terça-feira, abril 19, 2005

A Utopia Urbana em O Edificio Master!

Outro dia peguei em uma boa locadora aqui do bairro, um dvd, que há muito tempo tinha selecionado para assistir. Quando passou na tela grande, não pude ir. Ficou arrolado na imensa lista de filmes que, sempre adiciono após a leitura de uma sinopse. Sugestão de Marilene, minha companheira, muito bem informada, referência qualificada. É um dos critérios que somo ao escolher um filme, levo também, em consideração, a indicação de minha amiga blogueira Laura. Uma mulher atualizada em matéria de filmes e livros...e outros assuntos.

Morador de Copacabana, sempre me tocou qualquer coisa que tenham escolhido, para falar, sobre o meu bairro e seus moradores, desperta em mim, um interesse imediato. Estou na fase de pegar material que aborde temas pertinentes a este bairro da zona sul do Rio de Janeiro.Uma curiosidade que começou em 1973, quando aluno do Professor Gilberto Velho. Lembro que, fui o primeiro aluno a possuir o livro que ele, ficou surpreso de ter saído naquele dia. Não esqueci, que ele me pediu para mostrar, o sorriso de felicidade, percebi na face do grande mestre em Antropologia Social. Aquele livrinho de capa azul, editado pela Zahar, “A Utopia Urbana”, foi comprado naquele dia, pois eu tinha que pagar um crediário na livraria Ler(livreiro: Ernesto Zahar, irmão de Jorge Zahar). A livraria, ficava em frente à editora, tinha prioridade, de ser a primeira, de imediato, como tivesse chegado do "forno", para receber os livros editados pelo irmão. Dei sorte naquele dia, o vendedor tinha mostrado as novidades. Dentre elas, o livro de Gilberto. Comprei e fui direto para o IFCS, assistir as aulas daquele dia. Este livro foi a tese de Gilberto, defendida em 1970, na época era casado com a antropóloga Yvonne Maggie, ( foi diretora do IFCS e editora da UFRJ)editou um livro pela Zahar, “Guerra de Orixá: Um estudo de ritual e conflito) Moraram no prédio que serviu de material para a tese, embora, para um trabalho de curso, ele cita o então famoso Barata Ribeiro, 200; hoje sofreu alteração numérica com o intento de remover o estigma. Passou a ser 194.

Gostei do filme que assisti, do cineasta-documentarista Eduardo Coutinho, que eu via sempre em Ipanema, geralmente sozinho.Além da livraria que eu tive em Ipanema, depois que fechei, recebi um convite para trabalhar em uma livraria que pertencia ao cineasta Jorge Iléli, a Unilivros, situada na Rua Visconde de Pirajá, 207. Quero dizer, que estar em Ipanema, é conviver de alguma forma que este segmento de artistas transitando pelas ruas, ou até mesmo em livrarias, que é o ambiente ideal para encontrar com este pessoal. Aqui, passa o meu olhar para as pessoas e o universo ipanemense.

O filme por mais que tenha o olhar de Coutinho e sua equipe, não me foge da lembrança o livro de Gilberto Velho, que desconfio que ignoraram como indicação bibliográfica. Embora, esteja colado na memória de quem leu, de modo que, acho que serviu como um guia para a construção do filme. Pois para mim, há os dois olhares, quando estudam o mesmo caso. Usaram a lente de Gilberto, mesmo que o tratamento seja diferente.O olhar do antropólogo com as lentes do cineasta. Uma via que conduziu para observar os moradores de um prédio com elevado número de apartamento e de antigas situações que o colocaram no hall da fama, de um prédio problemático, com respostas resolvidas, através da delegacia e da justiça.Acho que o filme tem a sua importância como documentário, ele capta com sensibilidade a diversidade humana, fraga seus momentos, codifica o dia-a-dia, expresso nos depoimentos e gestos ao serem abordados pela equipe. O filme tem Copacabana como pano de fundo, recorta uma das realidades urbanas de um grande bairro, para mostrar os conflitos existenciais, para as histórias de vida narradas nos minutos limites do tempo para ser filmado. Conseguiu revelar um retrato ¾ de um segmento da classe média urbana, moradora de uma grande metrópole como o Rio de Janeiro. Um bom filme, um bom documentário, Eduardo Coutinho apenas confirma a sua condição de ser um dos nossos grandes documentaristas. “Edifício Máster, mesmo que encontre algumas restrições, pertence sem dúvida a filmografia nacional. Vale a pena!

2 comentários:

Laura disse...

Wilton, acho que acertou o passo, está ótimo teu blog, pena que naoh tenha mais comentários p. te animar. cadê o haloscan, ontem vi que botou?
Está ótimo ler vc escrevendo como conversa, é como faço, é mais fácil a gente ler. Parabéns!
Tb gostei mto do filme e gosto mto do torquato, escrevi um paragrafo sobre ele á atrás.
bjs, obrigada pelos elogios, elianne.

Anônimo disse...

Ich meine, dass Sie sich irren. Ich biete es an, zu besprechen. Schreiben Sie mir in PM. cialis levitra bestellen [url=http//t7-isis.org]viagra generika[/url]