quinta-feira, setembro 22, 2005

Marhaba! Keef Halek? Sabah Al Kair!


Angelo Milani - (Fonte: Art-Bonomo.Com) O artista tem uma página oficial na internet.Artista paranaense morando em São Paulo.O Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), abrigou uma exposição deste talentoso artista, que atuou em diversos pa�ses da Europa e da América Latina.Lendo noticia no Deutsche Welle, encontrei o nome de Angelo Milani, dentre outros, em uma exposição no Museu Ludwig, na cidade de Koblenz. Posted by Picasa

Olá, mais uma vez, coloco em exposição, parte do texto que produzi.Optei pelo modo parcial, achando que de outro modo, não caberia neste espaço, assim, vou mostrando o que tenho feito.As palavras em árabes, estão traduzidas no começo do texto, através dos cumprimentos.

Olá! Como vai você? Bom dia! Querida Arlete, você acertou Ricardo, está mesmo parecendo com um árabe, falava Mauro, com a sua amiga de longa data, em conversa ao telefone. Como você é minha dileta amiga, espero contar com sua discrição, vou contar o que um amigo me contou outro dia. Mas para isso, gostaria de lhe oferecer, isto é, um convite - costumo ser gentil com as damas. Poderíamos almoçar fora, empregada não apareceu, o que você acha? Por volta das treze horas, combinado? Acho um bom horário. Arlete, passo em sua residência.Vamos andando e conversando pelo caminho, a galeria fica perto de casa. Chegamos e sentamos em uma mesa próximo a saída. Pedimos o cardápio. Aceitaria um prato de Homus bi Tahine, Caftas? Aceita Esfihas? Uma coalhada? Uma fatia de Basbussa? Falafel? Não se acanhe!Vamos! Pega esta, tá uma delicia! Provei! Uma belewa? (folheado de nozes).Calma! você vai me entupir. Penso, que mais do que isto, você pode ganhar uns quilinhos e não quero ser responsável, caso alguém repare, que seu manequim não é o mesmo. Claro! Não esqueci dos kibes, se você preferir, posso lhe oferecer um pouco de Baba Ganouj, um prato com pasta de berinjelas, para manter você na linha, no bom sentido... Depois de falado tudo aquilo, Arlete acabou por pedir uma dose de arak, uma bebida árabe a base de anis, desnecessário recomendar, não abusar, para acabar, não trocando as pernas, como em alguns casos, acontece, se não ficar atento, de trocar os braços. Outro dia destes, soube de algumas situações relatadas por um antigo amigo - acho que cheguei a comentar com você sobre ele - disse a mim, relembrando o que realmente, aconteceu, com a mulher do vizinho, uma moradora das proximidades da Praça do Lido, em Copacabana. Considerada por muitos, como uma mulher de respeito. Casada há muito tempo com um coronel reformado. Você como amiga, vou confidenciar, apenas o inicio do que me foi contado. Não posso revelar o nome, pois, também não sei. O que apenas sei, é que deixou de ser Amélia, aquela que faz alusão à música de Mário Lago e Ataulfo Alves.
Num belo dia, segundo palavras deste meu amigo, que já mencionei a você; ela, a moradora do Lido, recebera de presente de um amigo marombeiro que freqüentava a academia e a praça de Copacabana. Tudo aconteceu após a leitura do livro Jardim das Delicias, escrito pelo muçulmano, o sheik Nefzaui. Na ausência do marido, segundo as fofocas chegadas ao meu amigo, a respeitosa senhora, decorou todas as posições existentes naquele livro dos prazeres. Na dúvida de alguma posição aproveitava os momentos de cochilos do marido, para rever a posição.Como uma vez, perguntou ao marido se estava interessado em olhar as ilustrações do livro que Margarida, colega de academia, esquecera em sua casa. Tá pensando que estou precisando, de ler estas imoralidades? Mulher eu ainda dou no couro? Ou não? Demorou a responder, claro bem e como... Pra ser sincera, acho que não há ninguém melhor do que você. Passado algum tempo, guardou o livro na estante em um lugar de fácil acesso para ela. Deixou lá, esquecido. Dentro das páginas, foram feitas observações manuais e relevantes de determinadas posições. Se ele não quer ler, eu quero, escrito a lápis no pé de página. E agora o que faço? Preciso aparecer na academia, ali cada um observa todos e onde todos observam cada um. Foi quando reparei que aquele rapaz,não tirava os olhos da parte do corpo, que mais me preocupo.Margarida durante a nossa conversa, também, tinha reparado que aquele rapaz, estava olhando para mim.Margarida, quero ficar com aquele homem.Preciso fazer os exercicios do livro.
Arlete, ficou curiosa na leitura do livro. Antes de você me perguntar, se posso conseguir apanhar emprestado o livro, eu lhe respondo: Posso! Se você não esquecer de devolver. Uma vez, uma amiga, veio aqui em casa e pediu emprestado, um monte de livros, lembro, de Onze Mil Varas, de Apollinaire, editado pela Escrita, Quadrinhos de Carlos Zéfiro, organizado pelo cartunista Ota, editado pela Record, Uma Mulher Diferente, da Cassandra, parece que era uma edição da Brasiliense, dois livros da Leila Micollis, um em parceria com Herbert Daniel, editado pela Achiamé e um outro pela editora, que criou, a Trote, não recordo o título do livro, levou um tempão para devolver. Quando devolveu, pediu desculpas pelo atraso; disse que estava na casa da namorada, como tinha rompido a relação , ficou este tempo todo com ela, que não devolvia e eu que não pedia. Agora, resolvemos, mais uma vez dar uma chance para nós. Estamos morando juntas. O riso de felicidade era cúmplice daquele momento.Despediu-se dando um beijo e um forte abraço.

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