sábado, abril 09, 2005

Conversas de Sanita

Olá! Como é do costume deste quitandeiro, assim que vou para trás do balcão, o primeiro exercicio matinal, que faço após a leitura do noticiário, é conhecer os blogs situados neste vasto mundo da internet. Sempre encontramos algo de muito interessante, como este que visitei hoje. Confesso que andei pelos caminhos que me levaram a Portugal, volta e meia, cá estou na terrinha. O Doendes & Duentes, foi um deles. Alí, foi onde pesquei este texto que passo para vocês. Preservei o encantador idioma lusitano, com a sonoridade própria que nos diferencia. Gosto de estar sempre visitando um blog, tornou-se um hábito salutar, que adquiri há bastante tempo. Adoro, admirar esta paisagem. É um terreno que com certeza, ainda tenho dificuldades em tatear, pisar e mesmo caminhar. Construi, juntando pedaços e fatias de sonho, transformados nesta Quitanda. Sinto como novato, que ainda tento alcançar o primeiro piso. Passei por uns atalhos e cheguei neste, que indico o link: Praça da Republica:http://praçadarepublica.weblog.com.pt/
Desejo para você, leitor eventual deste blog, um ótimo sábado.

Interrogada pelo Espumante sobre o motivo porque as mulheres demoram muito mais tempo nas casas de banho públicas do que os homens (aqui abro uma parenteses para vos informar que tudo começou com este hilariante post), a Hipatia dá-nos a explicação que passo a transcrever:Eu explico a demora, Espumante. É muito fácil:Uma mulher vai à casa de banho e precisa passar pelo espelho. Aproveita, vê o batom; depois vê também as olheiras e que tal está o cabelo. De seguida - enquanto vai falando da vizinha do andar de baixo com a amiga que, necessariamente, a acompanha - espera que uma casa de banho fique vaga. Finalmente lá aparece uma. A mulher entra. Inspecciona a sanita. Vê se há papel. Nunca há. Abre a mala e procura os lenços de papel. Porra! Ficaram no carro. Esvazia a mala para os bolsos para ver se não haverá um lenço de papel perdido. Não há. Esvazia os bolsos para a carteira. Encontra um lenço de papel no fundo do bolso. Volta a pôr a mala pendurada no cabide. Abre as calças, baixa as calças, baixa os collants, baixa a cueca. Faz equilibrismo sobre a sanita, mantendo em média 5 cm entre o corpo e a borda do vaso. Tendo uma bexiga mais pequena do que a masculina (porque há muito mais coisas a ocupar espaço "do lado de dentro") é com alívio que começa a urinar. As pernas começam a ficar cansadas da posição. Finalmente acaba. Usa o lenço de papel. Procura o balde do lixo. Não há balde do lixo. Deita para dentro da sanita o lenço. Levanta a cueca. Baixa novamente a cueca porque o pensinho diário ficou enrugado. Sobe a cueca. Sobe o collant. Sobe as calças. Fecha as calças. Ajeita a roupa toda e ainda dá mais um arranjo ao collant no dedo grande do pé esquerdo. Foda-se! Acabou de rasgar o collant. Tira o verniz da mala e põe no collant para evitar que a malha alastre. Espera que seque o verniz. Calça o sapato. Guarda o verniz. Abre a porta e sai em direcção ao lavatório. Vê o cabelo. Vê o batom. Vê as olheiras. Tira os anéis todos. Guarda-os no bolso. Lava as mãos. Não há papel para secar as mãos, só aqueles secadores horríveis que não secam nada. Grita pela amiga "tens um lenço de papel?". A amiga grita de volta "usei o último agora". Seca as mãos às calças. Enfia os anéis. Volta a arranjar o cabelo e compõe o batom. Sai finalmente do WC linda e espampanante, sem ter molhado a sanita e de mãos bem lavadinhas, porque as mulheres lavam SEMPRE as mãos e é aí que desperdiçam um tempo precioso.

2 comentários:

Laura disse...

Adorei a historinha, é isto mesmo! rapaz, só hoje pude entrar aqui, estive com dor de cabeça dois dias e viajei na quinta.
Vc naoh tem escrito comentário nenhum lá, é revanche?
Um bj, bom final de domingo, meu querido amigo.
Laura.

Hipatia disse...

A sanita já atravessou o oceano? Xii!

:))))