciliano de livrarias do editor e livreiro paulista Oswaldo Siciliano, na década de 80 veio para o bairro de Copacabana, situando-se Avenida Copacabana e posteriormente transferindo-se para a &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;antiga loja da Sloper. No centro da cidade, a Siciliano foi para o Edifício Central, no lugar em que era a Entrelivros. Mais tarde a rede paulista Saraiva marca presença em nossa cidade. Recentemente, uma outra rede de livrarias, que começou como jornaleiro na Rodoviária Novo Rio, a Sodiler foi adquirida por uma outra empresa paulista, a &lt;st1:personname productid="La Selva." st="on"&gt;La Selva.&lt;/st1:personname&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-116267718937449773?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/116267718937449773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=116267718937449773&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/116267718937449773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/116267718937449773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/11/carlos-bastos-pintor-ilustrador-e.html' title='Sobre Livrarias -'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-2858985856248890409</id><published>2007-03-27T06:43:00.000-07:00</published><updated>2007-03-28T06:51:18.789-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos 80'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livrarias da zona sul carioca'/><title type='text'>Sonho - A Poesia de Arlete Meggiolaro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RgUN7j6IO9I/AAAAAAAAAAg/LF0Hnb_wEls/s1600-h/silva_bois_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045454274441001938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RgUN7j6IO9I/AAAAAAAAAAg/LF0Hnb_wEls/s320/silva_bois_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;José Antonio da Silva&lt;/span&gt; : &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Nasceu em Sales de Oliveira em 1909 , faleceu em São Paulo, em 1996. Antes de 1946, quando é reconhecido, em exposição na Casa de Cultura de São José de Rio Preto, sua trajetória surge como trabalhador rural. Anos mais tarde, na década de 80, é criado o Museu Municipal de Arte Primitiva José Antonio da Silva. Participou de diversas exposições tanto em nosso país, como no exterior. É considerado por muitos como o maior pintor primitivista. José Antonio era escritor, deixou as seguintes obras: Romance de Minha Vida, publicado em1949; Maria Clara, em 1970,&lt;/span&gt; Alice editada em 1972 e em 1981, a obra: Sou pintor, sou poeta. Tinha como entendimento de sua arte e de sua postura, declarando que: "Não admito que me chamem de primitivo, caipira ou ingênuo. Tem que me chamar de gênio. Já provei que sou".Fonte de Consulta:&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,255)"&gt;(Pintores do Brasil&lt;/span&gt;, &lt;a href="http://www.pitoresco.com.br/"&gt;http://www.pitoresco.com.br/&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.triplov.com/ronildo/silva/index.htm"&gt;http://www.triplov.com/ronildo/silva/index.htm&lt;/a&gt;) .&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Lembro que quando fui distribuidor da Editora Unesp, recebi para comercializar em 1994, um interessante livro cujo título, é : "Silva: Quadros e Livros: Um artista caipira", autoria de Romildo Sant`Anna, tendo como capista, a artista gráfica Isabel Carballo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;***************************************************************&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Olá!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Acordei cedo como sempre faço e aproveitei para passar na Quitanda, dar uma caminhada pelo interior dos corredores, abrir janelas e portas; arrumar prateleiras e deixar estendido no varal de poesia, uma poesia que li há pouco tempo e achei muito boa. A autora, Arlete Meggiolaro, amiga de longa data, é uma escritora e poetisa brilhante, sensível e apaixonada pelo que faz. Criou no ano passado o site &lt;a href="http://orvalhodalma.com.br/"&gt;Orvalho D` Alma,&lt;/a&gt; um espaço que abriga os seus textos e de outros autores que despontam no panorama da poesia brasileira.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Assim que obtive a anuência para publicação da poesia de Arlete, me passou por instantes em flashes, os momentos em que fui livreiro em Ipanema, nos anos 80. Ali, naquele bairro da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, criei a livraria Quarup, um espaço democrático. Uma pequena livraria que atendia aos vários segmentos da área de ciências humanas, com uma ligeira tintura para o espaço psi. Área com quem eu dialogava. Como sociólogo e livreiro, percebi com maior clareza, que as ciências sociais, vendia em Ipanema, mas não tanto quanto eu imaginava.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Neste período comecei a ler alguns textos sobre psicanálise e concentrei meu interesse em literatura infantil, devido ao meu filho. Cheguei a ser membro associado da Fundação Nacional do Livro Infantil. Meu filho nesta época estudava na Escola Nova. Fiquei antenado com a produção infantil. li bastante. Meu público eram: sociólogos, estudantes, exilados, autores, editores, professores, artistas, como a atriz-psicanalista e pintora Jacira Silva, falecida em 1995. Enfim, um pessoal que freqüentava a livraria e feiras de livros, espaço que eu também atuava.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembro de minha amiga psicanalista e blogueira do Caminhar, &lt;a href="http://lauravive.blogspot.com"&gt;Elianne Abreu&lt;/a&gt;, suas poesias, seus cabelos, que lembravam em muito a vasta cabeleira de Gal Costa; seus desenhos eróticos, suas histórias como tiete e leitora de Carlos Drummond de Andrade. Elianne, perdi as contas de quantos Fragmentos de um Discurso Amoroso, de Roland Barthes, editado pela Francisco Alves, você presenteou os amigos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na Quarup, lembro que abri um espaço para exposição de poesia alternativa ou marginal, os livros editados pela Achiamé; pela editora Trote, criada por Leila Miccolis, pela minha colega de faculdade Glória Pérez, Carlos Araújo, se não estou equivocado, pelo Tanussi Cardoso. De &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Glauco Mattoso com o Jornal Dobrabril, da editora Pindaíba Enfim, muita poesia, e ainda aparecia sempre uma edição do autor, era muito comum na ocasião. Lembro das livrarias: Dazibao, de Chico e Graça Neiva; do Rui Campos com a falida Muro de Ipanema, de sua momentânea participação na Dazibao; da Xanam na galeira do Cassino Atlântico, em Copacabana, e da Timbre (Shopping da Gávea) com Aluízio Leite (foi sócio da Muro), da Taurus do editor e poeta Jorge Bastos; da livraria Francisco Alves; da Codecri, a livraria do Pasquim, em Ipanema/Leblon, gerenciada pelo José Sanz; da Unilivros (rede) do cineasta Jorge Ileli; da Rubayat do tributarista Carlos de &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="La Roque"&gt;La Roque&lt;/st1:personname&gt;, da Entrelivros, falida rede de livrarias, com vários sócios, dentre eles o sr. José Silveira, Jorge Ileli; da livraria Tempos Modernos do Leblon e do gerente Alencar. Bom este papo retorno em outra ocasião, sobre as livrarias na zona sul. Por fim, meu momento como editor na co-edição De Cunhã para Cunhatã com Studio Alfa, livro da jornalista botafoguense Márcia de Almeida, com livros editados pela Codecri, filha do jornalista Newton Rodrigues. Vou deixar de papo para dar tempo de vocês fazerem a leitura do poema pendurado no varal. Agradeço muito pelas visitas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sonho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Aconchego-me,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;laço com abraço &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;o meu travesseiro,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;meu corpo suga da paz.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;E a medida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;que esta plenitude &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;toma do meu ser etéreo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;delícias em pensamentos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;arrojam centelhas de sonhos.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Nesta viagem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;deslizo em tufos de plumas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O cortejo do real&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;em sublimes fantasias&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;que se esmiúçam&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;como nuvens ao vento&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Eis que,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;pela fresta do meu devaneio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;jorra uma luz dourada,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;é a sua silhueta avivada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E como um anjo amoroso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;agasalha-me sob suas asas.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Somos almas gêmeas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;que na serenidade e&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;sob a imensidão do universo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;flutuamos no&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;êxtase do mesmo vôo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em  style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="Arlete Meggiolaro ﾩ"  style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Arlete Meggiolaro ©&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p style="FONT-FAMILY: courier new"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Extraído do livro – &lt;/span&gt;&lt;o:p style="FONT-FAMILY: courier new"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Alma Fecundada^- Vol. I – Florescência do ser&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-2858985856248890409?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/2858985856248890409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=2858985856248890409&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/2858985856248890409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/2858985856248890409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/03/sonho-poesia-de-arlete-meggiolaro.html' title='Sonho - A Poesia de Arlete Meggiolaro'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RgUN7j6IO9I/AAAAAAAAAAg/LF0Hnb_wEls/s72-c/silva_bois_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-4907003456334315432</id><published>2007-03-21T07:45:00.000-07:00</published><updated>2007-03-21T03:46:02.104-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artista plástico'/><title type='text'>Rono Figueiredo. Homenagem Silenciosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RgAo3T6IO8I/AAAAAAAAAAY/GauXmk9JNHQ/s1600-h/ventre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044076513356954562" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RgAo3T6IO8I/AAAAAAAAAAY/GauXmk9JNHQ/s320/ventre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Rono Figueiredo&lt;/strong&gt;: Artista Plástico - Idade 29 anos. Nasceu na Bahia. Um jovem talentoso artista. Falecimento em  fevereiro de 2007. Sua pintura me sensibilizou, assim como o artista, pois cheguei a colocar um link para a sua página. Rono descobriu que eu tinha prestado esta pequena homenagem, passou por aqui, em junho de 2006 e postou um agradecimento. Gostou muito por ter linkado a sua página. Fiquei abalado ao ler a noticia e foi por acaso, procurava um outro artista quando me deparei em uma comunidade do Orkut em homenagem ao artista baiano. Não pude contactar Rono mais vezes, fiquei envolvido com o nascimento de meu segundo neto e logo em seguida, fiquei ausente da Quitanda. Uma pena! Despontava como um grande artista baiano. Fique com Deus, Grande Artista.&lt;br /&gt;Imagem: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ventre &lt;/span&gt;- Acrilico sobre tela.&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ronofigueiredo.blogspot/"&gt;http: ronofigueiredo.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-4907003456334315432?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/4907003456334315432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=4907003456334315432&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/4907003456334315432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/4907003456334315432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/03/rono-figueiredo-homenagem-silenciosa.html' title='Rono Figueiredo. Homenagem Silenciosa'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RgAo3T6IO8I/AAAAAAAAAAY/GauXmk9JNHQ/s72-c/ventre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-7098766891242940278</id><published>2007-03-20T13:16:00.000-07:00</published><updated>2007-03-20T12:07:06.295-07:00</updated><title type='text'>Escrevendo sobre mercado editorial</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RdQ23qr3nVI/AAAAAAAAAAM/ZOav63LJq8I/s1600-h/MoacirFaria.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031707013658680658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RdQ23qr3nVI/AAAAAAAAAAM/ZOav63LJq8I/s320/MoacirFaria.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153);font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moacir Faria&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt; Moacir Soares de Faria, artista goiano, nascido em São Jorge , na Chapada dos Veadeiros. Artista deficiente e identificado com a Art Brut; termo criado por Jean Dubuffet, nos anos 40 para a arte feita por artistas sem educação artistica&lt;br /&gt;(Fonte de Consulta:&lt;a href="http://www.altiplano.com.br/"&gt;http://www.altiplano.com.br/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;Olá!&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;Reapareço após longo período afastado deste espaço. Volto a escrever sem a promessa de produzir textos com assiduidade inicial de quando criei o blog. A vontade de escrever e a saudade da Quitanda prevaleceram. Daí o meu retorno. Claro que pedidos de amigas blogueiras, foram levados em consideração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;Atualmente estou mergulhado em um levantamento da produção ficcional brasileira dos anos 80. É sem sombra de dúvidas um trabalho árduo e que agrava mais por não contar com nenhum recurso. Esbarro com muitas lacunas, tenho observado e me deixa convicto que há poucos registros sobre a memória do mercado editorial brasileiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;Aqui, sinto realmente que marquei bobeira em não ter coletado um material que hoje poderia ser de grande valia para o que eu pretendo investigar. Como já tive oportunidade de salientar, trabalhei com diversos editores, e fui representante de diversas editoras como distribuidor nos anos 90. Embora, por muito tempo sempre em conversas com os editores a pauta dominante era o mercado de livros. O que estava sendo editado, comercializado na cidade do Rio de Janeiro, livrarias ou editoras que haviam fechado. Comentávamos também sobre preço de livros ou até indicações de livros  para reimpressão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;Trabalhei por mais de uma vez com os editores: Fernando Gasparian, falecido no ano passado, em 07/10/2006, era o proprietário das editora (Paz e Terra, Livraria Argumento e Edições Graal) e Robson Achiamé Fernandes (Achiamé) que há muito não vejo, a informação que disponho, salvo engano, transformou-se em um editor de obras libertárias, anarquistas. Lembro que vendia os livros de Edgar Rodrigues, militante anarquista vindo de Portugal para o Brasil em 1950.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;Vou continuar escrevendo no mural, pendurar “poesias”, contos ou rabiscar uma miscelânea qualquer no varal, remexer no baú e rascunhar sobre o meu cotidiano. O livro como sempre faz parte deste meu universo. Continuo lendo, principalmente obras dos anos 80. Fico fuçando em sebos, principalmente, os de Copacabana. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;Espantado tenho presenciado a falta de informação, matéria prima do trabalhador em livraria de livros usados. Um desconhecimento total. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Há poucas livrarias em que você possa identificar o vendedor leitor, aliás, através de uma enquete indagando: “o que é mais importante numa livraria?”, publicada hoje no site Leia Livro da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, liderava como o mais votado, exatamente a figura do vendedor leitor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;Outro dia, eu e Marilene, visitamos a Livraria Argumento, inaugurada em Copacabana, fomos comprar um livro pra Ramom. Para minha surpresa fui atendido por uma vendedora que tinha sido minha cliente quando eu trabalhava na Francisco Alves e na Unilivros; colocamos em dia, os papos, quando lembrei que a mãe, uma psicóloga, era na ocasião uma grande consumidora de livros, foi também minha cliente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;Mesmo com a chegada de nova estação, o tempo no Rio de Janeiro, está nublado e com um calor intenso, pelo menos estou sentindo. Ramom está o maior barato, muito levado; o nascimento do irmão, ou melhor, a convivência com Ricardo tem sido beligerante, acho mesmo que nem seria diferente. O ciúme é inerente ao ser humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;Bom, estou de volta, espero entrar no ritmo. Um abraço para todos que aqui passam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-7098766891242940278?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/7098766891242940278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=7098766891242940278&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7098766891242940278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/7098766891242940278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2007/03/escrevendo-sobre-mercado-editorial.html' title='Escrevendo sobre mercado editorial'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/RdQ23qr3nVI/AAAAAAAAAAM/ZOav63LJq8I/s72-c/MoacirFaria.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-116662509266450094</id><published>2006-12-21T06:10:00.000-08:00</published><updated>2007-10-02T03:17:14.210-07:00</updated><title type='text'>De volta ao aconchego da Quitanda.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5438/953/1600/974137/analice%20uchoa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5438/953/320/286493/analice%20uchoa.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;Analice Uchôa&lt;/span&gt;: Uma talentosa artista, graduada em Psicologia, surgida nos anos 80, em exposições realizadas na Feira de Arte e Artesanato, localizada na Praça da República, na cidade de São Paulo. Dali, o caminho para sucesso e o reconhecimento de uma grande artista, foi participar de exposições na Paraíba, no final dos anos 90. Passa também por Recife com grande sucesso. Selecionada como expositora no Salão  Municipal de Artes Plásticas e para outros eventos como a exposição individual no Casarão de Azulejos, com o título "O Pulo do Gato". (Fonte consultada: Governo da Paraíba, em 12/11/2003) - Imagem da pintura da artista em&lt;/span&gt; www.shoppingpb.com (Galeria Gamela de Arte, Vida e Arte, Oscar D`Ambrosio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:navy;"  &gt;Queridos leitores, estou de volta após uma breve experiência em uma livraria de livros usados, no bairro do Catete, um dos bairros da zona sul do Rio de Janeiro. Realmente fiquei sem tempo para navegar, visitar os amigos blogueiros ou escrever no blog. Não pude nem registrar a presença de Ricardão em minha vida, a partir do final de outubro. Prometo mostrar flagrantes de Ricardão nos braços de Marilene ou deitado em nossa cama. Fiquei encantado com os olhos verdes de Ricardão e por sua careca, aliás, dou vários beijos quando encontro com ele aqui &lt;st1:personname productid="em casa. Ele" st="on"&gt;em casa. Ele&lt;/st1:personname&gt; me encara e sorri com um sorriso totalmente sem dentes. São dois netos, Ramom e Ricardo. Ramom, sem dúvida, é um capitulo a parte, mas ficará para a próxima postagem. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:navy;"  &gt;Meu retorno ao livro foi um momento em que pude realizar ou completar a minha última etapa em meu ciclo como profissional do livro. Encerrei esta experiência no final do mês de novembro e foi muito gratificante, pois, encontrei com várias pessoas, desde Rizzo, o meu primeiro gerente na Livraria Interciência, antigos clientes/leitores, o livreiro Jô da Uerj, professores, pesquisadores e colegas sociólogos; editores, como: o vascaíno Pontes e o editor-assistente, poeta intelectual Jorge, da Martins Editora Livraria, que passou um bom tempo em Portugal. Conheci  pessoas  interessantes de diversas áreas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:navy;"  &gt;Certo dia pela manhã, fui presenteado pelo representante de vendas da editora paulista Landmark, com A Divina Comédia, uma edição bilíngüe. No dia anterior conversamos sobre o mercado de livros do Rio de Janeiro, passei algumas informações, parece que ficou satisfeito. Revi o escritor e astrólogo Pedro Tornaghi, atualmente trabalha, divulgando técnicas de meditação; papeamos sobre livros e a Espaço e Tempo, principalmente sobre a fantástica editora Rose Marie Muraro, uma mulher extraordinária. Trabalhamos na mesma casa editorial, ele como autor e responsável por uma coleção de esotéricos e eu, pelo setor comercial. Uma pena tudo foi abortado com a saída de Rose e Fernando Sá.  Trabalhei  na editora com  Herbert Daniel e seu companheiro, o artista plástico  Claudio Mesquita. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:navy;"  &gt;Conheci na livraria, o escritor angolano Zetho Cunha Gonçalves, uma pessoa extremamente simpática conversamos sobre a vida literária portuguesa, especialmente sobre a escritora portuguesa Sophia de Mello Breyner, sua militância e sobre o engajamento de seu marido, o advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares. Comentamos sobre, o jornalista português Miguel Sousa Tavares, filho do casal e autor do elogiado romance histórico “Equador”, lançado no Brasil, pela Nova Fronteira. Zetho comprou livros de autores brasileiros, comentou sobre o lançamento de seu livro infanto-juvenil “Debaixo do Arco-Íris não passa ninguém”, na noite anterior na Casa de Cultura Laura Alvim, um dos títulos do catálogo da nova Editora Língua Geral, que tem entre os  sócios, o escritor angolano José Eduardo Agualusa. No dia seguinte a nossa conversa, Zetho, viajaria para Ouro Preto. Conheci pesquisadores e contribuí como profissional do livro, ou melhor, como livreiro, com indicações de livros. Minha memória colaborou muito, pois, lembrei de títulos, autores e temas. Meu ultimo atendimento a clientes, foi para uma pesquisadora negra, moradora no interior do Estado do Rio, que queria material sobre o TEN, lembrei de imediato de Damas Negras, livro editado pela Mauad, de autoria da jornalista Sandra Almada. Mostrei também livros de Abdias do Nascimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:navy;"  &gt;Foi um momento muito bom, organizei as prateleiras/seções como era a proposta inicial de minha atuação na livraria. Minha atuação foi principalmente de um livreiro, pude confirmar a necessidade do profissional do livro carregar uma  boa ou sólida bagagem intelectual para atender um público bem heterogêneo de leitores com diferentes matizes.  Importante possuir uma boa cultura livresca. Caso contrário, ou não atende bem ou fica totalmente perdido diante dos clientes e dos livros. Ao me desligar da livraria, agradeci ao seu proprietário, o livreiro Antonio Augusto Seabra, pela oportunidade de retornar ao interesse pelo mercado de livros. Conversei sobre a minha idéia de investigar a historiografia editorial brasileira, de imediato, ele me cedeu dois livros de José Otávio Bertaso, de seu acervo particular. Foi um incentivo. Não conhecia Antonio, mas tive um prazer em trabalhar em sua livraria. Nada ficou fechado entre nós, as portas e janelas estão abertas para mim. Sou o único profissional do livro, no Rio de Janeiro, com experiência em vários segmentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:navy;"  &gt;Mãos à obra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:navy;"  &gt;Comecei, no dia seguinte a inventariar o universo editorial brasileiro, mesmo de modo fragmentado esteve sempre presente de modo estampado, colado e impresso nos corredores e balcões da Quitanda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;color:navy;"   &gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Nota: Agradecimento  especial a todos  amigos blogueiros, leitores que passaram  pela  Quitanda, deixaram recados, sentiram  a minha ausência.  Estava sem tempo, Ramom quando aparece  quer exclusividade e me  obriga  a ficar assistindo  inúmeras vezes  o  mesmo  dvd Kingdom under the sea. "Reino Submarino".&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-116662509266450094?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/116662509266450094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=116662509266450094&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/116662509266450094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/116662509266450094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/12/de-volta-ao-aconchego-da-quitanda.html' title='De volta ao aconchego da Quitanda.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-115911422827971570</id><published>2006-09-24T09:06:00.000-07:00</published><updated>2006-09-24T17:45:21.930-07:00</updated><title type='text'>Uma conversa sobre livros e livrarias</title><content type='html'>Wilton, blogueiro da Quitanda do Chaves,  caricaturado por um talentoso colega de trabalho, o artista Alexandre "Chambinho".  Sou agradecido pela homenagem  do colega, reproduziu  quase que fielmente a  minha  imagem.  A presença  do  felino  nesta imagem, acredito que  é para dizer que  sou e estou realmente um  "gato".   Observação:  O desenho ficou "escondido", foi para um outro local, na parte inferior do post.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;Olá!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;Aproveitei o momento, em que ainda, não recebi a visita de Ramom, para fazer alguns rabiscos no Mural da Quitanda. Inicialmente, agradeço as visitas de amigos leitores e blogueiros amigos. Esclareço aos amigos que aqui passaram e deixaram mensagens, farei visitas em breve, tão logo, administre melhor o meu tempo. Tenho ficado muito contente, pois, recebo visita de pintores que “exponho” na Galeria do blog, estão chegando aos poucos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;O assunto de hoje, são as reminiscências do meu tempo de livreiro. Depois que voltei ao mercado de livros, pude observar e confirmar a prazerosa identificação que tenho com o universo do livro, seja pela via do título de uma obra, do nome de um autor ou a oportunidade de encontrar velhos amigos; alguns desde dos tempos em que criei nos anos 80, a Livraria Quarup, na Rua Visconde de Pirajá, com Aníbal de Mendonça, no bairro de Ipanema. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;Era um tempo de muita efervescência intelectual, de muito agito, de contato com escritores, psicanalistas, poetas, professores universitários; a livraria promovia vários lançamentos de livros; ou como uma vez, colocamos cenas do filme, “Prova de Fogo”, de Marco Altberg, produzido em 1980, com a participação de Pedro Paulo Rangel, Maitê Proença, Ligia Diniz (irmã de Leila Diniz) e outros artistas. Um dos roteiristas do filme foi o meu colega de faculdade, o antropólogo Níveo Ramos, que publicou em livro de mesmo título do filme e editado, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;pela querida editora Achiamé, depois pela ECO, uma casa editorial concentrada em sua linha editorial, livros de Umbanda, parece que ali, foi editado&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a primeira edição de O Diário de Um Mago, de Paulo Coelho e posteriormente editado pela Rocco, havia um outro livro chamado Manual Prático do Vampirismo, na verdade estou em dúvida se foi lançado pela editora Christina Oiticica, esposa de Paulo Coelho e proprietária da Shogun Arte, sediada no Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana, lembro que editavam livros de poesia, livros de Paulo Coelho em parceria com Raul Seixas. Havia neste período muitas editoras chamadas alternativas, com pequenas tiragens e com dificuldade de penetração no mercado, muitas sucumbiram, assim, como as livrarias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;Sempre tive vontade de participar do mundo dos livros, primeiro, claro, como leitor e depois, como aprendiz, iniciei como “auxiliar de vendas”, em uma livraria e minha “estréia” foi concretizada,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na Interciência, livraria, uma boa livraria, especializada em livros técnicos. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A partir dali, compreendi, que é imprescindível,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;para o profissional do livro, ter uma intimidade com a leitura. Hoje, percebo claramente, que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a bagagem que carrego, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;facilitou em muito, o meu trajeto no ramo do livro. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Acredito que eu seja profissional singular no mercado editorial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;Por curiosidade intelectual fui um sujeito de “dialogar” em vários campos do saber, como: Serviço Social, Pedagogia, Psicologia, Comunicação.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Claro, dando uma tintura maior na área de minha formação. O perfil de minha clientela havia uma ligeira predominância do pessoal psi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;Alguns livreiros (donos de livrarias), atualmente são receptivos ao pessoal com formação mais elaborada, com bom nível de cultura geral. Por outro lado, observei e esbarrei em uma barreira, revestida por puro preconceito em que o profissional mais qualificado era considerado por um segmento de “livreiros”, como “mais caro”. Assim, como ouvi de livreiros, que declaravam que raramente pegavam um livro para ler, alegavam falta de paciência e de tempo, para se dedicarem à leitura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;Ler é uma atividade solitária, requer tempo e naturalmente dinheiro, para aquisição de livros. Acho interessante neste momento, foi resgatar, reviver através da memória, da leitura de resenhas e dos títulos, autores e situações envolvidas com o livro; estavam ali, adormecidas em um canto da memória e foi sendo reativado aos poucos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;Há mais de dez anos que estou afastado dos livros, de livraria, o tempo é maior, por volta de 20 anos. Fico satisfeito, pois, a minha memória está bem viva e “não me abandonou”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;Hoje, faço um mês que voltei para o livro, é um sebo, estou curtindo muito, pois, sou um caçador de preciosidades, farejo os livros, manuseio este objeto com carinho, que me proporciona uma enorme satisfação. O prazer da leitura está presente e alegria de reencontrar com pessoas amigas. Uma constatação que gosto de salientar, o público feminino, é o maior consumidor de livros. Uma declaração destas, ao ser entrevistado, foi dada por mim em um seminário do pessoal da Revista Rádice – Revista de Psicologia (surgida nos anos 70 e extinta em 81) e do jornal Luta e Prazer (jornal “alternativo” que foi editado pelos meus conhecidos dos anos 70, Carlos Ralph e Dau Bastos) Dau, encontrei anos depois, quando publicou o livro “Das trips, coração”, pela editora Marco Zero, lugar em que trabalhei na parte de vendas, junto a um dos donos da editora, o escritor amazonense Márcio Souza, autor de uma vasta obra&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;Queridos amigos e leitores amigos, volto a conversar no próximo domingo, agora, chegou Ramom, cheio de pintas pelo corpo, com catapora. Agora, fica impossível de continuar. O texto estava previsto para ser postado pela parte da manhã, mas mal terminei de escrever, o menino muito levado, fazia ser ouvido, pelos gritos chamando por vovô.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: navy;"&gt;Até breve. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/lastscan1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 223px;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/lastscan1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-115911422827971570?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/115911422827971570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=115911422827971570&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115911422827971570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115911422827971570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/09/uma-conversa-sobre-livros-e-livrarias.html' title='Uma conversa sobre livros e livrarias'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-115219277025983574</id><published>2006-09-03T16:21:00.000-07:00</published><updated>2006-09-03T12:26:11.826-07:00</updated><title type='text'>Papo de Domingo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/Claudio%20Faciolli.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/Claudio%20Faciolli.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Claudio Faciolli&lt;/span&gt; : &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Pintor e Professor. Uma de suas exposições, foi realizada na Galeira Rembrandt; exposição na Galeria Fesp, na sala Djanira.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; Mantém um espaço para os usuários de saúde mental, desde 1988.( Fonte de Consulta - Murilo Castro, Rembrandt Escritório de Arte e Molduras, Portal Illumino, Galeria do Ateliê, no bairro da Lapa, Secretaria de Comunicação Social do Estado do Rio de Janeiro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:navy;"  &gt;Olá!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:navy;"  &gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Estou de volta, ou pelo menos, é esta a minha intenção. Depois de uma longa ausência, pensei com carinho em retornar junto aos amigos queridos, leitores e para o espaço blogueiro que criei, há mais de um ano. Deixei a Quitanda, fechada para balanço e o resultado, foi positivo, optei por continuar, embora, com &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;freqüência reduzida. Escolhi pelo menos um dia da semana e o ideal, ficou, para os domingos. Dia de atualizar conversas, textos e outros assuntos de meu universo doméstico, que tem como protagonista principal o meu neto Ramom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:navy;"  &gt;A Quitanda estava mesmo abandonada, verdade, mas não a ponto de ficar entregue às baratas. Pretendo retomar as visitas que faço sempre de modo prazeroso aos amigos blogueiros, o mais breve possível e será preferencialmente pela parte da manhã (&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;madrugada&lt;/span&gt;). O afastamento (&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;sumiço&lt;/span&gt;) foi motivado por uma proposta de trabalho, que me levou a retornar ao mercado de livros. Pensei e repensei, era a oportunidade que faltava, não hesitei; acabou por mostrar-se atraente por ser o único segmento do mercado de livros em que não atuei; o chamado “sebo”,  que predomina a venda/compra de livros usados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:navy;"  &gt;Fui por um longo tempo, um habitual freqüentador de sebos, gosto deste ambiente, de fuçar as prateleiras e encontrar "tesouros", deste modo, montei um grande acervo na área de ciências sociais, em parte por minhas visitas aos alfarrábios, principalmente os localizados no centro da cidade. Eram poucos, mas bons sebos, lembro que fazia o circuito, começando pela Livraria São José, na rua São José, comandada pelo livreiro Carlos Ribeiro e acabava em uma livraria qualquer, podendo ser a Ler (Ernesto Zahar). Atualmente, observa-se um aumento do comércio de livros usados, espalhados pelos bairros e aos diversos camelôs em vias públicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:navy;"  &gt;Iniciei o trabalho em uma livraria na zona sul, com o propósito de arrumar as estantes, nomeando os assuntos em temas do conhecimento, dividindo-os, no sentido de facilitar para o cliente, a localização do livro. Gosto deste trabalho, ali, revejo livros e alguns amigos. Naturalmente, o trabalho abre possibilidades para novos conhecimentos, com clientes/leitores. Acho muito rica esta interação. Grande parte de minha vida foi envolvida com livros, passei por diversas fases na minha situação de profissional do livro. Depois que encerrei as atividades da distribuidora e editora, fiquei afastado por anos do mundo dos livros. Trabalhar em sebos, gerou sempre em mim, uma satisfação; entro em contato com o universo editorial, identifico as editoras que fui distribuidor, das editoras que fecharam e as livrarias, cujo registro são marcados pela etiqueta colada no livro, algumas, não existem mais, mas de alguma forma, voltam à tona e desenham para mim a história do mercado editorial.Hoje muitas editoras foram absorvidas por editoras estrangeiras, que com bom apetite, devoram  qualquer editora que esteja pelo caminho. Uma editora que fui  distribuidor, recentemente foi incorporada a  uma editora que produz  revistas de palavras cruzadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:navy;"  &gt;Encontro preciosidades. Algumas jóias raras, quanto ao autor ou a edição. Leio algumas dedicatórias, ou de autor ou de amigos, oferecidos de presente,  livros que de alguma forma chamaram atenção deles no momento da compra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:navy;"  &gt;Outro dia, embora, não seja surpresa, ainda encontramos pessoas que não creditam nenhum valor ao livro. Pela manhã uma senhora acompanhada por um senhor, solicita o livro A Rosa do Povo, Carlos Drummond de Andrade, escrito na década de 40. O livro foi indicado como leitura para a sua filha, à partir daí, a senhora declarou pra quem estivesse interessado em ouvir, que o destino do livro, após a leitura seria a lata de lixo. Ela não dava nenhuma importância aos livros, dizia com ares de uma alta sumidade, que deixava transparecer o desprezo pelos livros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:navy;"  &gt;&lt;o:p&gt; Escrevi o texto para dizer que continuo, aos amigos, desejo agradecer manifestações de carinho demonstradas por e-mail, orkut ou deixados no espaço de comentários da Quitanda. Ramom. continua levado, aliás, muito levado, chegou a ganhar um galo na testa como companhia...&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:navy;"  &gt;&lt;o:p&gt;Aos amigos, um grande abraço.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:navy;"  &gt;&lt;o:p&gt;Ps: Mês de Setembro, festa para várias amigas.&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-115219277025983574?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/115219277025983574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=115219277025983574&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115219277025983574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115219277025983574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/09/papo-de-domingo.html' title='Papo de Domingo'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-115253010800843335</id><published>2006-08-03T04:11:00.000-07:00</published><updated>2006-08-03T06:27:11.826-07:00</updated><title type='text'>O Amor Solitário.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/Henrique%20Cacalleiro.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/Henrique%20Cacalleiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;&lt;strong&gt;Henrique Cavalleiro :&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Pintor, desenhista, caricaturista e ilustrador carioca, nascido em 1892 e falecido em 1975. Estudante da Escola Nacional de Belas Artes. Identificado como pintor impressionista e posteriormente, como neo-impressionista. Morou no inicio da década de 20, em Paris. Manteve contatos com os fauvistas e Cézanne. Aluno de Eliseu Visconti. Sua obra faz parte de diversos acervos em nosso país. Foi professor do Colégio Pedro II e da Escola Nacional de Belas Artes. Participou da Primeira Bienal de São Paulo. Casou com Yvone Visconti , filha de Eliseu Visconti, do qual fora discípulo. (Fonte de Consulta: Murilo Castro, Pitoresco, Almanaque Folha de São Paulo, Pro Arte Galeria, Bolsa de Arte, Fundação Bienal de São Paulo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olá!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meus Caros amigos leitores, agradeço muito pelas visitas e os comentários feitos no blog. Não tenho conseguido realizar como pretendia, as minhas visitas rotineiras aos seus blogs e sites. Hoje, tive um tempo para dar o ponto final a um texto que seria postado no mês de julho, esgotado o prazo, acabei passando na Quitanda, para pendurar no mural.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os dois anos de Ramom, foram comemorados no salão de festa onde moramos. Ramom, curtiu muito, junto  de amiguinhos e parentes. Desejo para todos os leitores, uma ótima semana. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; ***************************************************************************&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Muitos dos seus amigos estavam convencidos de que a paixão por Luiza, era cega. Outros, diziam que nutria por Luíza, uma louca paixão. Um amor, sem dúvida, obsessivo, inquieto e voraz; dizia, um dos dois amigos mais íntimos. Ele calado, ouvia, ou pelo menos fingia ouvir. Naquela mesa de bar, o garçom Raimundo, anotava o pedido. No rádio, aquela velha canção de Roberto Carlos, foi ouvida.&lt;br /&gt;A imagem dela, estava pregada, gravada em seu coração.Ficou ali, desde do primeiro dia em que foi apresentado por um um dos seus amigos. Foi amor à primeira vista.Tomou conta de seu coração e de seu pensamento. Silencioso, onde um silêncio mudo petrificava o momento interminável daquele primeiro encontro.Muito prazer! Um breve sorriso, foi dado como resposta.Os olhos, aqueles olhos negros cintilantes, brilharam, fotografaram aquele instante.&lt;br /&gt;Em conversa com um amigo, disse que era amor encantado e eterno. Um amor solitário, manifestado pelas cartas de amor. Escrevia seu amor em prosa e verso, inspirados nos batimentos do coração. O amor puro, casto, distante e guardado pelo tempo. Emoldurados nas lembranças envelhecidas, revividas.Assim, continuava a pensar em Luíza, seu primeiro e único amor. Um amor amarrado ao passado. Que para ele, foi, para sempre, manifestado de modo silencioso. Luiza, nunca soube; ele, continuava solteiro e feliz. Amava Luiza a seu modo.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-115253010800843335?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/115253010800843335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=115253010800843335&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115253010800843335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115253010800843335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/08/o-amor-solitrio.html' title='O Amor Solitário.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-115270296909674517</id><published>2006-07-12T03:31:00.000-07:00</published><updated>2006-07-13T07:46:51.696-07:00</updated><title type='text'>Hoje é dia de Ramom</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/Ramom%20001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/Ramom%20001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;12 de julho de 2004&lt;/span&gt;, nasceu na Casa de Saúde São José, no Humaitá, este pequeno artista de nome Ramom. Hábil na arte de pintar o sete e de fazer a vida dos avós, muito mais prazerosa e multicolorida. Conquistou a todos de maneira graciosa. Confesso publicamente que ele, soube como ninguém tingir nosso cotidiano com as cores da alegria e da felicidade. A presença do neto em nossa casa, é o resultado de imensurável satisfação. Ouvir ser chamado de Vô ou Vó, ou de Marilene ou Wilton e  para qualquer outra situação;  acreditem, é dar cambalhotas no ar. É ter o sorriso estampado e colados em nossas faces. Andar de mãos dadas com o neto, ou a vontade dele em andar sem dar as mãos, de sair na nossa frente em correria. De uma pequena teimosia, como constante linguagem de seu relacionamento. São vínculos criados e estabelecidos pela idade.Entendemos este processo. É um outro ser, que quer dar os primeiros passos na vida, rumo a sua longa caminhada durante a sua existência. O nascimento de meu primeiro neto, é um encontro de saberes. Um momento do passado com o presente, vislumbrando o futuro. Estar com o neto é a oportunidade de observar as transformações do cotidiano. De olharmos como testemunhas em que o momento da leitura do mundo. é anterior a escrita. Atento e curioso, percebe os sons e os significados. Passa para uma nova etapa, a condição de sujeito-falante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo é festa. Meu neto é maravilhoso. Carinhoso, encantador, travesso e dono de muitas outras coisas que compõe esse baixinho, fazem dele um ser muito especial. Gosta de livros, pede para contar. É ouvinte.&lt;br /&gt;É o nosso momento, mesmo por algumas horas, de curtir ou mesmo por frações de segundos, fazer um breve retôrno a nossa infância. Das brincadeiras criadas, ou reproduzidas nestas horas, das músicas "infinitamente" tocadas e cantadas, Ramom, vivencia muito. Quando gosta da música, pede para repetir, é o momento Peça Bis ao Vovô. Achamos nosso neto muito criativo, muda a coreografia conforme a música, seja por qualquer som emitido, até um simples bater palmas. Há em seu corpo uma musicalidade, uma sonorização, uma harmonia, uma sensibilidade que está em permanente sintonia com o prazer do movimento, sua expressão corporal manifestada, está incorporada a todo momento. Está ligado ao som interno e os que são produzidos na rua. Barulho de vozes, buzinas e outros sons urbanos. Reconhece diferenças. Estimulos cerebrais importantes, são registrados.&lt;br /&gt;Ramom, é ouvinte de um repertório rico e diversificado. Esta fase é o começo de produção de palavras e sonorizações. Uma percepção auditiva, captando os "barulhos" e a sua conseqüente identificação. Começou a freqüentar o maternal. Reações não muito receptivas de ficar na escola foram expostas, choro e negativas. É um processo de adaptação, ao novo mundo e ao universo da escola.  O Som e o silêncio, são duas combinações importantes em seu processo de conhecimento.&lt;br /&gt;O seu corpo está sempre em movimento, apresenta um gingado, que faz de nós, espectadores deste "show" particular. Muito engraçado quando reprova a música, diz que: "não", " não quer", "faz manha", etc, procede assim, no momento em que eu mudo a música que está ouvindo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faço de modo a observar, a sua reação, a resposta é instantânea e sempre negativa. Se interage com a música, a resposta é sempre positiva. Não poderia ser diferente, ele veio embalado por canções de ninar, do folclore infantil, algumas entonadas de modo bem desafinado. Acho que começou  adquirir a linguagem musical, inseridas como parte de seu processo de aprendizagem formal e informal dianta da vida. A música o acompanhará em toda a sua trajetória, vai ser importante em seu amadurecimento afetivo e social, enfim, faz parte de seu processo cognitivo. Viva a Música!&lt;br /&gt;Hoje é dia de festa, mas será comemorado no próximo sábado. O tema escolhido pelos pais foram animais em uma floresta, sob a confecção e criatividade de Tia Ângela, prima Camila, Tia Eliane, mais Avó Marilene, todas empenhadas em colaborar na realização da festa. Vai rolar a festa...&lt;br /&gt;Para nós seus avós, desejamos que possa curtir bastante este momento único, pois, ele pertence a você. Que faça bom proveito. Parabéns!!!!&lt;br /&gt;Ps: Um passarinho verde, andou espalhando, que no final de outubro, ou começo de novembro, Ramom, seus pais e nós, os avós receberão de braços abertos, o pequeno grande homem, de nome Ricardo, querido e desejado por todos. Sem dúvida o mais novo reforço da imensa torcida vascaína.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-115270296909674517?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/115270296909674517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=115270296909674517&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115270296909674517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115270296909674517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/07/hoje-dia-de-ramom.html' title='Hoje é dia de Ramom'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-115062394983384163</id><published>2006-07-05T02:43:00.000-07:00</published><updated>2006-07-05T11:31:21.183-07:00</updated><title type='text'>Noites Insones.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/Helena%20Coelho.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/Helena%20Coelho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;Helena Coelho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; : Pintora Naïf. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1949. Sempre em atividade, expondo em museus do país e mostra coletiva e individual, apresentando-se no exterior com grande sucesso.Incluída em livros como referência no panorama de nossa arte, em especial a arte naïf. Sua arte é muito interessante, é comprometida com a simplicidade das coisas belas e deve ser apreciada, admirada com aplausos.&lt;br /&gt;(Fonte de Consulta: Cayomecenas, ArtCanal,Galeria Jacques Ardies)&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Meus Caros Leitores e Amigos, agradeço muito pela participação de vocês. Coloquei, pregado no varal mais um texto da safra poética.Alguns dos meus escritos, foram selecionados e estão expostos no site de minha querida amiga e escritora Arlete Meggiolaro, em seu &lt;a href="http://www.orvalhodalma.com.br"&gt;Orvalho D`Alma&lt;/a&gt; ,uma página que promove e divulga autores brasileiros e que vale sempre uma visita.Um grande abraço.&lt;br /&gt;~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,0,102)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Em silêncio desato nós&lt;br /&gt;cegos&lt;br /&gt;amarrados&lt;br /&gt;bem lá&lt;br /&gt;no fundo&lt;br /&gt;do coração.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,0,102)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Sonhos congelados&lt;br /&gt;derretem as&lt;br /&gt;ilusões passageiras&lt;br /&gt;que embotam&lt;br /&gt;obscuras&lt;br /&gt;noites insones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo os momentos&lt;br /&gt;felizes em um baú&lt;br /&gt;empoeirado&lt;br /&gt;no interior de meu&lt;br /&gt;ser inanimado.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,0,102)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Sigos os passos iluminados&lt;br /&gt;pelo breu&lt;br /&gt;para encontrar&lt;br /&gt;as cores fragmentadas&lt;br /&gt;da felicidade.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,0,102)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Na tela encardida&lt;br /&gt;cerzida&lt;br /&gt;pelo tempo os&lt;br /&gt;instantes do&lt;br /&gt;meu presente&lt;br /&gt;estão&lt;br /&gt;perdidos em&lt;br /&gt;minhas vagas&lt;br /&gt;memórias.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,0,102)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Rabiscadas nas margens&lt;br /&gt;dos rascunhos&lt;br /&gt;feitos a mão pela&lt;br /&gt;vida a fora.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,0,102)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Prossigo os caminhos&lt;br /&gt;dando voltas em torno&lt;br /&gt;de mim.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,0,102)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Era noite.&lt;br /&gt;Não me acho.&lt;br /&gt;Continuo acordado.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,0,102)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-115062394983384163?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/115062394983384163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=115062394983384163&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115062394983384163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115062394983384163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/07/noites-insones.html' title='Noites Insones.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-115150231258535147</id><published>2006-07-01T06:37:00.000-07:00</published><updated>2006-07-02T04:02:35.493-07:00</updated><title type='text'>Conversas de Sábado.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/Helena%20Wong.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/Helena%20Wong.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Helena Wong &lt;/span&gt;: Pintora/Desenhista e Gravurista Nasceu em Pequim, em agosto de 1938, com o nome de Mie Yuan. Uma artista chinesa, naturalizada brasileira. Faleceu vítima de câncer aos 51 anos, em 1990. Desde cedo, sofre de uma moléstia reumática. Em Shangai, inicia o seu aprendizado. Suas primeiras manifestações artisticas são expressas através do desenho.Utiliza o nanquim. Nota-se em sua obra a presença da caligrafia e a pintura típica chinesa. Sua família muda-se para Curitiba. No inicio dos anos 50, toma aulas com Thorstein Andersen, manteve contatos com Ivan Serpa, Marcelo Grassmam e Alcyr Xavier. Sua obra esteve em exposição "Trajetória de uma Paixão", sob os cuidados do MON, para uma apresentação no Margs. Participou de diversas exposições no exterior e em nosso país. O seu interessante e bonito acervo, está sob os cuidados de sua irmã Shou Wen Alegretti. Helena Wong, é presença obrigatória no panorama das artes do Estado do Paraná.(Fonte de Consulta: Mesa Redonda sobre a artista, por ocasião da Exposição Solar do Rosário , em Curitiba, MON - Museu Oscar Niemeyer)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;*************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Caros Amigos Leitores e Blogueiros, passo para deixar colado no mural um texto que descreve uma situação em que vivenciei na Feira do Livro, da Praça Serzedelo Correia. Um grande abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Olá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Na semana passada foi instalada a feira de livros na Praça Serzedelo Correia, em Copacabana. Atualmente, por restrições dos órgãos municipais e pelo desenho da praça, houve uma enorme redução dos expositores/barraqueiros. Hoje, há um número bem menor de participantes, assim como, a diminuição do horário de funcionamento. Observa-se uma forte predominancia de livros usados e saldos. As barracas ganharam uma nova roupagem, um novo visual, mas a falta total de divulgação permanece. O aluguel (taxa) do espaço para montagem/transporte das barracas, é recolhido pela ABL, de seus associados e costuma ser bem elevado, envolve pagamento da iluminação, segurança, e outras coisas que não me recordo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Quem controla a  ABL - Associação Brasileira do Livro, que promove as feiras do livro nas praças da cidade do Rio de Janeiro, segundo fui informado, atualmente,  é  um livreiro, dono de um sebo. Desde  do surgimento  da feira, a secretaria executiva da entidade mantinha o controle total  e foi presidida durante muitos anos , por um livreiro de nome Santana, o mesmo da razão social da livraria, um antigo sebo no centro da cidade. Nunca a oposição formada por livreiros conseguiu alterar a situação que permaneceu até, o falecimento do secretário executivo. Houve casos em que ele expulsava o livreiro por discordar dele. Lembro que o Chico da livraria Dazibao-Ipanema, foi um deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Serzedelo Correia, é uma praça protegida por grades, como a maioria das praças e prédios de nossa cidade. O seu interior, é utilizado por crianças para brincar e idosos que costumam jogar damas e outros jogos em um espaço reservado para eles. Por outro lado, a praça é povoada por pivetes ( meninos e meninas) que passam grande parte do dia, cheirando cola e praticando os chamados atos infracionais. A convivência é democrática, desde de mendigos de várias espécies, a bêbados e loucos. Tão democrático e sem policiamento que não devemos esquecer da forte presença de  larápios que atuam livremente em direção aos pertences daqueles que transitam pelo local.  O alvo preferido, são idosos e mulheres.&lt;br /&gt;De vez em quando, aparece um grupo de ciganas dispostas a abordar um público incauto, predominante feminino, ávido em saber através da leitura das mãos o “incógnito” destino, para os apaixonados e os querem melhorar de vida, são clientes certos deste grupo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Até pouco tempo, um espaço da praça era dividido por um posto de saúde, que para a construção do metrô foi transferido para lá.Ficou por pouco tempo. Recentemente foi demolido e voltou para o lugar de origem, perto da Estação Siqueira Campos do metrô.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(51, 0, 153);" align="justify"&gt;A Praça Serzedelo Correia, concentra um grande número de menores de rua e pedintes. Faz parte do cenário da praça, um razoável número de moradores/famílias sem teto, há sempre alguém dormindo e fazendo do solo, seu banheiro, sua morada e cama.&lt;br /&gt;Antigamente, a praça era conhecida como a “Praça dos Paraíbas”, pela predominante presença de forte contingente oriundos do norte e nordeste do país. A trilha sonora predominante era o forró. Há em volta da praça, a Igreja Nossa Senhora de Copacabana, outros templos religiosos, consultórios, residências, e um comércio bem diversificado, um deles,  comercializa produtos eróticos e foi enfocado pelas singulares lentes do blogueiro e artista plástico Jôka P, criador do &lt;a href="http://avenidacopacabana.blogspot.com"&gt;Avenida Copacabana&lt;/a&gt;, um dos mais interessantes e badalados blogues que circulam pela blogosfera. Vale a pena fazer uma visita. Seu blog gerou recentemente uma matéria no jornal O Globo.&lt;br /&gt;Como estava andando pela praça, resolvi por curiosidade parar em uma barraca de livros usados, tenho dado preferência por este tipo de livro. Ao acaso, peguei o livro de autoria de Umberto Eco, o Pêndulo de Foucault (1988) publicado pela Record. O livro estava em um estado razoavel, o valor registrado era de 25 reais, comecei a folhear, eis que surge a presença do vendedor, querendo  vender e dizendo que poderia  dar um desconto de 20%. Fiquei embasbacado com a proposta e com a conotação de que ele poderia me conceder o desconto.Respondi que era uma obrigação dele, em dar o desconto. Ele me respondeu que depende. Não é bem assim, continuou. Informei a ele, que trabalhei por mais de vinte anos no mercado editorial , sei  que por estar em exposição na feira do livro, era obrigado a dar o desconto. Não era a seu bel prazer que eu estaria ganhando o desconto. Ficou calado. A barraca pertence a uma familia que detém mais barracas na feira e donos de um tradicional sebo no centro da cidade. A malandragem da situação, as barracas não estão expondo mais a faixa que declarava o gozo do desconto de 20%, omitem o que é amparado por lei municipal. Dalí fui em busca de algum conhecido do meu tempo de livreiro, encontrei - a resposta foi confirmada, sumiram com a placa indicativa de desconto. No entanto, vigora o desconto pela cara do freguês, ou pela necessidade de faturar se a venda tiver muito baixa. Como o consumidor é enganado, como a feira é usada muito mais para queima de saldos com diferentes preços, “esquecem” de avisar sobre o desconto. O argumento é que há muito livro em promoção com baixo valor.  No meu tempo de livreiro, distribuidor e editor, todos os livros expostos eram apontados com dois preços, um com o valor do preço de capa e  em seguida, o valor a ser pago com desconto de 20%. O mundo é dos espertos, fiquei convencido. O livro novo é tabelado pela editora; o usado, é marcado pelo livreiro, às vezes um mesmo livro, possui diferentes preços em outra livraria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-115150231258535147?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/115150231258535147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=115150231258535147&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115150231258535147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115150231258535147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/07/conversas-de-sbado.html' title='Conversas de Sábado.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-115115374971660211</id><published>2006-06-26T05:05:00.000-07:00</published><updated>2006-06-26T13:15:08.533-07:00</updated><title type='text'>A Imaginação</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/glenio.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/glenio.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Glênio Bianchetti&lt;/span&gt; : Gravador/Ilustrador, Pintor e Professor. Nasceu em 1928, na cidade de Bagé.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Participante de destaque do grupo de artistas identificados com a Modernidade gaúcha, que junto com Scliar, Danúbio Gonçalves, Vasco Prado e Glauco Rodrigues, fundaram o Grupo de Bagé, nos anos 50, que mais tarde deu origem ao Clube de Gravura de Porto Alegre. Um grupo de artistas com uma coloração esquerdista e vínculos com o movimento modernista paulista dos anos 20 e com a vanguarda européia. Aluno de Iberê Camargo, no Instituto de Belas Artes. Glênio, é identificado como um talentoso artista expressionista, vinculado a primeira fase do modernismo brasileiro. Artista com mais de 50 anos de carreira. Foi diretor do setor gráfico da Divisão de Cultura da Secretaria de Educação do Rio Grande Sul. Lecionou gravura na UNB. Criou painéis para a Varig. Diretor do Margs. Ilustrou em 2000, o livro Vidas Secas para a Confraria de Bibliófilos do Brasil. Participou de diversas exposições em nosso país.Possuidor de diversos prêmios.Glênio é uma figura de destaque no panorama de nossa arte, com importante contribuição pelo conjunto de sua obra, merece ser sempre apreciado.(Fonte de Consulta: Secretaria Municipal de Cultura/Porto Alegre,MAC/USP(Cassandra de Castro Assis Gonçalves/Bolsista, RioArteCultura, Investarte.) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;******************************************************&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Olá!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Passei rápido para deixar o texto produzido recentemente, para ser colado no mural. Agradeço pelos comentários feitos e deixados por novos e velhos amigos.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;####################################################&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Havia combinado com Walter, que sábado, após a sessão de cinema, voltaríamos para casa, pediríamos uma pizza grande; os refrigerantes, eu havia comprado em promoção, no supermercado.  Acordei cantarolando, há dias em que acordo com vontade de cantar. Aviso aos navegantes, que sou péssima cantora, muito desafinada, mais ainda, quando penso em imitar Teresa Salgueiro, cantando Alfama: “Agora, que lembro, as horas ao longo do tempo”...”Esquecida, em cada dia que passa, nunca mais revi a graça de teus olhos”... que serviu como parte da trilha sonora do filme Céu de Lisboa. Gostei deste filme quando assisti e me tornei fã do grupo português.&lt;br /&gt;Walter inicialmente, não concordou, mas acabou aceitando os meus argumentos para passar o final do dia, em casa. O cinema era próximo, na saída, retornamos caminhando de mãos dadas pela avenida. A maioria do comércio tinha cerrado as portas. Camelôs, mendigos e a sujeira tomavam conta da calçada, dificultando o trânsito de pessoas. Um grupo de pivetes cheirando cola, insistiam em entrar no ônibus parado no ponto. Os passageiros no interior do ônibus, ficaram assustados. Os garotos eram bem agressivos, não conseguiram entrar e correram em disparada para pegar o próximo, não conseguiram. Sairam em disparada fazendo algazarra.&lt;br /&gt;Quando chegamos à praça Serzedelo Correia, estava instalada a feira de livros, ao caminharmos em direção a uma das barracas, nos deparamos com um senhor que gritava desesperadamente por Pega Ladrão! Tentava perseguir o lépido ladrão descalço, vestido com as cores do Brasil e que sumia no meio da rua, entre os carros.Ninguém se mexeu, mas não sei se conseguiram prende-lo mais adiante.&lt;br /&gt;Uma amiga disse certa vez, que éramos um casal à moda antiga, destes que ficam de mãos dadas e recebe flores de presente. Lembrávamos sempre das datas mais importantes de nossa história de vida. Em uma tarde de domingo, sem assistir televisão,apenas escutando rádio, ficamos rememorando o nosso primeiro encontro e quem tomou a iniciativa de começar a conversar. Walter negou, que tinha sido ele quem começou, afirmava que era eu quem a pretexto de acender um cigarro, perguntou se tinha fósforos; na ocasião Walter ainda fumava, tempos depois, abandonou o vício do cigarro. Lembrando hoje, fico a rir da situação, Walter ficava bastante incomodado com o cheiro, passou a ser intolerante. Eu, cada vez, fumava mais. Não renunciava a minha vontade de fumar.&lt;br /&gt;Ao chegarmos em casa, o telefone estava tocando, eu atendi, eram amigos combinando para mais tarde, um encontro em um bar. Abandonamos o que inicialmente havíamos combinado e resolvemos sair com os amigos. Nove horas, foi a hora acertada, havia tempo, para mudar de tomar banho e mudar de roupa. Fomos em um bar perto de casa. Por sorte encontramos uma mesa vazia, geralmente, sentávamos nela, dali, tinha uma boa visão da rua e do interior do bar. Eu, defronte para Silvia e Walter diante de Carlos. Pedimos o de sempre. Enquanto, aguardava, eu estava olhando para o outro lado, de repente, meus olhos fixaram em um homem barbudo, com ar de intelectual, lendo um livro, que à distância, me pareceu ser Alma de Pássaro. Estava entretido na leitura, restava um pouco de bebida em um copo. Não conseguia tirar os olhos daquele estranho.Algo me atraia. Ficara pertubada com a sua presença. Walter distraia com as piadas contadas por Carlos, algumas eram repetidas, mesmo assim, risadas eram ouvidas.Carlos tinha um jeito todo especial para contar piadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Olhava e pensava naquele homem misterioso. Divagava. Que horror! Eu uma senhora casada, e em companhia do marido e de amigos que poderiam a qualquer momento flagrar meu comportamento. Não sei, mas eu senti que ele me olhava.Acho que chamei atenção dele. Há quanto tempo, um homem não me olha daquele jeito. Sabe lá, se Walter poderia ler os meus pensamentos. Pensei em trocar de lugar com Silvia, de onde ela estava, teria uma dificuldade em olhar para aquele estranho barbudo. Que bobagem a minha, acabei, ficando no mesmo lugar. Comecei a pensar no homem, será que estava sozinho, ou aguardava a companhia feminina, uma daquelas lindas mulheres de Copacabana. Dei asas a minha imaginação,  imaginando tanto, que em certo momento, não prestei atenção a pergunta que Silvia me fez. Respondi qualquer coisa, para o seu espanto. Pela segunda vez, acabei de modo lacônico, respondendo. Achei que Silvia como mulher tinha percebido meu ligeiro interesse no homem barbudo, que distraído, lia um livro. Não poderia por um entusiasmo infantil, de adolescente, perder o contrôle sobre mim. Disfarçava e voltava meu olhar e ouvido para o grupo. Caso contrário, acabaria deste modo, provocando um mal estar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Fiquei aliviada, quando percebi, que o homem fechava o livro e pedia a conta.  Distante eu controlava todos os seus movimentos. Levantou, passou por mim, deu uma olhada para o relógio e foi embora.Nem me reparou. Que alivio, eu o acompanhei seguindo por meus olhos, até o momento em que fez sinal para o taxi e partiu.&lt;br /&gt;Meia hora depois, pedimos a conta. Walter muito animado pelos chopes tomados, acabou me dando um beijo. Despedimos dos amigos e fomos para casa dormir, no dia seguinte, o trabalho nos aguardava. Deixei de ser sonhadora, voltei a dura realidade das minhas tarefas do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-115115374971660211?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/115115374971660211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=115115374971660211&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115115374971660211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115115374971660211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/06/imaginao.html' title='A Imaginação'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-115054703980379609</id><published>2006-06-19T04:15:00.000-07:00</published><updated>2006-06-19T02:46:20.660-07:00</updated><title type='text'>O Amor de Selma</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/Eli.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/Eli.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204); font-weight: bold;"&gt;Eli Heil&lt;/span&gt; :&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Artista autodidata catarinense, nascida em Palhoça, em 1929. Dona de  intensa produção artistica, com trabalhos desenvolvidos na pintura, cerâmica, escultura, desenho e tapeçaria. Estima-se em mais de duas mil obras, a composição de seu acêrvo, que pode ser admirado no Museu Mundo Ovo, de sua propriedade e situado em Santo Antonio de Lisboa, na Rodovia SC-401. Destaca-se como referência turística no estado. Muitos de seus trabalhos foram premiados e vistos em exposições no exterior. (Fonte de Consulta: Guia Floripa, Secretaria Municipal de Turismo, Universia Brasil, City Brazil - Pontos Turísticos )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;****************************************************************&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Olá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Meus Caros Amigos, agradeço muito pelas visitas e os comentários deixados no blog. Passei para deixar colado no mural, o mais recente texto de minha safra "literária". Desejo para todos uma ótima segunda-feira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ps: No final de semana, começaram a montar as barracas para a feira do livro da Praça Serzedelo Correia, em Copacabana. Gosto da feira, participei durante quatro anos, sendo barraqueiro, utilizava sob os meus cuidados o selo da Edições Graal, na época ainda pertencia ao ex-deputado Max da Costa Santos e gerenciada pelo grande editor Paul J. Cristoph; mais tarde foi adquirida pelo empresário Fernando Gasparian, proprietário da Editora Paz e Terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(40, 0, 153);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Os pais souberam de sua decisão, sem muitos detalhes em um bilhete deixado pregado na porta da geladeira, lido, após a volta da missa. Selma  informava, que a  mudança de casa, seria no sábado.No mais, era silêncio. Largaria, mais uma vez, tudo em nome do novo amor.Sempre foi assim, desde de menina. Quando os estudos foram deixados de lado, pois,  ficariam para uma próxima oportunidade, que ela imaginava ser, em um tempo bem distante, logo após, os sonhos de casar e ser mãe.Não gostava de freqüentar à escola, tampouco, de ficar estudando, lendo.Vez por outra, para distrair, pegava emprestado de sua avó, alguns romances da coleção Biblioteca das Moças, adorava aqueles livros com final feliz. Os livros preferidos eram os de M Delly.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(40, 0, 153);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Desde criança, nas brincadeiras com as bonecas, tinha muitas; ou com as amiguinhas, na escola ou na pracinha, imaginava, quando tivesse um marido, encontraria a felicidade. Seria um marido que a fizesse sonhar, sempre lindos sonhos de amor.Um marido para toda a vida. Maria Cristina, sua amiga de infância, jura que ela, falava e sonhava com príncipes e alguns poucos sapos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(40, 0, 153);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Imaginava ser mãe de muitos filhos, inclusive, teria escolhido alguns nomes, os mesmos dos bonecos de seu quarto.Imaginava viver em um reino de fantasia e de riquezas. Rainha de um lar doce lar, para quem sempre nas brincadeiras de menina, se imaginava uma princesa.Moraria em castelos e na Europa.Viajaria em carros possantes e modernos, antigas carruagens imaginadas na infância.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(40, 0, 153);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Em um baile, nos salões do clube, conheceu Pedro, garoto sonhador, para as meninas da turma, parecia um principe, a tirou para dançar, naquela tarde. Não pararam de dançar e de namorar.Ficaram de  mãos dadas.Trocaram beijos e afagos. Em silêncio, conversaram por muito tempo.Juras de amor, de eterno amor. Pintaram sonhos inesquecíveis e coloriram ilusões.O casamento em uma grande festa, era um desejo.Em um dia de chuva, diante do espelho, colocou uma flor no cabelo. Ficou linda como uma rainha. Sua melhor amiga, um convite para ser madrinha. Promessas, muitas. Acreditou em todas, tudo  em nome do amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(40, 0, 153);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Do amor sonhado nas telas de cinema, nas páginas das revistas recortadas, dos galãs das novelas de tv, dos inúmeros amores idealizados, sonhados e perdidos.Selma,sempre acreditou que o próximo amor de sua vida, encontraria a felicidade, mesmo que não fosse para sempre, insistiria. Selma depois da mundança, tinha acabado de colocar em um canto no quarto do casal,  uma grande caixa, ali, estavam embrulhados sonhos e desilusões.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(40, 0, 153);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-115054703980379609?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/115054703980379609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=115054703980379609&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115054703980379609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/115054703980379609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/06/o-amor-de-selma.html' title='O Amor de Selma'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-114907520562278244</id><published>2006-06-15T07:14:00.000-07:00</published><updated>2006-06-15T10:10:53.046-07:00</updated><title type='text'>Papo de Quinta</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/bruxa%2050x%2040.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/bruxa%2050x%2040.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo de Haro&lt;/span&gt; :&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Bruxa"&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;- &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Poeta, Artista Plástico e Acadêmico. Membro da Academia Catarinense de  Letras (ACL). Sua obra escrita está sendo reditada pela editora carioca. Nasceu em Paris, em 1939.&lt;br /&gt;(Fonte de Consulta&lt;/span&gt; :&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.helenafreta.com.br"&gt;Helena Freta Galeria de Arte&lt;/a&gt;  , &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Museu de Arte de Santa Catarina, Agulha - Revista de Cultura, Jornal Metropolitano -SC.)&lt;br /&gt;Observação: Dados biográficos incompletos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color:#000080;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Olá!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000080;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Meus Caros Amigos, reapareço no blog, depois de um recesso provocado pela Virtua/Net (banda larga), que deixou parte de algumas ruas de Copacabana, sem sinal de acesso a internet.Neste período ficamos engessados, condicionados ao suporte técnico da Net, que durante os quinze dias, não respondeu com precisão qualquer previsão de retorno do sinal e qual o tipo de defeito, alegavam um problema externo.Confesso que é uma situação extremamente desagradável, chegando a ser muito irritante. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000080;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ontem, por volta de 18 horas, para a nossa alegria, o sinal foi restabelecido. Nesta quarta-feira, foi dia de visita de Ramom, que está cada vez mais serelepe. Foi dia de ouvir música infantil, ou melhor, uma overdose de uma música “cantada” por Xuxa, chamada “ A Elefanta Bila Bilú”. Como o meu neto gosta da música, chega a reclamar se eu disfarçadamente troco de música, responde que “não queria”, sempre de forma negativa,  se não é de seu agrado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000080;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Aproveitamos neste intervalo e alugamos dvds, assistimos: Língua, Jardineiro Fiel e Closer.Iniciei a leitura dos livros comprados no sebo, o primeiro foi “A Republica dos Assassinos”, de Agnaldo Silva e o “O Bruxo”, de Maria Adelaide Amaral.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000080;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Querida Lia (Blog Cotidiano) não pude aparecer na festa de arromba de seu blog. Desejo de coração, vida longa para o seu blog e espero que tenha curtido muito este momento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000080;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Fico por aqui, desejando um bom feriado para todos amigos e leitores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-114907520562278244?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/114907520562278244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=114907520562278244&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/114907520562278244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/114907520562278244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/06/papo-de-quinta.html' title='Papo de Quinta'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-114778691129670343</id><published>2006-05-29T06:20:00.000-07:00</published><updated>2006-05-29T11:22:01.570-07:00</updated><title type='text'>Colecionador de Sonhos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/Thomaz%20Ianelli.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/Thomaz%20Ianelli.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Thomaz Ianelli&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; &lt;/span&gt;: &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,51,0)"&gt;Nasceu em São Paulo, em 1932. Pintor, gravador e desenhista. Foi integrante do Grupo Guanabara, criado em 1958. Sua primeira exposição foi em 1960, na galeria da Folha.Participou da equipe de filmagem de Quarup, pintando diversas aquarelas. Morreu em 2001, vítima de embolia pulmonar. Irmão do artista plástico Arcângelo Ianelli e tio do artista plástico Rubens Ianelli. ( Fonte de Consulta: Folha de São Paulo(On line/2001), ) Morreu antes da realização de um filme do documentarista Carlos Cortez em homenagem aos seus cinqüenta anos .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Olá! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Peço desculpas aos amigos leitores e blogueiros, por não ter encontrado um tempo para uma dedicação maior nas visitas em que faço a suas páginas. Entro e nem tenho deixado comentários, tampouco, deixo todas as respostas aos visitantes no espaço destinado aos comentários. Na verdade, desde que Marilene ficou aposentada, que tive que redesenhar um novo tempo para uso da internet, ficando menos tempo na parte da tarde, fizemos uma divisão; eu pela manhã e ela preferencialmente pela tarde, mas nada que seja inserido aos rigores da lei. È uma combinação democrátcia. Estabelecemos que a noite  é livre, e é para se fazer, o que der na telha...ler, assistir tv, conversar e fazer, se ninguém esquecer, outras coisas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Aproveito  para pregar no varal, mais um texto saído do fôrno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;*******************************************************&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;Sou um rico colecionador de sonhos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;dos sonhos mais lindos&lt;br /&gt;dos sonhos de criança sapeca&lt;br /&gt;dos sonhos dourados&lt;br /&gt;dos sonhos utópicos.&lt;br /&gt;Dos sonhos embalados&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;amontoados&lt;br /&gt;dos sonhos distantes.&lt;br /&gt;Tristes.&lt;br /&gt;Dos sonhos de principes&lt;br /&gt;e princesas&lt;br /&gt;dos sonhos de valsa.&lt;br /&gt;Dos sonhos coloridos&lt;br /&gt;dos sonhos realizados&lt;br /&gt;em preto e branco&lt;br /&gt;Sonhos costurados&lt;br /&gt;remendados&lt;br /&gt;embaralhados&lt;br /&gt;conquistados.&lt;br /&gt;De sonhos por um mundo melhor&lt;br /&gt;de sonhos acordados.&lt;br /&gt;Acreditados.&lt;br /&gt;De sonhos escondidos&lt;br /&gt;sumidos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;Relaxados.&lt;br /&gt;Desfeitos.&lt;br /&gt;Idealizados.&lt;br /&gt;Coleciono sonhos&lt;br /&gt;sonhados&lt;br /&gt;Sonhos de palhaço.&lt;br /&gt;Sonhos de amor&lt;br /&gt;sem fim&lt;br /&gt;Sonho sempre como &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;Sonha&lt;br /&gt;um Poeta.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-114778691129670343?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/114778691129670343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=114778691129670343&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/114778691129670343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/114778691129670343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/05/colecionador-de-sonhos.html' title='Colecionador de Sonhos'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-114839023654985908</id><published>2006-05-23T05:54:00.000-07:00</published><updated>2006-05-23T09:11:20.353-07:00</updated><title type='text'>Lúcia diante do espelho.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/depressao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/depressao.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Lúcio Maria &lt;/span&gt;: &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Depressão"&lt;/span&gt; - óleo s/tela. Artista, ganhador do Primeiro Prêmio Arthur Bispo Rosário, em 1999. Usuário do Hospital de Saúde Mental do Guarujá, no Estado de São Paulo. Não disponho de maiores informações sobre o artista.&lt;br /&gt;(Fonte de Consulta: crpsp.org.br )&lt;br /&gt;_____________________________________________&lt;br /&gt;Olá!&lt;br /&gt;Passo pela Quitanda para deixar afixado no  mural, um conto de minha autoria. Agradeço aos amigos leitores pela presença e o comentário deixado neste espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;Lúcia acordou cedo, arrumou a casa, preparou o café para os meninos. Não comprou pão, estava com preguiça, ofereceu bolachas e pedaços de bolos, reclamaram...fingiu não ter escutado as costumeiras reclamações de Daniel e Susana. Os dois adolescentes, filhos do primeiro casamento. Não  se candidatam para comprar o pão, fazem corpo mole e dizem sempre que estão, mais cansados do que eu . Para eles, eu nunca estou cansada, estou sempre disposta e pronta para qualquer coisa. Penso que mãe para eles, não têm vida própria, desejo, vontades ou mesmo ficar de papo para o ar. A padaria é próxima de casa, mas nem assim, algum deles se dispõe a sair e comprar o pão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;Faz tempo, mas ainda sinto falta de Horácio, desde que, sofreu um acidente de automóvel, inexplicável, acabando com a sua vida; fiquei só e em companhia de um casal de filhos. Ainda bem que estudam em escola pública, caso contrário, o dinheiro que  ganho não daria para pagar mensalidade em escola particular. Volta e meia, ameaçam não ir para à escola, detestam, faltam professores e os colegas  fazem brincadeiras cada vez mais agressivas. Outro dia, Daniel contou para mim, que um de seus colegas, ameaçou bater na professora, por ter tirado nota baixa. Foi um horror, que situação. Quando Daniel me contou, nem acreditei.  Reconheço que está muito dificil trabalhar no magistério atualmente. Há todo momento subvertem valores, passando a valer a linguagem da violência, acompanhada muitas vezes por uso de drogas. Daniel, disse em conversa na hora da janta, que havia uma falta de respeito de ambas partes. Neste dia, ele não estava, faltou por estar muito acamado, mas soube, que um dos seus professores de geografia, tentou dar um tapa em uma menina e terminou tudo em pizza,como se diz hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt; Tomaram café com pressa e foram para a escola. Todo dia faço tudo igual, me sinto assim, não sei, tenho sérias dúvidas, se esta rotina tem me dado felicidade.Acho que sou feliz,cuido dos filhos, da casa e recebo uma pensão. Tenho vivido sem muito gastos, livros quase não leio, assisto mais televisão e sou fanática pelas novelas. Não sei se poderia ser diferente.Não sou velha, tenho 48 anos, sei que as mulheres não gostam de revelar segredos, como a idade, não me importo. Nunca fui grilada com idade, mas conheço minha ex-cunhada que sempre foi, vivia enganando-se e enganada pelos elogios falsos recebidos pelas amigas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt; Ontem, quando as crianças, é o hábito de assim chamá-las, foram ao cinema  em um shopping, na parte da tarde ; me surpreendi ao ficar sentada diante do espelho do quarto. Olhei por alguns minutos e tive a coragem de reparar, estava despida, bem de frente,com os meus peitos caidos, uma barriga ligeiramente flácida e os quadris cheios de estrias. As coxas com celulite. Sou assim! Sou gorda e feliz. Estou envelhecendo, sinto-me bem, mas se eu encontrasse um novo amor e como fazer amor com ele, ao me ver assim, ao natural. Um receio tomou conta de mim, por pouco me vejo pensando em beleza e nas mulheres que sempre estão malhando os corpos  em academias. Verdade, disse outro dia para Mariana, que não era acomodação, tinha consciência de meu estado, não vou me submeter as regras da ditadura do corpo bem torneado, da beleza dos salões e das passarelas.Estou fora!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt; Há tempos que venho pensando em conhecer outro homem, aliás, conheci o irmão de Paula, que é advogado, fomos apresentados e fiquei muito interessada em manter uma amizade.Disse da última vez, que nos encontramos, que iria a São Paulo, quando voltasse na quarta-feira, sairíamos para jantar fora.O telefone toca por volta de 20 horas, era Tiago, irmão de Paula, querendo confirmar o encontro.Confirmei! Ficou de passar aqui.Diante daquele mesmo espelho, me senti linda. Estava pronta!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-114839023654985908?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/114839023654985908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=114839023654985908&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/114839023654985908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/114839023654985908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/05/lcia-diante-do-espelho.html' title='Lúcia diante do espelho.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-114786855801118583</id><published>2006-05-22T04:50:00.000-07:00</published><updated>2006-05-22T07:46:42.146-07:00</updated><title type='text'>Cacos do Coração</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/Vilanova.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/Vilanova.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Vilanova &lt;/span&gt;- &lt;span style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;Artista autodidata, entalhador e pintor, nascido em 1962. (Fonte de Consulta : O Mundo Mágico de Vilanova, Destino Pernambuco, Ícaro Brasil, Arte Maior Galeria) Um artista , assim, como Bajado, outro reconhecido artista popular da cidade de Olinda; Vilanova sempre pinta com as cores de seu mundo mágico que em exposição nos oferece em seu ateliê diversos trabalhos povoados por anjos, bichos e figuras do universo carnavalesco de Olinda. Toda esta beleza espalhada pelo país e pelo mundo, tem a sua origem em seu ateliê que fica no bairro de Amparo, na rua Amparo, 224. Sua pintura pode ser identificada como arte naïf. Uma grande produção em telas, aquarelas e entalhes, sempre com um olhar para o interior da cultura nordestina, presentes em temas do universo carnavalesco e a natureza de sua terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;*******************************************************&lt;br /&gt;Olá!&lt;br /&gt;Passo pelos corredores da Quitanda para deixar colado no varal, o mais recente texto de minha safra poética. Aproveito para deixar registrado meu contentamento por Ramom, debutar na escola, ou melhor, no colégio, como prefere falar. Eu e Marilene fomos levá-lo na sexta-feira, pegamos o metrô e soltamos no bairro do Flamengo. Gosta de andar de metrô, fica atento a tudo. Assim que entramos na rua , perguntei: onde é o colégio de Ramom? - para a nossa surpresa, apontou a direção. Até o momento não houve nenhuma dificuldade em se adaptar a este novo mundo. Fica numa boa. Dispara correndo de um lado ao outro, é incansável. Ramom ainda não ficou na fila no pátio, seus movimentos estavam liberados. Depois de um pequeno ritual com mensagens católicas, a professora, pegou ele no colo, despediu dos avós e foi para a sala. Era o terceiro dia no colégio e o nosso primeiro dia como testemunhas da alegria estampada em seu rosto. Desejo para os amigos visitantes e leitores, um ótimo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************************&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,51,255)"&gt;Juntei ao acaso os cacos do coração&lt;br /&gt;partido.&lt;br /&gt;Haviam pedaços de sonhos e de muita&lt;br /&gt;ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele coração&lt;br /&gt;desbotado&lt;br /&gt;Agonizava solitário&lt;br /&gt;misturado aos restos&lt;br /&gt;das lembranças embalsamadas&lt;br /&gt;esquecidas nas imagens&lt;br /&gt;em preto e branco&lt;br /&gt;do porta-retrato de minhas&lt;br /&gt;memórias espelhadas&lt;br /&gt;na moldura do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em silêncio as lágrimas&lt;br /&gt;rolaram em minha&lt;br /&gt;face.&lt;/span&gt; &lt;p class="western" style="FONT-WEIGHT: bold; MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(51,51,255)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="FONT-WEIGHT: bold; MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(51,51,255)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="FONT-WEIGHT: bold; MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(51,51,255)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="FONT-WEIGHT: bold; MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(51,51,255)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-114786855801118583?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/114786855801118583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=114786855801118583&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/114786855801118583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/114786855801118583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/05/cacos-do-corao.html' title='Cacos do Coração'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-114728833903118896</id><published>2006-05-16T11:29:00.000-07:00</published><updated>2006-05-16T07:37:20.130-07:00</updated><title type='text'>No Reino de Ramom</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/samson_flexor_negresses.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/samson_flexor_negresses.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Samson Flexor&lt;/span&gt; : &lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Nascido em Soroka, Romênia, no ano de 1907 e faleceu na cidade de São Paulo, em 1971. De origem franco-romena, com formação em Paris e conhecido inicialmente na pintura mural e na arte sacra, passou o seu aprendizado pela Escola Nacional de Belas Artes e na Academia Ranson. Foi ligado a Henri Matisse e Fernand Léger Considerado como o pioneiro do Abstracionismo. Chega em nosso país, com o grupo conhecido como "Pintores Independentes de Paris", promovendo uma mostra individual de seus trabalhos, depois da metade dos anos 40, inicia atividade artística, participando ativamente na formação de artistas no Ateliê Abstração (1951). Presente em diversas bienais, como: de São Paulo, Veneza e Tóquio.(Fonte de Consulta - Folha de São Paulo, site Pitoresco, Sobiografias, Portal das Artes)Uma obra editada pela USP, com o título de "Samson Flexor: Do Figurativismo ao Abstracionismo, de autoria de Alice Brill, publicado em 1990.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;********************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Olá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Estou de volta para deixar um texto que escrevi sobre o meu neto Ramom. Tenho encontrado bastante dificuldades em ficar conectado pelo Virtua, incrível tem ficado pior que o Velox, que abandonamos no mês de março. O tempo está nublado e frio, isto também quer dizer, que por ora, deixamos de caminhar. Agradeço aos amigos pela presença e os comentários&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;###########################################&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Volto a ser criança no encontro com o meu neto.Visto fantasias, teço ilusões e esperanças ao estar com Ramom. Ele, uma doçura de criança. Esperto, alegre e muito travesso.Trás ao chegar aqui, o mundo mágico e divertido, nas horas em que passamos juntos. Irradia um bonito sorriso ao chegar, ao me abraçar e beijar. Estou feliz! O espetáculo vai começar. A casa se transforma em palco e picadeiro deste pequeno artista.Livre, leve e solto, passa a correr de um lado ao outro. Nós, os avós neste momento nos transformamos em súditos no Reino Encantado de Ramom. Só dá ele e nem poderia ser diferente. Ele, é um garoto sensível à histórias infantis, à música e ao teatrinho que vai com a minha afilhada. Gosta muito de jogar bola, chuta e grita gol; sem nenhuma interferência do pai ou do avô, posso garantir, grita entusiasmado pelo Vasco. Insisti uma vez, para que torcesse pelo time da mãe, não houve jeito, pela primeira vez, detectei uma aversão, uma manifestação alérgica ao pronunciar o nome do adversário histórico de seu time. É verdade, que tentativas houveram, chegou a ser induzido por uma minoria feminina do lado materno, para que fosse torcedor daquele time. Ramom optou por desobedecer a sugestão materna, decidiu optar pelo melhor antídoto, que por pura coincidência, foi torcer pelo time da maioria esmagadora da familia paterna. Com minha formação democrática, respeitei a sua melhor opção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Adora o livro de Sylvia Orthof, A Velhota Cambalhota, nele identifica personagens e algumas cores da ilustração, que é feita por Tato, seu marido.Lembro de Sylvia ao dar autógrafo para o meu filho, em uma bienal no Rio Centro. Enfretamos uma fila e houve uma incrível coincidência, o menino que estava na frente de meu filho,com idades próximas, tinham o mesmo nome. Raoni é o seu nome. Quando fui livreiro sempre procurei ter os livros de autoria de Sylvia. Sua obra é imensa, estimo em mais de 100 livros. É sempre consumida pelo público infantil. Li alguns de seus títulos e percebo uma boa dose de humor, aliás, é uma de suas caracteristicas. Infelizmente, Sylvia, moradora da cidade de Petrópolis, nos deixou em 97. Recordo que nos anos 90, fui apresentado pela editora Rose Muraro, quando trabalhei na editora Espaço e Tempo, a autora de um grande best-seller, chamado Livro da Sorte, escrito por Syvia, sob pseudonimo. A autora vez por outra aparecia na editora.&lt;br /&gt;Como ouvinte, Ramom, gosta que repita diversas vezes a mesma história. Passa para outros livros, no entanto, o livro que mais lhe agrada, é o da Velhota. Ramom ainda não tem dois anos, está próximo de realizar os festejos desta data.O mês de julho, se aproxima.Os pais imaginaram a decoração com motivos de uma floresta. Decidimos pela festa no prédio.&lt;br /&gt;Gosto de escrever ou falar sobre o meu neto, embora, eu esteja me preparando, ou melhor, eu e Marilene, para daqui alguns meses, receber a presença de mais um neto.Há uma grande torcida para que venha uma menina, ainda mais pelo lado materno, em que a prole, só é masculina.Totalizam onze meninos.Uma menina, quebraria esta corrente. De qualquer forma, venha o que vier.&lt;br /&gt;Acho muito gozado o grito de avô que Ramom, faz ao me chamar. Há momentos em que me chama pelo nome, outras, pelo nome da avó ou da bisa. A mãe o repreende para que chame pelo de avô. Não ligo, qualquer maneira que me chame, acho muito legal. Não gosto de muita formalidade, prefiro que ele seja meu amigo e que tenha respeito e acate algumas orientações. Sou o avô e pronto.&lt;br /&gt;Ramom, esta semana vai para o colégio, o mesmo que a mãe estudou, começa na quarta-feira. Creio, que por sua natureza, vai interagir muito rápido com as outras crianças. Vai haver todo um ritual de entrada na escola, a mãe e alguns familiares participarão deste processo. Torço por este momento, pois acredito que seja a oportunidade de meu neto, começar a comer coisas mais sólidas e sadias. Espero sim, que remova a sua neofobia, passe a se alimentar não só de comida, como de sonhos e fantasias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-114728833903118896?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/114728833903118896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=114728833903118896&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/114728833903118896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/114728833903118896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/05/no-reino-de-ramom.html' title='No Reino de Ramom'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-114675099355295454</id><published>2006-05-10T06:24:00.000-07:00</published><updated>2006-05-10T07:35:35.313-07:00</updated><title type='text'>Clarice e Walter</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/1600/Rejane%20Melo.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5438/953/320/Rejane%20Melo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;Rejane Melo&lt;/span&gt;: &lt;span style="color:#000099;"&gt;Uma artista nascida em Natal, no ano de 1958. Nutróloga de formação, trabalha como nutricionista até 1994, desiste da profissão para dedicar-se à arte. Participou de diversas exposições em nossa cidade, como no exterior, onde também estudou. Esta artista muito talentosa, estudou desenho e composição na Escola do Parque Laje e foi aluna de Giangüido Bonfanti. Moradora do Rio de Janeiro.A pintura exposta na galeria da Quitanda, faz parte do acervo da bonita página da artista&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.pinturasderejane.com"&gt;Rejane&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;que merece sem dúvida uma visita, para admirar sua arte, seja em desenho, guache e pinturas a óleo. Passear pelo universo das artes, nos possibilita descobrir momentos de verdadeiro encanto. Não sou especialista nesta manifestação artística, porém, sou um apreciador de qualquer registro artistico e através do meu olhar vou desvendando. Sou mais interessado nas artes plásticas e sempre prefiro colocar aqui, artistas que de alguma forma me sensibilizaram, como o caso de Rejane, que é uma referência no site Chave Mestra, em que abriga os artistas de Santa Teresa, famoso bairro do centro do Rio de Janeiro. Participa do evento "Artes de Portas Abertas".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;************************************************&lt;br /&gt;Olá!&lt;br /&gt;Com o tempo nublado aqui em Copacabana, resolvi colocar a preguiça de lado e tentar escrever um texto para colocar no Mural da Quitanda. Não tem sido fácil a conexão por banda larga aqui na zona sul. Tínhamos a conexão via Velox e resolvemos mudar para o Vírtua e até o momento, apenas decepção e frustração. Há dias que me vejo sem conexão, estão sempre com problemas de ordem técnica, fica muito instável e o resultado imediato, é transformado em irritação. Não sei bem qual é o pior, se Vírtua ou Velox. Tenho ficado pouco na internet, no entanto, quero agradecer aos visitantes blogueiros e leitores, que aparecem neste espaço. Desejo para vocês um ótimo dia.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*******************&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;Cinco horas da manhã o telefone toca e eu desperto sonolenta para atender. Era Walter. Sou eu, respondeu a voz do outro lado. Fiquei em silêncio por alguns momentos.- Fica assim, peço para não perguntar nada.Por pouco não desliguei, no entanto, fui mais uma vez tolerante e aceitei a sua volta.Não estava tudo bem, desde que, numa certa manhã de domingo, Walter sempre muito calado disse para mim: - Clarice, não dá mais, vou voltar para ela. Ouvi calada e com o coração arranhado. Sem nenhum abraço e com grande economia de palavras.&lt;br /&gt;Não pôde reparar que naquele momento, lágrimas passeavam pela minha face. Bateu à porta. Saiu. Não manifestei nenhum outro tipo de reação. Sei que foi muito duro comigo ao dizer que voltaria para sua antiga namorada.Caminhei para o quarto, abri o armário e estava vazio, as roupas foram levadas no dia anterior, me dei conta naquele instante.Fiquei prostrada, sentada na beira da cama. Olhando para o armário vazio e percebendo o vazio que se instalava em meu interior, bem no meu âmago.Fiquei assim, uma grande parte do dia, com ânimo suficiente apenas para preparar um macarrão instântaneo. Como as coisas mudam em nossas vidas, havia planejado em comemorar o nosso aniversário de namoro em um restaurante, aqui mesmo em Copa.&lt;br /&gt;Fui muito boba, em não reparar o comportanto silencioso, ausente de Walter. Claro, ele estava sem paciência, irritado, qualquer coisa, era motivo de discussão.Pensando melhor, tudo aconteceu após o telefonema de Virgínia para ele. Na sexta-feira, arrumou uma desculpa esfarrapada, para chegar mais tarde em casa. Perguntei se poderia deixar a janta em um prato - disse que não precisava - agradeceu, pois faria um lanche com um pessoal do trabalho.&lt;br /&gt;Virgínia foi sua companheira por sete anos. Viviam como cão e gato, incompatibilidade de gênios. Era esta a situação que me descreveu. Acabou por afastar Walter dela. Foi quando me conheceu, ao ir a uma festa na casa de Valéria.Passamos em pouco tempo, a morar juntos, a curtir a vida adoidado. Tudo no começo,  corria às mil maravilhas. Cinema, teatro, livrarias e restaurantes, vez ou outra, visita a uma galeria de arte.Criamos este roteiro, com programas para os finais de semana.Não tinhamos filhos, tudo ficava mais fácil.&lt;br /&gt;O som da campaínha interrompe meus pensamentos, levanto rápido e mal consigo abrir a porta, o seu belo sorriso ficou estampado em seu rosto, nada adiantou, tomei uma decisão, dalí mesmo comuniquei. É tarde. Walter, não quero mais. Prefiro ficar sozinha, com a tranqüilidade que nunca tive, sem aborrecimentos e decepções.Viverei melhor sendo apenas sua amiga.&lt;br /&gt;Walter chamou o elevador e em seguida, um ligeiro aceno de despedida. Fechei à porta. Liguei o rádio. A música e o alivio tomaram conta do ambiente.Estava feliz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645060-114675099355295454?l=quitandadochaves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/feeds/114675099355295454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645060&amp;postID=114675099355295454&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/114675099355295454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645060/posts/default/114675099355295454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quitandadochaves.blogspot.com/2006/05/clarice-e-walter.html' title='Clarice e Walter'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645060.post-114530454840570589</id><published>2006-05-01T13:04:00.000-07:00</published><updated>2007-10-
