domingo, setembro 03, 2006

Papo de Domingo

Claudio Faciolli : Pintor e Professor. Uma de suas exposições, foi realizada na Galeira Rembrandt; exposição na Galeria Fesp, na sala Djanira. Mantém um espaço para os usuários de saúde mental, desde 1988.( Fonte de Consulta - Murilo Castro, Rembrandt Escritório de Arte e Molduras, Portal Illumino, Galeria do Ateliê, no bairro da Lapa, Secretaria de Comunicação Social do Estado do Rio de Janeiro)













Olá!

Estou de volta, ou pelo menos, é esta a minha intenção. Depois de uma longa ausência, pensei com carinho em retornar junto aos amigos queridos, leitores e para o espaço blogueiro que criei, há mais de um ano. Deixei a Quitanda, fechada para balanço e o resultado, foi positivo, optei por continuar, embora, com freqüência reduzida. Escolhi pelo menos um dia da semana e o ideal, ficou, para os domingos. Dia de atualizar conversas, textos e outros assuntos de meu universo doméstico, que tem como protagonista principal o meu neto Ramom.

A Quitanda estava mesmo abandonada, verdade, mas não a ponto de ficar entregue às baratas. Pretendo retomar as visitas que faço sempre de modo prazeroso aos amigos blogueiros, o mais breve possível e será preferencialmente pela parte da manhã (madrugada). O afastamento (sumiço) foi motivado por uma proposta de trabalho, que me levou a retornar ao mercado de livros. Pensei e repensei, era a oportunidade que faltava, não hesitei; acabou por mostrar-se atraente por ser o único segmento do mercado de livros em que não atuei; o chamado “sebo”, que predomina a venda/compra de livros usados.

Fui por um longo tempo, um habitual freqüentador de sebos, gosto deste ambiente, de fuçar as prateleiras e encontrar "tesouros", deste modo, montei um grande acervo na área de ciências sociais, em parte por minhas visitas aos alfarrábios, principalmente os localizados no centro da cidade. Eram poucos, mas bons sebos, lembro que fazia o circuito, começando pela Livraria São José, na rua São José, comandada pelo livreiro Carlos Ribeiro e acabava em uma livraria qualquer, podendo ser a Ler (Ernesto Zahar). Atualmente, observa-se um aumento do comércio de livros usados, espalhados pelos bairros e aos diversos camelôs em vias públicas.

Iniciei o trabalho em uma livraria na zona sul, com o propósito de arrumar as estantes, nomeando os assuntos em temas do conhecimento, dividindo-os, no sentido de facilitar para o cliente, a localização do livro. Gosto deste trabalho, ali, revejo livros e alguns amigos. Naturalmente, o trabalho abre possibilidades para novos conhecimentos, com clientes/leitores. Acho muito rica esta interação. Grande parte de minha vida foi envolvida com livros, passei por diversas fases na minha situação de profissional do livro. Depois que encerrei as atividades da distribuidora e editora, fiquei afastado por anos do mundo dos livros. Trabalhar em sebos, gerou sempre em mim, uma satisfação; entro em contato com o universo editorial, identifico as editoras que fui distribuidor, das editoras que fecharam e as livrarias, cujo registro são marcados pela etiqueta colada no livro, algumas, não existem mais, mas de alguma forma, voltam à tona e desenham para mim a história do mercado editorial.Hoje muitas editoras foram absorvidas por editoras estrangeiras, que com bom apetite, devoram qualquer editora que esteja pelo caminho. Uma editora que fui distribuidor, recentemente foi incorporada a uma editora que produz revistas de palavras cruzadas.

Encontro preciosidades. Algumas jóias raras, quanto ao autor ou a edição. Leio algumas dedicatórias, ou de autor ou de amigos, oferecidos de presente, livros que de alguma forma chamaram atenção deles no momento da compra.

Outro dia, embora, não seja surpresa, ainda encontramos pessoas que não creditam nenhum valor ao livro. Pela manhã uma senhora acompanhada por um senhor, solicita o livro A Rosa do Povo, Carlos Drummond de Andrade, escrito na década de 40. O livro foi indicado como leitura para a sua filha, à partir daí, a senhora declarou pra quem estivesse interessado em ouvir, que o destino do livro, após a leitura seria a lata de lixo. Ela não dava nenhuma importância aos livros, dizia com ares de uma alta sumidade, que deixava transparecer o desprezo pelos livros.

Escrevi o texto para dizer que continuo, aos amigos, desejo agradecer manifestações de carinho demonstradas por e-mail, orkut ou deixados no espaço de comentários da Quitanda. Ramom. continua levado, aliás, muito levado, chegou a ganhar um galo na testa como companhia...

Aos amigos, um grande abraço.

Ps: Mês de Setembro, festa para várias amigas.

8 comentários:

Jôka P. disse...

Wilton,
muito legal vê-lo de volta.
Gostaria de visita-lo no sebo uma hora dessas. Pode ser ?
É em Copacabana ?
Baratos da Ribeiro ?
Abç e parabéns pela atividade !
Jôka P.

Tata disse...

Muito boa volta!!
Beijos n'alma!!

Janaina Staciarini disse...

Eeeee!! Que bom que está de volta, Wilton. Eu também amo sebos. Meu sonho é montar um. Quem sabe...

Jane Marques disse...

Wilton querido!!! Bom tê-lo de volta. E melhor ainda fazendo o que gosta. Também sou uma amante de sebos. Aqui em Salvador tem poucos, mas tem um em especial que curto muito. Na minha época de faculdade no curso de produção editorial me ajudou bastante, pois tinha dificuldade em encontrar livros nesta área. Deixo aqui o meu abraço carinhoso e o desejo de muitas felicidades pra ti. Beijinhos

Santos Passos disse...

Eu o re-sebo com prazer.
(horrível, essa)
Abração.

Saramar disse...

Wilton, meu querido amigo, você vai me perdoar, mas estou r-o-x-a de inveja!
Meu sonho sempre foi trabalhar com livros, principalmente em sebos.
Sou uma apaixonada por eles (os livros e os sebos).
Imagino o quanto você está feliz, depois de ter se dedicado a divina profissão de livreiro, agora, mergulhando nessas arcas de tesouros que são os sebos, ainda mais no RJ.
Então, seja sincero e me diga: não é motivo para ficar invejosíssima????

beijos, meu amigo e muito sucesso pra você, porque prazer, eu sei que terá.
P.S. Isso não é desculpa para deixar de postar, tá?????

Laura disse...

Bom te ver aqui de novo. bjs laura

Ivo Korytowski disse...

Sempre muito bonitas as obras de arte que você seleciona.
Você trabalha num sebo? Qual?