sábado, agosto 06, 2005

Palavras Silenciosas


Ana Goldberger - "Harsch Realities", Acrílico s/ tela - Ana Maria Goldberg Coelho, nasceu em São Paulo, em 1947. Artista Plástica, Desenhista e Gravadora. Trabalhou como editora e tradutora.Ilustradora de uma série de capas para editoras brasileiras.Produziu trabalhos de tradução para a Editora Perspectiva. Aprendeu desenho com a artista húngara Yolanda Mohayl, cursou cinema na ECA/USP. Faz tapeçaria e xilogravura como autodidata. Desde de 1989, dedica-se exclusivamente à pintura. Participa de inúmeras exposições individuais e coletivas. Faz também tapeçaria. Atua na exposição Cenário para uma cidade, onde apresenta uma cartografia subjetiva de São Paulo,como sendo um mosaico de peças isoladas. Afirma em uma de suas declarações que "A vida em São Paulo é aos pedaços, que é preciso reivindicá-los a todo momento, portanto, eu resolvi acrescentar mais pedaços". Encontrei um cartaz desta exposição São Paulo: Cidade das Mulheres, realizada em maio de 2004, com a participação de Ana Goldeberg e Astrid Salles, no Núcleo Brasileiro da Arte do Esmalte. Na comemoração dos 450 anos de São Paulo Posted by Picasa

Ontem, estava programado minhas aulas de digitação moderna e revolucionária que o meu neto pretendia transmitir para o avô.O querido mestre, achou melhor subverter este processo de aprendizagem, preferindo abusar das brincadeiras com os brinquedos disponiveis na sala.Reconheço, que ele ontem, veio para dar aula, um pouco sonolento, dispersivo, diria eu.Preferiu sem nenhuma cerimônia, optar por brincar e dançar.Houve um lance em que achou melhor, se posicionar protestando em não querer comer, nada que lhe fosse oferecido.Achava muito divertido, um sabonete escorregar na pia e ele não conseguir pegar,pois, escapava de sua pequena mão. Dava gargalhadas com o ocorrido. Chama sua atenção qualquer batucada em qualquer objeto. Gosta do som, acha muito engraçado e tenta repetir. Ontem, definitivamente, não era dia de aula, mas que houveram lições que com certeza, aprendemos muito. Dizem alguns estudiosos, que é na hora do recreio que mais se aprende...Fico aguardando às próximas aulas, qualquer erro de digitação, peço antecipadamente, minhas desculpas.

Na sala de pouca luz
O silencio de nossa
Conversa
Prosseguia
Ouvíamos o barulho
Surdo e insistente
De vozes e gestos
Estagnados
Decorados
Você de um lado
Eu do outro.
Distantes e Próximos
Perto e Longe.
Não ouvia o que você
Me dizia.
Você ouvia o que não
Falava
Disse tudo em nada
Dissemos nada em tudo
Você nada dizia
Eu calado sabia
Um grito mudo
Interrompeu nossa conversa
Assustados, ficamos em silencio
Alguém poderia estar escutando
O que não sabíamos dizer.
Calados, nada dizíamos
Um para o outro.
O barulho do silencio.
Mudo minha posição
Fico diante de mim
De frente para você
Você troca o silencio
Pela mudez
Queria falar em silencio
Com você
Mas você interrompe calada
Com palavras escritas
Em uma folha em branco.

Um comentário:

Ricardo Massucatto disse...

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