segunda-feira, abril 23, 2007

Livrarias e Editoras

Airton das Neves: Fonte de Consulta:( GINA , Galeria Jacques Ardies)
Olá!
Meus Caros Amigos
No inicio dos anos setenta, quando freqüentava o IFCS/UFRJ, gostava de dar um giro pelas livrarias e sebos do centro da cidade. Havia algumas livrarias que estavam em meu roteiro semanal: a Livraria Padrão era uma delas, localizada na Rua Miguel Couto, número 40 no centro da cidade, de propriedade do tradicional livreiro e editor Alberto de Abreu Mathias e Carlos, falecido nos anos 90, era uma delas. A livraria Padrão, eu sempre a conceituei como uma boa livraria havia lançamentos de imediato, principalmente da área de meu interesse e livros importados portugueses, franceses e outros idiomas. Havia três livreiros como sócios: o senhor Vieira era mais ligado ao sebo, que ficava na parte superior da loja; Carlos e Alberto na livraria e editora . O s dois últimos tiveram passagem como sócios na livraria Acadêmica, se eu não estiver equivocado, era situada na Rua Primeiro de Março, depois transferida para a Rua Miguel Couto, quase em frente, onde é hoje a Padrão. A livraria Padrão como editora, tinham em seu fundo editorial as áreas de filologia, lingüística, língua portuguesa, dentre os seus editados, foram os filólogos: Mattoso Câmara Jr. e Celso Cunha, entre outros. Na livraria ainda temos o atendimento especial de Ana e seu filho André.
Na mesma rua, havia a loja do Ao Livro Técnico de Paulo Bluhm e de seu filho Reynaldo. Foi uma pena, que anos mais tarde a livraria é desativada, passava ali, algumas vezes, como sempre ia direto para as estantes de ciência sociais. Ao Livro Técnico, uma editora fundada nos anos 30; foi também distribuidora, com sede no bairro de São Cristóvão. Uma livraria com concentração na área técnica e de estudos de idioma.
Gostava de fuçar, perdia horas em uma livraria. Na loja do Ao Livro Técnico eu encontrava umas de suas representadas, a editora Herder, que depois passou a partir de 73 ser conhecida como EPU – Editora Pedagógica e Universitária, de Wolfgang Knap. A EPU foi fundada como Herder nos anos 50 . Percebe em seu catálogo a influência germânica, assim como em sua composição societária como por exemplo: Verlag Heder ou a Klett Ao Livro Técnico criou uma nova distribuidora, chamada Co-Livros. Alguns dos profissionais do Ao Livro Técnico deixam a empresa para montar a Citec, o grupo formado por Alberto, Edson, Nelson e se não estou equivocado, a Creusa, participavam da sociedade na distribuidora e livraria, inicialmente montada no Edificio Central.
Uma outra editora que eu procurava era a Livraria e Editora Pioneira de Ênio Matheus Guazzelli,com um bom catálogo na área de ciência sociais. Interessante lembrar que nesta época havia muitas editoras firmando co-edição com a USP.
Nos anos 80 fui vendedor da Perspectiva, uma excelente editora, um senhor catálogo, percebe-se inúmeros títulos com a chancela da USP; atuei junto ao distribuidor do Rio de Janeiro que ficava na Rua do Rosário. A distribuidora, representava também a editora paulista Moraes, antiga Cortez&Moraes. Houve um racha entre os editores José Xavier Cortez e Orozimbo José Moraes, cada um, foi para um lado. Até os distribuidores foram diferentes, um continuou com a Brasilivros e o seu representante no Rio, depois, a empresa no Rio passou a se denominar Distrilivros e a Moraes com a Expectativa.
Caminhar pelas ruas do Rio de Janeiro, pela Rua Buenos Aires, entrava e ficava por pouco tempo, não era uma grande livraria, estava marcando presença no ramo editorial e do comércio de livros, a Editorial Labor do Brasil, lançou entre nós, em edição de bolso, o livro 26 Poetas Hoje, organizado por Heloisa Buarque de Holanda. Algum tempo depois, a Labor desativa a parte editorial e fecha a livraria. O formato predominante dos livros da Editorial Labor era o de bolso. Quem colaborou na editora foi Ana Cristina César (1952/1983), seu pai, o sociólogo Waldo César, foi um dos criadores da editora Paz e Terra e da revista na segunda metade dos anos 60. Foi uma fase ecumênica, ali, abrigava filósofos marxistas, católicos e não-católicos.
Em 1973, passa para Fernando Gasparian., que transformou a editora em uma importante via de resistência à ditadura militar. No final dos anos 70, fui divulgador editorial na área universitária, trabalhei direto com Fernando Gasparian, na ocasião a editora, ficava na Rua André Cavalcanti. Anos mais tarde voltei a trabalhar na editora, que estava sob o comando de Marcus Gasparian, fiquei por quase cinco anos na editora, atuei em São Paulo e no Rio de Janeiro. Gasparian nos anos 90 é eleito deputado constituinte. Uma editora que tinha todo o meu perfil, foi um casamento ideal, o pessoal do livro reconhecia a minha interação com a editora. Sai dali para montar uma distribuidora com perfil universitário, momento em que também fui editor. Vivi na década de noventa, os momentos de crise das distribuidoras, muitas fecharam, como a que era considerada como a maior distribuidora da cidade, a Irradiação Cultural, de Stélio e em São Paulo, quem apresentava sinais de crise, era a Brasilivros de Juarez Cordeiro. Identifico como fator de contribuição para o declinio das distribuidoras, a crise em que passaram diversas livrarias e redes neste periodo. A pequena margem de lucro para se trabalhar na praça em que está localizado o distribuidor, é um custo muito elevado. Arcamos com as diversas despesas, poucas editoras com exclusividade. A dificuldade de girar um catálogo, enfim, muita água debaixo da ponte. O papo segue em uma próxima oportunidade.

quarta-feira, abril 18, 2007

Papo de Quarta

Josenildo Suassuna : Artista Plástico, nascido na Paraíba, em Catolé do Rocha,em agosto de 1970.Interessante artista naïf que se desenvolve a cada ano.Artista autodidata, dono de uma linguagem popular , caracteristicas permanentes no universo de sua obra, demonstrado pelas cores que utiliza e a diversidade de temas representados. (Fonte de Consulta: Galeria Gamela Natural Fashion)









Olá!

Ainda resisto à idéia de desativar o blog, mesmo que eu tenha diminuído o número de posts publicados. Acredito que tenha sido a melhor maneira de amenizar a sua lenta agonia. Com o correr do tempo, percebi que me incomodava; abrir a Quitanda pela manhã, passear pelos corredores, observar o varal e o mural, vazios. Examinar prateleiras, paredes e gavetas com poucos registros escritos. As janelas, uma excelente via que lançava o meu olhar, através delas, estavam emperradas. Os vidros embaçados. A minha vontade de escrever me parece, deixou-se escapar e correr pelos ralos. Os meus textos ficaram bem espaçados ou mesmo abandonados. O que fazer? Parti então para um inventário da produção ficcional brasileira, meu ponto de partida, uma leve noção que tenho do que foi produzido no mercado editorial em determinados períodos.

Tarefa difícil, sem dúvida. Reconstruir títulos, autores, ano e casa publicadora. Achei que deveria combinar os dois momentos, um de pesquisa e o outro a intenção de continuar a escrever neste espaço. Mesmo tomando ares de solilóquio, continuarei a produzir algo que tenha para mim, o prazer da escrita e da leitura.

Neste intervalo, fui testemunha de um número significativo de blogueiros que encerraram, ou deram um tempo para um possível retorno em suas atividades com a escrita. Alguns abandonaram no meio do caminho, era o que eu pensei em fazer.

No entanto, pensando melhor, no meio do meu caminho, havia o blog Quitanda, ali parado, com textos que produzi, mesmo que revestidos por rascunhos da memória, estavam relegados, eram fragmentos dispersos que para mim são importantes, como por exemplo: subsídios para a história do livro na cidade do Rio de Janeiro. Afinal respirei por um bom tempo esta atmosfera do universo livreiro, impregnado ou não de bons momentos. Acho que transitei por uma boa fase do livro, um período de efervescência, que identifico nos Anos 80, incremento de algumas editoras, como Paz e Terra, criada em 1965 e adquirida de Ênio Silveira em 1973, pelo ex-deputado federal constituinte e editor Fernando Gasparian, falecido em outubro de 2006; a Editora Nova Fronteira surgida em 1965, de propriedade do jornalista, escritor e político, o ex-governador Carlos Lacerda (Carlos Frederico Werneck de Lacerda - 1914/1977)

Atualmente a Nova Fronteira pertence a Ediouro; Editora Brasiliense fundada em 1943, do historiador e professor Caio Prado Jr (1907/1990) em sociedade com Monteiro Lobato. Sem esquecer o nascimento de pequenas editoras com um perfil de esquerda, algumas com vínculo partidário. A maioria sucumbiu, assim como livrarias e distribuidoras.Há boas editoras como a Revan do jornalista Renato Guimarães, militante do antigo Partidão(PCB), que produz um bom catálogo.

Antes do final de 80, em 1986 assistimos ao surgimento da Companhia das Letras, de Luis Schwarcz, colaborador da Brasiliense, na ocasião sob a direção do filho de Caio Prado, o editor Caio Graco da Silva Prado, falecido em 1992, vitima de acidente de moto; atualmente a editora Brasiliense é dirigida pela irmã. a escritora Danda Prado (Yolanda Cerquinho Prado). O editor Luis Schwarcz promoveu uma revolução editorial e imprimiu sucessos. Obteve um enorme e merecido espaço na mídia; mas por outro lado trilhando um caminho inverso traçado por dificuldades de várias ordens, de crises, a solução para algumas editoras, foi passar adiante para outras editoras ou a quem interessar possa: Civilização Brasileira, para a Difusora Européia do Livro - Difel (Difusão do Livro) – que é adquirida em 1986 pela Bertrand de Portugal e aqui passa a ser Bertrand Brasil, um dos diretores é Altair Ferreira Brasil e José Elias Salomão. Apenas para citar algumas. Não se deve perder de vista que uma grande parte das editoras registra a presença de membros da família em seus quadros administrativos e editoriais.

A Livraria e Editora José Olympio, de José Olympio Pereira Filho (1902/1990) vivenciava uma crise desde a década anterior e que se agrava nos anos 70; a saída, passa o controle acionário para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico - BNDE e termina sobre o controle da Xérox, de Henrique Sérgio Gregori, que em abril de 1990, faleceu junto com a esposa, a escritora Ana Elisa Lisboa Gregori, em um desastre. Desde 2001 a José Olympio passou para o controle acionário do grupo editorial Record; a centenária Livraria e Editora Francisco Alves, surgida em 1854, de Carlos Leal, filho do armador José Carlos Leal; passou também por uma fase de dificuldades, desfazendo e desmontando um importante catálogo e lojas. A editora foi um apêndice da Netumar, uma companhia de navegação. As duas emitiam sinais que iam mal das pernas. A Netumar encerra suas atividades, antes da metade da década de 90.A Francisco Alves, enxugada, consegue sobreviver.

O editor Ênio Silveira (1925/1996), da Civilização Brasileira, fundada em 1929, passou por diversos tipos dificuldades, desde censura, apreensão de sua produção editorial, restrições ao credito bancário, pressão dos militares e de organizações de direita, como os atentados que a editora e a livraria sofreram. A livraria e a editora ficavam na Rua Sete de Setembro, número 97, Centro do Rio de Janeiro. Particularmente identifico Ênio Silveira como um dos melhores editores brasileiros. Ênio assumiu a editora por indicação de seu sogro Octalles, proprietário da Companhia Editora Nacional, que também era proprietária da Civilização Brasileira. Não conheci Ênio, mas circulava no mercado histórias de tragédias familiares, além das prisões por ser membro da executiva do PCB.

De alguma forma as editoras citadas passaram por dificuldades, seja na década de oitenta ou nas seguintes. O banco BNDE deu um jeito em algumas editoras, cabe lembrar uma outra editora com predominância na área de didáticos que contou com a prestimosa ajuda do banco, como por exemplo, a Companhia Editora Nacional, editora criada em 1925, cujos proprietários foram os grandes editores, seus nomes: Monteiro Lobato (José Bento Monteiro Lobato) - (1882/1948) e Octalles Marcondes Ferreira. Vendida posteriormente para o Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas – IBEP de Jorge Yunes e Paulo Marte.

Abraçado ao tempo, aos bons momentos e ao incentivo de amigas e de Marilene, mantive de pé, renitente. Deste modo, tento assegurar um espaço livre e soberano para que eu possa de algum modo exprimir sentimentos ou qualquer outra forma de manifestação de minha escrita.

Antes de estar envolvido com o mercado de livros, fui um leitor.Em casa a presença da obra de Monteiro Lobato. Curti muito a Emília, Narizinho, Visconde, Rabicó e outros personagens, enfim, a monumental obra deste fabuloso escritor e editor.Que na data de hoje comemora-se o seu nascimento e o Dia Nacional do Livro Infantil.

terça-feira, abril 03, 2007

Sobre Livrarias -

Carlos Bastos : Pintor, ilustrador e cenógrafo. Considerado como pintor pioneiro da arte moderna na Bahia. Escolhi para mostrar aos amigos e leitores deste blog, este talentoso artista, motivado ao folhear um livro em sua homenagem, cujo título, leva o seu nome. Editado pela Organização Odebrecht no ano de 2000,com prefácio de Antonio Carlos Magalhães, seu amigo desde a escola primária. O artista tinha a Bahia como fonte maior de suas inspirações. Faleceu em 14/03/2004, na Bahia, seu corpo foi cremado, conforme o seu desejo no cemitério Jardim da Saudade.
O livro que eu consultei, estava em promoção na livraria Beta de Aquarius, no bairro do Catete.



Olá!


Em meu último post deixei de mencionar a rede de livrarias StudioLivros, situada em bairros da zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Deste modo, ao escrever ou falar em livrarias penso dar prosseguimento através de algumas lembranças nítidas ou não, registrar elementos para a história do mercado livreiro no Rio de Janeiro. Estou ciente de que este registro passa por eventuais lapsos, mesmo assim, eu mantenho o meu propósito, que é de alguma forma alimentar a memória sobre as livrarias, o hábito de leitura e a produção editorial. Reconstituir momentos em que vivenciei como leitor, livreiro, editor e distribuidor na cidade do Rio de Janeiro.

O surgimento da StudioLivros passa pela Entrelivros e Unilivros. Lembro que o seu proprietário era Durval e um dos diretores, era o jornalista e critico de cinema Valério Andrade. Uma das lojas da StudioLivros ficava, onde hoje é a Livraria da Travessa, na Rua Visconde de Pirajá, 462. A filial do Largo do Machado abrigou a livraria Dazibao(o casal de livreiros Chico, Graça Neiva e a cunhada e excelente livreira Rita), que na ocasião passava por uma fase de expansão, com lojas no Centro, Botafogo e Catete.

Copacabana, o bairro em que moro, teve períodos que havia poucas livrarias. A rede Entrelivros e Unilivros , era uma delas. A primeira conseguiu um artifício para trabalhar aos domingos e feriados, passou a vender jornais e revistas. Em sua fase de declínio, vendeu até ovos de Páscoa. A Studio também utilizou desta prática, vender jornais e revistas. Jorge Ileli não embarcou nesta, fechava aos domingos e feriados. A Entrelivros foi a maior rede de livrarias do Rio de Janeiro, cobria vários bairros. A Unilivros herdou a grande maioria dos pontos da Entrelivros, os melhores.

Utilizando um retrovisor, um pouco embaçado, lembro que havia em Copacabana a livraria Carlitos, precursora da livraria Muro, com perfil pintado por leve tintura de esquerda; trabalhava com livros importados, algum tempo depois sucumbiu. A editora Record, assumiu o espaço localizado próximo à Praça do Lido.Houve uma vendedora que atuou na Carlitos que foi para a Muro.Havia uma filial da Carlitos em Ipanema, se não me engano no mesmo local, onde surgiu a livraria Muro. Fui freqüentador da livraria Muro, meu filho também, foi sócio da livraria Murinho, uma versão da livraria para o publico jovem. Houve uma experiência da livraria Muro no bairro da Tijuca em uma galeria na Praça Saenz Peña, no segundo piso. O pessoal da Tijuca pertencia ao meu grupo, alguns foram meus colegas no Instituto La-Fayete, da Rua Haddock Lobo, ainda existia a filial da Rua Conde de Bonfim, só de meninas. Éramos militantes do Partidão, o pessoal da livraria Muro montou uma editora, se não falha a memória levava o nome de Ilha. E iniciou a edição de alguns títulos, como o livro com as peças de Vianinha (Oduvaldo Vianna Filho 1936/1974). Um dos sócios era o professor da PUC, Antonio Abranches, Tinoco. A livraria Muro sem dúvida ficou na história, foi testemunha ocular dos movimentos literários dos anos 70/80. Abriu espaço para a produção alternativa, lançamento de livros, leitura de poesia. O livreiro Rui Campos veio de Minas Gerais, me parece que ele tinha vínculos familiares com um grande político mineiro. Importante lembrar do momento político que vivenciávamos, era pleno período de ditadura e censura. Apreensão de livros em editoras e livrarias. A livraria Muro montou uma filial no bairro do Catete, na rua do Catete, 228, na galeria ao lado do cinema.

Uma pequena livraria em uma galeria da Rua Prado Junior, que não recordo o nome. Se não estou enganado havia uma ligação com o escritor e jornalista Flávio Moreira da Costa. Sei que fui ao lançamento nesta livraria da revista quadrimestral Debate & Critica, editada pela paulista Hucitec, de Flávio Aderaldo e Adalgisa Pereira.

Lembro de Aluízio Leite sócio da Livraria Timbre no Shopping da Gávea com a livreira Kiki, passou antes pela experiência com a livraria Muro de Ipanema e com a livraria Xanam, no Cassino Atlântico. Era uma livraria ligada à Nova Fronteira, a razão social, é o titulo de uma obra de contos do falecido editor e jornalista Carlos Lacerda. Aluízio passou também um momento junto com o escritor e jornalista Gustavo Barbosa, co-autor com Carlos Alberto Rabaça do Dicionário de Comunicação editado pela Codecri. Parece que tinham interesse em adquirir as Edições Graal, cheguei a ver os dois na editora. Não obtiveram êxito. Continuou sendo dirigida por Paul Joseph Cristoph Jr. Nesta ocasião fui divulgador editorial da Graal na área universitária.

Copacabana teve mais livrarias, como: as livrarias Eldorado ao longo da Avenida Copacabana, a Casa do Livro Eldorado de Décio Guimarães Abreu, antigo sócio de Alfredo Machado, nos idos de 40 da Editora Record. A loja situada no posto 6, na Avenida Copacabana 1189 passou a ser da Nórdica do editor e jornalista português Jaime Bernardes. Jaime publicou no ano passado um livro sobre golfe pela editora portuguesa Arte Plural.

Eu & Você livraria do Jairo, havia a Globarte, Butique do Livro, Carrossel localizada na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, próximo da Rua Miguel Lemos. Lucena com grande experiência no mercado de livros, foi pracista da Nova Fronteira, criou a Livraria Criação, título extraído do catálogo da Nova Fronteira, de autoria de Gore Vidal.

A rede (cadeia) Siciliano de livrarias do editor e livreiro paulista Oswaldo Siciliano, na década de 80 veio para o bairro de Copacabana, situando-se Avenida Copacabana e posteriormente transferindo-se para a antiga loja da Sloper. No centro da cidade, a Siciliano foi para o Edifício Central, no lugar em que era a Entrelivros. Mais tarde a rede paulista Saraiva marca presença em nossa cidade. Recentemente, uma outra rede de livrarias, que começou como jornaleiro na Rodoviária Novo Rio, a Sodiler foi adquirida por uma outra empresa paulista, a La Selva.

terça-feira, março 27, 2007

Sonho - A Poesia de Arlete Meggiolaro

José Antonio da Silva : Nasceu em Sales de Oliveira em 1909 , faleceu em São Paulo, em 1996. Antes de 1946, quando é reconhecido, em exposição na Casa de Cultura de São José de Rio Preto, sua trajetória surge como trabalhador rural. Anos mais tarde, na década de 80, é criado o Museu Municipal de Arte Primitiva José Antonio da Silva. Participou de diversas exposições tanto em nosso país, como no exterior. É considerado por muitos como o maior pintor primitivista. José Antonio era escritor, deixou as seguintes obras: Romance de Minha Vida, publicado em1949; Maria Clara, em 1970, Alice editada em 1972 e em 1981, a obra: Sou pintor, sou poeta. Tinha como entendimento de sua arte e de sua postura, declarando que: "Não admito que me chamem de primitivo, caipira ou ingênuo. Tem que me chamar de gênio. Já provei que sou".Fonte de Consulta:
(Pintores do Brasil, http://www.pitoresco.com.br/ http://www.triplov.com/ronildo/silva/index.htm) .
Lembro que quando fui distribuidor da Editora Unesp, recebi para comercializar em 1994, um interessante livro cujo título, é : "Silva: Quadros e Livros: Um artista caipira", autoria de Romildo Sant`Anna, tendo como capista, a artista gráfica Isabel Carballo.
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Olá!

Acordei cedo como sempre faço e aproveitei para passar na Quitanda, dar uma caminhada pelo interior dos corredores, abrir janelas e portas; arrumar prateleiras e deixar estendido no varal de poesia, uma poesia que li há pouco tempo e achei muito boa. A autora, Arlete Meggiolaro, amiga de longa data, é uma escritora e poetisa brilhante, sensível e apaixonada pelo que faz. Criou no ano passado o site Orvalho D` Alma, um espaço que abriga os seus textos e de outros autores que despontam no panorama da poesia brasileira.

Assim que obtive a anuência para publicação da poesia de Arlete, me passou por instantes em flashes, os momentos em que fui livreiro em Ipanema, nos anos 80. Ali, naquele bairro da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, criei a livraria Quarup, um espaço democrático. Uma pequena livraria que atendia aos vários segmentos da área de ciências humanas, com uma ligeira tintura para o espaço psi. Área com quem eu dialogava. Como sociólogo e livreiro, percebi com maior clareza, que as ciências sociais, vendia em Ipanema, mas não tanto quanto eu imaginava.

Neste período comecei a ler alguns textos sobre psicanálise e concentrei meu interesse em literatura infantil, devido ao meu filho. Cheguei a ser membro associado da Fundação Nacional do Livro Infantil. Meu filho nesta época estudava na Escola Nova. Fiquei antenado com a produção infantil. li bastante. Meu público eram: sociólogos, estudantes, exilados, autores, editores, professores, artistas, como a atriz-psicanalista e pintora Jacira Silva, falecida em 1995. Enfim, um pessoal que freqüentava a livraria e feiras de livros, espaço que eu também atuava.

Lembro de minha amiga psicanalista e blogueira do Caminhar, Elianne Abreu, suas poesias, seus cabelos, que lembravam em muito a vasta cabeleira de Gal Costa; seus desenhos eróticos, suas histórias como tiete e leitora de Carlos Drummond de Andrade. Elianne, perdi as contas de quantos Fragmentos de um Discurso Amoroso, de Roland Barthes, editado pela Francisco Alves, você presenteou os amigos.

Na Quarup, lembro que abri um espaço para exposição de poesia alternativa ou marginal, os livros editados pela Achiamé; pela editora Trote, criada por Leila Miccolis, pela minha colega de faculdade Glória Pérez, Carlos Araújo, se não estou equivocado, pelo Tanussi Cardoso. De Glauco Mattoso com o Jornal Dobrabril, da editora Pindaíba Enfim, muita poesia, e ainda aparecia sempre uma edição do autor, era muito comum na ocasião. Lembro das livrarias: Dazibao, de Chico e Graça Neiva; do Rui Campos com a falida Muro de Ipanema, de sua momentânea participação na Dazibao; da Xanam na galeira do Cassino Atlântico, em Copacabana, e da Timbre (Shopping da Gávea) com Aluízio Leite (foi sócio da Muro), da Taurus do editor e poeta Jorge Bastos; da livraria Francisco Alves; da Codecri, a livraria do Pasquim, em Ipanema/Leblon, gerenciada pelo José Sanz; da Unilivros (rede) do cineasta Jorge Ileli; da Rubayat do tributarista Carlos de La Roque, da Entrelivros, falida rede de livrarias, com vários sócios, dentre eles o sr. José Silveira, Jorge Ileli; da livraria Tempos Modernos do Leblon e do gerente Alencar. Bom este papo retorno em outra ocasião, sobre as livrarias na zona sul. Por fim, meu momento como editor na co-edição De Cunhã para Cunhatã com Studio Alfa, livro da jornalista botafoguense Márcia de Almeida, com livros editados pela Codecri, filha do jornalista Newton Rodrigues. Vou deixar de papo para dar tempo de vocês fazerem a leitura do poema pendurado no varal. Agradeço muito pelas visitas.



Sonho

Aconchego-me,
laço com abraço
o meu travesseiro,
meu corpo suga da paz.
E a medida
que esta plenitude
toma do meu ser etéreo,
delícias em pensamentos
arrojam centelhas de sonhos.
Nesta viagem
deslizo em tufos de plumas.
O cortejo do real
em sublimes fantasias
que se esmiúçam
como nuvens ao vento

Eis que,
pela fresta do meu devaneio
jorra uma luz dourada,
é a sua silhueta avivada.
E como um anjo amoroso
agasalha-me sob suas asas.
Somos almas gêmeas,
que na serenidade e
sob a imensidão do universo,
flutuamos no
êxtase do mesmo vôo.

Arlete Meggiolaro ©
Extraído do livro –
Alma Fecundada^- Vol. I – Florescência do ser

quarta-feira, março 21, 2007

Rono Figueiredo. Homenagem Silenciosa

Rono Figueiredo: Artista Plástico - Idade 29 anos. Nasceu na Bahia. Um jovem talentoso artista. Falecimento em fevereiro de 2007. Sua pintura me sensibilizou, assim como o artista, pois cheguei a colocar um link para a sua página. Rono descobriu que eu tinha prestado esta pequena homenagem, passou por aqui, em junho de 2006 e postou um agradecimento. Gostou muito por ter linkado a sua página. Fiquei abalado ao ler a noticia e foi por acaso, procurava um outro artista quando me deparei em uma comunidade do Orkut em homenagem ao artista baiano. Não pude contactar Rono mais vezes, fiquei envolvido com o nascimento de meu segundo neto e logo em seguida, fiquei ausente da Quitanda. Uma pena! Despontava como um grande artista baiano. Fique com Deus, Grande Artista.
Imagem: Ventre - Acrilico sobre tela.
Fonte:
http: ronofigueiredo.blogspot.com

terça-feira, março 20, 2007

Escrevendo sobre mercado editorial















Moacir Faria
:
Moacir Soares de Faria, artista goiano, nascido em São Jorge , na Chapada dos Veadeiros. Artista deficiente e identificado com a Art Brut; termo criado por Jean Dubuffet, nos anos 40 para a arte feita por artistas sem educação artistica
(Fonte de Consulta:http://www.altiplano.com.br/)


Olá!

Reapareço após longo período afastado deste espaço. Volto a escrever sem a promessa de produzir textos com assiduidade inicial de quando criei o blog. A vontade de escrever e a saudade da Quitanda prevaleceram. Daí o meu retorno. Claro que pedidos de amigas blogueiras, foram levados em consideração.

Atualmente estou mergulhado em um levantamento da produção ficcional brasileira dos anos 80. É sem sombra de dúvidas um trabalho árduo e que agrava mais por não contar com nenhum recurso. Esbarro com muitas lacunas, tenho observado e me deixa convicto que há poucos registros sobre a memória do mercado editorial brasileiro.

Aqui, sinto realmente que marquei bobeira em não ter coletado um material que hoje poderia ser de grande valia para o que eu pretendo investigar. Como já tive oportunidade de salientar, trabalhei com diversos editores, e fui representante de diversas editoras como distribuidor nos anos 90. Embora, por muito tempo sempre em conversas com os editores a pauta dominante era o mercado de livros. O que estava sendo editado, comercializado na cidade do Rio de Janeiro, livrarias ou editoras que haviam fechado. Comentávamos também sobre preço de livros ou até indicações de livros para reimpressão.

Trabalhei por mais de uma vez com os editores: Fernando Gasparian, falecido no ano passado, em 07/10/2006, era o proprietário das editora (Paz e Terra, Livraria Argumento e Edições Graal) e Robson Achiamé Fernandes (Achiamé) que há muito não vejo, a informação que disponho, salvo engano, transformou-se em um editor de obras libertárias, anarquistas. Lembro que vendia os livros de Edgar Rodrigues, militante anarquista vindo de Portugal para o Brasil em 1950.

Vou continuar escrevendo no mural, pendurar “poesias”, contos ou rabiscar uma miscelânea qualquer no varal, remexer no baú e rascunhar sobre o meu cotidiano. O livro como sempre faz parte deste meu universo. Continuo lendo, principalmente obras dos anos 80. Fico fuçando em sebos, principalmente, os de Copacabana.

Espantado tenho presenciado a falta de informação, matéria prima do trabalhador em livraria de livros usados. Um desconhecimento total. Há poucas livrarias em que você possa identificar o vendedor leitor, aliás, através de uma enquete indagando: “o que é mais importante numa livraria?”, publicada hoje no site Leia Livro da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, liderava como o mais votado, exatamente a figura do vendedor leitor.

Outro dia, eu e Marilene, visitamos a Livraria Argumento, inaugurada em Copacabana, fomos comprar um livro pra Ramom. Para minha surpresa fui atendido por uma vendedora que tinha sido minha cliente quando eu trabalhava na Francisco Alves e na Unilivros; colocamos em dia, os papos, quando lembrei que a mãe, uma psicóloga, era na ocasião uma grande consumidora de livros, foi também minha cliente.

Mesmo com a chegada de nova estação, o tempo no Rio de Janeiro, está nublado e com um calor intenso, pelo menos estou sentindo. Ramom está o maior barato, muito levado; o nascimento do irmão, ou melhor, a convivência com Ricardo tem sido beligerante, acho mesmo que nem seria diferente. O ciúme é inerente ao ser humano.

Bom, estou de volta, espero entrar no ritmo. Um abraço para todos que aqui passam.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

De volta ao aconchego da Quitanda.

Analice Uchôa: Uma talentosa artista, graduada em Psicologia, surgida nos anos 80, em exposições realizadas na Feira de Arte e Artesanato, localizada na Praça da República, na cidade de São Paulo. Dali, o caminho para sucesso e o reconhecimento de uma grande artista, foi participar de exposições na Paraíba, no final dos anos 90. Passa também por Recife com grande sucesso. Selecionada como expositora no Salão Municipal de Artes Plásticas e para outros eventos como a exposição individual no Casarão de Azulejos, com o título "O Pulo do Gato". (Fonte consultada: Governo da Paraíba, em 12/11/2003) - Imagem da pintura da artista em www.shoppingpb.com (Galeria Gamela de Arte, Vida e Arte, Oscar D`Ambrosio)

Queridos leitores, estou de volta após uma breve experiência em uma livraria de livros usados, no bairro do Catete, um dos bairros da zona sul do Rio de Janeiro. Realmente fiquei sem tempo para navegar, visitar os amigos blogueiros ou escrever no blog. Não pude nem registrar a presença de Ricardão em minha vida, a partir do final de outubro. Prometo mostrar flagrantes de Ricardão nos braços de Marilene ou deitado em nossa cama. Fiquei encantado com os olhos verdes de Ricardão e por sua careca, aliás, dou vários beijos quando encontro com ele aqui em casa. Ele me encara e sorri com um sorriso totalmente sem dentes. São dois netos, Ramom e Ricardo. Ramom, sem dúvida, é um capitulo a parte, mas ficará para a próxima postagem.

Meu retorno ao livro foi um momento em que pude realizar ou completar a minha última etapa em meu ciclo como profissional do livro. Encerrei esta experiência no final do mês de novembro e foi muito gratificante, pois, encontrei com várias pessoas, desde Rizzo, o meu primeiro gerente na Livraria Interciência, antigos clientes/leitores, o livreiro Jô da Uerj, professores, pesquisadores e colegas sociólogos; editores, como: o vascaíno Pontes e o editor-assistente, poeta intelectual Jorge, da Martins Editora Livraria, que passou um bom tempo em Portugal. Conheci pessoas interessantes de diversas áreas.

Certo dia pela manhã, fui presenteado pelo representante de vendas da editora paulista Landmark, com A Divina Comédia, uma edição bilíngüe. No dia anterior conversamos sobre o mercado de livros do Rio de Janeiro, passei algumas informações, parece que ficou satisfeito. Revi o escritor e astrólogo Pedro Tornaghi, atualmente trabalha, divulgando técnicas de meditação; papeamos sobre livros e a Espaço e Tempo, principalmente sobre a fantástica editora Rose Marie Muraro, uma mulher extraordinária. Trabalhamos na mesma casa editorial, ele como autor e responsável por uma coleção de esotéricos e eu, pelo setor comercial. Uma pena tudo foi abortado com a saída de Rose e Fernando Sá. Trabalhei na editora com Herbert Daniel e seu companheiro, o artista plástico Claudio Mesquita.

Conheci na livraria, o escritor angolano Zetho Cunha Gonçalves, uma pessoa extremamente simpática conversamos sobre a vida literária portuguesa, especialmente sobre a escritora portuguesa Sophia de Mello Breyner, sua militância e sobre o engajamento de seu marido, o advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares. Comentamos sobre, o jornalista português Miguel Sousa Tavares, filho do casal e autor do elogiado romance histórico “Equador”, lançado no Brasil, pela Nova Fronteira. Zetho comprou livros de autores brasileiros, comentou sobre o lançamento de seu livro infanto-juvenil “Debaixo do Arco-Íris não passa ninguém”, na noite anterior na Casa de Cultura Laura Alvim, um dos títulos do catálogo da nova Editora Língua Geral, que tem entre os sócios, o escritor angolano José Eduardo Agualusa. No dia seguinte a nossa conversa, Zetho, viajaria para Ouro Preto. Conheci pesquisadores e contribuí como profissional do livro, ou melhor, como livreiro, com indicações de livros. Minha memória colaborou muito, pois, lembrei de títulos, autores e temas. Meu ultimo atendimento a clientes, foi para uma pesquisadora negra, moradora no interior do Estado do Rio, que queria material sobre o TEN, lembrei de imediato de Damas Negras, livro editado pela Mauad, de autoria da jornalista Sandra Almada. Mostrei também livros de Abdias do Nascimento.

Foi um momento muito bom, organizei as prateleiras/seções como era a proposta inicial de minha atuação na livraria. Minha atuação foi principalmente de um livreiro, pude confirmar a necessidade do profissional do livro carregar uma boa ou sólida bagagem intelectual para atender um público bem heterogêneo de leitores com diferentes matizes. Importante possuir uma boa cultura livresca. Caso contrário, ou não atende bem ou fica totalmente perdido diante dos clientes e dos livros. Ao me desligar da livraria, agradeci ao seu proprietário, o livreiro Antonio Augusto Seabra, pela oportunidade de retornar ao interesse pelo mercado de livros. Conversei sobre a minha idéia de investigar a historiografia editorial brasileira, de imediato, ele me cedeu dois livros de José Otávio Bertaso, de seu acervo particular. Foi um incentivo. Não conhecia Antonio, mas tive um prazer em trabalhar em sua livraria. Nada ficou fechado entre nós, as portas e janelas estão abertas para mim. Sou o único profissional do livro, no Rio de Janeiro, com experiência em vários segmentos.

Mãos à obra.

Comecei, no dia seguinte a inventariar o universo editorial brasileiro, mesmo de modo fragmentado esteve sempre presente de modo estampado, colado e impresso nos corredores e balcões da Quitanda.

Nota: Agradecimento especial a todos amigos blogueiros, leitores que passaram pela Quitanda, deixaram recados, sentiram a minha ausência. Estava sem tempo, Ramom quando aparece quer exclusividade e me obriga a ficar assistindo inúmeras vezes o mesmo dvd Kingdom under the sea. "Reino Submarino".

domingo, setembro 24, 2006

Uma conversa sobre livros e livrarias

Wilton, blogueiro da Quitanda do Chaves, caricaturado por um talentoso colega de trabalho, o artista Alexandre "Chambinho". Sou agradecido pela homenagem do colega, reproduziu quase que fielmente a minha imagem. A presença do felino nesta imagem, acredito que é para dizer que sou e estou realmente um "gato". Observação: O desenho ficou "escondido", foi para um outro local, na parte inferior do post.

Olá!

Aproveitei o momento, em que ainda, não recebi a visita de Ramom, para fazer alguns rabiscos no Mural da Quitanda. Inicialmente, agradeço as visitas de amigos leitores e blogueiros amigos. Esclareço aos amigos que aqui passaram e deixaram mensagens, farei visitas em breve, tão logo, administre melhor o meu tempo. Tenho ficado muito contente, pois, recebo visita de pintores que “exponho” na Galeria do blog, estão chegando aos poucos.

O assunto de hoje, são as reminiscências do meu tempo de livreiro. Depois que voltei ao mercado de livros, pude observar e confirmar a prazerosa identificação que tenho com o universo do livro, seja pela via do título de uma obra, do nome de um autor ou a oportunidade de encontrar velhos amigos; alguns desde dos tempos em que criei nos anos 80, a Livraria Quarup, na Rua Visconde de Pirajá, com Aníbal de Mendonça, no bairro de Ipanema.

Era um tempo de muita efervescência intelectual, de muito agito, de contato com escritores, psicanalistas, poetas, professores universitários; a livraria promovia vários lançamentos de livros; ou como uma vez, colocamos cenas do filme, “Prova de Fogo”, de Marco Altberg, produzido em 1980, com a participação de Pedro Paulo Rangel, Maitê Proença, Ligia Diniz (irmã de Leila Diniz) e outros artistas. Um dos roteiristas do filme foi o meu colega de faculdade, o antropólogo Níveo Ramos, que publicou em livro de mesmo título do filme e editado, pela querida editora Achiamé, depois pela ECO, uma casa editorial concentrada em sua linha editorial, livros de Umbanda, parece que ali, foi editado a primeira edição de O Diário de Um Mago, de Paulo Coelho e posteriormente editado pela Rocco, havia um outro livro chamado Manual Prático do Vampirismo, na verdade estou em dúvida se foi lançado pela editora Christina Oiticica, esposa de Paulo Coelho e proprietária da Shogun Arte, sediada no Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana, lembro que editavam livros de poesia, livros de Paulo Coelho em parceria com Raul Seixas. Havia neste período muitas editoras chamadas alternativas, com pequenas tiragens e com dificuldade de penetração no mercado, muitas sucumbiram, assim, como as livrarias.

Sempre tive vontade de participar do mundo dos livros, primeiro, claro, como leitor e depois, como aprendiz, iniciei como “auxiliar de vendas”, em uma livraria e minha “estréia” foi concretizada, na Interciência, livraria, uma boa livraria, especializada em livros técnicos. A partir dali, compreendi, que é imprescindível, para o profissional do livro, ter uma intimidade com a leitura. Hoje, percebo claramente, que a bagagem que carrego, facilitou em muito, o meu trajeto no ramo do livro. Acredito que eu seja profissional singular no mercado editorial.

Por curiosidade intelectual fui um sujeito de “dialogar” em vários campos do saber, como: Serviço Social, Pedagogia, Psicologia, Comunicação. Claro, dando uma tintura maior na área de minha formação. O perfil de minha clientela havia uma ligeira predominância do pessoal psi.

Alguns livreiros (donos de livrarias), atualmente são receptivos ao pessoal com formação mais elaborada, com bom nível de cultura geral. Por outro lado, observei e esbarrei em uma barreira, revestida por puro preconceito em que o profissional mais qualificado era considerado por um segmento de “livreiros”, como “mais caro”. Assim, como ouvi de livreiros, que declaravam que raramente pegavam um livro para ler, alegavam falta de paciência e de tempo, para se dedicarem à leitura.

Ler é uma atividade solitária, requer tempo e naturalmente dinheiro, para aquisição de livros. Acho interessante neste momento, foi resgatar, reviver através da memória, da leitura de resenhas e dos títulos, autores e situações envolvidas com o livro; estavam ali, adormecidas em um canto da memória e foi sendo reativado aos poucos.

Há mais de dez anos que estou afastado dos livros, de livraria, o tempo é maior, por volta de 20 anos. Fico satisfeito, pois, a minha memória está bem viva e “não me abandonou”.

Hoje, faço um mês que voltei para o livro, é um sebo, estou curtindo muito, pois, sou um caçador de preciosidades, farejo os livros, manuseio este objeto com carinho, que me proporciona uma enorme satisfação. O prazer da leitura está presente e alegria de reencontrar com pessoas amigas. Uma constatação que gosto de salientar, o público feminino, é o maior consumidor de livros. Uma declaração destas, ao ser entrevistado, foi dada por mim em um seminário do pessoal da Revista Rádice – Revista de Psicologia (surgida nos anos 70 e extinta em 81) e do jornal Luta e Prazer (jornal “alternativo” que foi editado pelos meus conhecidos dos anos 70, Carlos Ralph e Dau Bastos) Dau, encontrei anos depois, quando publicou o livro “Das trips, coração”, pela editora Marco Zero, lugar em que trabalhei na parte de vendas, junto a um dos donos da editora, o escritor amazonense Márcio Souza, autor de uma vasta obra

Queridos amigos e leitores amigos, volto a conversar no próximo domingo, agora, chegou Ramom, cheio de pintas pelo corpo, com catapora. Agora, fica impossível de continuar. O texto estava previsto para ser postado pela parte da manhã, mas mal terminei de escrever, o menino muito levado, fazia ser ouvido, pelos gritos chamando por vovô.

Até breve.

domingo, setembro 03, 2006

Papo de Domingo

Claudio Faciolli : Pintor e Professor. Uma de suas exposições, foi realizada na Galeira Rembrandt; exposição na Galeria Fesp, na sala Djanira. Mantém um espaço para os usuários de saúde mental, desde 1988.( Fonte de Consulta - Murilo Castro, Rembrandt Escritório de Arte e Molduras, Portal Illumino, Galeria do Ateliê, no bairro da Lapa, Secretaria de Comunicação Social do Estado do Rio de Janeiro)













Olá!

Estou de volta, ou pelo menos, é esta a minha intenção. Depois de uma longa ausência, pensei com carinho em retornar junto aos amigos queridos, leitores e para o espaço blogueiro que criei, há mais de um ano. Deixei a Quitanda, fechada para balanço e o resultado, foi positivo, optei por continuar, embora, com freqüência reduzida. Escolhi pelo menos um dia da semana e o ideal, ficou, para os domingos. Dia de atualizar conversas, textos e outros assuntos de meu universo doméstico, que tem como protagonista principal o meu neto Ramom.

A Quitanda estava mesmo abandonada, verdade, mas não a ponto de ficar entregue às baratas. Pretendo retomar as visitas que faço sempre de modo prazeroso aos amigos blogueiros, o mais breve possível e será preferencialmente pela parte da manhã (madrugada). O afastamento (sumiço) foi motivado por uma proposta de trabalho, que me levou a retornar ao mercado de livros. Pensei e repensei, era a oportunidade que faltava, não hesitei; acabou por mostrar-se atraente por ser o único segmento do mercado de livros em que não atuei; o chamado “sebo”, que predomina a venda/compra de livros usados.

Fui por um longo tempo, um habitual freqüentador de sebos, gosto deste ambiente, de fuçar as prateleiras e encontrar "tesouros", deste modo, montei um grande acervo na área de ciências sociais, em parte por minhas visitas aos alfarrábios, principalmente os localizados no centro da cidade. Eram poucos, mas bons sebos, lembro que fazia o circuito, começando pela Livraria São José, na rua São José, comandada pelo livreiro Carlos Ribeiro e acabava em uma livraria qualquer, podendo ser a Ler (Ernesto Zahar). Atualmente, observa-se um aumento do comércio de livros usados, espalhados pelos bairros e aos diversos camelôs em vias públicas.

Iniciei o trabalho em uma livraria na zona sul, com o propósito de arrumar as estantes, nomeando os assuntos em temas do conhecimento, dividindo-os, no sentido de facilitar para o cliente, a localização do livro. Gosto deste trabalho, ali, revejo livros e alguns amigos. Naturalmente, o trabalho abre possibilidades para novos conhecimentos, com clientes/leitores. Acho muito rica esta interação. Grande parte de minha vida foi envolvida com livros, passei por diversas fases na minha situação de profissional do livro. Depois que encerrei as atividades da distribuidora e editora, fiquei afastado por anos do mundo dos livros. Trabalhar em sebos, gerou sempre em mim, uma satisfação; entro em contato com o universo editorial, identifico as editoras que fui distribuidor, das editoras que fecharam e as livrarias, cujo registro são marcados pela etiqueta colada no livro, algumas, não existem mais, mas de alguma forma, voltam à tona e desenham para mim a história do mercado editorial.Hoje muitas editoras foram absorvidas por editoras estrangeiras, que com bom apetite, devoram qualquer editora que esteja pelo caminho. Uma editora que fui distribuidor, recentemente foi incorporada a uma editora que produz revistas de palavras cruzadas.

Encontro preciosidades. Algumas jóias raras, quanto ao autor ou a edição. Leio algumas dedicatórias, ou de autor ou de amigos, oferecidos de presente, livros que de alguma forma chamaram atenção deles no momento da compra.

Outro dia, embora, não seja surpresa, ainda encontramos pessoas que não creditam nenhum valor ao livro. Pela manhã uma senhora acompanhada por um senhor, solicita o livro A Rosa do Povo, Carlos Drummond de Andrade, escrito na década de 40. O livro foi indicado como leitura para a sua filha, à partir daí, a senhora declarou pra quem estivesse interessado em ouvir, que o destino do livro, após a leitura seria a lata de lixo. Ela não dava nenhuma importância aos livros, dizia com ares de uma alta sumidade, que deixava transparecer o desprezo pelos livros.

Escrevi o texto para dizer que continuo, aos amigos, desejo agradecer manifestações de carinho demonstradas por e-mail, orkut ou deixados no espaço de comentários da Quitanda. Ramom. continua levado, aliás, muito levado, chegou a ganhar um galo na testa como companhia...

Aos amigos, um grande abraço.

Ps: Mês de Setembro, festa para várias amigas.

quinta-feira, agosto 03, 2006

O Amor Solitário.

Henrique Cavalleiro : Pintor, desenhista, caricaturista e ilustrador carioca, nascido em 1892 e falecido em 1975. Estudante da Escola Nacional de Belas Artes. Identificado como pintor impressionista e posteriormente, como neo-impressionista. Morou no inicio da década de 20, em Paris. Manteve contatos com os fauvistas e Cézanne. Aluno de Eliseu Visconti. Sua obra faz parte de diversos acervos em nosso país. Foi professor do Colégio Pedro II e da Escola Nacional de Belas Artes. Participou da Primeira Bienal de São Paulo. Casou com Yvone Visconti , filha de Eliseu Visconti, do qual fora discípulo. (Fonte de Consulta: Murilo Castro, Pitoresco, Almanaque Folha de São Paulo, Pro Arte Galeria, Bolsa de Arte, Fundação Bienal de São Paulo)





Olá!
Meus Caros amigos leitores, agradeço muito pelas visitas e os comentários feitos no blog. Não tenho conseguido realizar como pretendia, as minhas visitas rotineiras aos seus blogs e sites. Hoje, tive um tempo para dar o ponto final a um texto que seria postado no mês de julho, esgotado o prazo, acabei passando na Quitanda, para pendurar no mural.
Os dois anos de Ramom, foram comemorados no salão de festa onde moramos. Ramom, curtiu muito, junto de amiguinhos e parentes. Desejo para todos os leitores, uma ótima semana.
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Muitos dos seus amigos estavam convencidos de que a paixão por Luiza, era cega. Outros, diziam que nutria por Luíza, uma louca paixão. Um amor, sem dúvida, obsessivo, inquieto e voraz; dizia, um dos dois amigos mais íntimos. Ele calado, ouvia, ou pelo menos fingia ouvir. Naquela mesa de bar, o garçom Raimundo, anotava o pedido. No rádio, aquela velha canção de Roberto Carlos, foi ouvida.
A imagem dela, estava pregada, gravada em seu coração.Ficou ali, desde do primeiro dia em que foi apresentado por um um dos seus amigos. Foi amor à primeira vista.Tomou conta de seu coração e de seu pensamento. Silencioso, onde um silêncio mudo petrificava o momento interminável daquele primeiro encontro.Muito prazer! Um breve sorriso, foi dado como resposta.Os olhos, aqueles olhos negros cintilantes, brilharam, fotografaram aquele instante.
Em conversa com um amigo, disse que era amor encantado e eterno. Um amor solitário, manifestado pelas cartas de amor. Escrevia seu amor em prosa e verso, inspirados nos batimentos do coração. O amor puro, casto, distante e guardado pelo tempo. Emoldurados nas lembranças envelhecidas, revividas.Assim, continuava a pensar em Luíza, seu primeiro e único amor. Um amor amarrado ao passado. Que para ele, foi, para sempre, manifestado de modo silencioso. Luiza, nunca soube; ele, continuava solteiro e feliz. Amava Luiza a seu modo.

quarta-feira, julho 12, 2006

Hoje é dia de Ramom

Em 12 de julho de 2004, nasceu na Casa de Saúde São José, no Humaitá, este pequeno artista de nome Ramom. Hábil na arte de pintar o sete e de fazer a vida dos avós, muito mais prazerosa e multicolorida. Conquistou a todos de maneira graciosa. Confesso publicamente que ele, soube como ninguém tingir nosso cotidiano com as cores da alegria e da felicidade. A presença do neto em nossa casa, é o resultado de imensurável satisfação. Ouvir ser chamado de Vô ou Vó, ou de Marilene ou Wilton e para qualquer outra situação; acreditem, é dar cambalhotas no ar. É ter o sorriso estampado e colados em nossas faces. Andar de mãos dadas com o neto, ou a vontade dele em andar sem dar as mãos, de sair na nossa frente em correria. De uma pequena teimosia, como constante linguagem de seu relacionamento. São vínculos criados e estabelecidos pela idade.Entendemos este processo. É um outro ser, que quer dar os primeiros passos na vida, rumo a sua longa caminhada durante a sua existência. O nascimento de meu primeiro neto, é um encontro de saberes. Um momento do passado com o presente, vislumbrando o futuro. Estar com o neto é a oportunidade de observar as transformações do cotidiano. De olharmos como testemunhas em que o momento da leitura do mundo. é anterior a escrita. Atento e curioso, percebe os sons e os significados. Passa para uma nova etapa, a condição de sujeito-falante.
Tudo é festa. Meu neto é maravilhoso. Carinhoso, encantador, travesso e dono de muitas outras coisas que compõe esse baixinho, fazem dele um ser muito especial. Gosta de livros, pede para contar. É ouvinte.
É o nosso momento, mesmo por algumas horas, de curtir ou mesmo por frações de segundos, fazer um breve retôrno a nossa infância. Das brincadeiras criadas, ou reproduzidas nestas horas, das músicas "infinitamente" tocadas e cantadas, Ramom, vivencia muito. Quando gosta da música, pede para repetir, é o momento Peça Bis ao Vovô. Achamos nosso neto muito criativo, muda a coreografia conforme a música, seja por qualquer som emitido, até um simples bater palmas. Há em seu corpo uma musicalidade, uma sonorização, uma harmonia, uma sensibilidade que está em permanente sintonia com o prazer do movimento, sua expressão corporal manifestada, está incorporada a todo momento. Está ligado ao som interno e os que são produzidos na rua. Barulho de vozes, buzinas e outros sons urbanos. Reconhece diferenças. Estimulos cerebrais importantes, são registrados.
Ramom, é ouvinte de um repertório rico e diversificado. Esta fase é o começo de produção de palavras e sonorizações. Uma percepção auditiva, captando os "barulhos" e a sua conseqüente identificação. Começou a freqüentar o maternal. Reações não muito receptivas de ficar na escola foram expostas, choro e negativas. É um processo de adaptação, ao novo mundo e ao universo da escola. O Som e o silêncio, são duas combinações importantes em seu processo de conhecimento.
O seu corpo está sempre em movimento, apresenta um gingado, que faz de nós, espectadores deste "show" particular. Muito engraçado quando reprova a música, diz que: "não", " não quer", "faz manha", etc, procede assim, no momento em que eu mudo a música que está ouvindo.
Faço de modo a observar, a sua reação, a resposta é instantânea e sempre negativa. Se interage com a música, a resposta é sempre positiva. Não poderia ser diferente, ele veio embalado por canções de ninar, do folclore infantil, algumas entonadas de modo bem desafinado. Acho que começou adquirir a linguagem musical, inseridas como parte de seu processo de aprendizagem formal e informal dianta da vida. A música o acompanhará em toda a sua trajetória, vai ser importante em seu amadurecimento afetivo e social, enfim, faz parte de seu processo cognitivo. Viva a Música!
Hoje é dia de festa, mas será comemorado no próximo sábado. O tema escolhido pelos pais foram animais em uma floresta, sob a confecção e criatividade de Tia Ângela, prima Camila, Tia Eliane, mais Avó Marilene, todas empenhadas em colaborar na realização da festa. Vai rolar a festa...
Para nós seus avós, desejamos que possa curtir bastante este momento único, pois, ele pertence a você. Que faça bom proveito. Parabéns!!!!
Ps: Um passarinho verde, andou espalhando, que no final de outubro, ou começo de novembro, Ramom, seus pais e nós, os avós receberão de braços abertos, o pequeno grande homem, de nome Ricardo, querido e desejado por todos. Sem dúvida o mais novo reforço da imensa torcida vascaína.

quarta-feira, julho 05, 2006

Noites Insones.













Helena Coelho : Pintora Naïf. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1949. Sempre em atividade, expondo em museus do país e mostra coletiva e individual, apresentando-se no exterior com grande sucesso.Incluída em livros como referência no panorama de nossa arte, em especial a arte naïf. Sua arte é muito interessante, é comprometida com a simplicidade das coisas belas e deve ser apreciada, admirada com aplausos.
(Fonte de Consulta: Cayomecenas, ArtCanal,Galeria Jacques Ardies)
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Meus Caros Leitores e Amigos, agradeço muito pela participação de vocês. Coloquei, pregado no varal mais um texto da safra poética.Alguns dos meus escritos, foram selecionados e estão expostos no site de minha querida amiga e escritora Arlete Meggiolaro, em seu Orvalho D`Alma ,uma página que promove e divulga autores brasileiros e que vale sempre uma visita.Um grande abraço.
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Em silêncio desato nós
cegos
amarrados
bem lá
no fundo
do coração.

Sonhos congelados
derretem as
ilusões passageiras
que embotam
obscuras
noites insones.

Guardo os momentos
felizes em um baú
empoeirado
no interior de meu
ser inanimado.

Sigos os passos iluminados
pelo breu
para encontrar
as cores fragmentadas
da felicidade.

Na tela encardida
cerzida
pelo tempo os
instantes do
meu presente
estão
perdidos em
minhas vagas
memórias.

Rabiscadas nas margens
dos rascunhos
feitos a mão pela
vida a fora.

Prossigo os caminhos
dando voltas em torno
de mim.

Era noite.
Não me acho.
Continuo acordado.


sábado, julho 01, 2006

Conversas de Sábado.

Helena Wong : Pintora/Desenhista e Gravurista Nasceu em Pequim, em agosto de 1938, com o nome de Mie Yuan. Uma artista chinesa, naturalizada brasileira. Faleceu vítima de câncer aos 51 anos, em 1990. Desde cedo, sofre de uma moléstia reumática. Em Shangai, inicia o seu aprendizado. Suas primeiras manifestações artisticas são expressas através do desenho.Utiliza o nanquim. Nota-se em sua obra a presença da caligrafia e a pintura típica chinesa. Sua família muda-se para Curitiba. No inicio dos anos 50, toma aulas com Thorstein Andersen, manteve contatos com Ivan Serpa, Marcelo Grassmam e Alcyr Xavier. Sua obra esteve em exposição "Trajetória de uma Paixão", sob os cuidados do MON, para uma apresentação no Margs. Participou de diversas exposições no exterior e em nosso país. O seu interessante e bonito acervo, está sob os cuidados de sua irmã Shou Wen Alegretti. Helena Wong, é presença obrigatória no panorama das artes do Estado do Paraná.(Fonte de Consulta: Mesa Redonda sobre a artista, por ocasião da Exposição Solar do Rosário , em Curitiba, MON - Museu Oscar Niemeyer)
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Meus Caros Amigos Leitores e Blogueiros, passo para deixar colado no mural um texto que descreve uma situação em que vivenciei na Feira do Livro, da Praça Serzedelo Correia. Um grande abraço.

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Olá!
Na semana passada foi instalada a feira de livros na Praça Serzedelo Correia, em Copacabana. Atualmente, por restrições dos órgãos municipais e pelo desenho da praça, houve uma enorme redução dos expositores/barraqueiros. Hoje, há um número bem menor de participantes, assim como, a diminuição do horário de funcionamento. Observa-se uma forte predominancia de livros usados e saldos. As barracas ganharam uma nova roupagem, um novo visual, mas a falta total de divulgação permanece. O aluguel (taxa) do espaço para montagem/transporte das barracas, é recolhido pela ABL, de seus associados e costuma ser bem elevado, envolve pagamento da iluminação, segurança, e outras coisas que não me recordo.
Quem controla a ABL - Associação Brasileira do Livro, que promove as feiras do livro nas praças da cidade do Rio de Janeiro, segundo fui informado, atualmente, é um livreiro, dono de um sebo. Desde do surgimento da feira, a secretaria executiva da entidade mantinha o controle total e foi presidida durante muitos anos , por um livreiro de nome Santana, o mesmo da razão social da livraria, um antigo sebo no centro da cidade. Nunca a oposição formada por livreiros conseguiu alterar a situação que permaneceu até, o falecimento do secretário executivo. Houve casos em que ele expulsava o livreiro por discordar dele. Lembro que o Chico da livraria Dazibao-Ipanema, foi um deles.
Serzedelo Correia, é uma praça protegida por grades, como a maioria das praças e prédios de nossa cidade. O seu interior, é utilizado por crianças para brincar e idosos que costumam jogar damas e outros jogos em um espaço reservado para eles. Por outro lado, a praça é povoada por pivetes ( meninos e meninas) que passam grande parte do dia, cheirando cola e praticando os chamados atos infracionais. A convivência é democrática, desde de mendigos de várias espécies, a bêbados e loucos. Tão democrático e sem policiamento que não devemos esquecer da forte presença de larápios que atuam livremente em direção aos pertences daqueles que transitam pelo local. O alvo preferido, são idosos e mulheres.
De vez em quando, aparece um grupo de ciganas dispostas a abordar um público incauto, predominante feminino, ávido em saber através da leitura das mãos o “incógnito” destino, para os apaixonados e os querem melhorar de vida, são clientes certos deste grupo.

Até pouco tempo, um espaço da praça era dividido por um posto de saúde, que para a construção do metrô foi transferido para lá.Ficou por pouco tempo. Recentemente foi demolido e voltou para o lugar de origem, perto da Estação Siqueira Campos do metrô.
A Praça Serzedelo Correia, concentra um grande número de menores de rua e pedintes. Faz parte do cenário da praça, um razoável número de moradores/famílias sem teto, há sempre alguém dormindo e fazendo do solo, seu banheiro, sua morada e cama.
Antigamente, a praça era conhecida como a “Praça dos Paraíbas”, pela predominante presença de forte contingente oriundos do norte e nordeste do país. A trilha sonora predominante era o forró. Há em volta da praça, a Igreja Nossa Senhora de Copacabana, outros templos religiosos, consultórios, residências, e um comércio bem diversificado, um deles, comercializa produtos eróticos e foi enfocado pelas singulares lentes do blogueiro e artista plástico Jôka P, criador do Avenida Copacabana, um dos mais interessantes e badalados blogues que circulam pela blogosfera. Vale a pena fazer uma visita. Seu blog gerou recentemente uma matéria no jornal O Globo.
Como estava andando pela praça, resolvi por curiosidade parar em uma barraca de livros usados, tenho dado preferência por este tipo de livro. Ao acaso, peguei o livro de autoria de Umberto Eco, o Pêndulo de Foucault (1988) publicado pela Record. O livro estava em um estado razoavel, o valor registrado era de 25 reais, comecei a folhear, eis que surge a presença do vendedor, querendo vender e dizendo que poderia dar um desconto de 20%. Fiquei embasbacado com a proposta e com a conotação de que ele poderia me conceder o desconto.Respondi que era uma obrigação dele, em dar o desconto. Ele me respondeu que depende. Não é bem assim, continuou. Informei a ele, que trabalhei por mais de vinte anos no mercado editorial , sei que por estar em exposição na feira do livro, era obrigado a dar o desconto. Não era a seu bel prazer que eu estaria ganhando o desconto. Ficou calado. A barraca pertence a uma familia que detém mais barracas na feira e donos de um tradicional sebo no centro da cidade. A malandragem da situação, as barracas não estão expondo mais a faixa que declarava o gozo do desconto de 20%, omitem o que é amparado por lei municipal. Dalí fui em busca de algum conhecido do meu tempo de livreiro, encontrei - a resposta foi confirmada, sumiram com a placa indicativa de desconto. No entanto, vigora o desconto pela cara do freguês, ou pela necessidade de faturar se a venda tiver muito baixa. Como o consumidor é enganado, como a feira é usada muito mais para queima de saldos com diferentes preços, “esquecem” de avisar sobre o desconto. O argumento é que há muito livro em promoção com baixo valor. No meu tempo de livreiro, distribuidor e editor, todos os livros expostos eram apontados com dois preços, um com o valor do preço de capa e em seguida, o valor a ser pago com desconto de 20%. O mundo é dos espertos, fiquei convencido. O livro novo é tabelado pela editora; o usado, é marcado pelo livreiro, às vezes um mesmo livro, possui diferentes preços em outra livraria.

segunda-feira, junho 26, 2006

A Imaginação

Glênio Bianchetti : Gravador/Ilustrador, Pintor e Professor. Nasceu em 1928, na cidade de Bagé. Participante de destaque do grupo de artistas identificados com a Modernidade gaúcha, que junto com Scliar, Danúbio Gonçalves, Vasco Prado e Glauco Rodrigues, fundaram o Grupo de Bagé, nos anos 50, que mais tarde deu origem ao Clube de Gravura de Porto Alegre. Um grupo de artistas com uma coloração esquerdista e vínculos com o movimento modernista paulista dos anos 20 e com a vanguarda européia. Aluno de Iberê Camargo, no Instituto de Belas Artes. Glênio, é identificado como um talentoso artista expressionista, vinculado a primeira fase do modernismo brasileiro. Artista com mais de 50 anos de carreira. Foi diretor do setor gráfico da Divisão de Cultura da Secretaria de Educação do Rio Grande Sul. Lecionou gravura na UNB. Criou painéis para a Varig. Diretor do Margs. Ilustrou em 2000, o livro Vidas Secas para a Confraria de Bibliófilos do Brasil. Participou de diversas exposições em nosso país.Possuidor de diversos prêmios.Glênio é uma figura de destaque no panorama de nossa arte, com importante contribuição pelo conjunto de sua obra, merece ser sempre apreciado.(Fonte de Consulta: Secretaria Municipal de Cultura/Porto Alegre,MAC/USP(Cassandra de Castro Assis Gonçalves/Bolsista, RioArteCultura, Investarte.)
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Olá!

Passei rápido para deixar o texto produzido recentemente, para ser colado no mural. Agradeço pelos comentários feitos e deixados por novos e velhos amigos.

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Havia combinado com Walter, que sábado, após a sessão de cinema, voltaríamos para casa, pediríamos uma pizza grande; os refrigerantes, eu havia comprado em promoção, no supermercado. Acordei cantarolando, há dias em que acordo com vontade de cantar. Aviso aos navegantes, que sou péssima cantora, muito desafinada, mais ainda, quando penso em imitar Teresa Salgueiro, cantando Alfama: “Agora, que lembro, as horas ao longo do tempo”...”Esquecida, em cada dia que passa, nunca mais revi a graça de teus olhos”... que serviu como parte da trilha sonora do filme Céu de Lisboa. Gostei deste filme quando assisti e me tornei fã do grupo português.
Walter inicialmente, não concordou, mas acabou aceitando os meus argumentos para passar o final do dia, em casa. O cinema era próximo, na saída, retornamos caminhando de mãos dadas pela avenida. A maioria do comércio tinha cerrado as portas. Camelôs, mendigos e a sujeira tomavam conta da calçada, dificultando o trânsito de pessoas. Um grupo de pivetes cheirando cola, insistiam em entrar no ônibus parado no ponto. Os passageiros no interior do ônibus, ficaram assustados. Os garotos eram bem agressivos, não conseguiram entrar e correram em disparada para pegar o próximo, não conseguiram. Sairam em disparada fazendo algazarra.
Quando chegamos à praça Serzedelo Correia, estava instalada a feira de livros, ao caminharmos em direção a uma das barracas, nos deparamos com um senhor que gritava desesperadamente por Pega Ladrão! Tentava perseguir o lépido ladrão descalço, vestido com as cores do Brasil e que sumia no meio da rua, entre os carros.Ninguém se mexeu, mas não sei se conseguiram prende-lo mais adiante.
Uma amiga disse certa vez, que éramos um casal à moda antiga, destes que ficam de mãos dadas e recebe flores de presente. Lembrávamos sempre das datas mais importantes de nossa história de vida. Em uma tarde de domingo, sem assistir televisão,apenas escutando rádio, ficamos rememorando o nosso primeiro encontro e quem tomou a iniciativa de começar a conversar. Walter negou, que tinha sido ele quem começou, afirmava que era eu quem a pretexto de acender um cigarro, perguntou se tinha fósforos; na ocasião Walter ainda fumava, tempos depois, abandonou o vício do cigarro. Lembrando hoje, fico a rir da situação, Walter ficava bastante incomodado com o cheiro, passou a ser intolerante. Eu, cada vez, fumava mais. Não renunciava a minha vontade de fumar.
Ao chegarmos em casa, o telefone estava tocando, eu atendi, eram amigos combinando para mais tarde, um encontro em um bar. Abandonamos o que inicialmente havíamos combinado e resolvemos sair com os amigos. Nove horas, foi a hora acertada, havia tempo, para mudar de tomar banho e mudar de roupa. Fomos em um bar perto de casa. Por sorte encontramos uma mesa vazia, geralmente, sentávamos nela, dali, tinha uma boa visão da rua e do interior do bar. Eu, defronte para Silvia e Walter diante de Carlos. Pedimos o de sempre. Enquanto, aguardava, eu estava olhando para o outro lado, de repente, meus olhos fixaram em um homem barbudo, com ar de intelectual, lendo um livro, que à distância, me pareceu ser Alma de Pássaro. Estava entretido na leitura, restava um pouco de bebida em um copo. Não conseguia tirar os olhos daquele estranho.Algo me atraia. Ficara pertubada com a sua presença. Walter distraia com as piadas contadas por Carlos, algumas eram repetidas, mesmo assim, risadas eram ouvidas.Carlos tinha um jeito todo especial para contar piadas.

Olhava e pensava naquele homem misterioso. Divagava. Que horror! Eu uma senhora casada, e em companhia do marido e de amigos que poderiam a qualquer momento flagrar meu comportamento. Não sei, mas eu senti que ele me olhava.Acho que chamei atenção dele. Há quanto tempo, um homem não me olha daquele jeito. Sabe lá, se Walter poderia ler os meus pensamentos. Pensei em trocar de lugar com Silvia, de onde ela estava, teria uma dificuldade em olhar para aquele estranho barbudo. Que bobagem a minha, acabei, ficando no mesmo lugar. Comecei a pensar no homem, será que estava sozinho, ou aguardava a companhia feminina, uma daquelas lindas mulheres de Copacabana. Dei asas a minha imaginação, imaginando tanto, que em certo momento, não prestei atenção a pergunta que Silvia me fez. Respondi qualquer coisa, para o seu espanto. Pela segunda vez, acabei de modo lacônico, respondendo. Achei que Silvia como mulher tinha percebido meu ligeiro interesse no homem barbudo, que distraído, lia um livro. Não poderia por um entusiasmo infantil, de adolescente, perder o contrôle sobre mim. Disfarçava e voltava meu olhar e ouvido para o grupo. Caso contrário, acabaria deste modo, provocando um mal estar.

Fiquei aliviada, quando percebi, que o homem fechava o livro e pedia a conta. Distante eu controlava todos os seus movimentos. Levantou, passou por mim, deu uma olhada para o relógio e foi embora.Nem me reparou. Que alivio, eu o acompanhei seguindo por meus olhos, até o momento em que fez sinal para o taxi e partiu.
Meia hora depois, pedimos a conta. Walter muito animado pelos chopes tomados, acabou me dando um beijo. Despedimos dos amigos e fomos para casa dormir, no dia seguinte, o trabalho nos aguardava. Deixei de ser sonhadora, voltei a dura realidade das minhas tarefas do cotidiano.



segunda-feira, junho 19, 2006

O Amor de Selma














Eli Heil : Artista autodidata catarinense, nascida em Palhoça, em 1929. Dona de intensa produção artistica, com trabalhos desenvolvidos na pintura, cerâmica, escultura, desenho e tapeçaria. Estima-se em mais de duas mil obras, a composição de seu acêrvo, que pode ser admirado no Museu Mundo Ovo, de sua propriedade e situado em Santo Antonio de Lisboa, na Rodovia SC-401. Destaca-se como referência turística no estado. Muitos de seus trabalhos foram premiados e vistos em exposições no exterior. (Fonte de Consulta: Guia Floripa, Secretaria Municipal de Turismo, Universia Brasil, City Brazil - Pontos Turísticos )
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Olá!
Meus Caros Amigos, agradeço muito pelas visitas e os comentários deixados no blog. Passei para deixar colado no mural, o mais recente texto de minha safra "literária". Desejo para todos uma ótima segunda-feira.
Ps: No final de semana, começaram a montar as barracas para a feira do livro da Praça Serzedelo Correia, em Copacabana. Gosto da feira, participei durante quatro anos, sendo barraqueiro, utilizava sob os meus cuidados o selo da Edições Graal, na época ainda pertencia ao ex-deputado Max da Costa Santos e gerenciada pelo grande editor Paul J. Cristoph; mais tarde foi adquirida pelo empresário Fernando Gasparian, proprietário da Editora Paz e Terra.
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Os pais souberam de sua decisão, sem muitos detalhes em um bilhete deixado pregado na porta da geladeira, lido, após a volta da missa. Selma informava, que a mudança de casa, seria no sábado.No mais, era silêncio. Largaria, mais uma vez, tudo em nome do novo amor.Sempre foi assim, desde de menina. Quando os estudos foram deixados de lado, pois, ficariam para uma próxima oportunidade, que ela imaginava ser, em um tempo bem distante, logo após, os sonhos de casar e ser mãe.Não gostava de freqüentar à escola, tampouco, de ficar estudando, lendo.Vez por outra, para distrair, pegava emprestado de sua avó, alguns romances da coleção Biblioteca das Moças, adorava aqueles livros com final feliz. Os livros preferidos eram os de M Delly.

Desde criança, nas brincadeiras com as bonecas, tinha muitas; ou com as amiguinhas, na escola ou na pracinha, imaginava, quando tivesse um marido, encontraria a felicidade. Seria um marido que a fizesse sonhar, sempre lindos sonhos de amor.Um marido para toda a vida. Maria Cristina, sua amiga de infância, jura que ela, falava e sonhava com príncipes e alguns poucos sapos.

Imaginava ser mãe de muitos filhos, inclusive, teria escolhido alguns nomes, os mesmos dos bonecos de seu quarto.Imaginava viver em um reino de fantasia e de riquezas. Rainha de um lar doce lar, para quem sempre nas brincadeiras de menina, se imaginava uma princesa.Moraria em castelos e na Europa.Viajaria em carros possantes e modernos, antigas carruagens imaginadas na infância.

Em um baile, nos salões do clube, conheceu Pedro, garoto sonhador, para as meninas da turma, parecia um principe, a tirou para dançar, naquela tarde. Não pararam de dançar e de namorar.Ficaram de mãos dadas.Trocaram beijos e afagos. Em silêncio, conversaram por muito tempo.Juras de amor, de eterno amor. Pintaram sonhos inesquecíveis e coloriram ilusões.O casamento em uma grande festa, era um desejo.Em um dia de chuva, diante do espelho, colocou uma flor no cabelo. Ficou linda como uma rainha. Sua melhor amiga, um convite para ser madrinha. Promessas, muitas. Acreditou em todas, tudo em nome do amor.

Do amor sonhado nas telas de cinema, nas páginas das revistas recortadas, dos galãs das novelas de tv, dos inúmeros amores idealizados, sonhados e perdidos.Selma,sempre acreditou que o próximo amor de sua vida, encontraria a felicidade, mesmo que não fosse para sempre, insistiria. Selma depois da mundança, tinha acabado de colocar em um canto no quarto do casal, uma grande caixa, ali, estavam embrulhados sonhos e desilusões.



quinta-feira, junho 15, 2006

Papo de Quinta




















Rodrigo de Haro
: "Bruxa" - Poeta, Artista Plástico e Acadêmico. Membro da Academia Catarinense de Letras (ACL). Sua obra escrita está sendo reditada pela editora carioca. Nasceu em Paris, em 1939.
(Fonte de Consulta
:
Helena Freta Galeria de Arte , Museu de Arte de Santa Catarina, Agulha - Revista de Cultura, Jornal Metropolitano -SC.)
Observação: Dados biográficos incompletos.


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Olá!

Meus Caros Amigos, reapareço no blog, depois de um recesso provocado pela Virtua/Net (banda larga), que deixou parte de algumas ruas de Copacabana, sem sinal de acesso a internet.Neste período ficamos engessados, condicionados ao suporte técnico da Net, que durante os quinze dias, não respondeu com precisão qualquer previsão de retorno do sinal e qual o tipo de defeito, alegavam um problema externo.Confesso que é uma situação extremamente desagradável, chegando a ser muito irritante.

Ontem, por volta de 18 horas, para a nossa alegria, o sinal foi restabelecido. Nesta quarta-feira, foi dia de visita de Ramom, que está cada vez mais serelepe. Foi dia de ouvir música infantil, ou melhor, uma overdose de uma música “cantada” por Xuxa, chamada “ A Elefanta Bila Bilú”. Como o meu neto gosta da música, chega a reclamar se eu disfarçadamente troco de música, responde que “não queria”, sempre de forma negativa, se não é de seu agrado.

Aproveitamos neste intervalo e alugamos dvds, assistimos: Língua, Jardineiro Fiel e Closer.Iniciei a leitura dos livros comprados no sebo, o primeiro foi “A Republica dos Assassinos”, de Agnaldo Silva e o “O Bruxo”, de Maria Adelaide Amaral.

Querida Lia (Blog Cotidiano) não pude aparecer na festa de arromba de seu blog. Desejo de coração, vida longa para o seu blog e espero que tenha curtido muito este momento.

Fico por aqui, desejando um bom feriado para todos amigos e leitores.

segunda-feira, maio 29, 2006

Colecionador de Sonhos













Thomaz Ianelli : Nasceu em São Paulo, em 1932. Pintor, gravador e desenhista. Foi integrante do Grupo Guanabara, criado em 1958. Sua primeira exposição foi em 1960, na galeria da Folha.Participou da equipe de filmagem de Quarup, pintando diversas aquarelas. Morreu em 2001, vítima de embolia pulmonar. Irmão do artista plástico Arcângelo Ianelli e tio do artista plástico Rubens Ianelli. ( Fonte de Consulta: Folha de São Paulo(On line/2001), ) Morreu antes da realização de um filme do documentarista Carlos Cortez em homenagem aos seus cinqüenta anos .
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Olá!
Peço desculpas aos amigos leitores e blogueiros, por não ter encontrado um tempo para uma dedicação maior nas visitas em que faço a suas páginas. Entro e nem tenho deixado comentários, tampouco, deixo todas as respostas aos visitantes no espaço destinado aos comentários. Na verdade, desde que Marilene ficou aposentada, que tive que redesenhar um novo tempo para uso da internet, ficando menos tempo na parte da tarde, fizemos uma divisão; eu pela manhã e ela preferencialmente pela tarde, mas nada que seja inserido aos rigores da lei. È uma combinação democrátcia. Estabelecemos que a noite é livre, e é para se fazer, o que der na telha...ler, assistir tv, conversar e fazer, se ninguém esquecer, outras coisas...
Aproveito para pregar no varal, mais um texto saído do fôrno.
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Sou um rico colecionador de sonhos
dos sonhos mais lindos
dos sonhos de criança sapeca
dos sonhos dourados
dos sonhos utópicos.
Dos sonhos embalados

amontoados
dos sonhos distantes.
Tristes.
Dos sonhos de principes
e princesas
dos sonhos de valsa.
Dos sonhos coloridos
dos sonhos realizados
em preto e branco
Sonhos costurados
remendados
embaralhados
conquistados.
De sonhos por um mundo melhor
de sonhos acordados.
Acreditados.
De sonhos escondidos
sumidos.

Relaxados.
Desfeitos.
Idealizados.
Coleciono sonhos
sonhados
Sonhos de palhaço.
Sonhos de amor
sem fim
Sonho sempre como

Sonha
um Poeta.